CACETADAS NO PORTUGUÊS…

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  1. Brito Júnior 09:10 h – dia 8/12/2008: cinco delas (cu-delas). Fede, né? Além disto, um único cu para várias pessoas é um drama horrível.
  2. Evaristo Costa; 13:40 h – dia 8/12/2008: “receita dela” (tadela). Não é algo que se conheça, mas dói no português.
  3. Sandra Anemberg; 13:30h – dia 10/12/2008: “…que CUPIAM…” (Gente, cu pia? Eu nunca ouvi. Já ouvi cu peidar, bufar, se borrar etc… mas piar? Só o da paulistana aí [é paulistana porque fala o paulistanês. Quem fala este dialeto é paulistano, mesmo que  tenha nascido no Piauí, o estado mais esquecido do Brasil, né pulíticos?]. Aliás, ela erra também na concordância. Devia ter dito “…que cus-piam”, mas, aí, teria mudado o sentido do que desejava dizer… Raios, este tal de português é mesmo chato. O bom é falar inglês, né?)
  4. Evaristo Costa; 12:34h – dia 10/12/2008: “QUI tipos de reclamações…” (Que negócio é esse? QUI? Ah! Captei! Parabéns, Evaristo. Você ressuscitou o “QUI” latino. Talvez nem se recorde, mas existiu o famoso “qui, quae, quod”. Acho que não foi de seu tempo de estudante… Aliás, você não foi criativo porque é comum no paulistanês ressuscitar arcaísmos como é o caso do famoso e disseminado particípio passado arcaico do verbo pegar: PÊGO. Há pouco tempo os gramáticos diziam que “pêgo era o marido da pêga”. Mas a força do paulistanês apoiada pela ignorância da TV brasileira venceu e todo mundo voltou ao século XVIII).

LINGUA PORTUGUESA CADA VEZ PIOR

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Ouvi, hoje, 24/06/2010, no jornal local de Goiás, TV ANHANHANGUERA, um repórter de externas, dizer, rindo (talvez da própria ignorância), a seguinte cacetada vernacular: “VAI PREPARAR OS JOVENS AO MERCADO DE TRABALHO”. Cara, essa doeu! Camões deu pinotes na sepultura. Rui Barbosa babou no esqueleto.

Já ouvi falar de preparar frango AO MOLHO PARDO, mas preparar jovens ao mercado de trabalho não dá nem pra imaginar. Que diabo de molho é esse? Acho que só pode ser encontrado em São Paulo, pois o goianiense é imitador fanático do falar estropiado paulistanense. Em São Paulo, o nome da letra “E” mudou de som. Desde o velho Latim ele era ABERTO (É), agora, o dialeto “paulistanês” (talvez baseado no “bahianês”) determinou, através dos emproados da televisão, que fosse fechado (Ê). Começou com o malfadado TAFFMAN Ê. Depois espalhou-se como praga. Outro dia ouvi de um repórter da Globo: “Ele é cêgo” em vez de “ele é cégo”. No entanto, mudaram o som de ÊXTRA que, agora, virou ÉXTRA. A Televisão começou a escangalhar o português com programas humorísticos onde a concordância verbal e verbo-nominal virou carnaval de bêbedo. Hoje, mistura-se TU com VOCÊ referindo-se ao mesmo sujeito e o resultado gramaticalmente é horrível. Frases como: Eu te disse a verdade, mas você não me quis ouvir” ou “eu te amo, mas você não me quer” atropelam o falar do brasileiro. Quem fala está-se dirigindo a quantas pessoas? Pela Gramática, a duas. Uma, mais íntima, trata por TU (como fazem os gaúchos). Outra, menos íntima, trata por VOCÊ. E se há dois interlocutores para quem fala, as frases, para quem ouve, ficaram sem nexo.

