A molécula d'água, um componente indispensável à nossa vida, interage fantasticamente conosco e não nos damos conta disto. Ela acusa o bem e o mal que há em nós. Ela é Deus?

A molécula d'água, um componente indispensável à nossa vida, interage fantasticamente conosco e não nos damos conta disto. Ela acusa o bem e o mal que há em nós. Ela é Deus?

Esta, não é uma pergunta retórica. Há o Bem que luta permanentemente e intensamente contra o Mal? O que é o primeiro e o que é o segundo? De modo simplista muitos responderão que o Bem é Deus e o Mal é o Diabo. Mas esta resposta não satisfaz porque não tem conteúdo claro. Quem ou o Quê é Deus? Quem ou o Quê é o Diabo? Ninguém sabe. Há respostas estereotipadas, mas de verdade, ninguém sabe. Taoísmo, Cristianismo, Maometanismo, Budismo, Zoroastrismo e muitos outros “ismos” tentam não somente falar de Deus e do Caminho para a Ele se ir sem, contudo, dizer claramente o que se deve entender por esta palavra. Como se vai a alguém de quem nada se sabe? Como se chega a algum lugar sem se saber onde fica? O único caminho que temos encontra-se dentro de nós mesmos, em nosso Espírito. E para aprender a encontrá-lo é muito trabalho; depois, para aprender a palmilhá-lo o trabalho é redobrado. Quem é o Deus de Abraão? Quem é o Deus de Jesus? Por que Jesus fazia distinção entre o Criador e Jeovah? E por que a própria Torá faz esta distinção no Livro Deuteronômio? Por que O Criador é um Deus Mau e Jeovah é o Deus Bom? Não somente na Torá (Deuteronômio) isto está claro, como também na antiga Bíblia esta distinção era patente.

Atualmente as Bíblias, cristãs e evangélicas, estão profundamente alteradas e muitas de suas colocações intrigantes e confusas foram cuidadosamente “abduzidas” e desapareceram de suas páginas. Quando andei sendo obrigado a, acalentando o sonho de meu avô, ser integrante do grupo de postulantes a padre (seminaristas) tive de aprender a ler em latim, pois a Bíblia por onde o padre oficiava a missa era escrita naquela “língua morta”. Havia muita coisa que me parecia contraditório ali dentro. Hoje, as bíblias não mais contêm aquelas afirmações estranhas nem os desenhos da Árvore Sephirotal, o que é uma lástima. A tomada de consciência de que havia um Deus Bom e um Deus Mau sempre me causaram ansiedade e grande confusão, mas ninguém me deu qualquer resposta satisfatória à minha curiosidade de púbere.

O que as diversas religiões esotéricas tentam ensinar é como nos aprimorarmos para chegar à Iluminação, isto é, à Consciência Plena. Mas isto é somente parte do Caminho. Uma parte que todos temos a obrigação de palmilhar e que, cedo ou tarde, todos palmilharemos sem escapatória, pois esta é uma das metas da Evolução. Mas até lá, vamos continuar nesta condição de quase crentes quase descrentes, o que nos faz pessoas quase sãs quase doentes. 

Bisbilhotando pelas livrarias (sou o que se define como “rato de livraria”) adquiri alguns livros que descansam há anos sem que eu os tenha ao menos aberto. É que num impulso, ao ler alguns trechos de tais livros, o entusiasmo me veio e eu os adquiri. Mas  à época de suas compras meu interesse estava voltado para algo bem diferente e eu os guardei para quando “tivesse tempo”. E eles foram ficando à espera e eu fui deles me esquecendo. No entanto, há algumas semanas, assisti na Televisão uma propagando política obrigatória (ridículo!) onde um partido nanico que prega a Social Democracia estava no ar. Seus êmulos são obsoletos, falam de modo arcaico, através de jargões ultrapassados e com voz agressiva. Não gostei daquilo e, para meu incômodo, não gostei do termo social-democracia. Este construto sempre me causou um profundo incômodo. Um misto de repulsa e asco. Então, incomodado, resolvi revirar os alfarrábios e a internet à cata de saber onde e como começou esta filosofia política. E pasmem…
Descobri, em um de meus livros esquecidos, onde encontrei uma cronologia da vida de Adolf Hitler, que a filosofia política da Social Democracia foi criação dele! Eis o trecho que aqui transcrevo:

Muitos estudiosos acreditam que Hitler foi o Anti-Cristo e sua história bem que nos leva a isto.

