O Espaço intergaláctico é negro como nesta foto. Só que aqui ainda se vêem galáxias como se fossem estrelas...

O Espaço intergaláctico é negro como nesta foto. Só que aqui ainda se vêem galáxias como se fossem estrelas…

Estamos incorpóreos e atemporais. Somos capazes de vaguear pela vastidão do Espaço, olhando ao longe, muito longe, pontinhos que nos parecem estrelas, mas na verdade são imensas galáxias que, como a nossa, está em gestação. Lá longe, a luz que vemos é do koilon se modificando cada vez mais e mais, como acontece aqui onde estamos. Voltemos nosso olhar para esta área restrita do Espaço. Agora, vemos que as borbulhas de koilon, que flutuavam aparentemente ao léu nesta área do Espaço, começam a se aproximar e a se fundir. No início formam pequenos “cordões” de koilon. Mas estes se juntam e vão dando lugar a grandes cordões até que todos eles se juntam e há apenas um imenso cordão que preenche toda a Área Selecionada no Espaço para o surgimento de uma Galáxia e da Vida dentro dela.

Zeus imperou por uns tempos entre os judeus. Depois, travestido de Júpiter, também mandou e desmandou entre os romanos. Os judeus o detestavam.

Júpiter, o deus pagão que emprestou sua figura ao deus hebraico-cristão.

Evidentemente que as borbulhas de koilon são prenhes da Vida da Mente Espacial. Esta vida se consubstancia no pensamento do Criador, portanto, ela já vem adredemente preparada para se impulsionar a fim de primeiramente gerar todos os Níveis diferenciados de Matéria Cósmica; posteriormente, criará as Formas e nelas injetará a VIDA DO PRÓPRIO CRIADOR. Mas vamos devagar. Primeiro, perguntemos: que Vida é esta que cabe dentro de uma tão absolutamente infinitesimal borbulha? Uma energia poderosíssima, conhecida pelos teosofistas e pelos ocultistas sob a denominação de Energia Fôhat. Sim, o Fôhat Espacial, logo, Divino (para os nossos parâmetros terrenos infinitesimais), é a primeira Energia a se fazer presente no Universo em criação. E, embora digamos “o” Fôhat, esta Energia é de vibração feminina. Interessante, não? O tão falado “Deus” na concepção judaico-cristã não existe, pois quem gera a Vida principia injetando nela um Princípio Feminino. Um Deus “macho”, como supõem judeus e cristãos, não poderia realizar tal façanha. Então, temos de dar a mão à palmatória: se houvesse um Deus nos moldes imaginados pela humanidade, não seria macho e sim, fêmeo. Pense nisto.

Que coisas há no pensamento divino que está impregnando o koilon? Certamente que a Vida Psíquida do Criador não é inerme. Se nossa mente pequenina e mortal está perenemente gerando imagens, associando idéias, imaginando formas e criando sem parar, como seria diferente a Mente d’Aquilo que nos criou?

Não peço que faça como Nan Bahadur Banjam, o novo Budha.

Não peço que faça como Nan Bahadur Banjam, o novo Budha. Apenas que limpe um pouco sua Mente Mortal de toda impressão imagética.

Antes de prosseguir solicito ao leitor que se alheie de todos em sua casa ou onde estiver. Reserve um momento para ficar consigo e somente consigo. Então, feche os olhos e esvazie sua mente de todo e qualquer pensamento formal. Não veja nenhuma forma mentalmente (isto lhe vem da memória que sua mente mortal guarda de tudo o que seu corpo sentiu, provou, viu, ouviu ou cheirou). Se você nunca praticou nenhum exercício Ocultista, este será seu primeiro. Então, não será possível livrar-se totalmente de “imagens” mentais. Mas você poderá voluntariamente preencher sua mente com a “visão” do Espaço imenso onde não há nada, exceto o Vazio. Permaneça assim por uns trinta segundos. Este é o tempo necessário para que toda sua mente mortal se volte para tal imagem “curiosa”: o céu sem estrelas. Agora, preencha aquele Vazio com uma luz brilhante, imensamente brilhante; uma bola de luz claríssima dentro da qual sua mente pode distinguir perfeitamente uma quantidade inimaginável de borbulhas translúcidas, justapostas e com a película que delimita a área de cada uma como se fosse aquela de uma bolha de sabão: cheia de cores que rodeiam livremente a borbulha. Você notará que as cores variam de borbulha para borbulha e elas são inomináveis de tanta profusão. Há as rosas suaves; as rosas mais densas e aquelas quase vermelhas; do mesmo há azuis, verdes, amarelas, rubis, índigos etc, etc, etc…

Pois bem, aquelas cores são a qualidade do Pensamento d’Aquilo que Cria e esta qualidade se reflete na película da borbulha como se esta fosse feita de vidro líquido. São aquelas “qualidades” que já moldam tudo o que deve existir nos Planos Materiais que serão criados a partir do cordão de koilon incomensurável.