Há muito tempo este modo de falar estropiado era próprio das favelas e dos iletrados e era considerado pelos “intelectuais televisivos e novelistas” como “cultura popular”, em vez de, corretamente, falta de instrução escolar. Levaram a tal “cultura popular” para a telinha e o resultado foi a derrocada dos professores de português. Um dia destes ouvi de um desses heróis: “No Brasil há duas línguas. Uma, gramatical, que só serve para concursos e documentos oficiais; outra, a realmente falada: escrachada, esculhambada e confusa”. Coitado. Sua profissão vai mergulhando cada vez mais nas trevas. A confusão é tanta que as gramáticas estão incorporando em suas regras os erros ou os retrocessos linguísticos – muitas vezes atá à força de Lei, como é o caso da Lei recentemente aprovada pelo Congresso que iguala o português de nosso país continental ao de ilhas que falam outro “dialeto” originado do Português. E o paulista tem o mérito de ressuscitar particípios arcaicos como PÊGO, por exemplo. E o aprimoraram. Agora ele tem o feminino PÊGA, que eu só conhecia como designativo de uma ave. Diz-se, então: “Ele foi pêgo” ou ” ela foi pêga”. Aos meus ouvidos isto soa horrível. Ainda uso a velha Gramática, para mim, a verdadeira, e acho que não vou mudar nunca.

Meus filhos me dizem: “pai, ninguém lê o que você escreve porque o Q.I. das pessoas de hoje, principalmente dos joves, está reduzido a entender no máximo uma cosntrução com duas linhas. Passou disto, a CPU deles queima”. É… Talvez tenham razão. Mas, ainda assim, vou continuar como aprendi a ser, mesmo que esteja pregando no deserto…

Globalização, Neoliberalismo, Aposentados e os Protocolos dos Sábios de Sião

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Na década de 80 li um livro editado pela Editora Globo: “A Armadilha da Globalização”. Ele me impressionou. Em 2007 resolvi fazer uma    pós-graduação em DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR e minha monografia versou sobre o neoliberalismo, a filosofia por detrás da  Globalização. Na apresentação da monografia fiquei surpreso de ver o quanto os professores ali presentes estavam desinformados sobre o  perigo que pairava sobre nossas cabeças. E até hoje, o povo de modo geral, mormente os jovens, desconhecem a tremenda arapuca em  que todos fomos metidos. A guerra contra os aposentados, concretizada com o Governo de Fernando Henrique Cardoso e continuada  com o Governo de Luis Inácio “Lula” da Silva, terminará fazendo que os jovens da atualidade de 2010, na velhice, acendam, desesperados,  velas para “SÃO SOUBESSE”, o santo que só chega depois do milagre feito. O mundo está naufragando economica e financeiramente tão-só devido à Filosofia do Neoliberalismo e se alguém pensa que esta filosofia maldita foi deixada de lado, engana-se redondamente. É aconselhável que os “inocentes e bobos” leiam aquele livro citado acima. E é aconselhável, também, que leiam ‘OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO”. Não sei dizer se os judeus têm algo com o que ali está, mas digo com certeza que o plano ali contido está sendo realizado inexoravelmente. Particularmente tenho minhas dúvidas quanto à autoria daquela monstruosidade ser dos judeus. São beligerantes, sim. São aguerridos, sim. Mas em um mundo enlouquecido, quem não o é? Como disse o mais nobre de todos os judeus: “Atire a primeira pedra aquele que nunca pecou”. Não serei eu a fazer isto, pois sou um pecador confesso. Mas para que se compreenda a desgraceira econômico-financeira que está desabando sobre o mundo é indispensável conhecer aquelas duas obras e PENSAR, PENSAR MUITO A RESPEITO. Os aposentados de todo o mundo estão sendo simplesmente RESPONSABILIZADOS PELA QUEBRA DE SEUS PAÍSES e a lenga-lenga chegou com força total ao Brasil, depois de COLLOR DE MELLO. O Lula traiu descaradamente os aposentados do Brasil e também passou a fazer coro, com sua corja de Ministros batendo no desgastado refrão: “O reajuste dos aposentados vai quebrar o Brasil. É uma irresponsabilidade fiscal e política fazer isto”. Nós, os aposentados brasileiros, estamos sendo esmagados bem devaraginho pelo maldito FATOR PREVIDENCIÁRIO inventado pelo nazista FHC e seus asseclas, um deles candidato atual à Presidência da República. Mas é necessário olhar para fora, além-fronteira, e ver que nos EUA, na GRÉCIA, na ALEMANHA, na FRANÇA, na INGLATERRA, enfim, na América do Norte e em toda a Europa a alegação é a mesma. A filosofia neoliberalista é: “Os aposentados devem morrer rápido e não usufruir do Seguro Social pelo qual pagaram a vida toda de trabalho árduo para construir e sustentar a riqueza de suas nações”. Banqueiros sim, devem ter vida longa e gozar de tais riquezas, para a construção das quais pouco ou nenhum esforço fizeram. Na ganância pelo LUCRO A QUALQUER PREÇO E ILIMITADO, os Senhores do Poder Econômico levam até às últimas conseqüências o desmantelamento do Ecosistema Terrestre, como se eles não habitassem este fragil navio espacial. Talvez acalentem a esperança de, quando o planeta estiver totalmente arrazado e enlouquecido, mudarem-se para outro, a fim de lá continuar com a tresloucada filosofia neoliberalista. É pura insanidade. Isto JAMAIS IRÁ ACONTECER, mesmo que os construtores de engenhocas espaciais consigam fazer um navio transplanetário capaz de levar os doidos terrestres para outros orbes. Não encontrarão, lá, POBRES que possam explorar à vontade; nem inocentes que possam manipular com risadas satânicas de satisfação. Aqui fazem, aqui pagam. É a Lei do Carma e não há como evitá-la.
Jovens do Brasil e do mundo, acordai! É preciso ir muito além da Lei da Ficha Limpa. É preciso criar a LEI ANTI-GANÂNCIA. Sem ela…. Sei não.

