Ele tentou até o último segundo mostrar que é possível viver na Terra em harmonia com Deus.

Ele tentou até o último segundo mostrar que é possível viver na Terra em harmonia com Deus.

Ao final do segundo dia Yehoshua apareceu na casa de Teófilo. Era o surgir da noite e a primeira estrela já brilhava lindamente no céu de veludo. Todos estavam sentados à frente da casa, ao redor de uma fogueira e de vários lampiões a óleo. Era um grande semi-círculo e o Mestre permaneceu por um tempo nas sombras, observando a interação de seus discípulos com os demais homens empregados pelo grego. Havia-os das mais diversas regiões — sírios, persas, egípcios, macedônios e até mesmo indianos. Yehoshua observava atentamente as expressões faciais de seus discípulos e o modo como interagiam com os demais. Notou que estavam descontraídos e até mesmo brincavam e faziam piadas entre si e com os goins, mas o Rei dos Reis via além das aparências físicas. Ele via a aura astral, onde não se pode esconder a verdadeira índole nem as emoções que foram fortemente condicionadas para surgirem em situações específicas, como aquela. Yehoshua via a aura de cada um dos presentes naquela roda. Via a falsidade desnecessária entre aqueles homens. Via a hostilidade latente em seus seres. Via o embotamento emocional que as religiões que praticavam lhes impunha. E via que, de todos, os seus discípulos eram os mais obtusos, os mais vingativos, os mais rancorosos e os mais apegados a crenças inúteis e pervertidas. No entanto, do dia anterior para agora, tinha havido muita mudança nas cores daquelas auras. Elas haviam passado de uma cor opaca, suja e densa, para outra mais luminosa, menos suja e mais leve. Embora seu anseio fosse que eles chegassem aonde desejava, sabia que para um judeu eles se haviam esforçado além do possível. Poucos daquele povo poderiam chegar aonde eles haviam chegado.

Satisfeito, deixou-se ver e se encaminhou para o grupo.

Yehoshua gostava muito dos nômades árabes. Eles tinham um código de ética e de moral rígidos e isto os afastava dos vícios que impregnavam o povo no meio do qual descera à Terra.

Yehoshua gostava muito dos nômades árabes. Eles tinham um código de ética e de moral rígidos e isto os afastava dos vícios que impregnavam o povo no meio do qual descera à Terra.

Tão logo o viram os discípulos se puseram em pé, pressurosos e aguardaram, tensos, o que Yehoshua faria e diria. O Mestre cumprimentou primeiramente os donos da casa, com efusivos ósculos nas faces e abraços carinhosos. Depois também abraçou e beijou cada um de seus discípulos com a mesma boa disposição e alegria com que o fizera aos demais. Então, com um largo aceno de mão, cumprimentou os demais que o observavam com curiosidade. Já o conheciam de nome e das estranhas e desconcertantes histórias que lhes tinham contado os discípulos, principalmente seu último feito, o tratamento dos kittins. Tinha, realmente, sido inusitado. A maioria daqueles homens rudes detestavam os romanos, sempre brutos e arrogantes com todos. Sabiam-nos impiedosos e tirânicos. Estavam, pois, curiosos para saber a razão de Yehoshua ter-se prestado ao trabalho de pensar-lhes os ferimentos e mitigar-lhes a sede. Com certeza, se os papéis estivessem invertidos, eles não teriam recebido tratamento nem de leve parecido com o que lhes tinham descrito os judeus a respeito de seu Mestre.

Yehoshua sentou-se na roda e aceitou contente o copo de vinho tinto e as tâmaras secas que lhe serviram numa bandeja. Havia pedaços de carne de carneiro assado, mas ele declinou da oferta. Contentou-se com o pão, as tâmaras e o vinho. Tomou um generoso gole da bebida de Baco e, estalando a língua, serviu-se de um pedaço de pão árabe. Então, quando engoliu o petisco, olhou para os homens no grupo e os interrogou com o olhar. Estranhou o silêncio que se tinha feito.