Esta figura já é sua velha conhecida, se você já me lê desde quando comecei a escrever. Trata-se do Átomo Ultérrimo.

Esta figura já é sua velha conhecida, se você já me lê desde quando comecei a escrever. Trata-se do Átomo Ultérrimo.

Até formar o imenso cordão de koilon você está diante do Anjo Luzbel. É ele trabalhando lado a lado com seu Criador. Mas agora ele tem de “descer”. Tem de ser “lançado aos infernos”. O que se deve entender por este esquisito modo de falar? Não que um anjo de asinhas e tudo tenha-se rebelado contra um Deus machista e vingativo, o qual, furioso e brandindo um chicote ou uma lança, ou, pior, uma pistola de raios lêiser, o tenha “precipitado” para um lugar que ainda não existia. Acontece que o koilon (nosso Anjo Luzbel) começa a se individualizar, isto é, passa a se quebrar em pequenas tiras de cordões que imediatamente se enovelam sobre si mesmo, gerando os primeiros Átomos Ultérrimos do Universo Galáctico que está criando.

Na figura do átomo, que nos legaram os antigos pesquisadores ocultistas, os quais podiam projetar de seu chakra Ajna um átomo ultérrimo controlado por sua vontade e através dele ver tanto o koilon quanto uma galáxia inteira, nós vemos que há sete “espirilas” finas e três “espirilas” grossas. Pois bem, já no início de seu”nascimento”, o Átomo Ultérrimo se organiza de tal forma que a Energia Fôhat se concentra toda nas espiras grossas, enquanto nas espiras finas deverão se concentrar as energias do Cosmos que ainda será criado. Portanto, no início da Criação, o Átomo Ultérrimo não contém absolutamente nada das Energia Emocional tal como a conhecemos.

Bom, quando digo que o Átomo Ultérrimo não contém Energia Emocional, não quero dizer que O “Aquilo” que cria seja destituído de Emoção. Pelo contrário. O “Aquilo” é todo Amor. A Energia Fundamental do Universo é Amor. Sem Amor, não há Vida — e isto está muito bem representado entre nós. Sem o amor da mulher pelo homem não haveria povos na Terra. Nas Espiras Grossas, então, concentra-se o Amor Divino na forma de uma Energia Pura, Imaculada, que se concordou em chamar de Fôhat.

No início a galáxia é prateada.

No início a galáxia é prateada onde ha a tênue e quase não percebida cor amarela. 

Enquanto eu discorria sobre a estruturação dos Átomos Ultérrimos, estes já se organizaram em quintilhões de quintilhões de quintilhões de Átomos para formar o Primeiro Subplano do Plano de Matéria Divina. Como você já deve estar careca de saber, No Espaço Sideral tanto quanto dentro de nossos corpos físicos, há Sete Níveis de Densidade Material, aos quais se acordou chamar de Planos Materiais. Eles se diferenciam pela densidade de seus átomos, sendo que os átomos materiais mais incorpóreos, aqueles que pré-formam o Primeiro Subplano do Plano Material de Matéria Divina, são os mais sutis.

O Primeiro Subplano do futuro Plano de Matéria Divina acordou-se denominar de Sub-plano Atômico do Plano de Matéria Divina. Neste Subplano, o Criador concentra uma quantidade inimaginável de Átomos Ultérrimos, pois é dali que nascerão os demais subplanos materiais mais densos. Parece complicado, mas não é. Só que você toma conhecimento desta idéia pela primeira vez e, por isto, tem dificuldade de imaginar como é tal coisa. Você vive pelo pensamento formal e este necessita de formas objetivas para poder apreender a realidade e compreendê-la. Esta é a primeira prisão do Espírito na carne… Mas vamos por partes que o caminho é longo. Este Subplano Material do Plano de Matéria Divina é a Primeira Queda do Anjo Luzbel, agora já denominado de Lúcifer, que significa “O Portador da Luz”.

Quando mais envelhecida, a Galáxia tende à cor verde. Mas isto ainda é seu início...