O GATO SÃO OS ELEITORES…

GOVERNO QUER PROIBIR PAI DE DAR PALMADA

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Projeto de Lei que será assinado pelo Presidente Lula prevê punição a quem castigar fisicamente crianças e adolescentes. Inclusive aos pais dos dito cujos…

Pais, professores, cuidadores de menores em geral podem ficar proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar “palmadas pedagógicas” em menores de idade. Um projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico será assinado amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para marcar os 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A medida visa garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais ou “tratamento cruel e degradante”. Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto, o artigo 18 passa a definir “castigo corporal” como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.

“A definição proposta se aplica não só para o ambiente doméstico, mas também para os demais cuidadores de crianças e adolescentes – na escola, nos abrigos, nas unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural”, diz a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Segundo ela, “1/3 das denúncias no Disque 100 refere-se à violência doméstica, seja na forma de negligência ou de maus tratos”.

Para o advogado e coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel Castro Alves, o projeto vai preencher uma lacuna da lei. “Falar em maus-tratos é muito subjetivo.” Sugere-se ainda a realização de campanhas educativas anticastigo por Estado, municípios e entidades não-governamentais.

Será necessário o testemunho de terceiros – vizinhos, parentes, funcionários, assistentes sociais – que atestem o castigo corporal e queiram delatar o infrator para o Conselho Tutelar. Vale lembrar que, no caso de lesões corporais graves, o responsável é punido de acordo com o Código Penal, que prevê a pena de 1 a 4 anos de prisão para quem “abusa dos meios de correção ou disciplina”, com agravante se a vítima for menor de 14 anos.

Educação. Considerando que o texto do ECA prevê até infrações contra o menor praticadas pela internet, a legislação contra castigo corporal vem com um certo atraso. É um atestado, segundo especialistas, do quanto a palmada é considerada uma prática normal entre os pais e educadores. “É preciso ensinar os pais a resolver conflitos de forma não violenta”, diz a coordenadora do movimento “Não Bata, Eduque” e uma das articuladoras do projeto, Márcia Oliveira

Este assunto, ao menos para mim, é controverso. A juventude dos dias atuais, desde seus tenros anos de infância, é brutalmente corrompida pela MÍDIA em geral. Sexo (prazer) desbragado e sem freio; coito (cópula) à granel e o mais cedo possível; libertinagem educacional em substituição à liberdade educacional, endeusamento da sexualidade transviada e aberrante, propaganda irresponsável, tudo isto agride violentamente os padrões familiares, éticos, morais e cristãos da família nacional brasileira. A liberdade sem freios à animalidade natural do “animal humano” tem redundado em crimes horrorosos, como aquele da garota paulista que matou os pais em conluiu com o namorado para ficar com os bens (notícia veiculada à exaustão pela Mídia televisiva em geral). Pais e educadores estão sendo acuados pelo ECA de tal modo que, não vai demorar, os casais entrarão em pânico assim que ficarem sabendo que a mulher está grávida. Vai nascer um demônio na família e eles vão ficar com a bomba na mão até… Até quando? Não há emprego para a juventude e são os pais, ainda quando idosos, que têm de continuar a sustentar aquela prole tresloucada deste milênio… Acho que muitos homens vão preferir praticar a vasectomia para se livrar de destino tão cruel…

Ainda bem que já estou no final de minha jornada. ALELUIA, IRMÃO, ALELUIA!!!!!

