Reflexões de Orozimbo.

Reflexões de Orozimbo.

Tadim… O bixim tá danadim, né não? Acho inté qui ele num consegui nem drumi dereito… E apois num é qui a revista fofoqueira VEJA andou fuçando a vida da muié do home? E adiscubriu qui ela tombém levô vantage im tudo, cuma dizia aquele jogadô de futebór. Mas i num é pra levá, xente? Se o maridão dela tava nadando de braçada na dinheirama qui eles, antes de sentá as bundonas de pobretão lá in riba nunca tinha visto, pru qui é qui ela num ia tombém deitá e rolá no saco de lixo? Inté eu, ora!

Esse povo num tem jeito, né não? Todo mundo se diz cristão, mas acho qui é só da boca pra fora… Sabe pru quê? Pruque tão todos ele, pronto pra jogá a premera preda, ora. Se vancê se metê a besta de arribá a cabeça acima dos otro vai sê apredejado, ora se vai! Mas num foi o fio de Deus qui dixe qui num se deve atirá a premera preda? A num sê qui o atiradô nunca tenha pecado… Coisa impossíve, né não?

Decrépito, com tudo despencando, ei-lo que está novamente às voltas com dona Justa. Agora, ficou comprovado que ele tem, sim, uma dinheirama roubada dos paulistas e escondida numa Offshore fora do Brasil.

Putzgrila! E não é que o Velho Orozimbo está certo?

Ô xente, bichim, cuma é qui se pode intendê o pensamento das pessoa qui iscreve nas revista? Inté parece que essas pessoa num tem mermo o qui fazê. Pur isso, fica de tocaia pronta pra metê o galfo no lombo dos coitados qui eles vigia. Ah, se eu fosse o tar de Cabrá, lá do Rio de Janeiro. Eu mandava uns jagunço metê bala nos miolo dos futriquero, pra mode eles aprendê a num se metê a besta cumigo, ora. Num se diz qui em terra de sapo de cócoras com ele? E apois! O Brasil é terra onde tem sapo pra todo lado. E o qui faiz os sapão daqui? Roba! E roba a torto e a dereito. Entonce, se mia muié aceita uma ajudazinha de uns coió qui vão lá pras banda dela pra lhe dá dinhero a troco de uns favozim desimportante, ninguém tem nada cum isso, ora. Ela, tadinha, tá só fazendo o trabaio dela, né não?

E óia aí, vô pará de resmungá qui já tô cum azia pro causa dessa peste. Pra onde se óia só se vê robalhera, gente. Tem dó! Além da robalhera tombém só se vê reporte doidim doidim pra infernizá a vida dos qui tão lá in riba arrumadim, arrumadim. Eu num sô contra eles não, ora. Quem pôs eles lá in riba, num fumo nóis? Entonce, pru qui é qui tamo azedo ansim? A curpa é nossa, entonce, ora bolas, a gente tem mais é qui butá a carapuça nos chifre e batê no peito rezando o tar de mea curpa qui os pade insinam lá nas igreja deles. Véio é do Candomblé pur isso num reza esse negóço não qui no Candomblé num tem esse troço de curpa.

E qué sabê do que mais? Véi vai oló, vai cantá pra subi, vai se mandá de finin qui já ficô fumaçando pelos chifre só de falá de pulítica. Êta coisinha ruim da peste, sô!