Este é um comportamento que nem mesmo a Psicologia mudou em mim a aversão a ele.

Este é um comportamento que nem mesmo a Psicologia mudou em mim a aversão a ele.

Homossexualismo sempre foi algo que não aceitei. E sempre busquei determinar a razão desta minha aversão à união de duas pessoas genitalmente iguais. Leio, hoje, no G1.Globo.com, que O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (14), por maioria (14 votos a 1), uma resolução que obriga os cartórios de todo o país a converterem união estável homoafetiva em casamento civil. Com isso, após a união, os homossexuais poderão pleitear o casamento e os cartórios não poderão rejeitar o pedido, como acontece atualmente em alguns casos. Segundo o presidente do CNJ e autor da proposta, Joaquim Barbosa, a resolução visa dar efetividade à decisão tomada maio de 2011 pelo Supremo, que liberou a união estável homoafetiva. Conforme o texto da resolução, caso algum cartório se recuse a concretizar o casamento civil, o cidadão deverá comunicar o juiz corregedor do Tribunal de Justiça local. “A recusa implicará imediata comunicação ao respectivo juiz corregedor para providências cabíveis.

O sancionamento da união homem-mulher pela sociedade realiza-se no rito do casamento.

O sancionamento da união homem-mulher pela sociedade realiza-se no rito do casamento.

Casamento é uma palavra portuguesa derivada do latim vulgar: “casamentum”. Este termo latino designava um terreno com uma habitação ali instalada e se referia à mudança de vida de um casal que se juntasse para constituir família. No “casamentum” os pares do casal se livravam da intromissão de seus pais na vida que tinham decidido construir a dois, segundo seus anseios, seus interesses e seus modos particulares de compreender o Mundo. Ora, no antigo Império Romano não havia qualquer discriminação à prática da homossexualidade ou da, agora denominada, homoafetividade. E era comum que os jovens pretendentes a ingressar no poderoso Exército romano passassem um tempo na condição de “ephebo” dos oficiais comandantes. Esta condição impunha que eles servissem de fêmea para os seus superiores. Isto não os fazia revoltados, depois, quando cumpriam o tempo para isto designado.

Quando sobreveio o domínio do cristianismo, os romanos mudaram de atitude com relação ao efebismo e à continuação da sua prática por aqueles que tinham gostado de experimentar funcionar de marcha-à-ré. Tudo porque no cristianismo predominou a repulsa judaica contra homossexuais “assumidos” ou “induzidos”.

Não fui educado ao redor da Bíblia nem praticando ritos religiosos em família.

Não fui educado ao redor da Bíblia nem praticando ritos religiosos em família.

Eu nasci no seio de uma família cuja metade – a família de minha mãe – era católica carola praticante. Meu avô materno era membro da Congregação Mariana e usava um “patuá cristão” (a palavra patuá é corruptela do termo luso-malaio “papiá” da frase “papiá kristang” que significa “falar cristão”) representativo daquela comunidade. A família de meu pai também era cristã, mas não tão carola. Meu pai, por sua vez, afeito aos estudos da Magia e do Ocultismo, era atravessado com a Bíblia e as pregações cristãs e com ele foi que aprendi e introjetei minha desconfiança visceral pelos pastores e padres de quaisquer seitas religiosas. E creio que uma parte radical de minha aversão à homofilia veio desta forte impregnação da educação católica a que fui submetido muito cedo, na vida, quando meu avô decidiu que na família tinha de ter um padre. O escolhido para o “sacrifício” tinha sido eu. Claro que não daria certo jamais. Eu era taradão pelas meninas e um grande fã do “descabelamento do careca”. Escreveu não leu e lá estava eu dando aquela esfrega no coitado. Creio que muitas freiras escaparam de conhecer meu “herói” porque não cheguei a vestir a batina…

Se você pratica o homossexualismo, quando morrer vai ter uma conversinha terrífica com o distinto aí de cima.

Se você pratica o homossexualismo, quando morrer vai ter uma conversinha terrífica com o distinto aí de cima.

Além da impregnação subliminar da aversão ao homossexualismo, o qual me era pregado, desde os meus cinco aninhos, como um pecado mortal imperdoável, houve, também, a cultura nordestina. Um “cabra” que tivesse nascido com o “careca” entre as pernas, cercado pelas duas bolas cabeludas que caracterizam o macho da espécie, tinha de honrar as calças que vestia ou ia levar aquela taca de arrebentar se se mostrasse um baitola. E eu não gostava de apanhar. Por isto, se algum engraçadinho quisesse ter o “pé-de-ouvido” esquentado por um bom tabefe era só me chamar de “baitola”. O pau comia na hora.

Ao ler que os donos de cartórios ficam obrigados a aceitar o que repudiam, fiquei pensando qual seria minha reação se eu fosse dono de um cartório. Não sei. Os donos de cartórios não tiram menos que R$ 200.000,00/mês. Em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, há quem chegue próximo a um milhão por mês. Com esta dinheirama, pode ser que a consciência seja “amortecida” em suas convicções. Quem é doido de perder tanto dinheiro por causa de uma aversão que só ele vota a determinado comportamento de algumas pessoas? Talvez eu fosse o único, quem sabe?

Sim, creio que a probabilidade de eu fechar o cartório ou passá-lo à minha filha, advogada, seria muito grande. Não gosto de me violar por causa de nada nem de Lei nenhuma.  Antes de tudo, prefiro ser coerente comigo mesmo. Atropelo tudo o que me obrigue à violação de minhas convicções pessoais. No tempo dos militares enfrentei muitos coronéis corruptos, unidos contra mim sob a batuta de um General, na EMBRATEL, mas nunca cedi em ser conivente com as patifarias deles. Ao contrário, sempre fui uma pedra em seus sapatos e por isto cheguei a sofrer um AVC que me deixou troncho por um tempo considerável, além de ter sido perseguido furiosamente por todos eles e, depois, por seus filhotes ou seus êmulos, numa luta desigual e impiedosa. Mas não cedi. Eu sou assim. Se estou convicto de que estou certo não cedo por nada deste mundo.

Não consigo ver com bons olhos a tal “união homoafetiva”. Para mim é a deterioração da Moral e da Dignidade humanas. Pior, é o desmantelamento da família, o núcleo básico da formação de uma Nação. O que irá resultar para a humanidade desta mudança de comportamento levada a efeito pelo mundo todo? Só quem viver, verá…