Quanto mais envelhecida em seu princípio, mais a Galáxia tende à cor verde. Mas isto ainda é seu início…

O Primeiro Subplano de Matéria Divina se apresenta caótico. Os Átomos Ultérrimos estão soltos, flutuando sem compromisso, chocando-se uns com os outros, individualizados. Predomina, entre eles, os de cor amarelo brilhante. Agora, contudo, as cores que os impregnam se tornam mais densas, mais definidas, e os há de sete tonalidades fundamentais, a saber: prata, verde, azul, violeta, vermelho, laranja e amarelo. Tais “cores” se centram nas sete espirilas finas, permanecendo as três espirilas grossas intensamente prateadas. Mas a Vontade do “Aquilo”, que os impregna através do Fôhat, faz que aos poucos os Átomos Ultérrimos do Primeiro Subplano do Plano de Matéria Divina comecem a se agrupar e eles o fazem segundo as cores em si predominantes. Os de cor “verde”, isto é, cujas luzes se assemelham àquela das folhas verde-escuras brilhantes, se agrupam em determinada quantidade para formar um grande átomo individualizado. Estes grandes átomos derivados, extremamente luminosos e de luz esverdeada ofuscante, incandescente, vão pré-formar o Segundo Subplano do Plano Material de Matéria Divina. Então, este Segundo Subplano do Plano de Matéria Divina é de cor intensamente brilhante, de um verde-claro tenuíssimo. Está é a Segunda “queda” do Anjo Luzbel, agora já conhecido entre os Teosofistas, Ocultistas e Cabalistas sob a denominação simbólica de Lúcifer, que significa, como já o disse acima, “O Portador da Luz”.

Aqui é foto. Mas tente visualizar esta beleza com intenso movimento. É assim, mais ou menos, que imaginará o Cosmos em formação.

Aqui é foto e mostra uma galáxia em seu segundo estágio de formação, onde predomina a cor azul. Mas tente visualizar esta beleza com intenso movimento. É assim, mais ou menos, que imaginará o Cosmos em formação.

Bom, se você obedientemente fez o exercício de esvaziamento da mente para conseguir “ver” o que descrevo, certamente, a esta altura, tende a compreender os Subplanos de Matéria Divina como organizados em faixas, o que é natural para nossa Mente Mortal (Identidade, para mim; Personalidade para a maioria esmagadora). No entanto, você deve esforçar-se para “ver” o Cosmos Galáctico Lácteo como algo misturado, em grande ebulição, onde não há faixas diferençando coisa nenhuma. Tudo lhe parece um caos com pequenos pontos luminosos coloridos em disparada, à velocidade da Luz, saltando de um ponto a outro do Cosmos Galáctico aparentemente em total desorganização. É aquele Caldo da Criação.

O Terceiro Subplano do Plano de Matéria Divina já é formado por Átomos Ultérrimos, originários do Caldo Inicial ou Primeiro Subplano do Plano de Matéria Divina, onde a cor predominante é a azul. Aqui, a Matéria em formação já está bem mais envelhecidas e Lúcifer adentrou ainda mais a Escuridão Infernal…

Uma Galáxia em que predominam os Átomos Ultérrimos de cor Vermelha.

Uma Galáxia em que predominam os Átomos Ultérrimos de cor Vermelha. Exemplifica a Galáxia em seu terceiro estágio de formação.

O Quarto Subplano do Plano de Matéria Divina é formado pelo reagrupamento dos Átomos Ultérrimos Vermelhos que pululam no “Caldo” do Primeiro Subplano Atômico do Plano de Matéria Divina. O Quinto Subplano do Plano de Matéria Divina é formado pelo reagrupamento dos átomos com predomínio desta cor no “caldo” do Primeiro Subplano. O vermelho é a cor “quente” por excelência, mas é aquela que mais próxima se encontra do espectro negro, o mais denso de todos. O quarto subplano é, pois, simbolicamente, o subplano meridiano, aquele que representa o Portal do Inferno, ou seja, a divisão entre a Luz e a Escuridão.

O Quinto Subplano do Plano de Matéria Divina é formado pelos Átomos Ultérrimos que, no “caldo” do Primeiro Subplano tem a predominância da cor Violeta. Esta é a cor por excelência da Devoção com Justiça e Caridade, do que vou falar muito adiante.

O Sexto Subplano do Plano de Matéria Divina é formado pelos Átomos Ultérrimos que, no “caldo” do Primeiro Subplano do Plano de Matéria Divina, têm a predominância da cor laranja. O Sétimo e último Subplano do Plano de Matéria Divina é formado pelos Átomos Ultérrimos que, no “caldo” do Primeiro Subplano do Plano de Matéria Divina é formado pelos Átomos Ultérrimos onde predominam a cor Laranja.

Finalmente, de mistura com os átomos do Sétimo Subplano do Plano de Matéria Divina, o mais denso, o mais pesado, encontram-se átomos de cor roxa.

Bom, a sineta tocou. A aula terminou. Até nosso próximo encontro.