RETROCESSO LULISTA! ARRE ÉGUA, ATÉ QUANDO VAMOS AGUENTAR ISTO?

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É de irritar. Os políticos sem-vergonha têm que ser mais apertados. A Lei da Ficha Limpa ainda é pouca. É preciso apertar mais os cordões da Ética e da Moral no meio Político Nacional Brasileiro. Vejam o que o Estadão publicou dia 12/07/2010:

COMISSÃO DO GOVERNO APROVA PLANO DE INCENTIVO À PRODUÇÃO DE FUMO NO PAÍS

“Formulado pela câmara Setorial do Tabaco, ligada ao Ministério da Agricultura, documento sugere a adoção de ações que conttrariam o esforço para colocar em prática a convenção-Quadro do Tabaco – acordo global para reduzir o tabagismo.

A política antigabagista sem rumo adotada pelo Brasil ganhou mais uma decisão contraditória do governo Lula com a aprovação de um documento para turbinar a produção do fumo no Brasil.

Formulada pela Câmara Setorial do Tabaco, ligada ao Ministério da Agricultura, a Agenda Estratégica, aprovada no final do mês passado, sugere a adoção de ações que contrariam ou neutralizam o esforço para colocara em prática a Convenção-Quadro do Tabaco – acordo ratificado em 2005 pelo Brasil com regras para reduzir e prevenir o tabagismo.

É esquizofrenia total: uma parate do governo morde e outra assopra o setor produtivo do fumo! Compara a diretora da Aliança de Controle do Tabagismo, Paula Johns. O que mais chama a atenção no momento são as ações em contraposição às medidas da Convenção-Quadro. As medidas antitabagistas são tratadas como ataques exagerados e sem fundamento ao fumo”, avalia a secretária executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro do Tabaco, Tânia Cavalcante. O documento prevê a captação de recursos públicos para um programa de desenvolvimento e inovação do fumo e a criação de linhas de crédito para o setor com taxas de juros semelhantes ao do Pronaf, voltado para a agricultura familiar. O documento ainda sugere a redução de impostos para a fabricação de charutos e o retorno de embalagens de 10 cigarros – por ser mais barato e ter apelo junto ao público jovem esse maço está proibido desde 1998.

Sem sentido

A concessão de crédito para ampliar a área de plantação de fumo vai no sentido inverso de uma política assinada em 2005: o programa de apoio à diversificação produtiva de áreas com fumo. Assinada por seis ministérios, a iniciativa tem como objetivo auxiliar fumicultores a mudar de produção. A ideia é proteger os produtores de uma redução futura do mercado e preservá-los de prejuízos. “A ONU estima que o consumo individual atingirá o pico em 2010. Depois haverá uma redução da demanda”, conta Tânia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.”

OS PRODUTORES DE CIGARROS VISAM DANIFICAR MAIS AINDA NOSSA JUVENTUDE.

Será que dá, para você que lê, compreender o crime de LESA-PÁTRIA que esse pessoal comete com um ato tão criminoso? Será que dá, para você que lê, compreender que é necessário partir para a briga sem tréguas contra os “propinadores” que compram consciências como a da citada secretária executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro do Tabaco, TÂNIA CAVALCANTE?

Caramba, gente, ESCREVAM PARA OS SENADORES E OS DEPUTDOS. PROTESTEM! GRITEM! FAÇAM QUE ELES VEJAM QUE NÓS, BRASILEIROS, QUEREMOS REALMENTE UM BRASIL PARA BRASILEIROS E, NÃO, UM BRASIL PARA O PODER ECONÔMICO MUNDIAL!!!!!

E VOCÊS AINDA VÃO VOTAR NA DILMA ROUSSEF? Vai ser fdp assim na pqp!!!

VAMOS CONHECER O PMDB NA VOZ DE QUEM SABE FALAR DE POLÍTICA “POR DENTRO”

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O que abaixo se segue foi copiado de um artigo publicado por Otávio Cabral, da revista VEJA. Claro que você não é obrigado a ler, mas eu o aconselho a perder um pouco de seu tempo informando-se sobre um aglomerado de pessoas que, como maribondos, zumbem sobre a colmédia de sua vida.

