O sujeitinho esquentado era assim.

O sujeitinho esquentado era assim.

Gente, devemos olhar atentamente para o que anda acontecendo no Egito. Desde muito tempo atrás que misturar Religião e Poder Venal, isto é, POLÍTICA, não funciona. No tempo em que grilo falava, lá pelos idos de 1099, os Cristãos tomaram para si a chamada “Terra Santa” e desceram o pau no lombo dos muçulmanos, que eram desorganizados e a bem da verdade não voltados para a espada e, sim, para enfiar os cornos no chão e levantar suas bundas para o céu pelo menos cinco vezes durante o dia. Ainda não sei se era para soltar pum, como fazem até hoje, ou se era mesmo para adorar um Santo, talvez pensando que sua morada fosse no centro da Terra. O certo é que porque passavam a maior parte do tempo mirando o chão, levaram a pior diante dos gulosos e mentirosos cristãos.  O certo é que estes camaradas mentirosos (porque diziam seguir a palavra do Cristo, que condenava o derramamento de sangue, e, no entanto, adoravam tomar banho no sangue de seus semelhantes)  dividiram a região da Terra Santa em diversos reinos e, explorando a fraqueza e os desacertos que grassava entre os muçulmanos, conseguiram firmar-se lá por dois séculos. Mas aí veio o reverso da medalha. Um sujeitinho danada de aguerrido, por nome Saladino, rebelou-se contra a tirania cristã e arregimentou seu povo numa guerra santa. O pau comeu de novo, desta vez no lombo dos cristãos e a famosa “Terra Santa” voltou para o domínio deles que, agora, escolados depois de tanto sangue derramado, fincaram dentes e unhas naquele pedaço de deserto e ficaram por lá até hoje.

Imaginem muçulmanas exibindo seus bumbuns descaradamente como as moçoilas aí...

Imaginem muçulmanas exibindo seus bumbuns descaradamente como as moçoilas aí…

O tempo passou. O velho Egito perdeu sua religião e seus faraós. Veio o império norte-americano e sua esquisita maneira de disseminar mundo a fora seu modo de entender Democracia (onde tudo pode, inclusive contrabandear pessoas para vender como escravas, vender armas a torto e a direito, intrometer-se nos outros países e impor a ferro e fogo seu modo de pensar, seus alimentos venenosos e suas extravagâncias comportamentais; tudo pode mesmo, desde que se obedeça aos ditames do Império. O país que se deixar obedecer ao “way-of-life” norte-americano está dentro dos conformes e receberá ajuda em armas e agitação política para que terminem em guerras, pois os irmãos do Norte são doidos para invadir os outros países com seus marines. Estabelecem suas bases no território conturbado — por seus agentes ali infiltrados, na maioria das vezes  e pronto. Está feita a conquista, pois quando os irmãos do Norte fincam uma base em algum território estrangeiro, ela jamais será dali retirada e os naturais têm de curvar suas colunas vertebrais aos imperialistas… Mas isto é outra história. Um dia vou falar a respeito. Prometo.).

Mubarak, o que foi pro buraco.

Mubarak, o que foi pro buraco. Também, com esta cara de mamão macho prenho, ele não podia emplacar, mesmo.

O coitado do Egito, mal derrubou Hosni Mubarak e encaçapou seu sucessor,  Mohamed Morsi, já está nas ruas de novo para derrubar este doido que pensava poder juntar muçulmanos radicais e Democracia à Americana. É como misturar óleo e água. Não dá. A liberdade total, até às raias do absurdo, que a Democracia Americana impõe a todos, não se coadunará jamais com os ditames do Corão rigidamente interpretados pelos sisudos aiatolás ou coisa que o valha.  

