Fomos assim?

Uma pergunta que não se faz deste modo, no estudo da raça humana sobre a Terra. No entanto, ela é necessariíssima nestes conturbados anos iniciais do Século XXI, quando, supõem alguns, a Terra deveria estar iniciando mais um período glaciário; afirmam outros, a Terra está terminando um período glaciário. Neste caso, o aquecimento global é um acontecimento natural do Planeta Terra, levando a mudanças drásticas no manto sólido que flutua sobre o magma e forma os continentes onde vivemos (você pode consultar a fonte: http://www.sobrenatural.org/noticia/detalhar/1886/planeta_terra_apocalipse_inevitavel/). Dizem os geólogos que a Terra já passou por quatro grandes glaciações que receberam as seguintes nomeações nos EUA e na Europa:

Glaciações nos EUA e Europa
GERAL América do Norte Europa (Alpes) Datações -início de cada período
Pós-glacial Pós-glacial Pós-glacial 10.250 ap.
Última glaciação Wisconsin Würm 70.000 ap.
Último Interglacial Sangamon Riss-Würm 187.000 ap.
Penúltima glaciação Illinoian Riss 230.000 ap.
Penúltimo interglacial Yarmouth Mindel-Riss 435.000 ap.
Ante-penúltima glaciação Kansan Mindel 476.000 ap.
Ante-penúltimo interglaciali Aftonian Günz-Mindel 550.000 ap.
Primeira glaciação Nebraskan Günz 590.000 ap.

Fonte: http://www.geomundo.com.br/meio-ambiente-40127.htm

Ao que parece, os períodos glaciários não foram globais, como se pode pensar quando se é leigo no assunto, como é meu caso. Na fonte citada acima, há um esclarecimento a respeito disto. Uma pesquisa levada a efeito por geólogos da USP, UFPE, UFAM e UFPA informa que pela primeira vez um trabalho científico realizado no Brasil confirma solidamente a ocorrência da glaciação na América do Sul. O trabalho constituiu a tese de doutorado de Afonso César Rodrigues Nogueira, da UFAM. Este pesquisador contribuiu com a análise de mais de cem amostras que coletou em Mirassol d’Oeste, em junho de 2001. Portanto, é um trabalho recente e levado a efeito por brasileiro.

Este intróito é para confirmar que não sofremos somente um período glaciário, como se é induzido a pensar quando se lê o livro intitulado Psicopatologia Fundamental, escrito pelo PhD Manoel Tosta Berlinck. Nas páginas 28 a 29 do citado trabalho de Berlinck, lê-se:

“Na visão freudiana, o estado nirvânico, que corresponderia a uma normalidade edênica, que se encontra descrita no livro do Gênesis, foi perdido graças a uma catástrofe ecológica denominada Era Glacial, em que a crosta da Terra se congelou e o hominídeo sofreu conseqüências tão avassaladoras que foi obrigado a se transformar em humano. Assim, por exemplo, foi obrigado a abandonar a posição quadrúpede e adquirir a posição bípede para alcançar alimentos em arbustos e árvores, já que o verde que nascia rente à superfície da Terra ficou congelado.

A aquisição da posição ereta não ocorreu sem perdas. O hominídeo perdeu contato com a regularidade sexual que se sustentava pelo olfato. (esclarecimento meu: aqui o autor se refere aos períodos menstruais das fêmeas hominídeas, que informavam olfativamente ao macho hominídeo quando aquelas estavam prontas para a cópula). Numa conhecida nota de rodapé em “O mal-estar na civilização” (1930/1974; pp 119-120), Freud diz:

“A periodicidade orgânica do processo sexual persistiu, é verdade, mas seu efeito sobre a excitação sexual psíquica foi invertido (esclarecimento meu: aqui só se considera o efeito sobre o macho da espécie. A fêmea é ignorada). Parece mais provável que essa modificação se tenha vinculado à diminuição dos estímulos olfativos, por meio dos quais o processo menstrual produzia efeito sobre a psique masculina. Seu papel foi assumido pelas excitações visuais, que, em contraste com os estímulos olfativos intermitentes, conseguiram manter um efeito permanente. (…) A própria diminuição dos estímulos olfativos parece ser conseqüência de o homem ter-se erguido do chão, de sua adoção de uma postura ereta; isso tornou seus órgãos genitais, anteriormente ocultos, visíveis e necessitados de proteção, provocando desse modo sentimento de vergonha nele.”

