O bem nutrido e comodista "Sir" Aleister Crowley. Foi ele um mago? Não creio.

O bem nutrido e comodista “Sir” Aleister Crowley. Foi ele um mago? Não creio.

O caminho para a Magia exige tremendos sacrifícios do postulante, assim como uma dose muito alta de sacrifícios, o que requer grande Força da Vontade. Portanto, quando se falar sobre os “Magos Negros” que orbitaram Hitler tem-se de estar atento para este fato e não os encarar apenas como debilóides. Não o eram. Ao contrário, foram pessoas convictas do que queriam, que lutaram arduamente para consegui-lo, embora todo aquele esforço tenha sido lamentavelmente voltado para o Mal. Vejo pelo mundo muita gente que se “fantasia” de mago, vestindo-se com roupas e balandraus de cores fúnebres, mórbidas; segurando velas (em algumas seitas estas velas se diz que são feitas do sebo de defuntos humanos) e andando em círculos à meia-noite recitando fórmulas inócuas, que apenas influem em suas psiques fracas e impressionáveis. Mas após o ritual ridículo, retiram todos aqueles paramentos, esquecem-se rapidamente de todos os gestos rituais que praticaram e mergulham de corpo e alma numa alimentação riquíssima em carnes, leites, doces, bebidas industrializadas e alcoólicas. Tais “magos” não passam de fantoches tolos que não obtêm qualquer resultado objetivo em suas mímicas. No entanto, com certeza conseguiram o que jamais esperavam: mexeram com um Astrossoma perigosíssimo e quiçá fizeram que fios daquela energia destrutiva os atingissem individualmente ou em grupo e o resultado poderá ser sentido em algum tempo através de doenças ou de outras desgraças que lhes sucederão na vida, coisa que com raríssimas exceções, apreendem como resultantes desastrosas de suas ações impensadas. Não é à-toa que o livro Deuteronômio proíbe terminantemente a prática da invocação dos mortos ou a realização de rituais que os envolvam.

Entre os magos mais famosos de outrora destaca-se Edward Alexander Crowley, mais conhecido pela alcunha de Aleister Crowley. Ele era membro da Hermetic Order of the Golden Down, co-fundador da Astrum Argentum e líder da Ordo Templi Orientis. Particularmente, contudo, eu creio que ele foi mais um estudioso e pesquisador da Magia do que um mago de verdade. Ao menos não tem a aparência de um asceta, como geralmente a possui todo mago que se dedica verdadeiramente à Magia. E estes, não escrevem livros para a posteridade. Magos “brancos” não fumam, não bebem álcool, não comem carnes, fazem jejum, não falam sobre a Magia, não buscam estrelato, não escrevem livros sobre Magia. Magos Brancos agem mais ou menos como o fez Jesus…

Heinrich Himmler, o "Mago Negro" que planejou a maldita "Solução Final" para a eliminação dos Judeus e demais membros das raças "inferiores".

Heinrich Himmler, o “Mago Negro” que planejou a maldita “Solução Final” para a eliminação dos Judeus e demais membros das raças “inferiores”.

Magos “Negros”, ao contrário, bebem, fumam, às vezes copulam exageradamente, atiram-se de corpo e alma ao mundo Mayávico e estão sempre predispostos a prejudicar os outros. Demonstram um egoísmo e uma auto-idolatria exagerada. São ríspidos, rudes, rancorosos, vingativos e não incentivam a Caridade, o Perdão ou a Bondade. Não falo por estereotipia, não. Embora figuras de magos negros sejam retratadas através de caricaturas feias, disformes, na verdade geralmente são pessoas bem-apessoadas, que aparentam muito boa saúde e às vezes são bonitas de aparência física. Mas pelo comportamento, pelas idéias e pelas palavras se revelam perversas e nada caridosas. E todos eles, “brancos” ou “negros”, não gostam de aparecer. Como a “Eminência Parda”, agem quase sempre à sombra de alguém de projeção social. Os ditos “negros” a manipulam para obter o maior alcance possível de suas ações malévolas. Hitler, por ser egoísta, desequilibrado emocional e mentalmente influenciável prestou-se às mil maravilhas às intenções das “Eminências Pardas” que orbitavam ao seu redor. Himmler, um dos mais perversos seres que já pisaram a Terra, não pode ser considerado um verdadeiro “Mago Negro”, mas com toda a certeza foi um instrumento indispensável à ação dos que à “Magia Negra” se dedicavam.

