COMPLEMENTANDO A LEI DO CARMA

Mais um Berçário de Estrelas – As Formas são Infinitas…

Quando falei da Lei do Carma tive de fazer menção ao nascimento do homem sobre a Terra. Falei, então, dos Dhyânis do Fogo, aqueles que tiveram como missão criar o homem à sua imagem e semelhança. Esclareci que esta ordem divina estava contida na própria Energia Fôhat, o Dragão da Criação; também esclareci que os Dhyânis do Fogo não podiam obedecer àquela ordem, visto que não dispunham de matéria densa de onde moldar um organismo físico capaz de viver ativamente na supefície do Planeta Terra.


Os Dhyânis do Fogo no máximo podiam legar ao fantasma do homem seus “EUs” astrais (os quais foram chamados de “fantasmas” porque tinham existência somente no Plano de Matéria Astral). Eles não podiam doar ao homem “aquela centelha sagrada que arde e se converte na flor da Razão e da Autoconsciência humana; porque não a possuíam para que a pudessem dá-la” (Blavatsky). Segundo esta autora, “cada classe de Criadores contribui com aquilo que tem para dar: uma, constrói a forma exterior do homem; outra, comunica-lhe a sua essência, que depois irá converter-se no Eu Superior Humano”, graças aos ingentes esforços do indivíduo enquanto ser encarnado. Uma vez que todo este processo de criação do homem, muito complexo, tinha de ter um princípio ativo, os Dhyânis do Fogo foram obrigados a tomar para si os corpos grotescos oferecidos pela Terra, para, então, trabalhando neles, conseguirem implantar-lhe uma Mente Mortal, que tinha de ser desenvolvida lentamente e penosamente ao longo dos milênios que se seguissem, até que a centelha sagrada doada aos elementos da futura raça pudesse brilhar e despertar a Mente Imortal humana, desenvolvendo-a fundamentada na Mente Mortal ou Identidade humana. Isto, a meu ver, explica porque não mais surgiram humanos a partir de símios. A raça primitiva, simiesca, tornara-se especial após ter sido tomada como habitação temporária dos Dhyânis do Fogo. Uma vez dado início ao aprimoramento daquela raça de “símios”, acelerando sua evolução quer na forma física, quer no sistema encefálico, os Dhyânis do Fogo se viram liberados, embora ainda continuassem com a missão de supervisionar a ascenção da Forma Antropóide para a Forma Humana, o que ainda não terminou. Não se estrenhe que eu diga isto, pois a Medicina sabe e tem divulgado em livros e em artigos, que o homem da atualidade ainda não se utilizou nem da metade de seu potencial cerebral. Ora, se o cérebro físico ainda está sendo desperdiçado porque o homem morre sem se servir dele plenamente, claro está que também não se serve totalmente de seu potencial Mental. Isto significa que a Mente Mortal (“Personalidade”, ou Identidade) também ainda é primitiva e ainda se encontra em formação. Talvez só alguns seres mais esforçados desta humanidade consiga, ao final do Manvantara em que nos encontramos (conhecido na Índia como período Vaivasvata), atingir o pleno desenvolvimento de suas potencialidades cerebrais e mentais. Neste caso, passarão a outro mundo, outro planeta, onde as Leis e as condições evolutivas são absolutamente superiores às que vigem para o planeta Terra. Quando tal coisa sucede, os habitantes deste nosso mundo que passam àqueles outros mundos são conhecidos como Nirmânakâyas e alcançaram tal grau de evolução que, perto deles, somos menos que insetos. Muitos dos Dhyânis do Fogo eram Nirmânakâyas, diz Blavatsky (A Doutrina Secreta, Vol.III – Antropogênese).
