A gente, pelas noitadas da vida, paquera uma deusa deslumbrante. Leva-a para o rala-e-rola e, pela manhã, de ressaca, a gente desperta ao lado de uma jamanta. E aí, é tarde, muito tarde...

A gente, pelas noitadas da vida, paquera uma deusa deslumbrante. Leva-a para o rala-e-rola e, pela manhã, de ressaca, a gente desperta ao lado de uma jamanta. E aí, é tarde, muito tarde…

Olhem bem para a mulher da foto. Quem é a distinta? Creio, e talvez esteja errado, que 90% dos brasileiros não sabe quem seja a “vampirosa” da foto. Pois bem, eu lhes digo: ela é Fanny Neguesha, companheira de Balotelli. E aí um deslumbrado me pergunta: “E quem é Balotelli?” E eu lhe respondo: “Tá querendo saber demais, cara. E eu sei lá quem é o distinto?”

O que desejo, chamando a atenção para a moça da foto, é destacar sua maquiagem. Este negócio, maquiagem, é a pior armadilha que o homem já inventou para si mesmo. E digo que somos nós, os homens, os responsáveis pelas armadilhas ambulantes porque somos os que mais pesquisamos sobre como enfeitar as pavoas de nossa espécie.

Aliás, somos a única espécie na qual as fêmeas é que têm de se esforçar ao máximo, se sacrificar ao máximo em prol da beleza para a fascinação de seus parceiros, a fim de conseguir uma copulazinha pelo amor de Deus.

Mas foi aí que a vaca do macho humano foi pro brejo. Nossas fêmeas, de tanto se verem paparicadas, afofadas, enfeitadas e tornadas bonitas, mesmo que sejam uma baranga daquelas, acostumaram-se com o negócio e passaram a explorá-lo de modo até desumano.

http://www.youtube.com/watch?v=VHRt5S4tEVE&feature=player_detailpage

A gente, pelas noitadas da vida, paquera uma deusa deslumbrante. Leva-a para o rala-e-rola e, pela manhã, de ressaca, a gente desperta ao lado de uma jamanta. E aí, é tarde, muito tarde. No tempo em que o Rio era o Rio dos boêmios e das músicas de verdade, quando as drogas e o desespero dos drogadictos não imperavam na cidade, eu vivi intensamente aventuras com Evas deslumbrantes… que, pela manhã se transformavam na bruxa feia da maçã envenenada. Por isto, sei do que estou falando. 

Nas outras espécies, com destaque para as aves, são os machos que têm de dar um duro danado para conseguir conquistar a fêmea. Cabe a eles serem bonitos, vistosos, atraentes e os mais espertos e mais fortes, caso contrário vão passar a vida apenas no acicate do desejo frustrado. E como ave não se masturba…

Na Tela uma tetéia. Depois...

Na Tela uma tetéia. Depois…

Mas, vamos retomar o assunto de nossas beldades fabricadas. Você já se deparou com uma “princesa” global? Falo das atrizes da Globo, é claro. Pois bem, na telinha elas levam muitos marmanjos a correr para o banheiro doidos para se aliviarem da carga extra nas bolas. Mas se aquele mesmo “afogado” no desespero do desejo, estimulado pela carga de maquiagem que as dondocas usam, dá com aquela deusa na livraria do Barra Shopping, vai cair duro. A dona é mais feia que batida de ônibus com trem na hora do rush. Com raríssimas – e põe raríssimas nisto – exceções, é claro. Afinal, toda regra tem exceção, exceto esta.

Peguemos a dondoca acima (Fanny Neguesha) e vamos retirar a pintura nas sobrancelhas. Vamos devolver a ela os pelos originais. A fada já começa a se transformar… Agora, tiremos os cílios postiços e devolvamos aos olhos os cílios naturais. A mudança já assusta. Retiremos o excesso de pintura da boca, das bochechas, da face, enfim. A mudança já põe os pelos em pé de qualquer macho que esteja assistindo à transformação. Para finalizar, vamos fazer que os cabelos voltem a ser o tuim de sempre. Aí, o cara sai correndo. Não tem jeito. Aquilo não é aquela.

Pois é.

Seja a fêmea de nossa raça negra ou branca, o resultado da des-maquiagem é um só: um susto danado no macho que tinha sido encantado na noite do prazer.

"Levanta, diabo! Elas estão olhando! Levanta, pelo amor de Deus!"

“Levanta, diabo! Elas estão olhando! Levanta, pelo amor de Deus!”

Mas o que as coitadas podem fazer, se o bicho macho está perdendo rapidamente sua potência eretiva e copulativa? O grau de broxismo entre os “omens” vem crescendo assustadoramente. E isto graças ao fumo, ao estresse, às noitadas regadas a muito álcool e muita perda de repouso e, com destaque, ao batalhão de drogas que os traficantes espalham pelo nosso imenso território.

