Desempregados e jovens sem perspectivas de futuro se rebelam, nos EUA.

Desempregados e jovens sem perspectivas de futuro se rebelam, nos EUA.

A gente se planta diante da TV e assiste, boquiaberto, o caos se alastrando em todas as Nações. As economias estão cambaleando como bêbados em passarela. O desemprego aumenta horrivelmente, como erva daninha, sem respeitar povo, língua, cor da pele ou religião. Os gananciosos tremem de medo de ver seu dinheiro sob ameaça de sumir no socavão abismal das crises intercontinentais. Políticos e tiranos dançam na corda bamba. Bancos quebram por todos os lados do mundo.

Desempregados do Globo Terrestre se rebelam contra a Riqueza “sem coração”. Então, quando escrevo sobre Hitler não estou sendo “saudosista”, como um amigo me disse à guiza de crítica ácida. Até porque, em que pese ter nascido em 1940, não vivi a agonia do Ragnarok (ou Armagedom, como queiram). Nem mesmo senti sequer o odor acre dos fornos crematórios dos alemães, graças a Deus. Quero lembrar, aqui, o Deus Janus, aquele bifronte, onde uma face olha para o passado e a outra, para o futuro a fim de compreender o presente.  E quero também lembrar o fato de que todas as profecias falam de um “final dos tempos”, quando catástrofes dantescas, inimagináveis, sobrevirão sobre as nações…

Michel de Notre-Dame, famoso pelas suas profecias.

Michel de Notre-Dame, famoso pelas suas profecias.

Mas será que as profecias já não se cumpriram? Não terá sido Hitler o “Filho de Satã”, que trouxe sobre todos os países a negra bota do hitlerismo e fez brilhar nos céus da Europa a tenebrosa  cruz Suástica? Se isto é a verdade (e eu tenho forte tendência a acreditar que sim), “o fim dos tempos” já veio, já passou e até hoje mais da metade a humanidade não tomou conhecimento disto. Eu creio que estamos vivendo “o tempo bom” previsto por Jesus. O tempo que duraria por pouco tempo. Agora, a Humanidade não está mais às voltas com um louco dirigido pelo Diabo, mas sim que se debate numa luta dantesca consigo mesma, com o que de mais negro há em sua Alma. A Ganância, a Usura, a Avareza, a Mentira, o Egoísmo e a Corrupção levaram o que sobrou do Armagedom a destruir tudo o que de bom a Terra lhes oferecia. Os rios, os oceanos, os lagos, os riachos, as minas d’água (olhos d’água), assim como os solos, as matas, a vida aquática, a vida terrestre e o ar, tudo está irremediavelmente comprometido pelo destrambelho humano. A raça humana que sobrou do Ragnarok ou Armagedom ataca e destrói furiosamente a Natureza, como se ela fosse nossa inimiga. Tudo o que ela nos oferece de bom é imediatamente transformado em $$, cuja vida é efêmera. Esta condição de efemeridade do dinheiro mantém os povos com uma sede constante, persistente, inesgotável, insaciável. O que menos valia tem na nossa Sociedade Pós-Moderna é a Vida. No entanto, sem ela, o que existiria?

Vida, Amor, Bondade, são coisas que só têm valor “virtual”. Servem para momentos de exaltação de um ego qualquer, num templo ou em auditório de colação de grau. Passado aquele momento de “ilusão”, todos saem furiosamente preocupados com suas necessidades mesquinhas na maioria das vezes. Se passa por um desvalido que, deitado sob uma marquise, amarga a dor de um estômago vazio, afasta-se para não o tocar ou, até mesmo, troca de calçada. “Aquilo” é um  “mendigo”, não é um ser humano. “Aquilo” não tem valor. “Aquilo” não merece a atenção do passante. Esta é a “humanidade” que vige nos  corações “bondosos” dos humanos da Civilização pós-modernista.

O "animal" aceita a cria de uma espécie totalmente diferente com carinho, com verdadeiro amor.

O "animal" aceita a cria de uma espécie totalmente diferente com carinho, com verdadeiro amor.