— Contaram-nos, teus homens, que tu trataste dos romanos feridos. Não são eles inimigos de teu povo? Por que, então, tu te rebaixaste a pensar seus ferimentos, em lugar de deixar que morressem em sofrimento, que é o que os desgraçados mereciam?

Tinha sido um sírio quem falara. Um homem jovem, alto, forte, de cabelos e barbas espessos e negros, tanto quanto seus olhos que miravam no rosto de Yehoshua um olhar duro como punhal. Ao seu lado Yehoshua viu um tuaregue, um membro da lendária tribo azul do deserto. Ele estava de cabeça abaixada e tinha em mãos uma tâmara seca, que parara a meio-caminho da boca, ao ouvir o questionamento incisivo de seu eventual colega de trabalho. Entre seu povo jamais alguém se dirigiria daquele modo a alguém que é reconhecido como um Mestre. Gostara de Yehoshua e estava pronto a entrar em combate para o defender, se fosse necessário. Era o único que raramente participava da tagarelice dos demais e nunca dizia palavrões ou xingamentos. Discreto, calado, trabalhava com denodo e afinco e, ao final do dia, recebia seu pagamento e se retirava para sua tenda. Yehoshua gostaria de saber o que fazia alguém de tribo tão distante trabalhando por ali, mas segurou a língua.

Tuareg, membro da tribo dos lendários guerreiros azuis do Saara.

Tuaregue, membro da tribo dos lendários guerreiros azuis do Saara.

Yehoshua baixou a cabeça e se dedicou a desenhar lentamente uma estrela de cinco pontas no pó do chão, em silêncio. Todos esperavam sua resposta. Então, sem levantar a cabeça, ele falou e sua voz de timbre forte fez que o tuaregue o olhasse, atento.

— Se ides por um caminho e encontrais um cão ferido, mesmo que ele não vos pertença, vós o deixaríeis morrer? Não vos apiedaríeis de suas dores?

Ora, o cão era um dos animais sagrados para os sírios, tanto quanto para os egípcios. Quando fez a pergunta, Yehoshua escolheu de propósito aquele animal. O homem respondeu sem hesitar.

— Claro que eu o trataria. Afinal…

Yehoshua não permitiu que terminasse o que ia dizer e lhe cortou a palavra.

— E um cão vale mais que um homem? A vida de um animal que passa seu tempo balançando o rabo para agradar seus senhores é tão mais importante para ti que a vida de quem te honra de diversos modos?

Um guerreiro assírio vestia-se assim. Eram tão ou mais violentos que os romanos.

Um guerreiro assírio vestia-se assim. Eram tão ou mais aguerridos que os romanos.

— E como um romano me honra, hebreu? — Havia raiva na voz do sírio e a tensão logo eletrizou todos os presentes. O tuaregue tensionou o corpo e sua mão lentamente acariciou sua cimitarra de gome afiado.

— De muitas maneiras — respondeu, por fim, Yehoshua. — Inclusive oferecendo-te a oportunidade de te medires com ele de igual para igual — suas palavras eram pronunciadas devagar, de modo que pudessem ser perfeitamente ouvidas e entendidas pelos presentes. Sabia que o tuaregue estava totalmente atento ao que dizia e desejava que ele apreendesse o âmago de sua mensagem.

Yehoshua calou-se por um momento e o silêncio pesou mais ainda sobre o grupo. Teófilo observava a todos, tenso. Conhecia a rudeza daqueles homens e temia pela vida de seu amigo. No entanto, ele parecia tranqüilo demais e totalmente indiferente ao perigo que pairava sobre si como uma ave de mau agouro.

— Gostaria que tu te explicasses melhor, judeu — rosnou o sírio fechando a mão sobre sua espada.

