Em tão crucial situação, não escreva paulistanês. É pau na certa.

Em tão crucial situação, não escreva paulistanês. É pau na certa.

Não posso iniciar sem criticar mais uma patacoada paulistanesa em nosso idioma. Via o canal HBO onde havia um bando de mestres cucas nordestinos apresentando seus incrementos nas receitas de pratos famosos internacionais. Título paulistanês do programa: “TOQUE NORDESTINO A PRATOS FAMOSOS”.

Muito bem. Pra começar esta oração não diz nada, não transmite nada ao leitor. Vejamos as regências corretas do verbo TOCAR (experimentar com os dedos; roçar a mão em; referir-se a; sensibilizar; caber a; etc…).

a) Tocar a algo (na acepção de referir-se a; concernir a) – Ex. Tocou ao homem ler a sentença.

b) Tocar a mim (na acepção de sensibilizar-me; interessar-me). Tocou-me sua fala, hoje.

c) Tocar a alguém (na acepção de caber; de legar). No legado, tocou-lhe apenas o velho casarão.

d) Tocar em algo (na acepção de mexer em; pôr a mão em). Toque nordestino em pratos famosos.

e) Tocar em algo (na acepção de mencionar; dizer respeito a; referir-se a). No silêncio que se fez o incauto tocou no assunto delicado.

Como se vê, não há significado na construção paulistanesa “toque nordestino a pratos famosos”. Portanto, se você é brasileiro e não é obrigado a viver no sufoco paulistano, não escreva besteiras como essa, principalmente se você ainda está na fase de batalhar por um lugar ao sol. Em prova de seleção é pau na certa.

Agora, que já malhei o Judas, vamos ao que interessa.

Já neste momento sete níveis de densidade de Matéria Cósmica estão-se interpenetrando sem que, entretanto, haja conflito entre eles.

Já neste momento sete níveis de densidade de Matéria Cósmica estão-se interpenetrando sem que, entretanto, haja conflito entre eles.

Vimos como nasce o Primeiro Plano de Matéria Cósmica, o Plano de Matéria Divina. Falta esclarecer que  a partir do Primeiro Subplano deste Plano Material, os demais vão-se formar pelo agrupamento e reagrupamento dos átomos que constituíram o subplano anterior. Ou seja, para formar o Segundo Subplano de qualquer Plano Material, os átomos que formaram o Subplano anterior se reagrupam, se condensam e formam um novo aglomerado atômico, de maior densidade que aqueles que formaram o subplano anterior. Assim, mais pesados, mais densos, estes novos átomos (que são constituídos dos mesmos Átomos Ultérrimos, só que mais agrupados e reorganizados diferentemente dos átomos anteriores), vão dar nascimento a um Subplano Material daquele Plano Material que está em criação bem mais denso que o Subplano já criado. Por isto, por ser mais denso, todos os seus átomos são interpenetrados pelos átomos dos Subplanos já criados, mas se algum ser neles também fossem criados a partir de seus átomos ultérrimos, tais entidades não veriam nem sentiriam ou perceberiam os átomos que estão a lhe interpenetrar todo o corpo. Apreenda intuitivamente o que digo, pois se apelar para a compreensão intelectual levará muito tempo para fazer uma pálida idéia do que acontece na “descida” ou “queda” de Luzbel, agora já “Lúcifer”.

Resumindo: ao final de cada sétimo subplano do Plano de Matéria Cósmica em criação,

Esquema dos Subplanos de Matéria Cósmica onde se encontram o Purgatório e o Céu cristãos e espíritas.

Esquema dos Subplanos de Matéria Cósmica relativo aos Subplanos Etéricos e Astrais (clique com o botão direito do mause e mande abrir o link em outra aba).

inicia-se o Subplano Atômico do novo Plano de Matéria Cósmica. Os átomos deste novo “caldo criador” são muito mais densos que os átomos dos subplanos que foram criados no Plano  de Matéria já substantivado; assim, se alguém houvesse neste novo Subplano Atômico que vai gerar os demais seis subplanos do novo Plano de Matéria Cósmica, este alguém não seria capaz de aprender a existência dos subplanos superiores em sutilizada de densidade atômica.

