Elas atraem e fascinam mais pelo que escondem do que pelo que mostram.

Elas atraem e fascinam mais pelo que escondem do que pelo que mostram.

Desde que me entendi por gente no mundo, isto é, desde quando comecei a me masturbar que o triângulo púbico feminino atraiu minha atenção. Eu contava lá pelos meus seis anos mais ou menos (não recordo mais com precisão quando foi que descobri que o “bilau” não servia apenas para mijar), quando me dei conta da “diferença”. Durante muito tempo de minha vida aquela parte “escondida” entre as pernas das meninas e das mocinhas me atraía com uma força além de minha vontade. No entanto, eu sofria um conflito danado de angustioso, pois, criado no Catolicismo Arcaico, ainda com laivos do Vitorianismo do Século XIX, aquele terreno feminino me foi vendido como O Portal do Inferno. Desejá-lo, só desejá-lo, já era uma pré-condenação ao Fogo Eterno. Esta pregação idiota me colocava numa situação altamente angustiosa. Acho que herdei de meu pai uma potência sexual muito forte e eu não tinha como controlar o impulso que me queimava as entranhas e me deixava vermelho como um pimentão, quando o “bilau”, arreliado, se punha duro como um dedão acusador, fazendo que minha calça apresentasse uma intumescência altamente desconfortante e, pior, absolutamente denunciadora de meu impulso “imoral”. Algumas vezes fui duramente repreendido por meus parentes e, em outras ocasiões, quando fui pegado com o “dedão extra” tentando furar a calça, apanhei de palmatória para “deixar de ser imoral”.

É isso aí, cara. Manda ver!

É isso aí, cara. Manda ver!

Um belo dia, examinando com curiosidade aquele “dedão extra”, apalpando-o entre os dedos da mão, eu me excitei violentamente. E foi aí que descobri a masturbação, da qual nunca mais me apartei, para contrariedade de todos os Santos do Céu Católico Apostólico Romano e alegria esfuziante dos Diabos do panteão infernal cristão. Acho que não houve, naquelas décadas de 1940-1950, alguém que fosse mais assíduo frequentador dos “países baixos” do que eu.

Mas apesar de ser um bronheiro de marca, tremia de medo quando estava diante de qualquer menina. Eu tinha sofrido uma violência sem tamanho, por parte de meus pais, devido a um incidente mal interpretado por eles com relação a minha irmã. Um dia, eu contava seis anos de idade, ao chegar à casa, que era recuada e tinha diante de si uma árvore cujos galhos caíam, curvados como aspas de guarda-chuva, até o solo, ouvi um gemido e a voz de minha mana protestando contra algo. Ela dizia: “Ai, ai, tila, tila, tá doendo!”. Entrei por debaixo dos galhos e vi um menino enfiando um pedaço de graveto entre as pernas da mana. Quando gritei “pára! Larga minha irmã!” o garoto saltou como uma lebre e saiu mais depressa que o vento. Não me incomodei com ele e fui socorrer minha irmã. Ela gritou quando eu puxei o graveto de dentro de sua vagina e seus gritos chamaram a atenção de minha mãe, que veio correndo ver do que se tratava. E quem foi pegado com a boca na botija fui eu. Apanhei como cachorro doido. Apanhei dela e de meu pai. Dela, a tamancadas por todo o corpo; dele, a cinto de couro até o sangue descer pelas minhas costas. Não adiantava eu gritar que não tinha sido eu; minha mana, apavorada, apenas balbuciava “não”, tremendo de medo de também ser surrada. Não foi. Mas eu fui marcado até a alma por aquela violência despropositada.

Minha irmã ficou traumatizada para o resto de sua vida e eu quase virei uma bichona de marca, pois tinha verdadeiro pavor de menina. O tempo passou e um dia, já morando em Teresina e contando meus quatorze anos de idade, uma de minhas muitas primas, Regina, que era danada de bonita, decidiu me fazer homem de verdade. E foi com ela que descobri as delícias daquele triângulo púbico que sempre me atraíra a curiosidade. E advinha se fiquei um freguês inveterado? Adivinhou: fiquei. De masturbador sênior, passei a fodedor master.

Esse pequeno triângulo muito bem colocado pela Mãe Natureza tem causado a maior confusão na espécie humana.

Esse pequeno triângulo muito bem colocado na mulher pela Mãe Natureza tem causado a maior confusão na espécie humana.

