Deputado Fernando Haddad, Ministro da Educação. Enquanto o Brasil não atentar para o fato de que político não serve para ser ministro, o barco irá de mal a pior.

Mas tenho de arrochar, gente. Vocês têm que se apertar para saciar a sede de grana da Prefeitura!

A coisa ficou preta para o Prefeito de São Paulo. O Supremo disse não ao aumento abusivo que ele queria sapecar nos paulistanos. Isto seria a abertura imoral para que todos os Prefeitos brasileiros corressem desesperados para meter a faca no minguado dinheiro dos “contribuintes” (entre aspas porque ninguém é contribuinte coisa nenhuma. Todos somos “forçados”, isto é: escravos do Poder Público). Aí, os Prefeitos, que já babavam de alegria porque iriam seguir o mau exemplo de Haddad, gritaram e espernearam feito doidos. E saiu na Folha de São Paulo uma nota de todos eles revoltados contra o STF. É, pelo jeito, para os polititicas, o STJ se tornou um pé-no-saco…

Dentre o blá-blá-blá da nota, temos esta parte interessante:

"Eles são uma gracinha! Até a nós eles querem estuprar? Nécas, nego!"

“Eles são uma gracinha! Até a nós eles querem estuprar? Nécas, nego!”

“Desde que submetidas a apreciação das respectivas Câmaras Municipais, os governantes locais têm autonomia constitucional e dever legal de promover as adequações necessárias nos tributos municipais, dentre os quais o IPTU”.

Sim, a gente concorda. Mas é preciso ressaltar que para que tal medida seja lícita é necessário que os senhores governantes não desperdicem a arrecadação tributária em obras que nunca são feitas ou concluídas, embora as empresas contratadas através de licitações criminosas tenham enchido a burra com o dinheiro público. Todos os municípios brasileiros são notoriamente governados por Prefeitos e Vereadores que no mínimo são quadrilheiros porque, mancomunados com as Empresas que pagaram suas campanhas e sem qualquer alternativa em contrário, fraudam criminosamente as tais licitações públicas, fazendo que só as empresas “amigas” ganhem as concorrências. O exemplo está em qualquer parte e eu posso citar o de Senador Canedo, bem ao lado de Goiânia, onde o Prefeito, ex-deputado federal, além de truculento, age sem freios neste quesito.

Aí, ó! Não são somente os prefeitos, não, brasileiros e brasileiras. Somos todos nós! Quem manda não saber votar!"

Aí, ó! Não são somente os prefeitos, não, brasileiros e brasileiras. Somos todos nós! Quem manda não saber votar!”

Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, compilados pela FNP, a participação do IPTU na receita dos municípios brasileiros vem perdendo importância a cada ano. Em 2003 o IPTU representava 6,7% da Receita Corrente do conjunto dos municípios brasileiros. Em 2012 representou apenas 5,2%.”

Verdade. Mas isto tem uma razão de ser e o cidadão não é o responsável pelo deságio. Se toda vez que o Município perder receita o povo tiver que cair com a grana, como vamos ficar? Os Municípios querem voltar aos tempos de Herodes e Pôncio Pilatos? Estamos já com os pés cobertos na lama da INFLAÇÃO que Dona Vovozona Burrona está fazendo retornar contra toda a vontade do povo que, também burramente, a elegeu para o comandar. Os salários, notoriamente, em tempos de inflação NUNCA ACOMPANHAM A REALIDADE. Os índices são manipulados pelo PODER PÚBLICO para agradar as empresas e o assalariado é quem fica totalmente esmagado pelo Dragão da Fome e da Miséria. Se o Município perde receita quem deve primeiramente rever sua Gerência é a Prefeitura. Reduzir gastos públicos jamais foi a meta primeira dos senhores Prefeitos, Governadores e Presidentes. Ao contrário. Todos criam despesas, sempre de olho no bolso do “contribuinte” (entenda-se “forçado”). Em qualquer Município brasileiro a despesa com a folha de pessoal engole mais de 75% da arrecadação e em alguns o exagero chega até os 87,55%, um tremendo abuso e um recriminável absurdo. O compadrio é o maior culpado por este estado de coisas. Por que, então, os Prefeitos deviam ser acoitados pelo SUPREMO? Eu, hein!

"Mas é só um aumentinho deste tamanhinho, gente!"

“Mas é só um aumentinho deste tamanhinho, gente!”

Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), no Brasil, enquanto aqueles com renda mensal familiar de até 2 salários mínimos estavam, em 2004, sujeitos a uma carga tributária total de 48,8% da sua renda, na outra ponta, aqueles com renda superior a 30 salários mínimos, comprometiam 26,3% da renda com impostos.” 

Esta imoralidade que os senhores Prefeitos assacam em defesa de sua gula injustificável vem desde quando o Brasil foi invadido pelos Portugueses. De lá até hoje nenhum político pensou sequer em agir para mudar tamanho crime social. Então, por que se fazem de santinhos defensores dos pobres, os safardanas?

Já segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), essa situação está diretamente relacionada a baixa participação dos impostos patrimoniais na arrecadação de impostos no Brasil (1,21% do PIB em 2002) se comparada com outros países desenvolvidos (entre 1,5% e 4,5% do PIB). É por essas razões que a FNP defende o PLP 108/2011 que institui a obrigatoriedade da revisão da Planta Genérica de Valores a cada dois anos para todos os municípios brasileiros.” 

"Nós somos vítimas tanto quanto vocês, Zé Nings!"

“Nós somos vítimas tanto quanto vocês, Zé Nings!”

Bom, os brasileiros até que suportariam o arrocho dos impostos, mas para isto seria necessário que os POLITITICAS tivessem vergonha e empregassem o dinheiro PÚBLICO nos Hospitais públicos, nas Escolas públicas, na boa conservação das ruas e na infra-estrutura das cidades a fim de minimizar ao máximo os desastres sazonais que nos afligem no tempo das chuvas etc, etc, etc… A comparação que fazem, agora, com os Municípios de países séculos à frente do Brasil em bom caráter político é um insulto a todos nós.

Além de cortar gastos e promover ajustes nas despesas, fazendo cada vez mais com menos, será necessário serenidade e muito debate para reverter essa tendência desastrosa para os governos municipais: mais responsabilidades versus menos recursos. Por isso, a FNP reafirma seu repúdio às decisões que intervém nas administrações locais, transformando o trabalho cotidiano e zeloso dos governantes numa gradativa judicialização.”

A obrigação de CORTAR GASTOS é de tanto tempo atrás que já nem é possível recordar de quando. Mas ao contrário, TODOS OS GOVERNANTES, da PRESIDENTA ao PREFEITO, só pensam em AUMENTAR GASTOS. A PRESIDENTA já criou 40 ministérios e se for reeleita não vai hesitar em criar mais 40 para agradar aos nem sei quantos partidos já existem. E os Prefeitos acham justo METER A MÃO NO BOLSO DO POVO de modo tão descarado?

ARRE DIABO! 

EM TEMPO: corrija-se o português da nota. Em vez de “… às decisões que intervém…” leia-se “às decisões que intervêm…”