casal de Cro-magnon, nossos proto-ancestrais. Eles já possuíam tendências místicas rudimentares.

Outrora como agora…

Nós chegamos, junto com Lúcifer, até à formação do Plano de Matéria Mental. Espero que, a esta altura, você já não esteja tão avesso a esse “coitado” mal compreendido. Mas fique atento, pois ele vai revestir-se de muitas outras formas… Agora, ele trabalha não somente na formação dos Sete Subplanos de Matéria do Plano Mental, mas, assim que todo o Plano está completo, com seus sete subplanos prontos para a Criação, Lúcifer se entrega afanosamente à árdua tarefa de gerar corpos sutis para as entidades que serão conhecidas por Blavatsky como Dhyân Cohan ou Os Grandes Senhores. Os corpos para estes Grandes Senhores serão construídos no Plano Material de Matéria Búdica, empregando, Lúcifer, para tanto, as matérias dos três subplanos superiores deste Plano Material. Este assunto é deveras complexo, além do que é possível ensinar-se mesmo na complexa Doutrina Secreta. Este é um ponto extremamente complexo na obra de Blavatsky tanto quanto na Qaballah hebraica, portanto, vou tentar simplificá-lo o mais que me seja possível. Claro está que terei de incorrer em deslizes e criar imagens transitórias para facilitar ao novato no assunto avançar um passo no Conhecimento Oculto. Posteriormente, espero, eles mesmos se livrarão destes meus “deslizes” de agora.

Os Dhyân Cohan, digamos assim, são Espíritos Evoluidíssimos, que são despertados agora para voltar à atividade que lhes compete na Criação do “Aquilo”. Até “Lúcifer” chegar à geração do Plano de Matéria Mental com seus Sete Subplanos, eles “dormiam” no seio do Incriado – o Espaço. Agora, contudo, estão despertos e estudam atentamente a Criação de Lúcifer que não pára e que, agora, já é uma legião de entidades luminosas em plena atividade criadora — Devas, na linguagem indu, que significa “deuses”. Neste exato momento em que os Grandes Senhores observam cuidadosamente o que já foi criado, aquela legião lucífera se entrega à azáfama de criar um Plano de Matéria mais densa, mais pesada, que o Plano de Matéria Mental. Trata-se do Plano de Matéria mais importante para o Criador trabalhar Sua Obra — o Plano de Matéria Astral ou Plano de Matéria Emocional. Lúcifer, agora, já possui corpos sutis e é chamado de Devas Mentais e de Devas Astrais. Viu como Lúcifer se transforma? Pois é…

Simbolicamente é dito que o Plano de Matéria Mental é o Plano do Fogo e dos Senhores da Chama. Já o Plano de Matéria Astral é o Plano da Água e dos “Senhores da Lua” ou Pitris.

Você já deve conhecer o esquema de uma Cadeia Planetária. Mas ei-lo aqui novamente.

Você já deve conhecer o esquema de uma Cadeia Planetária. Mas ei-lo aqui novamente.

Essa designação  Pitris, é do Conhecimento Vedântico ou Indiano e significa para eles “Nossos Antepassados Lunares“. E agora eu estou com a primeira batata quente em minhas mãos. Tenho de explicar esta história de “Nossos Antepassados Lunares”. Para isto, vamos regredir no tempo. Uma viagem longa, muito longa. Voltamos até o início deste Mâha Manvantara e avancemos mais. Vamos notar que subitamente desaparece tudo e mergulhamos numa escuridão intensa. E compreendemos que estamos biblicamente no Sono do Criador, quando “No princípio era a escuridão. E o Espírito repousava sobre as águas”. Estamos muito antes do famoso “Fiat Lux!” E prosseguimos voltando, voltando, voltando… E de repente eis-nos adentrando uma Galáxia cheia de vida, intensamente povoada de estrelas. Ela, contudo, nem de longe lembra a Via Láctea de que estamos acostumados. Sua luz é laranja-avermelhada e dentro dela avançamos para um planeta de luz alaranjada, em vez de azul.

Os habitantes primitivos da cadeia setenária lunar semelham a estes nossos irmãos peludos de agora.

Os habitantes primitivos da cadeia setenária lunar semelham a estes nossos irmãos peludos de agora.

Aproximamo-nos de sua superfície e vemos que ali habitam seres estranhos, peludos, antropóides gigantes, brigões. Você não faz idéia de onde estamos, não é? Pois bem, estamos na Cadeia Planetária Lunar, na qual aquele que virá a ser nossa Lua é, agora, um planeta prenhe de vida e ocupa a posição central da cadeia, posição que em um futuro muito, muito distante, virá a ser ocupada pelo planeta que nós habitamos.

