Se o povão não arrefecer, este punhado de homens vai ter muito trabalho pela frente.

Se o povão não arrefecer, este punhado de homens vai ter muito trabalho pela frente.

Venho acompanhando com interesse, e isto dá para se ver nos artigos que escrevo, a novela da corrupção no Poder Brasileiro. Do vereador mais chinfrim até o senador mais posudo e com a conta bancária mais recheada, todo político tem um corruptor grasnando em seus ouvidos dia e noite. Mas onde estão? Por que a Mídia não os joga aos lobos?

É curioso, mas só agora, há pouco tempo, é que um deles, a Siemens, apareceu. Não como acusada, mas como uma entreguista vingativa que, por, talvez, ter perdido alguma maracutaia gorda, resolveu entregar suas parceiras a troco de perdão por delação premiada. O que ela fez, no entanto, foi chamar a atenção da população que lê e está na ponta da revolta brasileira para os corruptores. Eis um trecho que li na revista on-line de CARTA CAPITAL:

"Vem, vamos embora, que esperar não é saber..."

“Vem, vamos embora, que esperar não é saber…” A música de Geraldo Vandré ainda ecoa pelo nosso chão.

“Apesar de dizer que também são a favor do “fora Alckmin”, os manifestantes disseram que o foco do protesto eram as empresas. “A gente quer denunciar os corruptores e tirar um pouco da questão dos políticos corruptos, que é um grande senso comum. Sabemos que a gente não consegue resolver [a corrupção] trocando um político por outro”, explica Octavio Del Passo, coordenador estadual do Levante Popular da Juventude” (Carta Capital de 04/09/2013).

É verdade o que disse Octávio Del Passo. Não adianta trocar de políticos, pois a tentação que vai cair sobre os ombros e os ouvidos do novo político dificilmente poderá ser evitada ou recusada. Até porque há um sistema de quadrilha que coarta o novato e o põe a tremer dentro do antro chamado Casa Legislativa.

Os quadrilheiros são das mais diversas origens, mas todos têm uma cavilha comum, que os une irreversivelmente à corrupção: os corruptores, substantivo que deve ser entendido como EMPRESAS. As empresas no Brasil (sejam elas nacionais ou estrangeiras) são ferozes corruptores políticos. Não que isto não seja um mal entranhado na própria Natureza da entidade comercial ou industrial, visto que são filhas da Democracia à Norte-América, onde o orientador-mór é o LUCRO. Enquanto não mudar a filosofia que impregna a Democracia à Norte-América, nenhuma empresa, mormente no Brasil, deixará de ser CORRUPTORA. E em nosso país elas o são até mesmo por força das Leis de impostos que são escorchantes. Ou corrompem e ajudam a tomar de volta o que os impostos arrastaram à foça para o erário público (e para as contas dos senhores políticos), ou vão a falência em menos de três a cinco anos. Eu fui empresário e sei bem como é podre o sistema tributário brasileiro. Não tenho paciência com crápulas e quase me dei mal por isto. porque por um triz não matei um fiscal do Estado do Rio de Janeiro. O sem-vergonha sofria do coração e levou um sopapo nas fuças que o lançou sobre o parapeito da escadinha que levava à entrada do prédio, esborrachando-se, babando, no chão, lá no pátio. Não fosse minha sócia, médica, que o socorreu rapidamente, o desgraçado tinha ido desta para pior.

Protótipo de achacador que, graças a Deus, o mesmo que ele insultou há poucos dias, colocou seus pares para se mijar e mudar rapinho de lado, no Congresso.

Protótipo de achacador que, graças a Deus, o mesmo que ele insultou há poucos dias, colocou seus pares para se mijar de medo e mudar rapinho de lado, no Congresso. Os sem-vergonha estavam todos ao lado dos que gritavam por Voto Aberto. Ladrões e não ladrões irmanados devido a Donadon. É… Deus escreve certo por linhas tortas.

Não somente o Estado nos achaca, a nós, empresários, mas também — o que é pior — o fiscal nos encosta na parede com o maior caradurismo possível. Ele tem o talão de multas em mãos e nos diz, na cara: “Onde está aquele ‘cafezinho’ que todo mundo nos paga?” Ou você dá aquele sorriso amarelo e solta seu dinheiro suado e que exigiu muito trabalho para ser conseguido, ou leva um batalhão de multas. Não somente o patife que está diante de nós vai fazer uso do maldito talão. Todos os outros ladrões como ele, instigados por ele, municipais, estaduais e federais, vão cair matando em cima da empresa. Não demora e ela vai à falência e o empresário que reze aos céus se não terminar na prisão acusado de crimes que nunca cometeu.

Ora, se vão ser achacadas, então, é melhor transformar este achaque em algo lucrativo. Ao menos assim também se compra a proteção do Município, do Estado ou do País contra as “formigas” que zanzam pelas portas empresariais e industriais loucas por dar aquela mordida particular.

E como fazer isto de modo seguro? Corrompendo os políticos.

Então, a corrupção nasce entre nós, Zé Nings. Viu só como Zé Ning não presta mesmo? São coitadinhos se não têm um resquício mínimo de Poder nas mãos. Mas quando botam a mão em qualquer mínimo grau de poder (fiscais, policiais etc…), aí a coisa muda. Passam de Zé Ning a “doutor” da noite para o dia.

É o Brasil onde se plantando tudo dá.

E lamentavelmente aqui se plantou o caradurismo e a criminalidade que, agora, azucrinam a vida de ricos e pobres, sem distinção.

Êta paizinho bão, sô!