Cresci, tornei-me adulto, fui para o Rio de Janeiro e mergulhei de cabeça literalmente entre centenas de coxas morenas, brancas e mulatas. A fascinação pelo sexo feminino jamais me largou, mas havia algo diferente no modo como eu me comportava com as garotas em comparação com o modo como meus amigos o faziam. Eles “comiam” as meninas e, depois, indiferentes, afastavam-se delas sem qualquer consideração. Mantinham com elas, geralmente, um relacionamento que, para mim, era doentio, pois envolvia a humilhação e o desrespeito pelo sentimento feminino. Até hoje não acredito que a mulher se deite indiferente com um homem e da cama se levante tal como deitou: indiferente. A não ser que seja profissional do sexo, todas terminam por se tornar afetivamente apegadas ao macho, principalmente se ele “dá no couro”. E é aí que sofrem a maior decepção de suas vidas. Eles, uma vez passado o sufoco testicular, logo a desprezam e às vezes chegam a ser rudes e grosseiros para com elas. Muitos ficavam (e até hoje ficam) enroscados com duas ou três, simultaneamente, sem forças para se afastar de vez de nenhuma, mesmo que o fogo tenha-se apagado nele. Eu, não. Eu as tinha sempre em grande consideração e nunca as humilhei e jamais saí de um relacionamento falando mal da garota. Para mim, o coito era algo sagrado, único, e merecia todo meu respeito. Nem a ferro em brasa eu comentava como era a reação de minha parceira na cama. Eu sempre tive isto como algo particular, apenas dela e meu. Mas tive muitos colegas de colégio, de faculdade, de trabalho, que tinham um prazer mórbido de detratar as mulheres com que se deitavam. Sempre achei isto deprimente e repugnante. Por isto, mesmo depois de terminado nosso entrevero coital, todas se tornavam minhas amigas íntimas e, não raro, vinham-se aconselhar comigo a respeito de seus relacionamentos posteriores. Tive, comigo, sempre um comportamento que não sei explicar até hoje. Uma vez terminado uma aventura coital com uma garota, eu não voltava a deitar com ela nem a pau. Por isto, até hoje não compreendo este negócio de um casal se separar e retornar “às boas” até mesmo várias vezes. Eu sempre que saí de um relacionamento ou de uma aventura punha um ponto final nela e acabou. Não sentia mais nada pela garota, ainda que ela me considerasse seu melhor amigo e em mim confiasse plenamente. Meu “bilau” simplesmente deixava de responder a seus encantos e às tentativas que fizessem de trazê-lo de volta para elas. Nunca funcionou. Duas de minhas ex-esposas passaram pela decepção de tentar, por uma noite inteira, fazer que o “herói” despertasse de seu sono letárgico, mas só conseguiram sua total indiferença. Elas choraram de decepção e eu, ainda que penalizado, não pude fazer nada. Ele não queria e pronto. Eu não tinha como intervir. Talvez seja devido à forte doutrinação sobre a “virgindade” da mulher e sua obrigação de ser fiel ao homem até à morte, pregação a ferro e fogo feita pelos padres do passado. Uma mulher que, pertencendo a um homem, deitasse com outro, devia ser repudiada e jamais aceita de volta. Acho que aquela doutrina se aferrou em meu íntimo com durepox ou coisa pior. Uma vez que eu sabia que a garota tinha saído de mim para continuar sua vida sexual com outro parceiro, então, ela estava totalmente queimada com meu bilau. Afinal, há milhões delas por aí e sempre há uma que pode substituir a distinta que se foi. Por que, então, brigar, bater e magoar as pessoas? O coito não vale tanto. Não há um coito que seja O COITO. Há parceiras que são AS PARCEIRAS. Com elas a gente tem mergulhos insondáveis no orgasmo. Eu aprendi muito bem esta lição e justamente com essas coisinhas deliciosas com que Deus nos premiou. E foi porque nunca encontrei nada, absolutamente NADA, melhor que o corpo de uma mulher, que jamais aceitei ou compreendi dois seres de mesmo sexo se esfalfando sobre uma cama. Não dá. Nem consigo nem imaginar. Acho que meu bilau viraria às avessas, antes de aceitar se metido numa cloaca masculina.. Arrghhh!!!

As paisagens em Sumatra são deslumbrantes.

As paisagens em Sumatra são deslumbrantes.