É triste de se ver como uma pessoa, homem ou mulher, se acaba fisicamente, moralmente e socialmente, quando se deixa escravizar pelas drogas. Muitos começam com uma tragadinha “sem compromisso” num baseado.

Eles começam assim: bonitões, fortões, machões e... descompromissadões até consigo mesmos.

Eles começam assim: bonitões, fortões, machões e… descompromissadões até consigo mesmos.

Outros, desgraçadamente, já começam a trezentos por hora, ou seja, dão uma tragadona num cachimbo de crack ou uma fungadona no pó esticado sobre uma mesa ou onde quer que dê. Estes, se danam de imediato.

Por que? Por que diabos as pessoas se deixam envolver por drogas, se por todos os meios de comunicação, hoje muito mais abundantes que no meu tempo de boêmio, no Rio de Janeiro, os bons avisam do quão perigoso é isto?

Eu não vou dizer o que acho, pois minha opinião pessoal difere radicalmente daquela que o formado em Psicologia é forçado a dizer, polida e educadamente, diante dos outros.

Muitos “omens”, uma vez acontecendo o tão temido broxar na hora H, parte desesperado para as drogas na esperança de alavancar o desgraçado “desfalecido”. Não há momento pior para o macho mal informado que aquele em que a dondoca toda empetecada e cheia de T tenta por todos os meios despertar o dorminhoco. E nada! O safado repousa amolecido como uma lagarta nas mãos acariciosas da moça.

Mulheres brasileira são mãezonas por natureza.

Mulheres brasileira são mãezonas por natureza.

Se ela é brasileira o peste desesperado encontra uma parceria que não irá encontrar em mulher de outra nacionalidade.

A mulher brasileira é “mãezona” por natureza. Ela tenta, por todos os meios, relaxar o desesperado macho com aquilo semvergonhamente broxa. Mas por mais que a coitadinha se esforce, mais o desavisado e ignorantão se desespera. Ele fica tão traumatizado que termina sentado diante de um psicólogo, pálido, trêmulo, falando fino e sem conseguir encarar o ou a profissional que está ali para o tirar do buraco em que sua ignorância o meteu.

Broxar é natural, gente. Eu mesmo, tremendo garanhão nos meus tempos que já lá se foram, broxei solenemente nos momentos mais críticos do rala-e-rola. E sabem o que eu fazia? Ria e me divertia, junto com a moça. A gente apelava para outros meios, afinal o corpo humano é um grandioso órgão sexual. Não é somente o desfalecido que tem a primazia no rala-e-rola. Se os broxões ainda não descobriram isto, azar o deles, ora.

"Meu dízimo é sagradooo! Paguem e eu lhes garanto a salvação!"

“Meu dízimo é sagradooo! Paguem e eu lhes garanto a salvação!”

Bom, quando a crise de boxismo acontece devido a estresse ou outro mal semelhante, é relativamente fácil tirar o desesperado do sufuco. Mas quando a crise acontece porque o sujeito despertou ao lado de um barril de chope azedo, quando tinha deitado com uma fada encantada, o negócio se complica. O afobado passa a ficar arredio com com todas as “empetecadas” do pedaço. Mas para seu azar, as mulheres de hoje, se não se empetecam, não saem para as “baladas” nem que seja pra ganhar a salvação que os Pastores Evangélicos garantem a troco de uns trocados ofertados sob a condição do tão cobiçado dízimo.

O corpo é um bem único e insubstituível. Não deve ser dado ao Mercado de Consumo.

O corpo é um bem único e insubstituível. Não deve ser dado ao Mercado de Consumo.

Ser bonita custe o que custar (bonita segundo os padrões ditados pela moda do momento) é questão de vida ou morte para nossas fêmeas. Que besteira! Quem manda mesmo é o triângulo púbico e o que ele esconde entre os grandes lábios. Se aquilo lá tiver aquele “tchan!” magnético, que arrepia a gente das pernas ao couro cabeludo assim que se adentra o esconderijo e que não se descreve porque não há palavras que o faça, então, o resto é firula. O “herói” do sujeito fica em ponto de bala e é capaz de pular e saltitar por quatro, cinco ou oito horas sem parar.

Mas se o herói do cabra não encontra o tal “tchan!” mágico (negócio de pele, como alguns dizem por incapacidade de encontrar termos que definam o famoso “tchan!”), o encontro será um fiasco.

E aí o cabra broxa. E pela manhã, depois de uma noite mal-dormida de agonia para o casal, a mulher ainda sai do encontro se sentindo menor que uma minhoca, pois se julga a culpada pelo fiasco do herói de seu companheiro.

Coitada.