Ainda somos humanos? Aliás, desde quando somos humanos? A pergunta é de grande peso, de grande gravidade. Eu olho para os animais e vejo neles muito mais humanidade que aquela que nos arrogamos. Na foto ao lado, o cão se deixa servir de travesseiro para a cria de uma raça animal totalmente diferente da dele. Uma cadela aceita um gatinho enjeitado e o amamenta com o mesmo cuidado e o mesmo carinho que tem para com suas próprias crias. No entanto, é raro um humano aceitar a cria de outro humano e a tratar como se ela fosse sua. E se a cria tem a cor da pele diferente, então… Nós, humanos, nos separamos pelas nossas crenças religiosas; nós nos separamos pela cor de nossas peles; nós nos separamos pela nossa “classe social”; nós nos separamos pelas nossas posses; nós nos separamos pelo nosso grau de instrução e pelos títulos pomposos que obtivemos em estudos universitários; nós nos separamos pela nossa língua; nós nos separamos pela nossa cultura; nós nos separamos pela nossa capacidade de desenvolver armamentos letais; nós nos separamos pela quantidade de dinheiro que possuímos nos bancos ou empregados em bolsas de valores; nós nos separamos por tantas coisas fúteis, inúteis… E não notamos que de tanto nos separarmos terminamos levando uma vida solitária, angustiada, triste, mesmo quando em meio à algazarra de uma festa…

Somos o que restou do Armagedom. Somos o que ficou para gozar do bom tempo que durou pouco tempo. Talvez, se tivéssemos aprendido a lição; talvez, se tivéssemos compreendido que o Armagedom já tinha vindo sobre nós e que Jesus já descera “ao lado direito do Pai” para julgar os culpados e separar o joio do trigo; talvez se nossos antepassados recentes se tivessem percebido deste fato crucial na vida Humana, então, o tempo bom não duraria tão pouco quanto durou e as calamidades que nos ameaçam sem alternativa possível não estivessem sobrevindo sobre nós. Eu creio que compreender os Arcanos Ocultos que regeram o nascimento e o triste reinado do Anti-Cristo poderá ajudar, senão a todos, ao menos aos que tenham “olhos de ver” e “ouvidos de ouvir”. Na Segunda Guerra Mundial as hostes do bem aniquilaram a iniqüidade que o reinado de Hitler tentou desenvolver e alastrar por todo o planeta. Iniquidade que a maioria esmagadora da atualidade não entende o que tenha sido. A iniqüidade Religiosa, cujo estudo é sempre posto de lado em favor da alegação econômico-financeira da época como estopim da hecatombe. Seiscentos milhões de vida se perderam em terrível sofrimento naqueles idos. E porque hoje são “idos”, as pessoas não mais valorizam o estudar com cuidado o que foi aquilo. E não atentam para o fato de que o Mal não foi totalmente debelado; não foi totalmente vencido. E a prova disto é que aqui e acolá explodem tumores de filosofia de cunho negro, hitlerista. A cruz gamada não foi totalmente enterrada. Ainda há êmulos do inferno que teimam em usá-la em seus corpos e agem com a mesma ferocidade com que agiram os membros da SS e da Gestapo. Se isto não é sinal de alerta, então o que poderá sê-lo? Deus ainda não venceu totalmente a batalha…

Como o ator da foto, devemos manter os olhos abertos e estar sempre pronto para a guerra...

Como o ator da foto, devemos manter os olhos abertos e estar sempre prontos para a guerra...

Não é meu elã falar das “maravilhas” tecnológicas que fascinam as pessoas inconseqüentes da atualidade. Não é meu elã deixar-me seguir a procissão dos “mortos-vivos” que vivem o aqui-e-agora e se vangloriam disto. Não é meu elã defender tal ou qual religião, pois como já o disse várias vezes aqui, não sou um homem religioso. Todo religioso é antolhado e eu não uso antolhos neste assunto. Sou um permanente curioso e vivo perguntando “por que?” 

Não acredito na vinda de Jesus aparecendo em uma visão dantesca no céu, com Seu Pai barbudo, sisudo, deitando olhares de fogo condenatório sobre a miserável raça humana que estará tremendo de terror, sobre os joelhos, aos gritos de “Senhor! Senhor!” ou coisa assim. Positivamente o Jesus em que acredito não é de circo. Não gosta de espetáculos.

Então, ao meu amigo, respondo que estudar os Arcanos Ocultos do Pangermanismo (de que ainda não falei) e do Hitlerismo não é ser saudosista nem retrógrado. É ser no mínimo pesquisador e cuidadoso. Eu já vivi pelo aqui-e-agora e não gostei nem um pouco. A gente fica perdido e termina com aquele “vazio existencial” acusado pelos humanistas. Eu me perdi de Deus e como acredito que sou Deus em manifestação, eu me perdi de mim mesmo, uma experiência que não aconselho a ninguém, pois a escuridão que nos cerca em tais situações é apavorante.

Então, até nosso próximo encontro.