A Mente Humana é pura energia. Mas onde está esta energia e o que é ela, afinal?

A Mente Humana é pura energia. Mas onde está esta energia e o que é ela, afinal?

CARTA CAPITAL, em número já bem passado, apresenta a seus leitores 20 perguntas, das quais retirei as abaixo para lucubrações.

 O que nos torna humanos?

Apenas olhando seu DNA, você não saberá — o genoma humano é 99% idêntico ao de um chimpanzé e 50% ao de uma banana. No entanto, temos um cérebro maior que a maioria dos animais – não o maior, mas com três vezes mais neurônios que o de um gorila (86 bilhões para ser exato). Muitas coisas que antes considerávamos características nossas – a linguagem, o uso de ferramentas, reconhecer-se no espelho – são encontradas em outros animais. Talvez seja a nossa cultura – e suas consequências em nossos genes (e vice-versa) – que faça a diferença. Os cientistas acreditam que cozinhar e dominar o fogo podem ter nos ajudado a desenvolver cérebros maiores. Mas é possível que nossa capacidade de cooperação e troca de habilidades seja o que realmente faz da Terra um planeta de humanos, e não de macacos.

Tenho consciência de que jamais faria uma barbaridade destas...

Tenho consciência de que jamais faria uma barbaridade destas…

O que é a consciência?

Ainda não temos realmente certeza. Nem mesmo a mais menor delas a respeito deste assunto. Sabemos que tem a ver com diferentes regiões do cérebro ligadas em rede, mais do que uma única parte do cérebro.

Há uma teoria de que se descobrirmos que partes do cérebro estão envolvidas e como funciona o circuito neural, descobriremos como surge a consciência, algo em que a inteligência artificial e tentativas de construir um cérebro neurônio por neurônio poderão ajudar. A questão mais difícil e mais filosófica é: por que alguma coisa deve ser consciente? Uma boa sugestão é que, ao integrar e processar muita informação, além de focalizar e bloquear, em vez de reagir aos estímulos sensoriais que nos bombardeiam, podemos distinguir entre o que é real e o que não é e imaginar diversos cenários futuros que nos ajudem a adaptar-nos e a sobreviver.

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça..." Que pai terreno não se orgulharia de ter uma filha tão bonita assim?

Ninguém sabe porque sonha, mas todos gostariam de sonhar com este “pitéu”, né não?

Por que sonhamos?

Passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo. Considerando quanto tempo passamos fazendo isso, você poderia pensar que sabemos tudo a respeito. Mas os cientistas ainda buscam uma explicação completa de por que dormimos e sonhamos. Seguidores das opiniões de Sigmund Freud acreditavam que os sonhos são expressões de desejos não realizados – muitas vezes sexuais –, enquanto outros se perguntam se os sonhos são alguma coisa além de disparos aleatórios do cérebro adormecido. Estudos com animais e os progressos em imagens do cérebro nos levaram a uma compreensão mais complexa, que sugere que sonhar pode ter um papel na memória, no aprendizado e nas emoções. Os ratos, por exemplo, repetem em sonhos suas experiências da vigília, o que aparentemente os ajuda a solucionar tarefas complexas como percorrer labirintos.

Bom, há outras perguntas interessantes neste número de Carta Capital, mas selecionei somente estas três porque as achei bem interessantes. Não que as demais não o fossem, mas estas me chamaram mais a atenção. Então, vamos comentá-las um pouco mais.

A primeira pergunta é sobre a nossa humanidade. O que nos torna humanos? Bom, a pesquisa, segundo a revista, complica e humilha nossa condição de primogênitos de Deus. Somos uma esquisita mistura de macaco com banana. Talvez isto seja o reforço que a Teoria de Darwin precisava para confirmar a hipótese de que somos realmente descendentes de macaco. E nós, brasileiros, mais que qualquer outro povo, pois não nos esqueçamos que os sábios e mais evoluídos norte-americanos sempre nos denominaram de Republiqueta de Banana…

Eis o que nos faz humanos: a brutalidade das guerras e o medo sem explicação que temos de nós mesmos, de nossos semelhantes.

Eis o que nos faz humanos: a brutalidade das guerras e o medo sem explicação que temos de nós mesmos, de nossos semelhantes.

Mas falando sério, a humanidade que nos caracteriza não pode ser encontrada nas estruturas genéticas, como a Ciência Materialista busca afanosamente. Nossos genes, os dos macacos, os dos ratos e os da banana são, em grande parte, absolutamente idênticos. Isto só nos diz que realmente somos pó e ao pó voltaremos como qualquer um de nossos aparentados animais e fruta. Entretanto, algo nos faz diferentes deles e isto é a “nossa” humanidade. Mas o que é humanidade? Uns dizem que a humanidade se caracteriza pela capacidade de se sentir solidariedade. Mas há na internet filmes que mostram que mesmo entre os pássaros mais pequenos há grandes demonstrações de solidariedade. Vi um em que um minúsculo passarinho permanece desesperadamente ao lado do companheiro morto atropelado numa rodovia tentando fazer que ele se levante e voe novamente. Seus pios são de ansiedade e impotência. Então, mesmo os pequenos pássaros são capazes de expressar solidariedade e dor emocional. Isto não nos torna diferentes deles, mas sim iguais a eles. Há os que dizem, por outro lado, que nossa humanidade se caracteriza pela capacidade de sermos solidários, afetivos e fiéis. Ora, mais solidários, fiéis e afetivos que os elefantes é quase impossível. E o que dizer da pomba-rola ou da arara que, se seus companheiros morrem, nunca mais aceitam outro? Ou do cão que, morto seu dono, permanece o resto de seus dias deitado sobre sua sepultura até que também morra? No entanto, a eles nós consideramos animais e a nós, humanos…

As onças ou panteras costumam dormir sobre os grossos galhos das grandes árvores.

