"Olhaí, nossa guerrinha suja contra os palestinos vai continuar e você vai-nos apoiar, não é? A gente ainda precisa dos EUA..."

“Olhaí, cara, dei mais uma dentro. Vamos ter gays na Política! Vai ser o Ó!…”

Os EUA procuram ficar à dianteira de qualquer movimento que surja no planeta. Afinal, sendo os Xerifes do mundo, não podem perder para ninguém. Têm de sacar rápido, como faziam (pelo menos no cinema de outrora) quando tudo se resumia ao .45 ou à Winchester. Agora, não deixaram por menos.

Eis o que se lê na FOLHA de hoje: 

“O recém-nomeado embaixador dos EUA para a República Dominicana, James “Wally” Brewster, levou consigo ao país na semana passada uma novidade para um embaixador do sexo masculino: um marido.

“Meu esposo, Bob, e eu temos viajado o mundo todo, desde os confins da Ásia até as lindas praias do sul da Europa”, disse Brewster em um vídeo de sua apresentação na Embaixada”

Pastores gays teriam condição de agir com a lisura do Amor Fraternal igual ao de Jesus, capaz de levar anjos a realizar milagres?

“O que que tem demais? Em certas Igrejas eles também têm gays e nem por isto o céu caiu sobre suas cabeças”.

As Igrejas Evangélicas e Católicas pularam miudinho, mas não adiantou. Os dois, serelepes da vida, já tomaram posse do cargo e foram imediatamente aceitos pelo Governo da República Dominicana.

Bom, gente, que qui tem demais? Afinal, eles não vão fazer diplomacia com as nádegas. Com certeza manterão a compostura e não creio que também vão dar espetáculos realmente vexatórios de se agarrarem aos beijos de língua durante uma recepção na Embaixada. Aí, seria demais, né não?

Mas o mundo dos gays e das lésbicas está em alvoroço. Pudera! O poderoso EUA desceu a guarda de uma vez e o “negão” de lá não fez por menos. Agora, Puttin está em apuros, pois a Rússia concorre pau-a-pau com os branquelos americanos. O que fazer? Liberar geral, também? Quem viver, verá…

"Vai ser a glória! Guerra! Imagine gays com fuzis nas mãos... Fuzis???"

“Vai ser a glória! Guerra! Imagine gays com fuzis nas mãos… Fuzis???”

Enquanto isto, nos salões de cabeleireiros as “meninas” e os “meninos” (nem tanto) soltam a língua e a fofoca come solta.

“Menino! Vamos-nos preparar pro pau!”

“Onde? Onde? Vai, diz, que eu tô seca por isto!”

“Não, doida. Eu falo da guerra que vai estourar nos EUA por conta dos idiotas religiosos. Eles não querem que nossa classe apareça mais do que já aparece em todo lugar”.

“É pau de padre? Então é pra menino criança, diaba! E eu já passei da ida…”

“Deixa de ser tarada, louca! Que pau de padre que nada! É muvuca de embaixada! Coisa pra cima e chique a mais não poder!”

“Ah, isto aí não me interessa”.

“Interessa, sim. Imagina a gente de fuzil nas mãos correndo pra cima dos religiosos…”

“Só se eles garantirem que vão dar no couro. Eu não vou perder meu tempo correndo pra cima de gente broxa, mas de jeito nenhum!”

“Pára de só pensar naquilo, bicha! Tô falando sério!”

“Eu também, fresca. Eu também. Quem, de nós, não vive com aquilo no pensamento?”

“Eu. Eu penso no meu trabalho!”

“Pudera! No teu trabalho tu vive com a mão na cabeleira. E lá, também, tá cheio de cabelo… Ai que loucura!”

“Tá querendo levar umas bifas, tá, bicha louca?”

“E quem vai me bifar?”

“Eu!”

“Então vem!”

E a cabeleireira, esquecendo que está segurando uma tesoura e um punhado de cabelo de uma dondoca do Siciety, ataca a colega. É quando se ouve o grito desesperado da madame:

“AAAAIIIII! Idiota! Cortou meu cabelo pela raiz!!!  E agora, diabo? Como é que eu vou sair daqui careca deste jeito?”

Eu é que não sei. E você, sabe?