Um Nirmânakâya foi um ser humano que venceu o Elemental Físico e o Elemental Astral ou Emocional. É o Cohan (senhor) de si mesmo. Se volta ao nosso planeta Terra é capaz de obrar maravilhas, que os ignorantes passam a denominar de “milagres” – como foi o caso de Jesus, quando transformou água em vinho e quando alimentou com um punhado de peixes e pães uma multidão de pessoas famintas. Entretanto, um nirmânakaya só volta ao nosso mundo quando toma a decisão de vir ajudar os que ainda estão penosamente se arrastando na Senda da Evolução. Tal nirmânakâya evolui pelo Raio da Devoção, o caso do Mestre Jesus. No Raio Devocional, as entidades são possuidoras de grande Amor ao próximo; de grande Compaixão pela Vida em todas as formas; de incomensurável Caridade para com os menos capazes e de uma incomensurável capacidade de se sacrificar para ajudar os mais atrasados. Foi o caso de nosso Mestre Jesus. Uma vez que já havia ultrapassado esta condição humana que necessita de um corpo físico gerado a partir de outro por força da Lei do Carma, Jesus não podia nascer de uma mulher comum. Daí o mistério de seu nascimento “fantástico” e “inacreditável”. Toda a sua família era composta de outros nirmânakâyas, que aceitaram vir novamente a este mundo atrasado para ajudá-lo a deixar uma mensagem que não sumisse nas areias do tempo. E foi o que Ele fez.
Eu li livros que afirmavam que Jesus não tinha alcançado o Mestrado quando desencarnou na Judéia, mas sim, quando desencarnou como Mahatma Ghandi. Durante muito tempo aquilo me pareceu verdadeiro e lógico, mas estudos mais acurados em livros muito mais coerentes e muito mais difíceis de se entender, levaram-me a concluir que o autor daquela tese tinha laborado em erro. Não, Jesus não encarnou novamente na pessoa de Mahatma Ghândi. Este, é um espírito humano que está bem à nossa frente na corrida para se libertar deste planeta de formação (e, não, de expiação). Provavelmente Ghândi está, assim como Madre Teresa de Calcutá, bem próximo de passar para “o Reino de Jesus”, isto é, o reino dos Nirmânakayas. Também li pesquisas de renomadas autoridades religiosas defendendo outras teses, tais como a que é mais divulgada por eles: Jesus estudou com os Essênios e com eles aprendeu toda a sabedoria que possuía; ou esta: Jesus foi estudar na Índia com os Brhâmanes e foi lá que aprendeu seus conhecimentos fantásticos; ou esta, menos divulgada: “Jesus esteve no meio dos Druidas e foi com as druidesas que aprendeu muito sobre Magia Elemental e se tornou um grande mago; ou ainda esta outra: “Jesus se tornou santo depois de ter ‘recebido’ o Tao”, tese defendida pelos taoístas chineses. Muito além de tudo isto está o mistério JESUS. Sua origem não pode ser encontrada aqui, nem Ele deu qualquer importância à sua suposta “descendência davídica”, visto que, como ele mesmo disse a Herodes: “MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO“. Naquele momento doloroso de sua via crucis, Ele dizia com todas as letras que não pertencia a este nosso orbe. Só que até hoje poucos entenderam sua frase. Sim, o Reino de Jesus não é deste mundo. E pelo que tenho lido, concluo, através de meus raciocínios íntimos, que Ele está inserido no mundo dos Nirmânakâyas, ao qual nenhum de nós tem acesso senão depois de “beber sua taça de fel até a última gota”. E também é conclusão minha: Maria Madalena, a esposa de Jesus, de quem os apóstolos tinham ciúmes porque Ele vivia “beijando-lhe a boca”, com certeza também era do mundo dos Nirmânakâyas e se veio tão envolvida com Ele foi para completar sua mensagem, que não foi somente de verbo, de fala, mas também de ação e exemplo. Lamentavelmente, a figura de Maria Madalena foi devidamente e convenientemente “apagada” pela Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, que a insultou durante muitos séculos, colocando-a, no Novo Testamento, como a Prostituta arrependida, depois de ter sido salva do apedrejamento pela bondade do Grande Mestre.