— Quando vós, sírios ou não, vos enfrentais com os romanos, sois iguais a eles em ferocidade, bestialidade e sede de sangue. Só os iguais se batem. Só os iguais se medem e procuram provar quem supera quem. Sim, os cães também fazem isto, mas são levados pelo instinto, não pela razão. Quando brigam, defendem seus territórios ou tentam conquistar suas fêmeas. Nenhum cão luta por valores fúteis ou por ouro. Sois homens. Devíeis agir com a razão e o coração, mas quando vos confrontais com os romanos fazeis isto movidos pela emoção cega do ódio, da raiva, do rancor e da vingança. E isto vos faz inferior ao cão, assim como faz inferior aos  governantes judeus e à maioria dos rabis que pregam o ódio e a separatividade entre os filhos do Pai Celeste. E mais inferior sois se, encontrando vosso inimigo ferido, aproveitai-vos disto para terminar de cessar-lhe a vida. Que honra há em tal ação?

Os discípulos se remexeram inquietos. Yehoshua atacava abertamente os ímpios e os venais que mandavam na nação judaica e isto era mais do que perigoso. Era temerário ao extremo.

— Nenhum romano, encontrando-se comigo ferido, me trataria com o cuidado com que trataste aos legionários da decúria patrulheira. Certamente que me matariam sem dó e ainda rindo de minha desgraça. Por que eu devia fazer diferente dele? — Questionou o sírio, ainda olhando firme na face de Yehoshua, que continuava voltado para o desenho que fazia lentamente no pó do chão. O tuaregue ao seu lado, pela primeira vez ergueu a face e mirou Yehoshua, expectante. De certa forma, entre seu povo o pensamento era similar ao que o sírio demonstrava ali.

— Porque, assim, vós vos mostrais muito superior a ele, meu irmão — e os olhos caramelos de Yehoshua fixaram os do sírio. — Só os que são nobres respeitam a vida dos feridos, mesmo que se trate de um inimigo. Não há honra em matar quem já está vencido. É um ato no mínimo covarde e mesquinho. Quereríeis, vós que aqui vos reunis, que eu desse exemplo de tal mesquinhez? Se assim tivesse feito, seria eu merecedor do respeito dos que me seguem e me ouvem? Estaria eu sendo coerente com o que lhes ensino? Eu vos pergunto, a todos vós: quem é o melhor líder, aquele que ensina o respeito ao próximo, ainda que este próximo seja seu adversário em idéias e crenças, ou  o que toma da espada e impiedosamente executa um ferido já caído ao chão? O que este último inspiraria aos seus comandados: respeito ou temor?

— Temor — falou Teófilo, no que foi secundado por vários acenos aprovadores de cabeça.

— Não lidero pelo temor, mas pelo Amor, meu irmão. Não vejo inimigos ao meu redor. Vejo homens desorientados por líderes cujos corações vivem envenenados pela cobiça, pela corrupção e pelo terror. Ninguém, sozinho, sem um líder ensandecido, vira inimigo de outrem. Tendes em vossos corações o impulso espiritual para a boa vizinhança, mas aqueles que se transviaram devido ao vinho venenoso do Poder e da Ganância, impõe sobre os pacíficos e mansos de coração seu domínio pelo terror. Estes homens não são líderes, mas pobres coitados que, em sendo odiosos, espalham o ódio pela terra que dominam. Eles não têm sono tranqüilo. Eles não têm paz em seus corações. Suas consciências estão sempre com o dedo acusador apontando para si. Que maior castigo pode ter alguém que ser seu próprio algoz? Quem está nesta situação, já não se pune demasiado cruelmente? Aqueles romanos de quem tratei, feridos e fracos, abdicaram de suas arrogâncias e se humilharam pedindo água aos que, quando fortes, desprezavam, humilhavam e matavam. Quando estiverem recuperados hão de se lembrar do judeu que os ajudou e lhes pensou os ferimentos e em agradecimento a este, do qual nem o nome conhecem, hão de aliviar suas pesadas mãos sobre outros que encontrarem em seus caminhos. E estes outros poderão ser idosos ou crianças. Em verdade, verdade vos digo: todo aquele que semeia vento colhe tempestade, mas todo aquele que semeia piedade colhe amor. Entretanto, todo aquele que age sem pensar e movido apenas por valores sem valor, recebe de volta mil vezes multiplicado os frutos de suas ações tolas. 