E cabe uma pergunta:  Existe realmente uma Magia Branca e outra, Negra? A resposta é NÃO. Existe tão-só uma Magia, a Magia Universal. E o que é Magia? Nada oculto; nada condenável; nada espantoso. A Magia é tão-só Leis Universais, Cósmicas, criadas pelo Inominado para gerenciar todos os fenômenos Cósmicos infinitamente acima e infinitamente abaixo da dimensão humana e nesta inclusive. O ato de nossa respiração é um ato mágico, portanto, a Magia está tão próxima de nós quando o próprio ar que nos rodeia e nos penetra. Nosso processo digestivo também é um dos mais belos atos da Magia Cósmica, assim como nosso nascer, nosso crescer, nosso aprender, nosso evoluir e nosso desencarnar. Tudo é Magia, ainda que não nos demos conta disto justamente porque está diante de nossos olhos e temos a tendência a menoscabar o que vemos comumente, diariamente, “banalmente”. Homens persistentes, guiados por suas boas qualidades Morais e Éticas ou por suas qualidades más nos mesmos campos de formação da Identidade humana, lutam por descobrir tais Leis e quando o fazem, delas se servem segundo suas intenções. Jesus, um Mago Perfeito, usou-as com moderação e sempre  em proveito dos que chamou carinhosamente de “irmãos”. Gautama Sidharta, o Buda, também agiu assim, embora não procedesse como o Cristo e, sim, buscando elevar-se acima do Mâyâ. Já a trupe que assediava Hitler e lhe formava o cortejo macabro, usou-as pervertidamente. Como a Luz ou a Energia Elétrica, ambas formas diferentes da mesma Magia Universal, a Magia Cósmica presta-se ao que o homem deseja. Como a Luz ou a Eletricidade, ela não se suja com a utilização que dela se faça. Esclarecido este ponto, vamos ao Himalaia, mais precisamente ao Tibete.

Potala, um dos mais famosos mosteiros budistas do Tibete, hoje sob o domínio da China Comunista.

Potala, um dos mais famosos mosteiros budistas do Tibete, hoje sob o domínio da China Comunista.

Antes da invasão chinesa, havia no Tibete três ramos religiosos que com certa freqüência se mesclavam. O primeiro ramo era o Budismo que se dividia em duas vertentes. A vertente dos budistas chamados de “Barretes Amarelos” e a vertente dos budistas chamados de “Barretes Vermelhos”. Os primeiros seguiam à risca os ensinamentos de Buddha e vestiam-se com mantos amarelo-ocre. Podemos dizer que eram adeptos da “Magia Branca”.

Já os denominados “Barretes Vermelhos” praticavam uma doutrina que misturava preceitos do budismo verdadeiro com a filosofia tântrica, uma doutrina que se volta para o despertar dos chakras através principalmente do ato copulativo, mas não somente disto. No Tantrismo Xivaíta quebram-se todos os tabus: religiosos, morais, éticos e alimentares. Suas cerimônias chocam-se com os mais comezinhos preceitos da castidade e da contenção espiritual. Foi no budismo dos Barretes Vermelhos que os gurus de Hitler foram abeberar-se. Mas não somente neste ramo degradado do budismo, não. Havia, ainda, uma terceira vertente religiosa mágica, aquela conhecida como OS BARRETES PRETOS.

Cruz Svástica sinistrógira, símbolo da Feitiçaria dos Bonpos tibetanos.

Cruz Svástica sinistrógira, símbolo da Feitiçaria dos Bonpos tibetanos.