(observações minhas: primeira – o hominídeo freudiano, ao adotar a postura bípede, endureceu de tal modo a articulação do joelho que não podia ajoelhar-se para cheirar as genitálias de suas fêmeas? E estas, não ficaram também de pé? Segunda: No final do traslado do escrito de Freud, percebo haver um esforço para explicar psicanaliticamente a ocorrência da vergonha em Adão por ter tomado consciência de sua nudez, no Éden, após comer do fruto proibido. Ou será que estou equivocado?)

Prossegue Berlinck: “A catástrofe glacial produziu, então, num primeiro momento, uma escassez de alimentos, que acabou provocando a posição ereta que levou à perda de contato com a regularidade sexual. Esta, por sua vez, acabou sendo uma enorme ameaça para a humanidade, já que poderia desencadear o extermínio da espécie. O cheiro da hominídea fértil, hoje completamente perdido e encoberto por outros aromas naturais e artificiais, deixou o hominídeo completamente perdido e angustiado”.

Parece que, segundo o autor, a divagação sobre a catástrofe glaciária é de Fritz Wittels, que Sándor Ferencz adotou e posteriormente Freud tomou como base para sua própria divagação – conforme suas palavras.

Bom, nem Wittels, nem Ferencz, nem Freud se preocupou em esclarecer em qual período glaciário ocorreu a suposta catástrofe que obrigou o hominídeo a se transformar em humano. E considerando que a “catástrofe glaciária” acontecia não de modo global, conforme informam os geólogos, a suposição de Freud se complica. Ainda que consideremos como a Grande Glaciação Global aquela acontecida há 570 milhões (na visão dos geólogos da PUC/UFPE) – idade muito próxima daquela ocorrida na Europa e na América do Norte, indicada no quadro acima como tendo acontecido há 590 milhões de anos, houve outras de duração tão ou quase tão prolongada quanto a primeira e onde sempre a relva que crescia rente ao solo foi supostamente eliminada, dificultando a alimentação dos quadrúpedes em qualquer período considerado. Talvez por isto é que Freud faz a ressalva dizendo que “é necessário divagar” para estabelecer uma outra seqüência filogenética, que deveria ter ocorrido em paralelo com aquela cronológica das neuroses. Ainda, segundo Berlinck, Freud, em seu trabalho Neurose de transferência: uma síntese (1914/1985) apresenta, de forma muito clara, sua concepção de que o psiquismo humano é psicopatológico a partir da catástrofe glacial.

Desculpem-me os leitores se estou adentrando o insosso e confuso discurso psicanalítico, mas é necessário para o tema com que iniciei este artigo. A Psicopatologia Fundamental é criada para complementar aquela Psicopatologia Geral, adicionando-lhe uma explicação científica para os tresloucados comportamentos do homo sapiens sapiens moderno e pós-moderno.

Freud assevera que o psiquismo humano é psicopatológico a partir da catástrofe glacial. Esta é uma afirmação generalista, ou seja, não considera haver normalidade no ser humano. Entretanto, o Pai da Psicanálise nunca procurou estudar e pesquisar pessoas sadias. Buscou, ao contrário, explicar a humanidade através da visão psicopatológica. Ele só tinha olhos para aquelas pessoas transtornadas que se apresentavam em seu consultório médico; e quando ia ter com alguém fora de seu consultório, este alguém sempre era um transtornado psicoemocional. Ao meu ver, Freud foi “caolho” quanto à explicação do ser humano.