Fez-se silêncio. Um leve sorriso aflorou aos lábios do tuaregue que continuou a mirar com admiração o tranqüilo rabi judeu. Pela primeira vez encontrava um homem daquela raça que lhe merecia respeito e consideração.

— Somos irmãos, todos nós, pois somos criação do Pai que está no Céu e, ao mesmo tempo, no coração de cada um em qualquer parte do mundo. É do Pai que nos vem este suave impulso para a harmonia, a fraternidade e a boa convivência. É dos maus e transviados que vêm as pregações de ódio e separatividade. Os soldados romanos não são maus por si, mas são assim tornados por seus imperadores. Muitos deles têm família e sonham, como vós todos que também as tendes, retornar para elas e, finalmente, poderem viver em paz. Só os que se escondem nas paredes de Templos e Palácios e que são fracos de corpo e de Moral é que pensam o ódio e pregam o ódio.

— Eu não creio que tenhamos este suave impulso para a fraternidade, de que falas, judeu — disse o sírio, mas sem aquele rancor inicial. Sua voz, agora, era mais reflexiva e ele falava de cabeça baixa, também riscando um desenho no pó aos seus pés.

A merda que fazem juntos, hoje, jogarão na cabeça um do outro, amanhã, com ódio e violência. Responsabilidade? Dos Polititicas que elegemos sem consciência de nosso dever para com o país.

Crianças não se diferenciam por cor, crença, partido político ou condição social.

— Observai as crianças  rebateu Yehoshua. — Quando pequenas e não cerceadas por seus pais preconceituosos, elas se confraternizam bem, brincam umas com as outras e não se diferenciam por cor de pele, nem por religião, nem por raça nem por bens, nem por nada. Elas até repartem entre si o alimento que tenham em mãos. As crianças se tornam adultas e se submetem a líderes que as forçam a mudar seus comportamentos naturais. Elas, então, aprendem a distinguir-se dos outros por valores que nada valem, como a cor da pele, a quantidade de bens que possuem, o nível social que ocupam e tolices assim. Perdem o sentido de que ninguém vive sozinho no mundo. Todos dependem de todos e todos deviam ser gratos a todos por isto. O que seria da alimentação dos homens se não fossem as mulheres? O que seria dos comerciantes se as estradas que percorrem não fossem pavimentadas pelos escravos romanos? E o que seria dos romanos sem essas estradas? É o trabalho de todos que redunda na melhora da vida de todos. Mas os maus e desviados do bom caminho tornam-se egoístas e cegos pelo falso poder que pensam possuir. Julgam-se deuses e julgam que tudo podem, mas são cegos para ver que dependem em tudo da ação dos outros. Nada sabem fazer por si mesmos e, por isto, tiranizam os outros para que os sirvam. São fracos, mas não aceitam a própria fraqueza, a própria inépcia. O poder dos Reis é falso; digo falso porque o Poder Venal é passageiro. Por mais que dure, sempre termina, ainda que ao final da vida do tolo que se pensa poderoso. E tão logo seja sepultado, o povo esquece de que existiu. E o fazem tão mais depressa quanto maior tenha sido a capacidade do tolo para tiranizar seu próximo.

Novamente se fez silêncio. As mulheres se tinham aproximado e acocorados próximo a eles. Ouviam atentas e embevecidas as palavras de Yehoshua. Aisha murmurou para uma das que lhe estavam próximas: “Ele verdadeiramente é um Mestre de Sabedoria”. João, irmão de Yehoshua, ouviu-a e sorriu, orgulhoso. Mas o mestre o olhou e ele percebeu que tinha cometido um deslize. Baixou a cabeça, envergonhado.