Voltando à questão fundamental deste artigo, misturar religião com política jamais deu certo. No mínimo a vaca nacional vai pro brejo, seja em que país for. Religioso, exceto os Espíritas brasileiros, é sempre embrutecido pela lenga-lenga de seus doidos pregadores. Entre nós, estes estão mandando e desmandando no grupo desmiolado que se intitulam de evangélicos. Já, já vou falar dos desmiolados radicais brasileiros. Por enquanto, vamos continuar discorrendo sobre o coitado do Egito.

Imaginem que, no início da chamada “Primavera Árabe”, pensava-se instalar no Egito “muçulmanizado” o pensar fagueiro da Democracia à América do Norte. Qualquer tolo já podia “sacar” que esse negócio não ia vingar. E não vingou. Mohamed Morsi tratou de fazer uma Constituição onde a rigidez do pensar religioso muçulmano logo predominou em quase todos os seus artigos. O povo sentiu o peso do jugo da má interpretação do Corão (ou Alcorão, não sei bem como é que se deve chamar o assim intitulado “livro sagrado dos muçulmanos”) logo nos primeiros dias. Os anseios de poder soltar a franga no campo murchou nas primeiras horas que se seguiram à alegria da “Primavera”. O que se seguiu a ela era uma ameaça de tempestade gelada como sói ser a Morte. Aí, os Zé Nings de lá foram para a única praça que possuem e acamparam aos gritos de “fora com a rigidez do pensar da Irmandade Muçulmana” (se não foi assim, faz de conta que foi, senão meu artigo não chega ao fim).

Daqui não saio, daqui ninguém me tiraaaaa!

Daqui não saio, daqui ninguém me tiraaaaa!

Enquanto houver, no mundo,”irmandades muçulmanas”, estas não podem nem chegar perto de uma cadeira presidencial, senão vai ser o diabo em matéria de tirania, estreiteza mental e mortandade em nome de Deus. No nosso Brasil nós não precisamos importar muçulmanos para cá (embora, alarmantemente, já se alastre por nosso território esta religiãozinha danada de sanguinária). Nós temos os “nossos” Evangélicos, tão ou mais ensandecidos pela pregação histérica de pastores espertalhões que os encapuzados e feiosos barbudos muçulmanos. E eles também são sedentos de Poder Venal, v.g. o famigerado pastor Marco Feliciano que está estrelando de modo bem desastrado todas as páginas de todas as revistas e jornais do Brasil. Entre suas idéias absurdas está a que considera a África amaldiçoada porque seu povo é negro (exceto aquelas partes em que vivem brancos). E esta é só uma das asneirices que ele prega a torto e a direito e que todos temos de aguentar “em nome da Democracia”.

Sinceramente, detesto evangelismo. É um tipo de antolho que antolha a própria alma da pessoa. Todo pastor devia ser sentado em cadeira elétrica, em praça pública, e “torrado” devagarinho que era para que sua alma perdida terminasse por também torrar e, assim, não se correr o perigo de ela teimar em voltar e continuar o exercício da má religiosidade a fim de tomar dinheiro dos burraldos que os seguiram e continuarão seguindo nas vidas futuras. A pregação emburecedora é tão violenta, que a “ovelha” segue assim pelo resto da Eternidade: sempre ovelha, coitada…

Agora, voltando ao Egito, leio na Folha de São Paulo que “A imprensa egípcia, com exceção do jornal da Irmandade Muçulmana, comemora nesta quinta-feira a vitória ‘legítima’ do povo, depois que o exército derrubou Mursi”. O que diabo significa este vocábulo “legítima”? Se ele é colocado no trecho dentro do contexto do pensar Democrático americano, então, é difícil saber o que significa. Acho que foi por isto que o articulista da Folha o colocou entre aspas. Mas deixando de lado estes detalhes de somenos, o certo é que a tal praça Tahrir ainda vai ter seu chão pisado pelos mesmos pés que hoje ali festejaram a queda de mais um aspirante a Ditador, pois a tal Irmandade Muçulmana não vai deixar barato.

Quem viver, verá.