OS HOME DE PRETO TÃO DANADO, SÔ!

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Tem de ir pra cima deles também! tem de ir com tudo! Por que o ferro é só no nosso?

Tem de ir pra cima deles também! tem de ir com tudo! Por que o ferro é só no nosso?

Há um grupo de home, gente, que se jurga acima da Justiça. E quando arguém tenta mexer nos escundidim deles, ixi! Danou-se a nega do doce! Os bichim ficam danandim de reiva. Pode, um negoço destes, sô! Chamam a esse home de Magistrado. O padim Pade Ciço me expricô que Magistrado é um palavrão embolado qui vem de um tar de Latim, qui morreu faz tempo, munto tempo. Apois. No tar Latim, “Magister” quiria dizer Mestre. E tombém disse que este foi o título qui deram a Jisus Cristo pruquê Ele foi o mió professô de todos os tempo. Nisto, Orozimbo concorda com o Pade. Agora, a históra do tar de latim, sei não. Nunca uvi falá deste sujeitim, nhor não. E óia qui véio Orozimbo já véve há munto tempo. Munto tempo mermo, fio. Desde quando Pindorama ainda num era Brasil.

Mas vamo vortá aos home de preto, vamo? Pois é. Eles tão danado da vida cum’a muié feia pra burro, mas qui é tinhosa pra dedéu. A tar muié tombém pertence ao grupo dos de preto, num sabe? Mas parece qui ela num concorda cum a turma lá de cimão, nhor não. Mais

GENTILEZA, NO RELACIONAMENTO A DOIS, É FUNDAMENTAL

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Ternura é volátil como o gás, mas pode ser mantida pela gentileza, pelo elogio e pelo incentivo constantes.

Ternura é volátil como o gás, mas pode ser mantida pela gentileza, pelo elogio e pelo incentivo constantes.

“Muito obrigado(a), meu amor, por você ter feito isto para nós”. Ou então: “Oh, que bom que você se lembrou! Ficou ótimo!” Frases como esta indicam um relacionamento de gentileza. Gentileza é uma palavra que os casais esquecem quando passam a viver juntos. Por que? Certamente não é devido à carga psicafetiva que os dois colocam nos ombros ao aceitarem dividir a mesma cama e o mesmo teto.

“Puxa vida! Ficou ótimo! Meus parabéns. Você me surpreendeu”. Esta é uma frase de elogio. Elogiar é outra palavra que os casais esquecem depois que assumem vida em comum.

“Caramba, meu bem. Você realmente domina muito bem o que faz! Eu nem sei como agiria, se estivesse em seu lugar”. Esta é uma frase de incentivo; de reconhecimento do merecimento e da capacidade do outro. Este é mais um hábito que os pares de um casal também esquecem quando se juntam. Mais

RIGIDEZ POR ÓDIO, MÁGOA OU RANCOR MATA O ESPÍRITO DA PESSOA

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Um dia chega, para todos nós, o arrebol. Então, é melhor que ele seja ameno como este pôr de Sol.

Um dia chega, para todos nós, o arrebol. Então, é melhor que ele seja ameno como este pôr de Sol.

Uma pessoa tem de estar muito, mas muito atenta aos seus conceitos e preconceitos ou, um dia, tornar-se-á prisioneira deles e aí… Minha vida amorosa foi variada e rica – e até hoje ainda não sei a razão disto, visto que sempre fui um “enrolado” com mulheres. Tímido, nunca soube chegar para dar uma “cantada” numa garota. O medo de um fragoroso “não” ou coisa pior sempre me deixava tonto e desorientado só em perceber que ela me atraía e por isto, quando percebia minha atração por uma garota, procurava me manter o mais longe possível dela. No entanto, de algum modo que nunca descobri qual, sempre estive às voltas com alguma ou algumas garotas. Na verdade houve poucos dias em minha vida em que eu estive livre de mulher. Na mocidade houve momentos em que eu mantinha um caderninho com nomes de minhas namoradas e horários de encontros, um trabalho que me enervava, pois eu não era pessoa organizada. Vejam só, eu era tão tímido que escondia até de meus irmãos o tal caderninho e sempre que podia me deixava passar por bobo. Por isto, fui muito gozado não por eles, mas por amigos comuns. Lembro-me que, um dia – era um domingo – eu havia marcado para ir assistir a um filme (Yeller, Meu Melhor Amigo) no já extinto Cine Metro, no Rio de Janeiro, o mais luxuoso dos anos cinquenta e sessenta. Uma hora depois recebo um telefonema de outra de minhas namoradas – eu tinha oito, naqueles dias (e só meu pai sabia disto) – e descuidadamente marco para assistir o mesmo filme e no mesmo horário, também no Cine Metro. Resultado: levei uma bofetada em cada lado do rosto, uma de cada uma das duas, que, furiosas, me deram aquela esculhambação diante da enorme fila de pessoas que se dobravam de rir de meu embaraço. Meu pai, por muito tempo, me gozou daquele fiasco. Só eu não achei graça naquilo… Pelo menos não naquele momento angustioso, pois hoje rio sozinho quando as recordações me vêm à mente. Mais