Mas voltando ao presente, leio que na Indonésia o chefe do escritório de Educação do distrito de Prabumulih, na ilha indonésia de Sumatra do Sul, propôs que fosse exigido que estudantes do ensino médio do sexo feminino fizessem testes de virgindade como forma de desencorajar o sexo antes do casamento e impedir a prostituição. Então eu me lembrei de minha vida sexual ativa. E me perguntei: por que, em terreno de coito, a trave só despenca sobre os ombros das garotas? Por que a mulher é tão perseguida pelos machos que parem? Ninguém exige teste de virgindade em meninos nem, tampouco, eles são reprimidos tão duramente quanto o são as meninas. É certo que os homens temem a concorrência de outros machos. Eles se medem pelo tamanho do bilau ou pela capacidade de duração da atividade coital no leito. Os homens tremem de medo de que uma mulher espalhe que ele é “coelhinho” em comparação com seu novo macho ou, pior, que o “bilau” dele é “deste tamaninho”. Ora, o tamanho do pênis não importa. O que importa é a excitação da mulher. Será que os machos se esquecem que podem fazer uma mulher ter orgasmo com um dedo de sua mão? E olha que não há dedo que tenha o volume de um pênis, por mais grosso que seja. E será que eles também se esquecem que a vagina da mulher é tão elástica que dá passagem à cabeça de um bebê, que é muito mais grossa que qualquer “pé-de-mesa”? 

É de carinhas assim que os machos (e, atualmente, as fêmeas também) fogem às carreiras.

É de carinhas assim que os machos (e, atualmente, as fêmeas também) fogem às carreiras.

O que mais atrapalha tanto aos homens quanto às mulheres, nesta modernidade maluca que vivemos, é a capacidade reprodutiva que elas possuem. Atualmente, quando o bicho tá pegando no quesito “família”, homens e mulheres fogem às carreiras de qualquer “intrometido” que venha sem ser chamado. E o perigo tanto está nos escrotos masculinos quanto no ovário feminino. logo, a rigor, o peso tanto é dela quanto dele. Mas só a ela se cobra. Por que não se incentiva a castração dos homens? Um cortinho quase invisível no saco escrotal e pronto: o sujeito passa a ficar apenas com o “parque de diversão para mulheres”. Mas não. O negócio é fiscalizar o triângulo púbico das garotas.

Não acho isto justo. Se esse apego à “virgindade vaginal” feminina fosse só lá na Sumatra, uma ilha que de tão longe nós, brasileiros, quase não sabemos nada sobre seus habitantes, tudo bem. Mas acontece que aqui, no Brasil Século XXI, do Nordeste ao Sudeste, a tal virgindade ainda é muito valorizada. Há uma disputa feroz entre nossos machos pela “glória” de “descabaçar” uma virgem. Para mim, nada mais sem graça que o tal “descabaçamento”. Enfim… Cada terra com seu uso, cada doido sem seu parafuso.

Inventaram a tal “camisinha” (que, no meu tempo, era conhecida como “camisa de Vênus  e se uma criança boboca, como eu era, mencionasse esse designativo para aquele pedacinho de elástico diante de seus pais receberia uns bons puxões de orelhas e um ríspido “isso não se fala!”) e o bilau teve de ser empacotado para poder entrar na loca que a Natureza lhe preparou. Pouca coisa há de tão sem graça do que copular com o pau encapado. Só experimentei uma vez e desisti. Ainda bem que no meu tempo nem se conhecia o que fosse a tal AID’s. O máximo era uma gonorréia ou um câncro, que podia ser duro ou mole. Mas algumas injeções e a coisa estava resolvida. Agora, não. Fodeu e pegou AIDS? Então, fodeu-se, cara. 

Pode ser que lá em Sumatra o que se deseje seja justamente adotar uma medida profilática, visto que a ilha é muito visitada por europeus e norte-americanos e é mais que sabido que esses povos gostam que se babam de experimentar as “peludinhas” de outras mulheres, porque as fêmeas de suas santas terrinhas só soltam as suas com visão comercial. O americano, depois que satisfaz o fogo de seu bilau, brocha e fica dependurado num terapeuta para se livrar da angústia do medo de ter seus bens tomados até o último centavo, tudo por causa de uma “rapidinha” em cima da mesa do escritório ou na pedra da pia da cozinha (esses caras gostam de trepar em locais absolutamente horríveis!).

É isso que dá ampliar demais os direitos femininos… Epa! Acho que é tempo de parar. Já estou dizendo asneiras…