Na Natureza Natural, Yehoshua se encontrava mais próximo do Pai do que entre seus irmãos, os homens (ohturismonobrasil.blogspot.com)

Na Natureza Natural, Yehoshua se encontrava mais próximo do Pai do que entre seus irmãos, os homens (ohturismonobrasil.blogspot.com)

— Irmãos — e a voz de Yehoshua elevou-se mais, prendendo a atenção de todos — eu não vejo nada que justifique os homens se matarem para obter o domínio sobre outros homens. Não vejo razão para que os homens se diferenciem por religião, por vestimenta, por costumes, por idéias, por posses ou por classe social. Despidos e colocados um ao lado do outro, todos os homens são mais ou menos iguais. Diferenciam-se apenas em detalhes sem importância. Por exemplo, tome-se o tuaregue e o coloque-se despido ao lado de um hebreu e de um romano. Diferenciar-se-ão somente pela cor da pele. Mas em que a cor da pele de alguém interfere e altera substancialmente sua vida? Em que o ser branco faz de alguém superior àquele que tem a pele escura? Em nada, eu vos digo. Se abrirdes dois homens de países diferentes, de costumes diferentes, de alimentação diferente, não ireis encontrar nenhum órgão deles que se diferencie de órgão similar no outro. Não haverá corações diferentes entre eles. Não haverá esqueletos diferente entre eles. Não haverá tripas diferentes entre eles. Não haverá sangue diferente entre eles. Não haverá nada que, internamente, se diferencie de um para outro homem. Então, se em tudo que é realmente importante para a vida os homens são iguais, por que valorizam o superficial e passageiro para se verem como diferentes entre si? Eu vos assevero que meu Pai não faz diferença entre vós. E como sois filhos d’Ele, também, eis que Ele vos ama sem distinção por diferenças físicas superficiais. Então, se o Criador dos Universos vos dá Seu amor incondicional, por que vós, mesquinhamente, vos negais o direito de Amar como o Pai ama?

— E quem é esse Pai de que tanto falas, judeu? — Perguntou, pela primeira vez, o tuaregue.

— Aquele que criou a terra e tudo o que há nos céus, na terra e nas águas. Aquele que não tem nome porque é todos os nomes. Aquele que não tem forma porque é todas as formas. Aquele que não tem tamanho porque Ele mesmo é o Tamanho e a Medida de tudo. Aquele que é nosso Pai, meu e vosso. Aquele cuja voz só pode ser ouvida quando o ser silencia e se recolhe a si mesmo. Aquele que não fala gritando, mas sussurrando como sussurra a brisa suave do entardecer por entre as folhas das árvores. Aquele que voa nas asas das águias e dos abutres, mas também voa nas frágeis asas das borboletas. Aquele que está em toda parte e que não é visto por todos vós porque só tendes visão para as formas aparentes. Esse é o Pai a quem me refiro e não há outro para ser adorado e amado pelos homens, estejam onde estiverem, vistam as roupas que vestirem, tenham as posses que tiverem. Ele e somente Ele é digno do respeito, da admiração e da confiança de seus filhos… Vós.

Fez-se silêncio. As palavras de Yehoshua tinham calado fundo naquelas mentes primitivas e ainda pouco desenvolvidas. Ele sentiu que havia colocado seus discípulos em grande confusão e lhe chamou a atenção a perturbação em que se encontrava Judas Iscariotes. Volveu seu olhar terno para o discípulo, mas este fixava algum ponto entre os pés e tinha a testa franzida, sinal de que pensava intensamente. Yehoshua , então, pôs-se de pé e se afastou sem dizer mais nada.

Voltou para sua caverna no meio da mata.