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

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A Mentira engalanada...

A Mentira engalanada...

E eis que chegamos a mais um final de ano. Novamente se renovam sem cor e sem ênfase os votos de “boas festas e feliz ano novo”. É automático. É fim de ano? Pronuncie este chavão porque é de praxe. Mas note que as festas mesmas são dos comerciantes e industriais. Fora eles, só os políticos, os polititicas, os industriais, os ministros dos  tribunais, os donos das grandes cadeias de supermercados e lojas e os marajás do serviço público podem ter festas cheias de sorrisos sem ter por detrás deles a preocupação com o cartão de crédito estourado ou o limite do cheque especial arrombado. O resto do Brasil, o “eleitorado pé rapado ou simples proletário” (sempre surpreendido por cartões de boas festas e de pedido sem-vergonha de “vote em mim que sou ruim”, de políticos e polititicas, que descobrem rapidinho o endereço do coitado quando estão próximas as eleições), deve contentar-se mesmo com o frango assado da padaria e olhe lá. Mais

PORQUE NINGUÉM PODE “FAZER UMA VISITA PARA ELE”?

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Hoje, enquanto aguardava para fazer uma endoscopia a fim de saber a razão de meus ataques de gases que são uma tortura indescritível, travei conversa com uma senhora que me disse ser professora do segundo grau. Dava aulas de português em um colégio particular da cidade. Durante a conversa ela me disse “vou fazer uma surpresa para ele esta semana”. Eu a olhei censuroso e ela percebeu isto em minha expressão. Com um pigarro, ela perguntou o que tinha acontecido. Havia um ar de censura em mim, ou ela estava enganada? Eu lhe respondi que sim, que havia censura, sim. Curiosa, ela perguntou por que isto. Então, pensei um pouco e a questionei do seguinte modo. Professora, a senhora pode fazer um sonho? Quero dizer, a senhora pode dar forma material a um sonho? Ela estranhou a pergunta e, inclinando-se um pouco para a frente, respondeu que não e que minha pergunta era muito estranha. Eu lhe disse que apenas me respondesse e tornei a lhe perguntar. Professora, a senhora sabe definir o que é uma surpresa? Ela pensou um momento e me respondeu que surpresa é quando acontece alguma coisa inesperada por alguém; algo que a pessoa não  está esperando, não está prevenida para receber. Ótimo, eu lhe disse. Agora me responda, de que é constituída a reação de surpresa? Ela pensou um pouco, sempre me olhando com curiosidade. Então, depois de um tempo razoável, respondeu-me que não sabia. No seu modo de entender a surpresa poderia ser constituída de uma visita inesperada; de um presente não aguardado; da perda de alguém… Enfim, no seu modo de compreender, surpresa é constituída por vários acontecimentos repentinos, alguns bons, alguns desagradáveis. Então, eu lhe disse: a senhora está falando pelo senso comum, mas surpresa não é nada disto. Então, com um sorriso divertido na face, ela indagou curiosa: o que é surpresa? Mais

DEDO NOS ÓIO FUNCIONA, GENTE.

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Orozimbo gosta mermo é de pitá seu cachimbo e ficá oiando preste mundo doido, gente.

Orozimbo gosta mermo é de pitá seu cachimbo e ficá oiando preste mundo doido, gente.

