Helena P. Blavatsky, aquela que recebeu do Mestre K. H. a obra intitulada A DOUTRINA SECRETA.

Helena P. Blavatsky, aquela que recebeu do Mestre K. H. a obra intitulada A DOUTRINA SECRETA

Os Barishad criaram os moldes inferiores do futuro homem terráqueo. Primeiramente ao nível de Plano Astral e servindo-se tão-só dos quatro subplanos mais densos deste Plano Material. No último subplano, o oitavo, a matéria densa do Astral já permitia a construção de uma forma mais permanente. E foi aqui que eles trabalharam por muitos anos tentando encontrar uma que fosse do agrado dos Agnisvâtta. Estes, repudiavam todas as formas criadas por considerá-las feias e rústicas. Então, uma ordem partiu de dentro do Koilon que preenchia as Espiras Grossas de seus Átomos Ultérrimos: “você encarnará na entidade rústica criada pelos Barishad com a obrigação de lhe dotar de um Ego pensante, imaginativo, criador e com duas partes distintas: uma, mortal, a que será conhecida como Personalidade, cuja função é experimentar, apreender e compreender a Vida manifestada na forma e o máximo possível dos fenômenos físicos, emocionais e mentais que vai viver durante seu desenvolvimento; a outra, imortal, que é você mesmo e que será enriquecida na medida em que esse ente avance em conhecimento e forma. Cada vez que ele perder uma Forma física, seu conhecimento adquirido será transferido para você, que se tornará mais rico em Sabedoria e Poder”.

É evidente que a ordem não foi dada na forma de palavras como as que escrevi e, sim, como um impulso irresistível nascido do âmago do Ser imponderável dos Agnisvâtta.

A Terra era uma bola de fogo no Espaço ao redor do Sol.

A Terra era uma bola de fogo no Espaço ao redor do Sol.

A Terra era uma bola derretida de fogo e magma fervente. Sua temperatura ia acima dos cinco mil graus centígrados e não havia nem água nem oxigênio na forma gasosa. Era, portanto, impossível a vida física sobre ela. No entanto, a Primeira Humanidade formou-se no Quarto Subplano do Plano de Matéria Densa, aquele que viria a ser denominado de Subplano Etérico. Os átomos físicos deste Subplano está logo acima dos átomos mais sutis que existem na Terra. Isto, em grau de densidade e de sutileza. Para que se tenha uma idéia um único átomo de nitrogênio, o gás mais sutil que há ao nível do Subplano Denso Gasoso, é formado por nada menos que um milhão e mais ou menos quinhentos mil átomos ultérrimos “descidos” do Subplano Etérico. Em outras palavras, se se pudesse desmembrar um átomo do gás hidrogênio em seus componentes etéricos, estes chegariam àquela cifra impressionante.

A Terra em formação, já como uma grande bola incandescente.

A Terra em formação, já como uma grande bola incandescente.

Então, é lógico, os seres Etéricos com forma humana, vagueavam sobre a superfície em chamas do Planeta em formação sem tomar qualquer conhecimento de sua existência. Passavam por dentro daquela bola de fogo sem sofrer absolutamente nada, pois os fenômenos químicos do fogo aqui, na terceira dimensão, não têm qualquer ação sobre o subplano etérico. Mas os seres que constituíam aquela radícula de humanidade não tinham Mahât. Assim, não pensavam. Somente reagiam pela emoção e estas se manifestavam em verdadeiros vendavais dentro deles. Não vendavais emocionais com tendências destrutivas, mas sim vendavais de emoções que tinham por finalidade sensibilizar os átomos etéricos de seus corpos sutis para torná-los responsivos aos estímulos emocionais. E esta etapa requereu um tempo muito longo, o tempo do reinado de um Manu, que é de 306.720.000 anos lunares, durante o qual, os Agnisvâtta não se interessavam por aquelas entidades etéreas e desinteressantes.

Um Manu compreende o tempo equivalente a 71 Mahâ Yugas, ou 71 X 4.320.000 anos lunares. Durante este período de tempo, a humanidade Hiberbórea, como se chamou posteriormente àqueles seres etéricos, apenas vagueou sobre a Terra sem perceber que o Espirito Solar ou Logos trabalhava na criação dos Sete Planetas Sagrados. 

