"Ih, rapaz, esse caminho não leva a nada. Vai por mim."

“Ih, rapaz, esse caminho não leva a nada. Vai por mim.”

Immanuel Kant e  outros inspiraram Hegel em sua célebre frase, que revoltou muitos mundo a fora: “A religião é o ópio do povo”. Bom, parafraseando o grande pensador – ou os grandes pensadores, seria melhor, pergunto eu: a Política é o ópio das Nações? Acredita-se que não há Sociedade Humana sem Política. Desde as antiguíssimas greis que o ser humano já politizava. Política é o quê, mesmo? Costuma-se dizer que Política é a arte de gerir uma nação ou um Estado dentro da Nação, ou um Município dentro do Estado. Mas eruditamente a Política é compreendida como a habilidade de se utilizar os meios adequados para se obter VANTAGENS. Hummm… Isto não rescende ao Congresso Nacional Brasileiro e ao seu anexo, o Supremo Tribunal Federal? Eu acho que sim. LEVAR VANTAGEM é a filosofia de todo político e de todo Juiz, Promotor, Advogado e afins no Brasil Varonil. A diferença, mínima que seja, é que aqui o jogo é brutal, imoral, descarado, sem-vergonha e VALE TUDO, desde que os meios levem ao fim desejado: levar vantagem e, de preferência, com dinheiro. Afinal, dinheiro é a mola do mundo humano. E só ele pode dar ao seu possuidor os Ipod, Iphone, os Iqualquercoisa etc, etc, etc… Agora mesmo o Legislativo de Goiânia está às voltas com o desejo incontrolável dos senhores Vereadores que querem comprar Tablets, os mais caros e refinados que há no mercado, ainda que tenham, para trabalhar, sofisticados computadores adquiridos com nosso dinheiro. ISTO É GERIR UMA CIDADE? Eu não creio.

"Ai! Estes idealismos são para gente que ainda não tem miolos! Os maduros, como eu, já jogaram a toalha há muito tempo!!!"

“Ai! Estes idealismos são para gente que ainda não tem miolos! Os maduros, como eu, já jogaram a toalha há muito tempo!!!”

“O Poder corrompe. E o Poder absoluto corrompe absolutamente”, já diziam os pensadores Romanos. Bom, no Brasil Varonil da atualidade, os senhores POLITITICAS se arrogam PODER ABSOLUTO. Vai daí que o resultado é o que se vê, como exemplo, na Assembléia Legislativa de Goiânia. Os Vereadores perdem os freios e as estribeiras e se lançam à feira pública desesperados para comprar COM O DINHEIRO PÚBLICO (todo político fica tremendamente avaro com seu próprio dinheiro) toda e qualquer parafernália que o Mercado Tecnológico lança no ar. Mas estritamente dentro da definição de Política, este desespero individual pela posse do objeto de desejo singular e só para si, onde se encaixa na Gerência do Município, do Estado ou da Nação? Nem o Supremo Tribunal Federal, com toda a verve ininteligível de seus êmulos, poderá encontrar uma justificativa legal para isto.

Política é o Ópio das Nações? Não é bem assim. A pergunta deve ser refeita para “Política é o Ópio dos Políticos?”, pois a bem da verdade, a Nação mesma, aquela dos Zé Nings que são mantidos a qualquer custo restritos a seus limites políticos, que os obrigam a viver apenas sobrevivendo e buscando “levar alguma vantagem” em qualquer coisa, não sabe nem de leve o que diabo é esse negócio de Política. Perguntado, dão de ombros e dizem: “Isto é coisa lá do Congresso. E não presta!”.

"Eles vão ficar rindo à-toa".

“Eu fui vítima do Poder Absoluto e a culpa é dos que me elegeram. Sou, portanto, uma vítima, não um ladrão”.

Acho que é tempo de refazer o significado culto do termo POLÍTICA. Talvez redefini-lo como “Política é a arte de gerir um País, um Estado dentro do País, um Município dentro do Estado, de tal modo que seus cidadãos se sintam protegidos, com acesso a tudo o que de melhor exista na Nação, sem diferença de classe social. É a arte de administrar o Dinheiro Público de tal modo honestamente que ele propicie a todos os cidadãos o máximo de conforto, segurança, saúde, alimentação, educação e bem-estar social. É a arte de usar o Dinheiro Público em benefício e proteção dos idosos, porque deram suas vidas em prol do País; e das crianças, para que cresçam fortes, saudáveis e confiantes em seu País e possam envelhecer lutando dignamente e honestamente por todos os seus concidadãos”. Ficou um pouco prolixo, mas seria o ideal. Eu acho.

Vamos sugerir esta renovação conceitual de Política aos que nós guindamos ao Poder de nosso País e que, agora, nos pesam como uma tonelada de chumbo nos ombros? Que tal? Você topa? Então, junte seus conhecidos, seus amigos, seus parentes, e façam uma corrente através das páginas de relacionamento a fim de congregar o máximo de brasileiros em luta por este ideal.

Vai ser muito bom…