Gritaram não por mais médicos, mas por um Serviço Público de Saúde com a qualidade com que se fizeram as famosas "arenas" para o futebol dos cartolas.

Gritaram não por mais médicos, mas por um Serviço Público de Saúde com a qualidade com que se fizeram as famosas “arenas” para o futebol dos cartolas.

Estamos realmente precisando de mais médicos no Brasil? Sim, é claro que sim. Não porque não haja estudantes de segundo grau interessados em cursar a Faculdade de Medicina, mas porque o curso se tornou elitista e o jogo das faculdades e universidades no tocante a vagas é ridículo. Eu entrei em uma sala de aula de médicos, aqui, em Goiânia, na U.F.G., e encontrei 8 alunos apenas. Havia 18 carteiras vazias. Mas verificando as alegações da não chamada dos alunos que tinham passado no vestibular, a desculpa era de que não havia vagas para mais alunos. Como não havia vagas se nas salas de aula pude constatar um número impressionante de carteiras vazias?

Achei que se eu fosse ao anfiteatro onde se ministram as aulas encontraria mais estudantes. Não encontrei. Uns quinze gatos pingados. Mesmo que um número maior estivesse fazendo pesquisa ou em laboratório, ainda assim há mais vagas em aberto e ociosas do que estudantes matriculados. Não pude encontrar nem uma única sala com todas as carteiras preenchidas, naquela tarde de segunda-feira, mesmo naquelas de calouros.

Aspirantes a médico o Brasil tem para exportar para o mundo todo. Os políticos é que não lhes dão nenhuma oportunidade de estudar.

Aspirantes a médico o Brasil tem para exportar para o mundo todo. Os políticos é que não lhes dão nenhuma oportunidade de estudar.

A questão não é o número de médicos nem, também, é a não motivação dos médicos existentes para se mudar de mala e cuia para o interior do Brasil a fim de praticar a medicina. Só quem não conhece o interior do Brasil, principalmente no Nordeste e no Norte, é que cai na conversa do Governo Petista. Falta tudo. Mas é tudo MESMO. Falta energia elétrica; falta água encanada; falta saneamento básico; falta instalações mínimas necessárias para o exercício da medicina; falta farmácia; falta o SUS e falta vergonha na cara dos que assentam suas bundas fedidas nas cadeiras políticas regionais. Falta ASSISTÊNCIA DOS PODERES CONSTITUÍDOS que, nos casos dos municípios interioranos, são os vereadores e o Prefeito, os quais NA MAIORIA ESMAGADORA são constituídos de fazendeiros ou filhos de fazendeiros que não estão nem aí para o peão de obra, o vaqueiro ou o miserável que nem sabe ler. Querem mais e açambarcar o dinheiro público e fraldar licitações. Aliás, é para esta última finalidade que a maioria se coloca como candidato. E é difícil falar com uma “insolência” destas, depois que ela é eleita. Passam imediatamente a serem DEUSES INTOCÁVEIS. O “sabe com quem está falando?” vigora em todo e qualquer movimento dos insolências, muitos que nem terminaram o estudo básico. E, pior, a pistolagem, ainda que não levada ao ar pelas TV’s brasileiras, vigora a todo vapor, pois ainda há o agravante de que um percentual considerável dos “mini-insolências” municipais são criminosos de carteirinha, inclusive metidos nos contrabandos de armas e drogas. Ir trabalhar em qualquer município interiorano brasileiro sem conhecer o código de servilidade que por lá vigora é colocar a vida em grande risco. 

 

Eis o Presente de José Sarney ao Maranhão. Eles ainda vivem em casas de sapé. Mas o Sarney vive no luxo e no Poder. Culpa de quem?

Como atuar em uma localidade como esta, do Maranhão de Sarney e “Curriola”?

Quem chega a uma destas povoações miseráveis tem de saber que deve baixar a crista para um PARTIDO POLÍTICO. Atualmente, é claro, para o PT da Dilmona e do Lulão – e os médicos que estão chegando de fora logo compreenderão isto, mesmo que esperneiem. Graças a Deus, como disse nosso Batman, “toda pessoa – no Brasil, é claro – tem direito ao jus sperniandis”. Não vai levar, mas pode espernear à vontade. Mas quem chega a um município interiorano brasileiro, se não acertar rapinho o passo com os “des-mandos” dos “poderosos PARTIDOS POLÍTICOS  locais” está-se candidatando a ir comer capim pela raiz mais cedo do que deseja. Ali, o “jus sperniandis” não vale.

A questão, portanto, é como consertar o nosso Governo, desde a Presidência da República até o mais chulé dos municípios. Esta é a grande e crucial questão. O povo, ao gritar nas ruas “SEM PARTIDO!” mostrou que está ciente de que estas agremiações são, sem exceção, antro de ladrões e corruptos de todas as classes. Não há um que se salve.

 

Trambiqueiro, envolvido com um dos maiores criminosos do Brasil, desacreditado em Goiás, ele, ainda assim, quer continuar no Poder e vai-se candidatar novamente. E vai ganhar, graças às COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS. Isto é uma praga no Brasil.

Trambiqueiro, envolvido com um dos maiores criminosos do Brasil, desacreditado em Goiás, ele, ainda assim, quer continuar no Poder e vai-se candidatar novamente. E vai ganhar, graças às COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS. Isto é uma praga no Brasil.

Mas gritar “SEM PARTIDO!” não soluciona a questão, pois o dilema é gravíssimo. Nós imitamos a Democracia à América do Norte e ela impõe que todos os povos “democratas” se rejam pelos Partidos Políticos. Eles endossam as diversas filosofias partidárias que vigoram ou vigoraram no mundo, inclusive a dos radicais muçulmanos e, seguindo a filosofia da obrigatoriedade “Democrática” da existência de Partidos Políticos em um país “americanizado”, os povos devem escolher dentre uma destas filosofias para se reger por ela. Assim, todos saberão para que rumo vai aquela nação e ela poderá ser controlada direitinho pelos espertalhões que lideram o Mundo. 

Marina da Silva está tentando (e corre o risco de fracassar, apesar de ser a maior ameaça à Vovozona em sua pretensão de se reeleger) ingressar de volta na política sem ser através de um PARTIDO REGIMENTAL. Para isto, criou uma tal de REDE DA SUSTENTABILIDADE. Só que até agora não encontrei nada que explique o que diabo é isto. Mas pelo que venho acompanhando nos noticiários escritos e televisivos, trata-se de um partido (mais um!) disfarçado. Será que a distinta ex-senadora quer enganar o povo? É fácil. Os Zé Nings ainda estão num momento de transição entre a tomada de consciência política e o eterno laissez-faire que sempre lhes guiou os passos desde Cabral (não o do Rio de Janeiro, mas aquele danado que veio “descobrir” o Brasil e jogou a manta que o ocultava da miséria civilizada no fundo do mar, para infelicidade dos reais brasileiros que aqui viviam).

Vamos ver qual será o final de mais esta Ópera Bufa que os Polititicas encenam para engrupir os Zé Nings. Haja paciência!!!