De símbolo da resistência, PMDB virou partido da corrupção e do clientelismo

POR OTÁVIO CABRAL
Da Veja

O PMDB, partido brasileiro com o maior número de filiados e dono da maior bancada no Congresso Nacional, entre outros indicadores de grandeza, encarna hoje os grandes males da política ou apenas seus membros se aproveitam com mais eficiência das regras que facilitam a perpetuação da corrupção e do fisiologismo? A resposta não é tão simples. Se o PMDB desaparecesse por decreto da noite para o dia, a corrupção e o fisiologismo, irmãos siameses, continuariam a permear a atividade política no Brasil. Vale a pena ler a definição da Wikipédia:

“Fisiologismo é um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais. É um fenômeno que ocorre freqüentemente em parlamentos, mas também no Poder Executivo, estreitamente associado à corrupção política. Os partidos políticos podem ser considerados fisiologistas quando apóiam qualquer governo independentemente da coerência entre as ideologias ou planos programáticos”. Se alguém souber de algum partido político brasileiro que, mesmo não apoiando nenhum governo, não faça “troca de favores” em circunstância alguma, que escreva seu próprio verbete na Wikipédia. Ele pode ficar na letra “P”, de pureza, ou “U”, de utopia. Mas, se alguém conhecer algum partido que faça isso tudo com mais desenvoltura, constância, eficiência e na maior cara de pau, que escreva também seu verbete.

O PMDB encarna o paroxismo do fisiologismo. Há um limite na política real que é aceitável: o partido utilizar sua força para eleger grandes bancadas, pressionar o governo e conseguir cargos públicos. Isso poderia até explicar a onipresença do PMDB no poder. Mas o partido vai além do aceitável. Afirma o cientista político Rubens Figueiredo: “O PMDB usa essa força para promover a corrupção, o compadrio e o nepotismo. Isso resvala na marginalidade. O MDB foi a encarnação do bem no combate à ditadura. Ganhou um P e virou a encarnação do mal na democracia”. Apesar disso (pois seria cinicamente impensável escrever “por causa disso”), o partido é alvo de cobiça. Está no governo Lula assim como esteve em todos os governos nos últimos 24 anos. Se nenhuma turbulência ocorrer, já se prepara para participar do futuro governo a ser eleito em 2010. Por quê? Porque, pelas cinco características a ser expostas aqui, é quase impossível chegar ao Planalto sem o concurso do PMDB.

1) MALEABILIDADE – Herança dos tempos heróicos, quando se chamava MDB e serviu de Arca de Noé para todo o espectro de opositores da ditadura militar, o PMDB é um partido sem identidade ideológica, sem espinha dorsal programática, o que facilita as conversas na linha “hay gobierno, estoy dentro”.

O partido serviu como abrigo e até esconderijo para todas as correntes políticas que faziam oposição aos militares. A convivência entre figuras tão distintas se consolidou com o tempo e fez do partido uma espécie de sigla ecumênica. “Nós nascemos com o único objetivo de retomar a democracia. Nunca tivemos unidade ideológica, programa econômico ou plano de desenvolvimento. Vencemos a ditadura e ficamos sem bandeira”, admite Wellington Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro e atual vice-presidente da Caixa. O PMDB talvez seja o único partido do mundo que admite a dissidência em seu estatuto. O fato de ser uma agremiação sem ideologia, sem programa e sem projeto facilitou ao PMDB estar presente em todos os governos nos últimos 24 anos, sem nenhum conflito.

2) ACEFALIA – O PMDB não tem um líder histórico ou um cacique incontrastável que dê rumo e aprove coligações. Sua estrutura é formada de células regionais e facções com ampla autonomia para tratar dos interesses mais imediatos de cada grupo.

O PMDB tem nove governadores, seis ministros e a maior bancada do Congresso. Mas não tem uma liderança, alguém capaz de falar em nome do partido. A falta de referencial facilita à sigla compor-se com quem quer que seja. “O PMDB é um partido com líderes inexpressivos. Alguém se lembra de algo relevante oriundo de Renan Calheiros ou de José Sarney?”, questiona o historiador Marco Antonio Villa. Durante a ditadura, o partido teve ícones, como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. Hoje tem como farol figuras como Orestes Quércia e Jader Barbalho, que dirigem quadros rasteiros. Caso do senador Wellington Salgado, um especialista em defender colegas enrolados. Indagado sobre as últimas denúncias contra o senador José Sarney – gravado pela polícia articulando a nomeação do namorado de uma neta para o Senado –, Salgado vaticinou: “Ele fez o que todo senador faz”.

