Este fim de semana que acabou de passar o Brasil recebeu a visita do simpático Barack Obama , Presidente dos Estados Unidos da América do Norte, atualmente o Império que domina todas as nações do mundo. As repórteres de TV se desmancharam em elogios à primeira dama norte-americana. Chegaram mesmo a achá-la “linda!”, um exagero, pois a dita senhora, no meu modo de entender a beleza feminina, é danadinha de feia. Enfim…

Tive pena do negro americano – e aqui o vocábulo “negro” não tem nenhuma intenção pejorativa, mas sim intenção elogiativa, pois não é nenhum desdouro ser negro (e eu também o sou com muito orgulho, pois meu avô materno era negróide e eu gostava muito do negão). Em minhas veias corre o sangue africano e não tenho vergonha disto. Ao contrário, o Brasil é o que é devido justamente aos negros escravos e seus descendentes, pois o sangue branco português era profundamente estragado quando veio para estas plagas tupinambás. Entretanto, quero deixar bem claro que SOU FRONTALMENTE CONTRÁRIO AO RACISMO NEGRÓIDE QUE SE DESENVOLVE EM MEU BRASIL. Caminhamos, a passos largos, para nos tormarmos arremedo da filosofia negróide norte-americana, o que é uma lástima sem tamanho. Ainda bem que estou perto de partir deste vale de lágrimas para outro lugar que espero seja bem melhor do que fizemos isto aqui ficar.

Mas, como dizia, fiquei com dó do negro americano. Cercado pela neurose do medo que avassala os poderosos do Império moderno, ele foi cerceado de um desejo que, acredito, alimentava em seu íntimo: falar livremente para o povo carioca – o melhor e mais hospitaleiro do Brasil – justamente na Cinelândia, palco dos mais significativos movimentos estudantis de meu país. Tanques de guerra; atiradores de elite, os homens da CIA viam inimigos em qualquer brasileiro ou adventício que se aproximasse a mais de 10 metros do negro americano. É o que dá viver tanto tempo impondo-se pelas armas e tramando a queda de governos mundo afora, tão-só para satisfazer a ganância dos que comandam os cordéis do Poder Econômico.

Sou suspeito em falar, pois tenho 99,5 pés atrás com norte-americano. Até onde os conheço, são racistas, separatistas, consideram-se os reis da “cocada branca” (pois preto está fora de questão no modo de ver o mundo dos que têm a pele cor-de-rosa) e são extremamente ardilosos. Quando chegam aqui “puxando saco” do Brasil é sinal de alerta total. Ainda bem que a Dilma, assim como o Barbudão, foram e continuam sendo adeptos da filosofia contrária ao Capitalismo sem humanidade que é praticado pela Democracia à América do Norte. Aliás, por falar em Dilma, estou gostando do modo como se mantém discreta e longe dos holofotes da mídia escandalosa. Vovó, sabe muito bem como mover os cordéis da casa por detrás dos bastidores…

Mas, como dizia, o pobre poderoso presidente só teve um momento de descontração e de coragem de romper com o rígido esquema de segurança que seus neuróticos protetores haviam colocado a seu redor. Foi quando esteve na favela carioca Cidade de Deus. Ali teve uma pequena amostra de como é a acolhida carioca aos estrangeiros. Acredito que, enquanto pessoa, enquanto homem destituído do pesadíssimo cargo de Presidente do Império, Obama se tenha caído verdadeiramente de amores pelo nosso país. Creio até que, quando deixar o cargo, venha a nós como cidadão comum conhecer mais do que certamente lhe ficou gravado na alma ao olhar de perto o Cristo de braços abertos sobre a lindíssima Baía da Guanabara. Mas enquanto Presidente do Império nossos dirigentes devem olhar com toda desconfança as intenções ocultas nos gestos simpáticos e nas palavras calorosas da autoridade norte-americana. Temos petróleo. Temos emprego sobrando, pois nossas Universidades estão longe do Padrão de Qualidade exigido dos formados neste mundo globalizado em que somos obrigados a viver. Aliás, já estamos sendo invadidos por técnicos e gerentes (estes, americanos, claro) de todas as partes do mundo. Eles tomam os empregos dos nativos brasileiros porque nossas faculdades se empenham em ganhar dinheiro e, não, em oferecer um ensino de qualidade. No entanto, como o Brasil é uma terra predestinada a ser o caldeirão da miscigenação de homens e de costumes, certamente vai conseguir gerar um futuro onde os descendentes dos separatistas e racistas terminarão por se render ao vatapá baiano e ao samba carioca; às cadeiras das mulatas brasileiras e às noitadas nas terras mais ricas e fartas do mundo. E vão gerar mais cadeiras rebolativas e mais samba no pé, com novidades musicais, mas, se Deus quiser, sempre cheio da gostosa malícia carioca e sem a pobreza horrível das assim chamadas músicas “sertanejas” que, na verdade, são “sertanojas” porque são nojentas de doer. Aliás, a verdadeira música sertaneja está no NORDESTE BRASILEIRO e, não, no Centro-Oeste, de onde brotam aos borbotões as malditas “duplas setanojas”. Ainda estou esperando que alguém realmente faça uso da espingarda de dois canos, construídas no passado, dizem as más línguas, para matar duplas “sertanojas”… Mas creio que me vou sem ver isto se realizar…

Espero, mesmo quando esteja “do outro lado”, que meu Brasil não venha a mergulhar na filosofia da ganância e da discriminação entre as pessoas, como sempre acontece nos países invadidos pelos “cor-de-rosa”. E que este país tropical abençoado por Deus tenha o poder de derrubar o orgulho, a arrogância, o egoísmo e o apego ao material e ao dinheiro, características dos “invasores”. Quando eu voltar (e isto só vai acontecer se eu não puder mesmo evitar) quero retornar para cá, para este pais tão cheio de corruptos, tão cheio de mal-educados sociais, tão cheio de miséria educacional, mas tão cheio da Graça Divina. Amém.