O globo incandescente que daria nascimento ao Planeta Terra tinha um Guardião, conhecido entre os Teosofistas como o Anjo Guardião Terrestre. Este Guardião subordina-se ao Lha, o Espírito Solar – o Verdadeiro Deus para os Sete Planetas Sagrados. O Espírito Solar, também chamado de Logos Solar (ou Verbo Solar) é o Verdadeiro Deus regente do Sistema Planetário Solar. E já que tive de falar de deuses, vamos esmiuçar um pouco mais este terreno bastante espinhoso.

O Incriado, o Eterno Inalcançável, o Espaço, é o Perene, o Sempre Eterno, Onisciente, Onipresente e Onipotente. Não há nada superior a Ele. Mas em que pese sua absoluta onisciência, onipotência e onipresença, Ele não se preocupa com os processos que sucedem dentro de uma galáxia, seja ela qual seja e tenha o tamanho que tiver ou a evolução que já possua. Para tanto, dá “nascimento” a Deuses específicos, cujas missões são justamente reger e estruturar os acontecimentos dentro de suas órbitas de influência. No nosso caso, do Planeta em que vivemos, este Deus Todo Poderoso é o Logos Solar e era a este que os Egípcios rendiam homenagem, não à bola de fogo material que se consome na forma de uma Estrela de quinta grandeza. Então, o Lha da Terra, seu Espírito Guardião, subordina-se ao Logos Solar.

Vamos recordar que antes que se formasse o Quarto Globo da Cadeia Setenária Terrestre, os seis primeiros, de matéria mais sutil, surgiram. Só ao final de suas formações é que o Globo Denso que seria denominado de Terra começou a ser gerado.

Veio ele de uma porção do magma solar incandescente que, devido a uma explosão gigantesca na crosta do Sol foi lançado ao espaço e terminou aprisionado numa órbita ao redor da Estrela? Não se sabe. Há teorias atuais que dão crédito a esta hipótese científica. Nem os teosofistas ou ocultistas sabem ao certo como se deu a formação da Cadeia Setenária Terrestre. Aventam a hipótese de que um vórtice de matéria Etérica se densificou em vários planos até que finalmente chegou à máxima densificação possível – o Plano Denso. Não sei se jamais alguém chegará a ter conhecimento real de como se deu a formação não somente do planeta que habitamos, mas também de todos os demais que giram ao redor do Sol físico. Mas não importa. O certo é que a Terra está aqui e nós vivemos e nos desenvolvemos em sua superfície.

O Logos Solar é o Segundo Demiurgo, ou seja o Segundo Criador. O Primeiro é o Espírito Galáctico, conhecido entre os Maias sob a denominação de Hunab-Ku.

Os sete planetas sagrados (Vulcano, Lua, Marte, Vênus, Júpiter, Urano e Saturno) são regidos por sete Logos Planetários, conhecidos no esoterismo da religião cristã sob a denominação de “Os Sete Olhos do Senhor”. Por isto é que exotericamente o Sol é considerado como o Chefe dos Doze Grandes Deuses, que se consubstanciam nas Doze Constelações Zodiacais, de grande importância para os Egípcios, os Hebreus e grande número das antigas civilizações e que, até hoje, é a base da Astrologia.

Esotericamente, no entanto, o Logos Solar é conhecido como O Messias Cósmico, o Christos, o Ungido pelo Grande Sopro ou o Uno sem igual. Este Christos Cósmico está rodeado pelos 12 Poderes – os Doze Grandes Deuses cujos reflexos se consubstanciam nos Logos dos doze planetas, os quais Lhe são subordinados.

Ih, complicou, não foi? Esta história é igual, sem tirar nem pôr, àquela do Nazareno conhecido como Yehoshua ou Jesus de Nazaré. Ele seria o Logos Solar e cada um de seus discípulos um Espírito Planetário – isto, esotericamente, pois exotericamente, ele representava tão-só o descendente do Rei David e cada um de seus discípulos uma das doze tribos judaicas. Você tem o que pensar, não tem não? Então pense, pois por debaixo desse angu da religião Cristã tem muito caroço esquisito escondido…

Seria a Religião criada por Paulo de Tarso apenas uma grande mentira, como deixa entrever o discutido escritor moderno, Reza Aslan (autor do livro ZELOTA), ou esse apóstolo também misterioso teria conhecimento muito acima daquele dos discípulos de Jesus e na religião que criou a partir da figura complexa do Nazareno introduziu conhecimentos só alcançáveis pelos que eram versados nos mistérios da Qaballah?