Tive de discorrer sobre os assuntos acima, em breves pinceladas, porque a Lei do Carma é complexa e é necessário ter alguma informação suplementar para realmente se poder ter um pouco de compreensão sobre ela. Posteriormente volto a continuar este tema, pois aindas não esgotei o “resumo” que desejo fazer sobre esta Lei fabulsa. E quero registrar que, ainda que tenha ficado muito impressionado pela apresentação da nossa Antropogênese por Mme Blavatsky, que me levou a supor Jesus e sua família composta de Nirmânakâyas, não quer dizer que estou totalmente e absolutamente convencido desta hipótese. Há pesquisas em culturas totalmente diversas daquelas mesopotâmicas, como a dos desaparecidos Maias, onde se afirma que a raça humana nasceu da miscigenação de genes de alienígenas com seres primitivos terráqueos. O livro “O FATOR MAIA”, escrito pelo PhD em Artes, José Argüelles, no qual o autor analisa o misterioso TZOLKIN (a figura da Matriz do Tzolkin está no início deste artigo, sob a foto de uma galáxia), onde estão registrados todos os acontecimentos mundiais importantes que iriam acontecer a partir da época dos Maias nos Andes até 2013, quando, então, a Terra sofrerá grandes abalos que vão exigir a volta daquele misterioso povo para retificar-lhe a órbita e regular-lhe novamente a oscilação abalada, fala disto. Os Maias são um povo muito misterioso. Surgiu de repente e sumiu também de repente, sem que se saiba de onde nem como. No Tzolkin dizem-se alienígenas. Todos os acontecimentos que tinham previsto aconteceram. A primeira guera mundial; a segunda guerra mundial; a guerra fria entre EUA e Rússia etc… E como é um livro muito sério, suas informações são para serem pensadas e consideradas com cuidado, pois, a ser verdadeira, toda a antropogênese descrita por Blavatsky, segundo o que lhe foi supostamente ditado pelo Mestre Ascensionado Khoot-Humi (pronuncie Kutumi) está falha ou é verdadeira somente em parte e, neste caso, Jesus realmente foi um homem especial, mas um ser deste manvantara. As informações que aqui estou colocando a Seu respeito são, como tudo que a Ele se refere, somente suposições e especulações. Quanto mais informação se possuir, mais se poderá supor com relativo grau de certeza sobre Sua História e sobre Sua pessoa. Já fui alguém de crer facilmente na primeira hipótese que me fosse apresentada, mas quando cursei Psicologia aprendi, durante o tempo em que trabalhei em laboratório, que toda certeza tem que ser questionada até que se descubra uma certeza melhor. Então, tudo o que leio, estudo, pesquiso e ouço, é visto por mim sob a óptica da dúvida. No momento, creio que a melhor hipótese é esta: Jesus era um nirmânakâya. Se outra aparentemente melhor surgir, vou questioná-la e estudá-la sob os mais variados ângulos que eu possa descobrir para isto.

Podemos, ainda, supor, talvez exageradamente, que o povo Maia, os originais, eram nirmânakayas que vieram, conforme está contido no Tzolkin, consertar a Terra em sua posição no espaço (suposição que também é feita relativamente aos construtores das pirâmides do Egito antigo), muito abalada e muito desviada de sua condição inicial – coisa, aliás, que eles deixaram bem claro no Tzolkin. E esta hipótese tem a sustentá-la a posição das pirâmides em relação às constelações do zodíaco e à eclíptica solar. É tema muito discutido e que tem tanto admiradores quanto detratores. Se realmente os Maias foram, como eu estou supondo aqui, um grupo de Nirmânakâyas que vieram mais uma vez ajudar os terráqueos deste manvantara, então, minha hipótese sobre ser Jesus um ser habitante de outro mundo muito mais evoluído que este em que nos encontramos pode ser levada em consideração. Mas a dificuldade para tanto é justamente este “se”. Se você se interessou pelo assunto MAIA e TZOLKIN, vá ao seguinte endereço: http://cmtzolkin.blogspot.com/