Essa é rapidim, mermo, gente. Véio Orozimbo mijô de rir. Véio foi lá no dentista, num sabe. Ali na rua Alexandrino dos Santos, aqui em Uberlândia. O cabra é bom no buticão, mas desta vez num quis arrancá o cacareco não. É qui tem uns cacareco aqui na boca que veiz por otra se dana de duer. Aí, onte, um deles tava atentado. Entoce, véio arresorveu ir ao dentista pro mode ele consertar o peste. Véio tava meio jururu com aquele dente pursando cuma coração de apaixonado, num sabe? E tava de pé na carçada isperando qui o siná desse passage pras pessoa. Foi aí qui véio viu um mulequi avantajado de musculatura se aproximá de uma muié baixinha e aparentando fraqueza, lá no otro lado da rua. O gatuno, pois o mulequi era isto mermo, meteu a mão na borça da dona e tentô sair correndo cum ela. Mas a muié agarrou-se na arça da borça e foi parar no chão. O gatuno não conseguiu fazê ela largar da borça. A muié gritava cuma galinha cum pintim, num sabe?  O mulequi abaixou-se e tentô abrir as mão da muié inquanto dizia um monte de impropéro pra ela. E a muié nada de largá da borça. Entonce, o ladrão curvô a cabeça pra mode mordê a mão da dona e foi aí qui ele se deu mar. A muié meteu o dedo num dos óio dele. E foi cum toda força, gente. Foi mermo de cum força, num sabe? O gatuno deu um berrão danado de grande e largou a borça da dona. Ela se alevantô e ficô de joeio, olhando para o sujeitim que tava cum as duas mãos no rosto e balançava a cabeça disisperado, sô. Ele tinha caído de bunda no chão, com o susto e a dô. Mas quando ele finarmente tirou as mão da cara e oiô para a dona qui tava ali, de jueio, parada e olhando pra ele, lascou aquele palavrão e se armou todo pra dá um murro na cara da muié. Aí, ela mais qui dipressa meteu o dedo no oio bom do sujeitim. E novante com aquela forçona. Eta berrão danado de bunito, sô! O cabra caio de bunda no chão esfregando as mão na cara disisperado. E a muié continuou ali, perto dele sempre. O sujeitim rolou de um lado po otro e quando finarmente tirou as mão da cara e abriu os óio… zup! a muié enfiou dois dedos nos dois óios dele,  gente. O bicho se arrastou de costas, zóios fechados e gritando “ela qué me cegá! Socorro! Socooooorrrrrooooo!” Ele andou cuma caranguejo até tá longe da muié, entonce, se pôs de pé e danou a correr às cegas. Deu de cara num poste, caiu sentado, mas se alevantô depressinha e tornou a saí correndo. Meteu o chifre numa parede, caiu de novo e de novo se alenvantô atarantado e continuô correndo cum as mão na frente do corpo, sempre gritando por socorro. A muié, entonce, se pôs de pé, limpô a rôpa e foi imbora xingando a famia toda do peste qui não tinha dado educação pra ele. E véio Orozimbo ficô a pensá: se as pessoa atentasse pra cuma é fraco e cheio de lugar delicado o corpo humano, ninguém se dava mar numa situação cuma aquela. Já pensô, fios, se a muié arresorve dar uma baita dentada na urêia do disgraçado? Urêia dói munto, fio. Uma murdida ali carqué um mija de dô, ora se mija. Mais

BOLSAS DO GOVERNO E O PORTAL DA CIDADANIA

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Você já viu coisa mais insossa, mais técnica, mais estéril que o Portal da Cidadania? É um porre tentar vislumbrar algo de bom, objetivo, claro, popular, ali dentro. Tabelas secas, com números secos, que são evidentemente do agrado dos tecnocratas do Governo, mas que para o povo comum, como este que aqui escreve, é tão ruim como assistir filme velho em preto e branco. Vi, hoje, 18/12, às 6h da manhã, na TV Globo, uma reportagem sobre os benefícios que o Bolsa Família e outras ações diretas do Governo Dilma em Irecê, um povoado esquecido de Deus e dos homens até há pouco tempo, trouxe para aquela comunidade. Fiquei alegre e muito feliz, pois ali foi mostrado que há ações POLÍTICAS realmente dirigidas para o povão, aquele que vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, o miserável. A mesma coisa foi a reportagem sobre os quilombolas no município de Barreiros, cujo vídeo você não pode assistir aqui porque a Globo não permite a divulgação dos vídeos de suas reportagens, uma política de retenção na virilha do que de bom poderia ser multiplicado não só no Brasil como no mundo. Mas a foto acima, que dá início ao vídeo da reportagem a que me refiro, mostra os quilombolas e você pode assisti-la, antes que seja descartada, no G1.globo.com. Mais

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