Mesmo as panteras sabem amar e o fazem lindamente…

Talvez a humanidade se defina pela capacidade de amar. Mas do rato ao elefante, passando pelo cão, pelo gato, pela galinha, pela pata e por todos os animais ditos “inferiores” a capacidade de amar está em todos. Esta capacidade não nos faz diferentes deles. Ao contrário: iguala-nos a eles.

É, depois de muito pensar cheguei à triste e terrificante conclusão que nossa Humanidade se caracteriza pela capacidade que temos de praticar o Mal. Somos a única espécie que mata seu semelhante por interesses mesquinhos e, até, por diversão. Somos a única espécie que faz guerras contra seus semelhantes; somos a única espécie que tortura um semelhante com requintes de sadismo (veja-se o atual exemplo dos policiais do Rio de Janeiro no “affair” Amarildo); somos a única espécie que desenvolveu ao extremo a capacidade de roubar, de corromper, de mentir, de falsear a verdade e de destruir conscientemente nosso próprio ambiente de sobrevivência – a Terra.

Então, a resposta procurada na pergunta da CARTA CAPITAL É: o que nos faz humanos é nossa maldade.

A segunda questão que leva a Ciência ao desespero é buscar a resposta para a pergunta: o que é a Consciência?

Maldita Consciência que não para de me aporrinhar! Me deixa ser corrupto em paza, porra!

Maldita Consciência que não para de me aporrinhar! Me deixa ser corrupto em paz, porra!

Temos a arrogância de nos assegurar que somos a única espécie que tem consciência das coisas e de si mesmo. Esta consciência seria função direta das sinapses neuronais em nosso encéfalo. Ora, podemos dizer que temos consciências em pelo menos cinco sentidos. O sentido do olfato – consciência olfativa; o sentido do tato – a consciência tátil; o sentido da visão – a consciência visual; o sentido gustativo – a consciência do paladar e o sentido da audição – a consciência auditiva. Acontece que bem próximo do bicho homem há duas espécies de animais “primitivos” que nos mostram a todo momento e de sobejo que as espécies “!inferiores” também possuem estas consciências neuronais. Refiro-me ao cão e ao gato. Mas os biólogos podem asseverar-nos que todos os seres vivos, do unicelular ao maior pluricelular que nada nos oceanos, a baleia azul, todos os animais, no sentido real desta palavra: aquele que tem alma, possuem tais sentidos. Então, estas consciências não nos diferenciam deles. Ao contrário, elas nos fazem iguais a eles. Quando eu estudava o sistema nervoso central, na UGF, juntamente com os alunos do Curso de Medicina (eu era do Curso de Psicologia), várias vezes nós, de nosso curso, éramos desafiados a explicar algo inexplicável pelos pesquisadores médicos. Um pedaço do encéfalo na estrutura onde acontece a visão era retirada e colocada no microscópio eletrônico. A imagem daqueles neurônios era projetada em uma grande tela diante de nossos olhos. Então, um pedaço de pele do dedão do pé também era colocado no microscópio eletrônico e a imagem projetada no telão. Os neurônios de ambos os estratos eram absolutamente iguais, quando coloridos pelos professores. E aí eles nos perguntavam:   senhores psicólogos, como se explica que os neurônios periféricos do dedo do pé e aqueles do SNC na estrutura onde acontece o fenômeno da visão sejam absolutamente iguais e nós não sejamos capazes de enxergar pelo dedão do pé? Expliquem isto, pois a Medicina não tem explicação para este fenômeno intrigante. 

Nem nós.

A Consciência é tão indefinível quanto a Eletricidade. E dizem que quando um professor do Curso de Engenharia Elétrica, em uma universidade dos EUA, perguntou a um aluno, em prova oral, que dissesse o que era a eletricidade, ele pensou um pouco e respondeu: O que ela é eu não sei nem o senhor. Mas sabemos que se alguém colocar o dedo na tomada vai levar um choque filho-da-puta!”. Dizem que o aluno foi aprovado.

Se você sonhar com ele lhe beijado belisque-se até arrancar pedaço. Você está no inferno, cara!

Se você sonhar com ele lhe beijado belisque-se até arrancar pedaços. Você está no inferno, cara!

A terceira questão que leva a Ciência a arrancar os cabelos é a busca da resposta à pergunta: por que sonhamos?

Este é um terreno tremendamente inconsistente para a Ciência das provetas, dos computadores e da eletricidade. Todos os animais sonham. Todos têm a famosa fase REM, ou seja, a famosa fase dos Movimentos Rápidos dos Olhos quando se atinge o sono profundo. Os sonhos podem ser claros e se apresentarem fáceis de descrever em seus quadros oníricos. Mas podem ser confusos, em preto-e-branco, aterrorizantes ou desnorteantes. Também podem ser premonitórios ou trazer para a Consciência desperta a lembrança da “visita” de alguém muito querido que veio avisar que acabou de partir desta para melhor.

Cães e gatos são os exemplos que a Natureza Natural nos dá de que os animais sonham tão bem quanto nós. Quem já não viu um cão sonhando que corre atrás de alguma coisa e que, correndo, late e rosna? Ele faz os movimentos de corrida com as patas e emite latidos tal e qual faz em seu sonho. As imagens oníricas não são apanágios apenas dos “humanos”. Ao contrário: a capacidade de sonhar nos iguala aos que chamamos pejorativamente de animais. Não servem para nos diferenciar deles.

E agora, José?