O pior negócio que pode acontecer a alguém é ser entronado como um "anjo salvador".

Luzbel…

Em 24/07/2011 escrevi, a respeito desse “anjo”: “Ele continua trabalhando feliz e contente, sob a batuta invisível e irreprimível do Criador de todas as coisas. Ele continua trazendo da Mansão de Deus a vida e a vitalidade para todas as Formas no nosso sistema planetário. Penetra constantemente em nosso corpo; vitaliza nossas células; organiza nossas emoções e ordena nossos pensamentos. E tudo isto silenciosamente, sem alarde, sem preconceitos, sem preferências. Ele é o objeto de nosso estudo: o Átomo Ultérrimo”.

O leitor precisa desvincular-se da imagem antropomórfica de Deus, o que, sabemos bem, é um esforço muito grande, tanto para o que se diz incréu quanto para os religiosos. Mas é necessário que o leitor tenha em mente que esse Criador é o Espaço Infinito, portanto, não é nem difícil nem fácil compreendê-lo. O Espaço está em todas as dimensões, em todos os níveis de sutileza e em todos os subníveis de Matéria Cósmica. Ele abrange dimensões materiais infinitamente mais sutis que esta terceira dimensão em que as coisas e os seres que conhecemos ou imaginamos existem, possuem formas. Uma vez conseguido a realização desta façanha, o leitor é confrontado com mais um esforço mental.

Esta é uma das mais de cem bilhões de galáxias na Terceira Dimensão. E nas outras?

Esta é uma das mais de cem bilhões de galáxias na Terceira Dimensão. E nas outras?

O leitor deve realizar o esforço titânico para criar uma idéia que possa chegar mais perto do ideal representativo (e apenas e tão-só isto) do que seja o koilon. Por não haver nada com que possamos representá-lo em nossa mente formal (centrada e desenvolvida no sub-plano de Matéria Mental inferior, onde a compreensão e a inteligência dependem fundamentalmente da Forma) adotou-se a representação do koilon como uma infinitesimal bolha de matéria acima do Nível de Matéria Divina, o mais sutil que há nas dimensões materiais. Se você pode imaginar o pixel como sendo do tamanho do ponto causado pela ponta de uma agulha fina tocando uma folha de papel, então, tome este minúsculo pontinho e o divida em um bilhão de partes. Talvez esta bilionésima parte daquele ponto se aproxime da dimensão de um koilon e, ainda assim, será muito grande se colocado lado a lado com um deles. Esta imagem é só para que o leitor tenha uma percepção aproximada da dificuldade que é imaginar o infinitesimal do infinitesimal em dimensão material.

Então, por simples simbolismo didático, o Ocultismo e os Teosofistas adotaram dizer que o koilon é uma borbulha de dimensão inimaginável, mas que apesar disto existe flutuando em cada Nível, Subnível e Sub-subnível de Matéria Cósmica. Ele é o responsável pela existência da própria Matéria Cósmica. É a partir dele que se formam os Átomos Ultérrimos, sem os quais, os demais átomos dos Níveis Materiais não seriam formados, desde aquele mais sutil do Plano de Matéria Divina até este em que no momento nós vivemos.

Então, se você deseja imaginar como é que a Matéria Surgiu no Espaço e, destarte, imaginar e compreender o “milagre” da Criação, terá de iniciar imaginando o surgimento do koilon.

O "Fiat Lux!" deve ter desencadeado algo parecido no início de nossa Galáxia.

O “Fiat Lux!” deve ter desencadeado algo parecido no início de nossa Galáxia.

Nenhum ser humano e eu creio que nem mesmo o Cristo Cósmico tem o Conhecimento do Primeiro Momento da Criação. O máximo a que os pesquisadores Ocultistas puderam descobrir é que a cada final de um período de Um Maha Pralaya (quando a Criação não existe senão em potência), o qual é de longuíssima duração, tem recomeço todo o espantoso e incompreensível Momento da Criação. Mas antes de prosseguir, quero orientar o leitor a ir ao artigo “COMO FOMOS CRIADOS?” publicado em 28/11/2010. Ali mostro uma tabela relativa aos períodos espaciais do Tempo e não desejo repeti-la aqui. É lá que o leitor vai ter a dimensão do que seja um Maha Pralaya, um Maha Manvantara, um Dia de Brahma etc…

Mas vamos imaginar que demos um vôo ao passado e chegamos no justo momento em que um Maha Pralaya termina e um Maha Manvantara vai começar. O Espaço, até onde nossa visão alcança, é totalmente vazio e escuro. Uma escuridão indescritível e um silêncio esmagador. Súbito, dentro daquela escuridão, um raio de luz intensíssima rompe a Escuridão e se lança pelo Espaço. Aquele extensíssimo relâmpago de luz é o “Dragão da Criação”, símbolo que os chineses usam em muitas de suas roupas de artes marciais. É o “Fiat Lux” Bíblico. De que é feita aquela Luz? Provavelmente ela é a objetivação do Pensamento do Espaço que acaba de despertar de seu longo sono praláico. O pensamento objetivado do Espaço se consubstancia ativamente no que os Ocultistas chamam de Koilon. Então, aquela luz intensíssima é um jorro de Koilon que se projeta para delimitar a área espacial onde uma Galáxia será criada.

Assim era como se ensinava sobre o Princípio do Princípio de Todas as Coisas e Todos os Seres. Mas vamos complicar?

Cérebro, a usina de energias que desconhecemos totalmente.

Um cérebro imensurável, eis o que desde há alguns milênios os Teosofistas e Ocultistas acreditam que é o Espaço.

Suponhamos que o Espaço seja uma gigantesca e ilimitada MENTE PENSANTE. A Mente, apenas de modo ilustrativo, se corresponde diretamente com os vários centros neuronais do cérebro. Durante um dia ou uma noite, estas regiões cerebrais estão em plena atividade, sempre respondendo às idéias, às imagens, aos pensamentos, aos sonhos, aos devaneios, às criações da Mente, logo, esta, em verdade, NÃO DORME JAMAIS. E se assim é com a Mente humana, como não será com a Mente Espacial? 

Ela não dorme. O enorme cérebro pensante do Espaço está sempre em grande atividade. Assim, quando em determinada localização de sua Mente uma “idéia cósmica” desaparece, em outro local, talvez ali bem próximo, outra começa a surgir. E isto, considerando tão-somente a dimensão da Matéria Densa em que nos encontramos neste momento passageiro de nossa Existência Espacial.

E como é nosso princípio? Ele começa, até onde se sabe no momento, com o surgimento do Koilon no vazio do Espaço; o koilon, a borbulha infinitesimalíssima que se inicia como um jorro violento de luz e calor no “vazio” do Espaço e, posteriormente, delimitada a área da Criação, vai originar longas cadeias de koilons justapostos, formando um interminável e único cordão. Isto, é claro, teoricamente, pois ninguém jamais pôde comprovar tal coisa; nenhum pesquisador ocultista, com sua terceira visão hiperdesenvolvida, jamais pôde sequer se aproximar de um momento tão crucial para nossa Compreensão Plena de nosso Princípio. Assim, supõe-se que o Koilon, logo que surge (num tempo pequeno, algo em torno de um bilhão de anos terrestre, no caso de nossa galáxia), começa a se justapor formando um infindável cordão brilhante que se enovela sobre si mesmo e se enrola e desenrola pelo Espaço. É justo no momento em que o Koilon é criado que tudo o que conhecemos começa a ter existência…

Soou a sineta. Acabou a aula. Até nosso próximo encontro.