Muitos estudiosos acreditam que Hitler foi o Anti-Cristo e sua história bem que nos leva a isto.

1921. Em 29 de junho, Hitler torna-se presidente do novo partido proveniente do DAP(Deutsche Arbeit Partei, ou seja: Partido Operário Alemão. Este partido foi fundado pela THULE, uma sociedade secreta alemã.) Trata-se do NSDAP – National-Sozialistische Deutsche Arbeiter Partei“, que, em português, quer dizer Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Em 2 de agosto de 1921, um membro deste partido, o Capitão Röhm, constitui internamente a SA, a corporação dos Camisas Pardas, raiz da famosa e fatídica SS e da Gestapo Nazistas. Então, o nacional-socialismo foi um aborto da mente doentia de Hitler. E é o Nacional-socialismo a base do pensamento do que hoje se revela como social-democracia. Esta descoberta me açulou a curiosidade de saber a razão pela qual este construto me dá um “nó nas tripas”, sem que eu saiba a razão.

O que me incomodou na fala dos candidatos políticos do partidinho nanico que apareceu na TV é que o tom de suas falas tem algo escondido que lembra o tom dos discursos hitleristas: agressivo, insultuoso e beligerante. E aí me veio à lembrança a experiência levada a cabo por um cientista japonês com a molécula d’água e sua capacidade de reagir e registrar tanto na forma quanto na cor, a qualidade das emoções que uma pessoa emite de si ao falar. Somos, aliás como o planeta em que vivemos, constituídos por 70% de água. Assim, justifica-se que este elemento químico tenha forte afinidade com a energia de nossas reações emocionais. Aliás, simbolicamente, a água nos sonhos quase sempre representa  nossas emoções, ensina a Psicanálise de Freud. Se a pessoa sonha com água suja e no sonho se sente ameaçada por ela, é alta a probabilidade de que seu sonho esteja “falando” de como anda a resultante de suas reações emocionais em função dos dilemas que enfrenta e dos quais, quase sempre, não consegue sair. E há um aviso, no tal sonho: a pessoa está correndo perigo, pois o envenenamento de suas emoções por reações disfóricas  periga desandar em somatizações, como reações alérgicas de fundo emocional, por exemplo. E comecei a pensar…

Um exemplo da tecnologia que exige maior aprimoramento do cérebro humano para ser criada.

Um exemplo da tecnologia que exige maior aprimoramento do cérebro humano para ser criada

Quem é este bicho homem? A resposta que mais me pareceu satisfatória é aquela que diz que o homem é um ser preponderantemente destinado à Comunicação. E à pergunta seguinte que me surgiu na mente: O que é necessário à Comunicação? A resposta que encontrei foi “Cultura“. Então, para que cumpra seu papel de comunicador, o homem tem de criar a cultura. Mas cultura não se cria sozinho. Tem-se de viver em grupo para que o que inventamos passe de geração a geração e seja, a cada geração, aprimorado e modificado sempre. Então, o homem não somente cria a Cultura, mas também a reinventa sempre. E é reinventando a Cultura que ele cria seu Caminho Evolutivo. Um Caminho que o mantém preso à necessidade gregária de que tanto a Sociologia fala. E é no seu viver e conviver gregário que o bicho homem estimula seu cérebro a desenvolver novos neurônios, novas estruturas cerebrais e novas ligações dendríticas que lhe possibilitem atender os requisitos de aprendizagem e compreensão do que a Cultura inventada, criada e mantida por ele, lhe exige. 

Mas as culturas humanas sempre estão às voltas com o desconhecido, o “oculto”, o Diabo e, também, Deus. Então, é necessário partir-se do pressuposto de que há o Bem tanto quanto há o Mal, para se avançar na busca de algum horizonte para onde nos guiarmos. Tomando a decisão de ler alguns livros sobre a História Ocultista do Hitlerismo, encontrei muita informação sobre o Mal. Informação que acho que devo colocar resumidamente neste e nos artigos que se hão de seguir. E como tudo está na vida misteriosa de Hitler, falarei muito deste “Arcano do Mal”.