Eu acho provável que esta tendência a só enxergar o patológico explica a visão distorcida de Freud para com toda a espécie humana. Por ter mergulhado totalmente no estudo das mentes desequilibradas de suas pacientes, Freud passou a crer que todos somos filogeneticamente psicopatas. E na visão do Dr. Berlinck e da Psicopatologia Fundamental, esta filogenia psicopática prende-se totalmente ao distanciamento dos narizes dos machos hominídeos das genitálias de suas respectivas fêmeas. Mas, mesmo eu que já descreio da bondade humana, é necessário notar que realmente existem alguns expoentes que não seguem a hipótese freudiana. Por exemplo: São Francisco de Assis; Madre Tereza de Calcutá; Mahatma Gandhi e outros. Aqui e ali, em todas as épocas, surgem pessoas que por toda a vida se comportaram de modo a contradizer a hipótese de Freud. É claro que os psicopatologistas fundamentais, capazes de dar nó em pingo d’água quando escrevem sobre suas hipóteses mirabolantes, conseguirão provar que mesmos estes seres especiais eram psicopatas. Afinal, toda palavra contém em si sua contradição e este é o motivo de o Intelecto jamais chegar a nenhuma conclusão conclusiva sobre o que quer que seja.

Particularmente creio que é preciso questionar a tendência mórbida da espécie humana para o crime, a corrupção dos costumes, o genocídio e as guerras. Não buscando conformar o homem às suas patologias psíquicas, como pretende Berlinck e os adeptos da Psicopatologia Fundamental. Mas sim, buscando encontrar o ponto na evolução humana em que toda a raça se perverteu de modo espantoso.