Uma espécie de vida bem primitiva, grotesca, sobressai-se dentre todas as outras. Feia, sim, para os nossos atuais padrões de beleza, mas vida em manifestação naquelas formas estranhas que vive naquele Globo Planetário e se desenvolve a grandes esforços.

Avançamos e vemos que os símios também progrediram bastante. Já não são tão grotescos em forma, embora ainda lembrem os macacões de nosso mundo.Têm uma aparência bem melhorada e pensam em estruturar o ambiente segundo suas necessidades. E não apenas pensam, mas agem. O mundo em que vivem se transforma e surgem moradias bem semelhantes àquelas das nossas cidades. Vemos que eles se organizam como municípios e têm um Governo que gerencia a todos. As brigas sangrentas desapareceram e todos se unificam no esforço coletivo para melhorar sempre e sempre…

Aqueles nossos antepassados longínquos chegam ao topo de sua evolução. O planeta sofre uma grande catástrofe e tudo desaparece, tudo morre…

E eis que estamos de volta ao nosso tempo. Daquela Cadeia Setenária a que os Teosofistas e Ocultistas modernos, em nosso tempo e em nosso Mâha Manvantara, chamam de Cadeia Setenária Lunar nada mais resta senão uma bola de pedra e pó que, ainda quando recriada, cumpre com seu destino: desaparecer e retornar à condição de Átomo Ultérrimo. Pelo visto, tal desfazimento de um planeta leva tempo inimaginável…

Dizem que ele já foi um feio macacão em passado muitíssimo distante...

Dizem que ele já foi um feio macacão em passado muitíssimo distante…

A propósito, se o leitor tiver curiosidade de saber como a Ciência Pragmática Moderna entende a formação de nosso planeta, sugiro que busque e leia meu artigo publicado em 28/01/2011 e intitulado A FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR. Não quero que sua mente fique confusa, mas tão-só que compreenda que, entre o Ocultismo e o Conhecimento Científico não há muita diferença. Apenas que o primeiro vê a Evolução desde muito antes deste nosso Mâha Manvantara, enquanto que o segundo batalha para encontrar uma explicação lógica dentro de um curtíssimo período de tempo neste nosso Mâha Manvantara. Ah, sim, há ocultistas que afirmam que Yehoshua ou Jesus de Nazaré viveu entre aqueles antepassados longínquos e lá foi um dos raros luminares do Conhecimento a que puderam alcançar. Por isto se adiantou muito em sua evolução, quando comparado à nossa de simples mortais… Bom, eu não me atrevo a confirmar isto, pois não sou muito crente no que para mim são devaneios ilusórios ódicos. Como o leitor deve saber, na Luz Ódica, que na verdade é outra denominação para a Mente Espacial, tudo fica gravado, inclusive os mais fantásticos e os mais transitórios devaneios das mentes pensantes em qualquer momento da Evolução  Eterna. Por isto, mesmo os mais desenvolvidos pesquisadores teosofistas, budistas ou ocultistas de todos os tempos e de todas as nações podem encontrar muita dificuldade em chegar aos registros verdadeiros de uma vida em determinada época ou em determinado Mâha Manvantara.

Bom, mas voltando à nossa “aula” de hoje, vamos continuar a ver o trabalho afanoso da Legião Lucífera. Eles, agora, criam corpos ao nível dos quatro subplanos inferiores do Plano de Matéria Astral. Tais corpos são analisados e criticados pelos Dhyan Cohan, que os acham feios e grotescos. No entanto, são apenas envoltórios separados do todo astral, onde há estranhas luzes flutuando na superfície daqueles corpos globulosos e lhes emprestando a aparência de bolhas ovóides de sabão.

A Evolução na Cadeia Planetária Lunar permitiu que os macacões chegassem até a algo parecido com isto...

A Evolução na Cadeia Planetária Lunar permitiu que os macacões chegassem até a algo parecido com isto…

E a coisa se complicou quando a Legião Lucífera recebeu ordens de criar não somente o mais denso de todos os Planos Materiais, este que chamamos de “Terceira Dimensão”. Quando a criação ficou pronta, nova ordem veio de dentro dos átomos ultérrimos a partir das Espiras Grossas ali contidas e que consubstanciavam os corpos fluídicos dos Lucíferos, pois eis que esta ordem nada mais era que a memória Espacial impulsionada por Sua Vontade Eterna e Divina de que a Criação retornasse à Forma para seguir sua jornada evolutiva sem fim.