3) ADAPTABILIDADE – Se o Brasil amanhecesse comunista, o PMDB acordaria o partido dos “comissários do povo”. Nada abala a convicção dos peemedebistas de que cedo ou tarde o partido no governo e o presidente da República, sejam quais forem, vão precisar de seus préstimos. Daí, então, basta negociar o preço, fazer as mais tenebrosas transações parecerem “alta política” e pegar a chave do cofre apenas como mais uma “missão de servir ao país” confiada a algum correligionário.

O PMDB começou a fazer graduação em teoria fisiológica ainda na ditadura. Na ocasião, não havia eleições diretas para presidente, governador e prefeito de capital – e o partido passou a priorizar os grotões, onde até hoje a promessa de qualquer coisa, seja uma nota de 10 reais, seja um emprego, ainda vale um voto. Em 1985, depois que José Sarney assumiu a Presidência, o partido começou a aplicar em larga escala suas habilidades em temas heterodoxos, tudo disfarçado de ações supostamente em favor da governabilidade e da formação de maioria. Na era Sarney, a especialidade da bancada do PMDB era permutar votos por concessões de rádio e TV. No governo Collor, o partido não teve muito espaço e ajudou a derrubá-lo. Na era Fernando Henrique Cardoso, a chantagem virou o instrumento de pressão do partido. Sob Lula, a troca de apoio por cargos chegou ao extremo. Hoje, o partido comanda órgãos que movimentam um orçamento de 240 bilhões de reais. Quem já teve como função negociar com o PMDB sabe que quem não ceder perde: “O que muda é o tamanho da colher. Em um governo, o PMDB tem uma colher de sopa. Em outro, de sobremesa. Em outro, de chá. Mas ele sempre ganha seu bocado de poder”, afirma o senador Arthur Virgílio, que foi líder de FHC no Congresso.

4) ATRASO – Em todas as democracias representativas, o avanço se dá quando o nível de educação e de conforto material permite aos eleitores interessar-se por questões não diretamente ligadas à sua sobrevivência imediata. Ou seja, quando o eleitor toma decisões baseadas em conceitos antes abstratos, como “interesse nacional” ou “ética”. Da mesma forma que a natureza abomina o vácuo, o PMDB não se interessa pelo eleitor que escapou do lumpesinato e não mais se entrega a qualquer partido que lhe ofereça uma recompensa material básica em troca de seu voto. Como uma imensa porção da população brasileira ainda depende desse tipo de recompensa, o PMDB tem um futuro risonho a curto e médio prazos.

O PMDB é um partido pragmático. Sabe como chegar ao eleitorado e o que precisa fazer para agradar-lhe. Autor do livro A Cabeça do Eleitor, o sociólogo Alberto Carlos Almeida compara o PMDB ao brasileiro médio. “O PMDB é o partido do centro, da ambigüidade, do meio-termo, da neutralidade, do interior do país, de escolaridade baixa, morador das regiões menos avançadas. É como a média do brasileiro”, compara. E esse brasileiro médio não vota por ideologia ou por afinidade, mas em quem lhe traz um benefício concreto e imediato. Por exemplo, o deputado que indica o gestor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Por meio do órgão chegarão remédios e obras à base do parlamentar, que terá uma população muito agradecida a ele na eleição seguinte. Por isso, órgãos como a Funasa, os Correios e o INSS são tão cobiçados pelo PMDB. Há ainda uma segunda vantagem. É comum um parlamentar brigar para indicar diretorias de obras de uma estatal. O alvo nesse caso são as empreiteiras contratadas, que se tornam potenciais doadoras de campanha. “A regra é o pagamento de comissões que vão de 5% a 10% para o partido”, afirma um ex-ministro peemedebista. É por isso que a lista de cargos ocupados pelo PMDB é tão ampla. Vai de um ministério a um posto de polícia no interior.

5) RESILIÊNCIA – As subestruturas regionais e as facções do partido só atuam em conjunto, com grande eficiência, quando a sobrevivência material do grupo e sua maneira de servir-se do estado são ameaçadas por alguma reforma política modernizante e mais ampla ou por um presidente ousado e destemido que decide acabar com a festa do dinheiro público.

