A assassina justiceira à moda norte-americana.

A assassina justiceira à moda norte-americana.

Vemos uma mulher belíssima nas telas de cinema. Armada, ela é um furacão. Seguindo a filosofia da terra onde nasceu, ela mata sem a menor dor de consciência. O “mau” é um câncer social que deve ser extirpado a bala. E é assim que ela distribui tiros a torto e a direito. No dia em que o cinema se aperfeiçoar ao ponto de fazer as imagens sangrarem na tela, a sala de projeção onde se projete um filme de Angeline Jolie ficará inundada de sangue.

Sim, é dela que estou falando, agora. Feia, magra demais, mãos anti-tesão, ela é, no entanto, uma PESSOA que se tem mostrado exemplar para muitos ricos de seu país e do mundo todo. Sem considerar o racismo que é forte no país onde nasceu, adotou várias crianças de várias etnias, todas pobres e que, agora, graças ao seu imenso amor pela humanidade, terão um futuro sem preocupações senão aquelas naturais dos norte-americanos: ganhar e mais e mais dinheiro.

Angeline fez de Brad Pit um pai exemplar. Talvez lhe tenha ensinado a humildade, embora ele também já tivesse demonstrado ser voltado para ações piedosas antes de a conhecer.

Angeline fez de Brad Pitt um pai exemplar. Talvez lhe tenha ensinado a humildade, embora ele também já tivesse demonstrado ser voltado para ações piedosas antes de a conhecer.

Para ser alguém de coração não é preciso mais do que trazer Amor no coração. E este amor, ainda que possa ser incentivado e cultivado pela família, não nasce ali, mas é algo que o Espírito da pessoa já traz desde tempos remotos. Já vem cultivando desde encarnações passadas. Creio que este é o caso de Angeline Jolie.

Ouve-se e lê-se a respeito das adoções que Angeline fez ao longo de sua vida de artista famosa e de pessoa voltada para ações humanitárias mundo a fora. Mas sua ação vai muito além das tirinhas em jornais e revistas superficiais. Sua ação mergulha fundo nos destinos de crianças que nasceram em países estraçalhados pela guerra, pelo ódio, pela mágoa contra a nação entre o povo da qual ela nasceu, cresceu e foi educada. Crianças que teriam uma vida dura, de sofrimentos, eivada de revolta pela impotência diante das injustiças sociais, escaparam de tal destino porque ela as adotou e com isto lhes deu uma alta probabilidade de sucesso para se tornarem pessoas felizes, que deverão seguir o padrão de comportamento que amorosamente a atriz, símbolo sexual fabricado, lhes ensina no retiro familiar.

Brad Pitt, marido de Angeline Jolie, talvez tenha aprendido com ela a doar amor.

Brad Pitt, marido de Angeline Jolie, talvez tenha aprendido com ela a doar amor.

Brad Pitt pode ter sido alguém que Angeline moldou à sua maneira de ser e ver a Vida. Ele se tornou o pai dedicado e amoroso daquelas crianças “catadas” nas mais diversas partes do mundo. Pena que Angeline não visitou o Nordeste Brasileiro. Quem sabe ali ela também encontrasse alguém para levar para seu lar, onde o destino miserável daquele ser seria mudado para sempre?

Mas eu creio que, atualmente, Deus deixou de lado o povo brasileiro e, com mais ênfase, o nordestino. Talvez Ele se tenha cansado de escolher nordestinos capazes para lhes entregar nas mãos o destino daquele povo sofrido, porque todos eles, quase se exceção, se bandearam para o “lado negro da Força”. Vejam José Sarney e família; Koëller de Mello, mais conhecido como Collor de Mello, José Genoíno (natural de Quixeramobim, Ceará) e muitos e muitos outros. Quem sabe?

A magricela feia que foi transformada em símbolo sexual pela magia do Cinema.

A magricela feia que foi transformada em símbolo sexual pela magia do Cinema.

Feia, ela foi transformada em simbolo sexual pela magia das mãos de maquiadores e pela capacidade de captar ângulos favoráveis de suas poses que fotógrafos profissionais têm.

Mas esta mulher glamurosa mostrou ao mundo, sem se incomodar de o fazer intencionalmente, que não é a beleza que põe a mesa e, sim, a determinação íntima de não se deixar mergulhar na fascinação do luxo, da opulência e do perigo que isto tudo traz consigo: as drogas.

Enquanto outras “beldades” cometeram suicídio porque não souberam lidar com a riqueza que lhes foi destinada Pela Vontade do Pai, ela se voltou para um trabalho silencioso, à parte do mundo ilusório e glamuroso do cinema, e se atirou de cabeça num trabalho que realmente satisfez sua sede de ternura e caridade. E adotou crianças negras, mestiças, asiáticas, sem por nenhuma sentir qualquer emoção de menoscabo. Cria-as junto com seus filhos naturais e a todos ensina que o Amor verdadeiro não vê cor de pele nem formato de olhos. 

