"Eu também gosto de gozar, cambada... A propósito, vem cá, vem!"

“Eu também gosto de gozar, cambada… A propósito, vem cá, vem!”

Deus não teve criador, mas o Diabo, sim. E o pai deste último é o próprio homem, a criação suprema de Deus para este mundinho de nada que flutua no espaço como um micro-grão de poeira dentro de um grande salão de baile.

Como é que o diabo entra em orgasmo? Ora, leia os jornais brasileiros; leia as revistas fofoqueiras brasileiras (ISTOÉ; VEJA; ÉPOCA etc…) e você verá centenas de gozos demoníacos. Agora mesmo acabo de ver um “esporro do diabo” na Folha de São Paulo. Eis a notícia: “Dilma participou da inauguração da primeira fase do Hospital de Clínicas Municipal José Alencar, em São Bernardo, que está sendo construído desde o segundo semestre de 2010. Ele será aberto com 70 leitos, de um total de 293 e só atenderá com a capacidade total em 2015”. Ou seja, há três anos que o hospital está-se arrastando e já devorou nada menos que R$ 126 milhões (do Governo Federal), mais R$ 74,1 milhões da prefeitura; R$ 40 milhões do Estado. Ou seja: durante este longo tempo em que a “lesma hospitalar” vem sendo empurrada com a barriga, Deputados, Governadores, Prefeitos, empresários e sabe-se lá quem mais, já embolsaram uma grana preta às custas do povo paulista.

"É em apertos de mão deste jeito que o Diabo grita de prazer"

“É em apertos de mão deste jeito que o Diabo grita de prazer”

Eis aí como é que o Diabo entra em gozos monumentais. Mas, ao contrário daquele do Criador, que explode em raios de luzes e roncos de trovões, os gozos do Diabo têm necessariamente que ser como o peido de um sujeito que, numa festa, cumprimenta sorridente a dona do local, que faz esforços para não deixar entrever que sentiu o fedor.

E sabem por que os jornais dão destaque ao vergonhoso episódio? Porque, logicamente, foram pagos para isto e o dinheiro é o secretário do Diabo para arranjar-lhe gozos fedorentos à granel. 

É chegado o tempo da corrida eleitoral. A partida já foi dada pelo PT do Lulão Cachação e Dilmona já deu a ordem: “inagurem! Inaugurem como estiver! Não interessa que esteja ou não, acabado. O que importa é inaugurar com toda a fanfarra possível, pois o povo é IMBECIL e vai-nos aplaudir e esquecer o fatídico mês de junho quando, em detestável ataque de bobeira, foi às ruas protestar contra nós, os Deuses do Olimbo da Sacanagem Nacional”.

Aqui pra você, ó! Se não está gostando, vem pro meu lugar, vem? Aí, quem vai meter o cacete em você, sou eu!

É em gestos “amorosos” como este da Vovozona que o Diabo urra de gozo.

E, obedientes à Comandante-em-Chefe, os lacaios trataram de apressar a inauguração pela terça-parte do tal Hospital, que não é um muquifo, segundo a “Chefa”, mas que certamente o será tão logo passe o dia do pleito e ela se veja novamente com os fundilhos aparafusados na Cadeira Quente. Eis o que se lê na Folha de Hoje: Dilma participou da inauguração da primeira fase do Hospital de Clínicas Municipal José Alencar, em São Bernardo, que está sendo construído desde o segundo semestre de 2010. Ele será aberto com 70 leitos, de um total de 293 e só atenderá com a capacidade total em 2015″.

Jamais, em 2015, o hospital estará terminado. Ao contrário, como toda e qualquer obra “polititica”, naquele ano ele estará “muquifado” e arquivado. E os são-bernardenses se verão às moscas no quesito saúde pública, pois o Diabo não vai querer que alguma coisa seja realmente feita neste quesito. Afinal de contas, ele também quer gozar e como poderia se os políticos fizessem as coisas direito? O saco do danado ia rachar de ingurgitamento…

"Eles me amam! O que eu posso fazer?"

“Eles me amam! O que eu posso fazer? Afinal, eu sou o SIFU deles!”

E foi então que Alexandre Padilha fez o Diabo gritar de prazer, quando declarou que “todos nós aqui somos da escola do presidente Lula. O presidente Lula sempre falou pra todos nós: se é para a população que mais precisa, para as pessoas que não têm recursos, não têm dinheiro para ter outra opção de plano de saúde, se é para as pessoas que dependem só do SUS, aí que tem que ser mais bonito, com mais qualidade, com mais conforto, com mais condições de trabalho“.

Eu não sei se o Lulaça Cachaça disse isso aí, mas é bem capaz, já que foi citado a bom som por  um de seus “chatos” (falo daqueles piolhinhos que se agarram nos pentelhos do bicho homem e o fazem se danar de coçar o negócio. Em “POLITITICA” o que mais abunda são chatos).

"É isto aí! Nós, do PT, nunca nos curvaremos a pouca grana, os companheiros podem estar certos disto"

“É isto aí! Nós, do PT, nunca nos curvaremos a pouca grana, os companheiros podem estar certos disto”

Mas você pensa que o polititica ficou só nisto aí? Não, nadica de nada. Ele ainda lascou esta pérola da enrolação petista: “o programa Mais Médicos deve ser a principal bandeira eleitoral de sua campanha no Estado e da reeleição da presidenta“. Ele assinou ainda uma portaria liberando R$ 54,4 milhões para o custeio do novo hospital e mandou mais esta pra cima dos burrões que o aplaudiam (ou eram burrões ou eram claque, o que dá no mesmo): “O governo federal ajuda a construir, ajuda a equipar, mas ajuda também a manter”. 

Manter… O quê? Os bolsos de empresários mais recheados com dinheiro de licitações fraudulentas? É o mais provável, pois a POLITITICA funciona assim:

a) os empresários bancam todo o gasto de um determinado polititica;

b) o polititica assume o compromisso de fazer o máximo de repasse de verba do Poder Popular para os cofres de seus partidos (que o diga o PT);

c) o polititica, uma vez eleito, assume o compromisso de fazer ganhar as licitações “milionárias” apenas aqueles empresários que lhe sustentaram a campanha. Mas começa a tremeluzir uma luzinha lá no final do túnel. É que uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi protocolada pela OAB em 2011, no STF. A entidade pediu uma decisão liminar (provisória) para proibir que as empresas financiassem campanhas, mas o relator, o ministro do STF Luiz Fux, decidiu que o tema deveria ser avaliado em definitivo pelo plenário em razão da “inegável relevância social”. Nesta terça-feira passada eu assisti a quatro advogados representando entidades de peso, defendendo esta ADI. Não se trata mais apenas da OAB, mas também da Igreja, da Associação Contra a Corrupção e outras agremiações sociais que se uniram para pressionar por uma mudança na sem-vergonhice que reina no Legislativo.

Roberto Gurgel já afirmava que “a opção legislativa pela possibilidade de doações por pessoas jurídicas permite uma nefasta cooptação do poder político pelo poder econômico”.

É… Parece que os Zé Nings brasileiros fizeram tremer as bases da criminalidade engravatada do Brasil. Mas a guerra vai ser longa… Muito longa…