Ressaltando isto, que é importante: se simultaneamente fossem criados seres inteligentes e sensíveis em cada subplano descendente em densidade atômica, eles não seriam capazes de sentir, de perceber absolutamente nada relativamente à existência dos subplanos mais sutis daquele Plano de Matéria Cósmica em que se encontra inserido. Para tais seres, a realidade se concentraria única e tão-só naquela dimensão em que nasceram, crescem e vão morrer.

Seguindo este processo de criação da Matéria Cósmica, Lúcifer trabalhou bilhões de anos terrestres até que finalmente chegou ao “fundo do poço”, a Matéria Cósmica mais densa possível e a mais “inferior” em grau de sutiliza no padrão do Átomo Ultérrimo. Refiro-me à nossa “terceira dimensão”. Aqui, nós, os seres de inteligência superior, só apreendemos e compreendemos a matéria de três subplanos, a saber: o subplano denso; o subplano aquoso; e o subplano gasoso. Além deste, a Ciência Pragmática batalha para conseguir ao menos descobrir e comprovar a existência do que chama de “matéria escura”.

Vou saltar a criação dos Planos de Matéria Cósmica superiores ao Plano de Matéria Mental, visto que não só não há grandes informações a respeito, como também para nós, da Terceira Dimensão, o que nos interessa é compreender plenamente o que se passa além dos olhos mecânicos de nossos telescópios ou microscópios e que atinge diretamente as três dimensões materiais em que temos existência: O Plano de Matéria Densa, o Plano de Matéria Astral e o Plano de Matéria Mental.

Você notou uma sutileza de extrema importância para quem estuda o Homem Oculto? Não? Pois bem, eu revelo isto. Nós somos uma entidade que tem existência em três Planos de Matéria Cósmica: o corpo físico vive no Plano de Matéria Densa; o corpo emocional vive no Plano de Matéria Astral e o corpo mental vive no Plano de Matéria Mental. Não sabemos se há mais alguma forma de vida que, em vivendo encarnada numa forma física densa, também exista em mais dois planos materiais de grande sutileza. Somos seres que trazemos em nós, em nossa constituição, a “Escada de Jacó”. Como você deve saber, Jacó, neto de Abraão, teve um sonho no qual via uma escada que apoiada no chão subia até o céu. Esta escada tinha apenas sete degraus. Como se vê, há muito mais coisa oculta nas “historinhas” bíblicas do que os leigos podem sequer suspeitar…

Mesmo que você não seja religioso, como eu, agora, há de concordar que estudar o OCULTISMO é fascinante. Só através dele é que podemos realmente vislumbrar o “De Onde Viemos?” e o “Para Onde Vamos?”. Mas vamos prosseguir que a coisa, agora, vai ficar interessante de verdade.

Em alguns artigos anteriores falei esparsamente sobre a coleção “A Doutrina Secreta”, de Mme H. P. Blavatsky. Vou, agora, comentar passagens iniciais de seu volume I – Cosmogênese.

Na página 100 do Volume I – A Gênese, Estância I (Quinta Edição, publicada no Brasil pela Ed. Pensamento, em 1969) lê-se, logo de início: “O Eterno Pai, envolto em suas Sempre Invisíveis Vestes, havia adormecido uma vez mais durante Sete Eternidades”.

Fala-se de Eterno Pai. Por que? O lógico seria falar-se de Eterna Mãe, pois só a Mãe gera; só a Mãe dá à vida. Mas logo à frente vamos compreender esse “machismo” doutrinário. É tão-somente simbólico e serve para se fornecer ao estudante uma compreensão melhor da complexa escrita védica.

Bom, o Eterno Pai, conforme é dito também pela Doutrina Secreta, é o Espaço. As vestes invisíveis é a Matéria. E o sono em que o Eterno Pai mergulha é o período de um Maha kalpa, ou seja, uma duração de 311.040.000.000.000 de anos lunares (de 360 dias cada um), que correspondem a 100 anos mortais de Brahma, ou seja: um Mahâ Kalpa. Só depois de descansar estas “sete eternidades” é que a Mente Espacial desperta para novamente criar. É quando naquele ponto em que existiu uma Galáxia (um Universo Galáctico) volta a acontecer o milagre da Criação.

Bom, soou a sineta. Vamos ficar por aqui.