O PMDB é entrave a qualquer mudança necessária para a modernização. O caso mais emblemático é a reforma política. Não há razão em apoiar alterações na regra se as distorções estão na gênese do poder do partido. “As leis eleitorais não mudarão enquanto beneficiarem essa bancada que não disputa eleição mas se dá bem em qualquer governo”, afirma o cientista político Gaudêncio Torquato. A reforma tributária também fica em segundo plano. Se puxar de um lado, prejudica o empresariado, que financia as campanhas do PMDB. Se puxar de outro, prejudica estados e municípios, nos quais o partido está entranhado na máquina. Ao negociar alianças prévias com o PT e o PSDB, os dois prováveis adversários nas eleições presidenciais do ano que vem, o PMDB está apenas cuidando do próprio futuro. Para o bem e para mal, também do nosso próprio futuro.

PEDAÇOS DE UMA VIDA QUE VIVI, MAS NÃO SEI DEFINIR…(I)

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Descobri que a internet é o melhor lugar do mundo para quem deseja esconder algo sério. Blogs sérios NUNCA SÃO LIDOS. Do mesmo modo que livros sérios e bons JAMAIS SÃO COMPRADOS. Então, o melhor lugar para colocar desabafos é aqui, por paradoxal que possa parecer. Hoje amanheci muito deprimido. E quando entro neste buraco sonho o mesmo sonho chato. Trabalho em um edifício gigantesco, no 14º andar, e atendo ao telefone. É uma mulher que eu não desejo que os outros saibam quem é. Então, saio da sala e vou andando para o elevador. Desço para o 11º andar sempre falando com a tal mulher. Não recordo o que falo, mas estou tenso. Preciso voltar à sala, mas a mulher não me dá chance de desligar e eu não tenho coragem de ser rude e simplesmente desligar. Parece que ela me pede socorro por estar em uma grande enrascada, mas tenho só uma impressão de que o teor da conversa é esse. Os andares são enormes e há comércio ativo, com muita gente fazendo compras ou pagamento em bancos. Os elevadores de repente não param no décimo quarto e as escadas são confusas e eu me perco tentando voltar para minha sala. Acordo nesta angústia e emocionalmente muito abalado porque sei que vou perder o emprego se não voltar ao trabalho.

Sou psicólogo e sou muito bom em psicoterapia. Sei perfeitamente o significado deste sonho, mas isto não é suficiente para que ele não volte. Basta que eu me veja em situação de grande tensão psicoemocional e ei-lo que surge.

Bem, vamos ao que interessa.

1 – O INÍCIO

Contaram-me que era uma segunda-feira – embora meu pai sempre tenha dito que não, que era uma quarta-feira – o dia de minha “delivrance”. Ia haver um eclípse do Sol e a cidade de Campo Maior, no Piauí, estava em rebuliço. Todo mundo desejava ver o fenômeno celeste, que em alguns sempre causava as mais esquisitas fantasias. Nossa casa, em Campo Maior, era enorme e tinha sido construída ainda no século passado, em 1881, quando meu avô Rodrigo Benício de Brito era dono de grandes fazendas por aqueles lados. Eu me recordo do piso. Feito de grandes lajotas de barro queimado em forno de lenha, por mãos de escravos. Quartos muito, muito amplos, coisa de seis por cinco metros ou mais cada um. Recordo de baús enormes, de madeira e couro, todo cheio de enfeites de metal, dentro destes quartos. As portas tinham chaves que mais pareciam de prisão medieval de tão grandes; e todas possuíam tramelas na parte interna. Eram grossas e pesadas e uma vez alguém trancado dentro de um daqueles cômodos, era muito difícil conseguir entrar ali.

Adentrava-se o casarão por um longo corredor que passava entre quatro quartos, dois de cada lado. O corredor desembocava na vastíssima sala de jantar, rústica, ampla e muito ventilada. Os móveis eram rústicos, pesados. A mesa de refeições devia medir uns quatro metros de comprimento e ainda assim sobrava espaço suficiente para cadeiras e poltronas. O grande salão abria-se para um grande quintal, cheio de pés de ata, laranjas e cajás. Um muro separava nossa casa e seu imenso quintal do Banco do Brasil, onde havia um pé de Umbu que seria, no futuro, causa de muita traquinagem minha. No meio do muro, uns cinquenta metros distante do casarão, havia um poço de onde se retirava água para beber e tudo o mais. Metade do poço ficava dentro do terreno do Banco do Brasil e a outra metade, dentro do terreno de nossa casa. O poço atendia às necessidades de todos. Ali, também, o fedelho que dentro em pouco ia nascer aprontaria travessuras incontáveis.