Os “barretes pretos” praticavam a feitiçaria pura e simples. A feitiçaria que, entre os Ocidentais, era conhecida como Magia Negra. Estes “barretes pretos” são detentores da verdadeira religião tibetana, existente desde antes da introdução da filosofia budista naquele território. A religião tibetana verdadeira chama-se “bon” e seus monges praticantes são denominados de “bonpos”. O “bon” é traduzido para o chinês através do vocábulo tchoe, que significa ensinamento; doutrina. Então, o Tao-Tchoe é uma variação do Taoísmo que ensina a religião bon e difunde a arte advinhatória das varetas. Dizem alguns que quem fundou o bon foi o monge Chenrab-miwo, o qual seria o mesmo Lao-Tsé, o grande e cultuado filósofo religioso da China.  O interesse dos bonpos para nós está no seu símbolo que era a svástica sinistrógira, isto é, com o giro indicado da direita para a esquerda. Este símbolo da Feitiçaria Bon, pode ser considerado como a “sombra” da Magia Branca. Ele representa um pentagrama que atrai todas as Leis Cósmicas que são contrárias àquelas da Ordem e da Criação. Nos rituais bonpos são derramados o sangue de muitos animais e de muitas aves, ao contrário das prédicas do Budismo que proíbe terminantemente o derramamento de sangue de qualquer ser vivo, mesmo que este ser seja um inseto.

Nos seus rituais, os bon servem-se de um damaru que é um tambor feito da pele de dois crânios, retirada das cabeças de um ou dois lamas de destaque em sua seita. Ou, então, de um tambor feito com a pele de bode selvagem. Praticam a necrofagia, assando e devorando os cadáveres de criminosos a fim de lhes “absorverem as virtudes” e, dizem alguns pesquisadores, seus monges chegam a praticar o repugnante coito com cadáveres com objetivos escusos.  O deus que adoram é o Espírito da Terra e recebe a designação de Bon. Este Deus é assistido por um séquito de 12 inteligências “más”, ou seja, entidades ou forças que trabalham na alça descendente da Matéria, a “alça involutiva”, ou seja, a alça da reciclagem do que não foi bem aproveitado ou o foi e se tornou lixo espiritual, segundo ensina a Teosofia. Supõem alguns pesquisadores, como é o caso do Dr. Robert Ambelain, que Bon seja, na realidade, o NiFe, ou o Centro Ctônico onde está o “laboratório de Deus”, na visão dos teosofistas.

No NiFe toda a matéria que é atraída para lá é destruída até seu átomo ultérrimo mesmo e de lá nascem todos os metais e demais minerais que constituem o planeta. Espíritos humanos que não evoluíram, como os de Hitler e os de seus orientadores “magos negros”, talvez estejam sendo encaminhados para esta alça descendente da Matéria e se isto for verdade, então tais espíritos serão dissolvidos até que os átomos ultérrimos que lhes deram abrigo desde mesmo o Plano Espiritual não mais estejam coesos entre si. O sopro de Vida que os animou retornará absolutamente puro e sem qualquer mínima consciência à Mônada Humana, no Cosmos, e aqueles átomos, despidos de todo e qualquer registro experiencial que formaria a Consciência Cósmica do Espírito destruído passará a iniciar sua viagem desde a parte mais inferior da Matéria, isto é, a parte densa, mineral. Ao menos é assim que a Teosofia ensina no que tange à “morte espiritual”.

A destruição total da raça humana seria a busca dos sacerdotes bon e tida por eles como a “libertação total da humanidade”. Este sentido de “libertação” parece que foi o que animou muitos dos pensamentos daqueles homens “de ferro” que rodeavam e direcionavam as ações tresloucadas de Hitler. Não é à-toa que votavam grande ódio aos filhos de Jeová, pois Bon, o Deus da Terra, tem uma natureza totalmente contrária à deste Deus do Bem. Então, na Segunda Guerra Mundial, ou antes dela, travou-se a furiosa, dantesca e decisiva luta do Bem contra o Mal. Ela não está por vir. Ela já aconteceu. O Bem venceu, mas não de modo definitivo, pois não há como eliminar totalmente o Mal sem que o próprio Bem desapareça. Não se pode eliminar a “sombra” sem que sua causa também seja eliminada. Entre estas duas potestades está a entidade “homem” e a este cabe seu próprio destino. O “homem” é a cavilha que prende a carruagem da Civilização aos cavalos desembestados da Natureza anti-natural. Assim, enquanto uma parcela pugna por se voltar para o Deus Bom, Jeovah, outra parcela pugna para se dirigir para o Deus Mau, Bon, a Natureza primeva do Planeta em que habitamos. E isto nos leva a uma resposta positiva para a pergunta que encima estes artigos: sim, a humanidade vive realmente entre o Bem e o Mal. 

Acho que está de bom tamanho. Vamos ficar por aqui até nosso próximo encontro.

NAMASTÊ!