No Mâha Yuga ou Mâha Manvantara, a Evolução das entidades que hoje são terrestres tinha parado na Forma antropóide, mas já tendendo à humana. Então, como A Natureza Não Dá Saltos, tudo teve de começar de onde havia parado.

Surgiu, então, a verdadeira Rebelião contra o Criador. A humanidade foi criada segundo os planos Divinos, em sete raças ou sete grupos específicos, cada qual com diferenças na Forma e na estrutura psíquica. Foram, portanto, sete, as primeiras raças humanas e isto está contido também em Deuteronômio, texto que já citei várias vezes em outro artigos.

Por que sete grupos específicos? Por que sete raças com características bem diferentes entre si?

Porque, quando a Evolução na Cadeia Setenária Lunar terminou, a humanidade daquele Glóbulo Evolutivo tinha-se aperfeiçoado ao ponto de gerar sete tipos humanóides bem diferentes entre si. E a Evolução é uma seqüência, sempre. Ela nunca é interrompida para retornar de onde não tinha parado.

Ele certamente não é assim, tão simpático...

“Será que eu sou somente uma criação da fantasia humana? Ou sou desde o princípio?”

Havia sete classes de Pitris ou Antepassados Lunares. Todos eles, agora, eram Lúcifer e tinham a obrigação de criar o homem terreno. Entre os Pitris destacavam-se duas classes distintas de Progenitores (ou Antepassados) da raça humana. Foram chamados de Barishad e Agnisvâtta, ou seja: os que possuíam o fogo sagrado e os que eram desprovidos dele. Por “fogo sagrado” entenda-se Desejos e Paixões. Os Agnisvâtta não tinha isto porque não possuíam corpos astrais, mas tão só corpos mentais. Por isto, não desejavam progênie, ou seja, recusaram-se a criar o ser humano. Eles viviam totalmente destituídos destas qualidades “baixas” necessárias ao homem encarnado. Viviam ligados à Sabedoria Santa, à Devoção ao Criador e totalmente indiferentes aos mundos infernais ou inferiores.

Nas alegorias exotéricas estes Agnisvâtta foram chamados de Yogis e constituíam a classe dos jovens Kumâras, os que não desejavam procriar e, por isto, se “rebelaram” contra as ordens recebidas. Eram os Asuras que lutavam contra os Deuses Criadores (os Luciferianos Barishad). No entanto, só eles podiam tornar o homem terráqueo um ser Divino, auto-consciente e um verdadeiro Deus encarnado.

Por sua vez, os Barishad, ainda que possuidores do “fogo criador”, eram destituídos do elemento superior MAHÁT-ico. Mahat quer dizer Mente. Então, os Barishad podiam criar os moldes inferiores do homem, infundir-lhes as paixões e os desejos em nível descontrolado e animal, mas não lhe podiam dotar de Mahat, ou seja: de Mente Pensante e Imaginativa. Os homens por eles criados ficariam iguais a cães e lobos, nos quais o elemento do “fogo criador” é intenso, mas não teriam controle mental, pois lhes faltava o elemento mahâtico, isto é, mental.  E sem este elemento, o homem terrestre não seria imortal. Mahat é o princípio fundamental da Alma e a presença inquestionável do Divino Criador na Sua Criação.

Como você vê, a rebelião narrada na Bíblia e na Torá difere um bocado do que aqui se diz, embora, em essência, possa conter algum resquício de verdade. Quem sabe?

Esotericamente, contudo, a verdade é que os agnishvâttas foram destinados a encarnar na condição de Egos nos humanos, quando estes atingissem o estágio evolutivo capaz de suportá-los.

Na condição de Egos humanos, os agnishvâttas tiveram de enfrentar duras lutas, muito sofridas, para, aos poucos, obterem o que não tinham — o Mahat. Daí que o homem evoluído possui duas Mentes. Uma, mortal — sua Identidade Individual; a outra, imortal, aquela que nasce da Iluminação da Mente Mortal através do Conhecimento transmutado em Sabedoria. Por isto se diz que os Kumâras ou Barishads começaram a temer o homem, pois este adquiria e continua adquirindo sua Imortalidade por seus próprios esforços, através de dores e sofrimentos inauditos e, com isto, vem-se tornando maiores que eles em Sabedoria e Divindade. O homem evoluído tem os três princípios necessários para a evolução rumo à Espiritualidade: kama = o corpo emocional; manas = a mente pensante; Budhi = o Espírito Criador.

‘Tava bom, mas o tempo acabou. Até nosso próximo encontro.