Meu pai era jovem e muito animado. Bonitão, forte, tremendamente mulherengo e brigão – sua fama corria o sertão nordestino – estava dando uma festa e convidando companheiros de aventuras, vizinhos e ex-peões de fazendas que tinham sido nossas. Metade de um boi, contaram-me, estava no braseiro e havia muita cachaça e cerveja. O borburinho ia no auge. Minha mãe, Dª Ana Borges Pedreira, de baixa estatura, morena jambo, dizem que bonita (eu não me lembro de seu rosto nos tempos de minha meninice), cabeleira de índia e feições de cafuza, caminhava pela casa dando ordens aos empregados. Seu barrigão anunciava que a qualquer momento eu ia espirrar lá de dentro. Já nasceria sob a égide de uma rixa feia entre famílias, pois meu pai, em suas aventuras junto a jagunços sertanejos, metera-se em muitas encrencas e meu avô materno, um negão muito pacífico e maestro, regente da banda de música da Polícia Militar de Teresina, terminara por se ver obrigado a comandar um destacamento para prender o arruaceiro. Quando a coisa apertou para o lado de seu Areoval Brito, este bolou um plano desgraçado de ruim: à meia-noite roubou, em Teresina,, a filha do capitão músico, fugiu com ela para o Maranhão e lá casaram no religioso – que, naqueles idos de 1938/1939, tinha muito mais valor que o casamento civil. Isto fez que meu avô deixasse de persegui-lo e até o defendesse diante dos Poderes Públicos de Teresina, safando meu pai de terminar com um pedaço de chumbo na carcaça. Mas, se a estrepolia salvou-lhe a vida, fez que ganhasse a inimizade de meu avô, que se recusava terminantemente a reconhecê-lo como genro e a mim como neto. Tanto que minha certidão de nascimento só foi registrada um ano após meu nascimento e, para evitar pagar multa pelo atraso, os espertinhos diminuíram um ano em minha vida e me registraram como tendo nascido em 1941.

Seu Areoval pretendia assentar o cabelo, com sinceridade. Já havia casado com uma quenga, quando tinha 18 anos, porque minha avó Edwiges, sua mãe, lhe dera uma tremenda surra de relho porque ele havia dormido com a mulher. Naquele tempo, a mãe ou o pai ou os avós tinham o direito de surrar o filho ou a filha com qualquer idade que tivessem, a menos que já estivessem casados e com família. Mina avó, contou-me papai, mandou que ele tirasse a camisa, ajoelhasse abraçado ao espaldar de uma cadeira e lhe desceu o relho até o braço ficar cansado. Furioso, depois de ser dispensado por minha avó, papai vestiu a camisa sobre os ferimentos, selou um cavalo, saiu da fazenda e foi a Campo Maior onde se casou no civil com a dita cuja. Depois, voltou a casa e disse, raivoso, para sua mãe: “A senhora me bateu porque eu dormi com ela. Agora me mate, porque eu me casei com ela”. O resto da história eu desconheço, mas parece que a mulher temia muito ao meu pai e quando ele a dispensou nunca criou caso reclamando nada – até porque, eu acho, naqueles tempos a mulher não tinha direito a nada, quando o homem a deixava. Além disto, creio que dona Edwirges seria bem capaz de mandar eliminá-la se ela viesse a lhe dar aborrecimento. Minha avó paterna era européia, tão branca que suas veias podiam ser vistas sob a pele rosada. E tinha os mais belos olhos azuis que eu jamais contemplei.

A quenga seguiu sua vida de mulher de vida livre e creio que morreu assim. Eu jamais a vi.

O eclípse teve início às 15 horas daquele dia 13 de outubro de 1940. Mamãe foi uma das pessoas que foram para a rua observar o fenômeno com seu pedaço de vidro enfumaçado. Mas quando o eclípse estava pela metade, contou-me ela, eu comecei a estrebuchar furiosamente em seu ventre. Assustada, ela chamou pelo meu pai e ele a levou para o hospital. Às 19 horas e alguns minutos – acho que vinte – eu espirrei. Era um garotão forte e grande, muito grande. Meu pai exultou e eu fui mostrado a todo mundo como um trofeu. Minha avó paterna não cabia em si de contente, mas ninguém da família de minha mãe compareceu ao hospital ou, mais tarde, ao casarão em Campo Maior para me conhecer.

É, naqueles tempos as rixas entre famílias eram um caso muito sério. E a que havia entre as duas que deviam ser minhas famílias despencou sobre mim antes mesmo de eu ser gerado.