O Criador sempre foi imaginado com formas antropomórficas, sinal de que não temos capacidade de Lhe apreender  a Seidade mesma.

O Criador sempre foi imaginado com formas antropomórficas, sinal de que não temos capacidade de Lhe apreender a Seidade mesma.

Entrementes quero chamar a atenção para o que já citei logo no início deste artigo, ou seja, que mesmo na Qaballah judaica como na Teosofia de Blavatsky, há uma separação notável entre o Inominado Criador de Tudo no Espaço Infinito e o Deus hebraico, ou seja, Jeovah. Na Torá e na Bíblia, o Deuteronômio, já citado por mim em outro artigo, diz que quando O Criador dividiu os homens em sete grupos, coube a Jeovah sua quota e esta quota foi seu povo. Ou seja, a Jeovah, um Eloha de primeira linha, coube os Judeus. A que outros Elohim couberam as seis quotas restantes? Não encontrei referência a eles, mas é certo que o Deus hebreu não devia ser o Deus de toda a humanidade, visto que o Criador, o Deus Mau, não lhe deu a incumbência de se encarregar de toda a sua criação humana.

O Eloha Jeovah é confuso na Torá quanto na Bíblia. Há momentos em que se mostra protetor da mentira e da traição, como se pode ver na Bíblia em I-REIS, XXII: 20-22, mas há outros momentos em que se mostra verdadeiro e justo; há momentos em que se mostra rancoroso e vingativo, enquanto em outros momentos mostra-se piedoso e caridoso. Quando se busca compreender o Mal dá-se de cara com este emaranhado de histórias a respeito do Deus Hebreu que, devido ao Cristianismo, tornou-se o Deus da maior parte da humanidade atual. Eu creio que a Torá não foi deturpada em seu conteúdo, visto que os hebreus em geral são ciosos de sua História. Não se pode afirmar a mesma coisa da Bíblia Católica ou Evangélica. Estas, são alteradas substancialmente a cada impressão e muito do que continham do Ocultismo Cristão dali desapareceu, ficando em seu lugar fantasias alucinógenas de padres sectaristas da idéia de um Jesus filho único do Criador e de pastores ignorantes.

Quanto a ser o Criador Inominado um Deus Mau, só posso compreender esta visão humana a Seu respeito considerando que temos a fortíssima tendência a entender tudo a partir de nossa ínfima capacidade de compreensão. O que nos coloca em perigo vindo do Cosmos é mau e o que nos preserva a vida encarnada é bom. Mas o Criador, no meu modo de entender, não é nem bom nem mau. Ele Cria e sua Criação obedece a Leis inalteráveis, imutáveis. Ele não quer, ou não tem tempo, ou seja o que seja que se possa alegar, mas o certo é que Ele não se volta para uma criação que é infinitesimal diante de Sua Incomensurável Criação. Se no seu Programa Ignoto certos ciclos destruidores para vidas humanas ou equivalentes devem suceder, então sucedem e Ele não se preocupa em interrompê-los ou rodeá-los só para que esta ínfima parcela de Sua Criatividade fique no bem bom aqui, na terceira dimensão. Até porque, já sabemos disto, a Vida nunca termina. Nós saímos de uma “casca” carnal para revestir-nos de outra, etérica, astral, mental, Intuicional ou búdica e assim por diante. A Vida mesma, uma emanação d’Ele que é Imortal, não pode ser finita e isto é axiomático. Já a Mente Mortal ou Personalidade ou Identidade (como prefiro chamar) é inexoravelmente mortal. Seria o absurdo dos absurdos que o Criador Inominado se regesse segundo o que pensa e o que acredita esta entidade passageira e finita chamada homem.

E quanto a Jeovah, também Ele tem seus objetivos e não se vai restringir ao que o homem encarnado acha que Ele deveria fazer. Se necessita de que algo seja realizado com urgência junto ao povo de que ficou encarregado, então, age segundo Sua urgência e em obediência a um Plano Evolutivo que nos é desconhecido. Não necessariamente Seu senso de Justiça e de Verdade tem que se restringir ao que o homem vem construindo para seu ínfimo conhecimento, a duras penas. Mesmo nós, quando pais, punimos rigorosamente nossa prole para evitar-lhe mal muito maior no futuro. Então, se Jeovah é o pai dos hebreus, como não os puniria de modo duro, a fim de lhes guiar os pés para a senda que Lhe compete traçar para eles?