Porque fez enxerto para realçar os lábios e os tornar mais sensuais, eu lhe tinha dado um apelido depreciativo. Agora, não mais a chamo por ele.

Porque fez enxerto para realçar os lábios e os tornar mais sensuais, eu lhe tinha dado um apelido depreciativo. Agora, não mais a chamo por ele.

Eu não era fã de Angeline Jolie. Chamava-a de boca de chupar cu, desde que fez implante nos lábios para os tornar mais sensuais. Mas à custa de ler e meditar em como leva sua vida, curvei-me diante de seu humanitarismo e nunca mais lhe dei aquele apelido mesquinho.

Angeline me fez ter uma dor de consciência. Eu, quando me formei Psicólogo, trabalhei ativa e afanosamente na construção de uma Teoria da Personalidade que me deu a capacidade de apenas olhando um grafismo dizer tudo sobre a Identidade de uma pessoa. Ou, apenas estudando o desenho do comportamento de uma criança dentro da sala que inicialmente chamei de Sala de Ludo Psi-Phi e, depois, mudei para Sala Projetiva Psi-Phi, dizer tudo sobre os transtornos emocionais da criança e dos que mais intimamente com ela interagiam. E isto sem ter conhecimento das entrevistas de anamnese levada a efeito por meus alunos estagiários. No meu tempo, década de 1980, tinha médicos em São Paulo que não receitavam seus clientes sem, antes, receber de nossa clínica um laudo meu, pois nele eu não somente informava sobre os transtornos que afligiam o cliente do médico, como ainda fornecia orientações sobre o melhor tratamento médico-psicoterapêutico a ser adotado. E se se tratasse de criança, após analisar o esquema da Sala Projetiva Psi-Phi, eu também orientava à escola da criança e aos seus pais. A segurança que transmitia aos médicos era tanta que muitos se acostumaram a me encaminhar seus clientes e seguir à risca minhas orientações sem questionamento. E nunca, durante os nove anos em que ainda atuei na Clínica Psicológica seguindo minha Teoria, nunca errei em um único psicodiagnóstico.

Eu tinha a esperança de poder cursar o Doutorado sem ter de perder tempo com Mestrado, pois assim me assegurava a Lei de Diretrizes e Bases. Mas os reitores das faculdades no Centro-Oeste fincaram pé e exigiram que eu me curvasse ao capitalismo selvagem, que manda que não se obedeçam as Leis no Brasil. O Mestado não saía por menos de R$ 80.000,00 (nos idos de 2003-2008) e era por isto que as Faculdades não queriam (e não querem) permitir que os licenciados façam uso da   LEI DE DIRETRIZES E BASES. Um prejuízo monumental para elas, se pelo menos a metade dos licenciados tentassem fazer o Doutorado diretamente, como eu tentei. Ouvi, na PUC de Goiânia, que “se você não fizer o Mestrado, não será aceito por nenhum orientador de Doutorado, pois é esta a praxe, independentemente do que diga a LDB. Esta é a norma aqui dentro e em qualquer faculdade que o senhor procurar. Mesmo que não deseje ser professor, tem de cursar o Mestrado antes de fazer o Doutorado“. Fulo da vida, rasguei mais da metade de meus trabalhos de anos de observação de crianças e de clientes dos quais tratei e o que sobrou está lá no sótão juntando poeira, totalmente abandonado, juntamente com meus escritos sobre a Teoria da Psicologia Sincrônica Ressonante.

Meditando sobre a determinação de Jolie, voltei-me para meu gesto de fúria e de revolta e me perguntei: fiz certo? Fiz certo em julgar que o povo brasileiro não merecia meus anos de pesquisa solitária, dedicação e estudo de uma teoria que teria, creio eu, revolucionado a psicoterapia? Ainda não sei. Mas sei que há algo na ação firme de Angeline que mexeu comigo. Mas ainda que isto seja verdade, não me sinto nem um pouco motivado a retomar o caminho abandonado. Tenho o defeito de caráter de jamais voltar a palmilhar um caminho que já abandonei. Orgulho? Treinamento de vida? Não sei. Talvez ambos… Mas sei que enquanto o meu país tiver no Poder pessoas da estirpe de Lula, Collor, FHC, Vovozona etc… eu não retomarei um trabalho que será desrespeitado pelos que só pensam em si, nos seus umbigos covardes e que se regem pela Lei de Gerson. Minha revolta abrange a incapacidade do povo brasileiro de atentar para o poder que têm nas mãos: o da união contra a corrupção, o desrespeito ao cidadão e aos seus direitos mais comezinhos.

E estou velho. Como tal, já não olho com interesse para este mundo que se me afigura totalmente perdido para o que é bom e desejável.

Como velho, olho somente para a sepultura que se aproxima placidamente de meus pés…