Quando prestamos atenção aos noticiários – que nos colocam praticamente no colo todos os desvarios cometidos por pessoas pelo mundo a fora, ficamos estarrecidos com a violência da barbárie das tribos atuais. A Vida, sob qualquer que seja a forma que assuma, não tem nenhum valor. Do invertebrado à baleia, passando pela própria espécie, o bicho homem tudo destrói. Mas esta sede de sangue; esta compulsão à destruição sem freios, não vem de agora. Cinco mil, oito mil, dez mil anos antes do advento do Cristo, a História registra guerras e assassinatos entre as tribos. Genocídios já aconteciam no tempo do tacape e da pedrada. A pergunta que os senhores doutores deviam fazer era: “De onde vem este impulso maldito para o assassinato, a destruição, a menos valia da Vida?” A Vida mesma manifestada na Forma, desde quando ainda é vírus, já traz em si o impulso para matar. Talvez não o faça pelo mesmo prazer maldito e sádico que inunda coração e mente do homem moderno. Afinal, não se sabe que naquelas formas primitivas haja consciência, embora sejamos arrogantes o suficiente para tomar nossa constituição física e psicoemocional como padrão de medida para tudo. Ainda não ultrapassamos o estágio do geocentrismo, o que nos leva a sempre nos percebemos como o Centro do Universo. Mesmo assim, não há como negar o impulso assassino desde mesmo a vida virótica. O vírus precisa matar para poder viver. A bactéria também precisa matar para conseguir sua sobrevivência. Todas as formas vivas precisam matar para sobreviver. Um devora o outro e isto constitui a famosa Cadeia Alimentar. Então, surge em minha mente a pergunta: “Matar é, então, lei da própria Vida quando esta se manifesta na Forma física? Ou é a Lei que vige tão-só neste Plano de Matéria Densa, a mais inferior entre aqueles Planos de Matéria que preenchem o Cosmos?” A realidade é que a Vida devora a Vida e esta é a Lei para todas as formas diferentes da humana. No entanto, esta forma – que se julga superior a todas as demais – bem podia ter desenvolvido um modo de sobreviver sem que precisasse tirar a vida a milhões de milhões de outros seres animais. Já era tempo de o homem, que se diz “superior”, ter escapado à Cadeia Alimentar animal. Tubérculos, frutas, verduras, grãos, tudo isto deveria já constituir a fonte de sustentação de sua vida. Mas ao contrário disto, o homem tornou-se especialista em domesticar animais, confiná-los em criadouros, levá-los a crescer de modo mais acelerado e, então, matá-los aos bilhões para sustentar seu corpo com os cadáveres deles e enriquecer suas contas com o malfadado dinheiro, mola mestra da Economia humana. Não estará, neste modo de se alimentar, a raiz da bestialidade do homem moderno? Eu não sei. Você, que me lê, também não sabe. No entanto, a pergunta bem pode constituir o ponto de partida para uma tese de doutorado. Ao invés de ficar buscando meios de justificar os desequilíbrios psicopatológicos como necessários e indispensáveis à vida humana; ao invés de procurar meios de adequar o Saber Humano aos aberrantes desequilíbrios psíquicos defendendo a hipótese esquisita de que eles são as defesas “imunológicas psíquicas” para a sobrevivência da espécie contra ataques “virulentos” de membros da própria espécie, os pós-modernistas doutores deste milênio da loucura deviam era voltar seus esforços para a procura sincera da raiz mesma do descarrilamento da Vida Humana. Adotar a hipótese de que na loucura global da humanidade a salvação está em se ser mais louco que os demais para poder escapar com vida é um pensamento que eriça os pelos da nunca daqueles que ainda são menos ensandecidos. Em poucas palavras, é esta a hipótese defendida pelo novo ramo da Psiquiatria pós-moderna, intitulada Psicopatologia Fundamental. Os delírios psicóticos fundamentalistas de quaisquer tipos de religiões consideradas desandam, sempre, para o assassinato e a violência das massas. Milhares de vidas são explodidas, arrebentadas em atentados terroristas pelo mundo a fora. E tudo em nome de Deus. Mas que diabo de deus é este que os radicais fundamentalistas cristãos, protestantes, muçulmanos, hebraicos etc… adoram? Não, absolutamente não. Está tudo errado. O homem mais do que nunca antes, está de pernas para o ar em relação à Árvore da Vida ou Árvore dos Sephirot. Dentro da corrupção absoluta dos costumes, a raça humana já não mais consegue se equilibrar. O ânus e os genitais ocupam o lugar que devia ser ocupado pela cabeça e as pernas substituem os cornos de Júpiter, cornos que significavam Força, Poder, Sabedoria. Braços no lugar das pernas e mãos no lugar dos pés sustentam esse aleijão da Criação em que o ser anti-humano ocupa definitivamente o lugar que deveria ser do humano. Em sã consciência, não se pode absolutamente acreditar que toda esta loucura do anti-humano pós-modernista tenha tido sua origem na catástrofe glaciária que teria obrigado o hominídeo a ficar de pé, levando com isto ao afastamento de seus narizes da genitália da fêmea hominídea — o que passou a ser denominado de “a perda do objeto” pela Psicopatologia Fundamental —, e fundamentar, destarte, a causa da depressividade e do surgimento de uma psique doentia. Por mais que doutores e PhD neste novo pensar psiquiátrico se sirvam de mirabolantes e incompreensíveis floreios lingüísticos para convencer o leitor do acerto de suas teses, é impossível a alguém mais informado que o vulgo acreditar nas argumentações apresentadas, a não ser que o leitor de sua tese já esteja no vórtice da loucura global, quando, então, tende a acreditar que a escapatória está em buscar ficar mais louco ainda, para poder sentir-se adequado à insanidade globalizada. Só que é necessário levar em consideração que o louco perde o contato com a realidade exterior e passa a viver em um mundo de delírios paranóicos, um verdadeiro caleidoscópio de imagens e ilusões sem nexo, o que o inviabiliza para a vida gregária e comunitária. É esta a solução para o homem pós-moderno? Ele tem de aceitar que suas neuroses, suas psicoses, seus delírios são produtos imunológicos de uma psique que é extensão do sistema imunológico físico e que têm como finalidade livrá-lo dos ataques “virulentos” de seres de sua espécie? Notem que o termo “virulento” deriva de vírus e que ele é insistentemente empregado no livro de Berlinck para condicionar a mente do leitor a aceitar que as tensões psíquicas — capazes de desencadear o medo, a agressividade e a destrutividade — são “vírus” alienígenas, vêem de fora. São, portanto, vírus nascidos no comportamento destrutivo de membros da própria espécie humana. Vírus contra os quais há que se desenvolver aqueles sintomas psicopatológicos como defesa. Berlinck nos cita o seguinte trecho retirado do livro de Frei Bartolomé de las Casas, intitulado Apologética história, sobre o massacre ordenado por Panfílio de Narváez, na conquista de Cuba:

“No dia em que ali chegaram, os espanhóis pararam de manhã para o desjejum no leito seco de um riacho que ainda conservava algumas poças d’água, que estava repleto de pedras de amolar: o que lhes deu a idéia de afiar as espadas. Chegando à aldeia, alguns tiveram a idéia de verificar se as espadas estavam tão cortantes quanto pareciam. Um soldado, subitamente, desembainhou a espada (que parecia tomada pelo diabo), e imediatamente os outros fizeram o mesmo e começaram a estripar, rasgar e massacrar aquelas ovelhas e aqueles cordeiros, homens e mulheres, crianças e velhos, que estavam sentados tranqüilamente, olhando espantados para os cavalos dos espanhóis. Num instante não restam sobreviventes de todos os que ali se encontravam e o sangue corria por toda a parte, como se tivessem matado um rebanho de vacas”. (Psicopatologia Fundamental, M. T. Belinck, pg. 180).

“Esta cena é típica da conquista da América espanhola” prossegue Berlinck, “que, em 40 anos, pela tirania e diabólicas ações dos espanhóis, morram injustamente mais de doze milhões de pessoas, homens, mulheres e crianças; e verdadeiramente eu creio, diz Frei Bartolomé das las Casas, e penso não ser absolutamente exagerado, que morreram mais de quinze milhões de pessoas”.

…………………………..

Sobre esses cordeiros tão dóceis, tão qualificados e dotados pelo seu criador como se disse, os espanhóis se arremessaram no mesmo instante em que os conheceram; e como lobos, como leões e tigres cruéis, há muito tempo esfaimados, de quarenta anos para cá, e ainda hoje em dia, outra cousa não fazem ali senão despedaçar, matar, afligir, atormentar e destruir esse povo por estranhas crueldades; de tal sorte que de três milhões de almas que havia na ilha Espanhola e que nós vimos, não há hoje de seus naturais habitantes nem duzentas pessoas”.

Servindo-se desta descrição da bestialidade humana, Berlinck conclui que “essa incapacidade de se proteger contra ataques virulentos habita o imaginário ocidental, que possui numerosas e repetidas manifestações da insuficiência imunológica psíquica”. Em outras palavras, segundo sua visão, os habitantes pacíficos daquela localidade só o eram porque sofriam de insuficiência imunológica psíquica, isto é, não tinham desenvolvido neuroses de transferências, que são formas criativas de tais ameaças e que são os fundamentos da constituição do psiquismo humano. Ou seja: para se defender de ataques violentos, bestiais, de seus semelhantes, o homem tem que ser psicopatológico; tem de ter desenvolvido todas as formas de psicopatologias, pois elas se constituem numa defesa imunológica psíquica.

Eu não acredito nisto. Mesmo aceitando a fórmula da homeopatia que assevera que similia similibus curantur (o semelhante cura o semelhante), não acredito que para se defender de neuróticos destrutivos as vítimas tenham que ser semelhantes a eles. Isto é pregar o velho mandamento de Moisés “dente por dente; olho por olho”. As vítimas, após se livrar dos destrutivos e violentos ataques de semelhantes, passariam a ocupar seu lugar e isto se perpetuaria pelos séculos sem fim. A antítese — espanhóis X cubanos — precisa ser encarada sob uma óptica diferente onde aprendizagem, treinamento, condicionamento, religião, política, enfim, todos os mecanismos sociais que levam o homem a se moldar àquela cultura onde se encontra tem de ser levantada e considerada para que se chegue a compreender a animalidade espanhola em Cuba. O certo é que modelo social criado pelo homem europeu e seus conquistados está doente. Quando adoeceu? Eis a questão.