Mas o Inominado deu a cada um dos sete grupamentos humanos um Eloha. Qual foi o que coube ao grupo em que estão os alemães, os franceses e os europeus em geral? Não se sabe seu nome, mas sociedades secretas de práticas “negras”, como um dos ramos da Thule, mostra-nos que este Eloha está mergulhado fundo na senoide que varia da Magia Negra à Magia Branca. Na época de Hitler predominou um dos ramos da Magia Negra, até, quem sabe? para que se cumprissem as profecias contidas nas Escrituras hebraicas. Não é de se estranhar, pois desde a dispersão dos hebreus pelo mundo (a diáspora hebraica) que a Europa ficou entranhada com gente daquele grupo. E não somente lá, o mundo todo recebeu hebreus. E onde haja breus há a adoração a Jeovah.

Como toda Sociedade Secreta, a Thule é misteriosa e o que se sabe dela é superficial. Seus ritos internos nunca foram revelados claramente aos não iniciados. Mas, segundo Robert Ambelain (“Os Arcanos Negros do Hitlerismo”), Adolph Hitler foi iniciado em tais ritos negros. No livro citado, Ambelain diz: “Dietrich Eckart e vários membros dirigentes da Thule iniciam discretamente a orientação (esotérica) de Hitler” (pg.14, Ed. José Olímpio, 1995). 

O povo germânico tem uma longa história de magia elemental, tanto “negra” quanto “branca”. Aliás, a Europa toda viveu, desde seus primórdios, mergulhada em um mundo mágico, ora “negro”, ora “branco”, mas sempre mágico. Vou citar algumas das irmandades ou sociedades secretas que dominaram por aquelas bandas. A primeira de que me lembro é a denominada Sainte-Vheme (= Santa Corporação). Esta Confraria nasceu lá pelos idos de 1254, após a morte do Imperador Conrado IV de Hohenstaufen. Este imperador foi excomungado pelo papa. Ele foi rei titular de Jerusalém sob a denominação de Conrado II e Imperador Germânico, embora não tenha chegado a ser coroado como tal devido à sua morte na batalha pela reconquista da Itália. As intrigas e o embaralhamento dos reinados são complexos, quando se trata da Europa. Assim, a gente que não é experto em História, fica meio baratinado quando fala de quem foi rei de que país. Mas vamos em frente.

O título Saint-Vheme é meio irônico, pois esta confraria pretendia convencer os da época que agia em nome da Santa Sé e do Santo Império Romano, quando, na verdade, o que desejava era suplantar o poder da Igreja nos países em que o exercia. Esta Confraria era de cunho eminentemente político e alcançou tamanho poder que chegou a intimar à sua presença o Imperador Carlos IV, chamado de O Temerário. Logo a corrupção tomou conta da Confraria e suas sentenças tinham muito mais cunho de exploração do dinheiro dos ricos, tomando-o sem dó nem piedade através de sentenças duvidosas, do que de Justiça.

Outra confraria germânica histórica foi a conhecida Illuminaten. Voltava-se ao combate dos dogmas do Cristianismo, no tempo do obscurantismo cristão. Há muita “escuridão” nos anais da Illuminaten, pois tudo o que se envolve com a Religião descamba para a Magia. E se a Confraria se volta contra o Cristianismo fatalmente está às voltas com a Magia, geralmente “Negra”.

A mais complexa confraria oculta e entranhada na História da Segunda Guerra Mundial é a Sociedade Secreta Thule, funda por Adam Weishaupt. Este termo, Thule, para os geógrafos gregos e romanos, designava a região mais setentrional do Oceano Atlântico e seria uma espécie de Atlântida nórdica. Os povos antigos criam que a Thule seria um grande continente de gelo que tinha abrigado uma civilização avançadíssima, antes de afundar misteriosamente no Oceano. Seus sobreviventes teriam constituído os povos europeus, daí a idéia de que estes povos seriam superiores aos demais. Mas foi Dietrich Eckart o seu Guru na parte negra desta Confraria, como veremos em outro encontro nosso.

Até lá e

NAMASTÊ!

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