Eu apenas desconfio que sim. E você?

Bom, esta dificuldade você encontra já na primeira Estância do Volume III da Doutrina Secreta. Só que lá está bem mais complicado de entender.

Em Blavatsky se lê que ‘os Sete Gênios ou “Sete Olhos do Senhor” eram constituídos pelos Sete Regentes dos Sete Planetas principais. Eles gerenciavam os sete LHAS (Espíritos) no trabalho de criar o mundo terrestre’.

Estes sete LHAS correspondem aos Sete Arcanjos sob a responsabilidade dos quais ficou a criação dos sete grupos humanos que o Logos Solar (denominado de Jeovah pelos hebreus) ordenou distribuir sobre sete regiões diferentes na Terra (Deuteronômio) e que originaram as sete raças-raiz dos povos. Jeovah faz parte dos Sete Gênios ou “Sete Olhos do Senhor”.

Os Sete Gênios também são chamados de “Os Sete Superiores” e eles foram e são os Cosmocratas, ou seja: os construtores de todo o Sistema Solar.

Se você acha que de repente eu compliquei as coisas é porque eu o trouxe para dentro da Doutrina Secreta de Mme. Blavatsky. E eu lhe digo que estou simplificando as coisas. Se você for ao Terceiro Volume da obra de Blavatsky é muito provável que não consiga passar das páginas 39/40, já na primeira estância.

Blavatsky diz que os signos do Zodíaco são simultaneamente o B’Alhim (ou Elohins) e os Espíritos da Terra, mas são anteriores a estes (na cronologia da Formação do Planeta). No entanto, Blavatsky não fala das estrelas físicas em si, mas dos Devas ou Gênios que trabalham ainda nos planos sutis. No Plano Denso tanto a Terra quanto as Constelações são nuvens de gases ainda em coagulação. A humanidade ainda é Hiperbórea, de corpos etéricos e totalmente inconscientes do Mundo onde virão habitar. E a necessidade de que sofram esta “queda” está em que para desenvolver a Consciência, eles precisam de um órgão físico capacitado a sentir o ambiente em suas mais variadas estimulações. Este órgão físico seria o cérebro que iria desenvolver-se a partir da encarnação dos Agnishvâttas na condição de Ego Superior ou Inteligência Criadora, Ativa e Imortal.

A dificuldade ao ler Blavatsky é que ela não se prende a uma narrativa linear. Em um mesmo parágrafo ela “visita” várias religiões esotéricas de várias culturas históricas ao mesmo tempo que flutua no tempo-espaço. Faz comparações e mistura umas com as outras, confundindo o leitor ao tomar de umas e de outras nomes de deuses e entidades várias para poder alinhavar seu pensamento, confundindo o leitor, mesmo os mais atentos.

Blavatsky nos diz que tanto quanto o Logos (Solar) e suas sete hierarquias constituem um Poder Interno e oculto, no mundo da Forma (o mundo denso) o Sol físico e seus sete planetas principais formam a potência ativa e visível.

O que se deve entender por estes termos: potência ativa e visível?

Na dimensão densa, a potência ativa e visível dos planetas e do Sol encontra-se em três eixos, a saber: a) o eixo das Energias Eletromagnéticas e Vitais que emanam de si; b) as vibrações do Som, as quais dão origem às sete gamas de cores de grande importância para a Vida; c) a curvatura que os corpos físicos densos causam na dimensão tempo-espaço e que por isto aprisiona em sua superfície e ao redor de si os corpos que são menores em densidade e quantidade de massa. Tais corpos, como a Lua, não conseguem fugir da mossa e permanecem aprisionados no raio de ação da Terra.

Uma vez que a Terra densa causa uma grande mossa no Espaço, curvando a dimensão Tempo-Espaço ao redor de si, como se afundasse nela, ela aprisiona ao seu redor e em seu corpo denso grandes porções de Matérias Cósmicas de densidades mais sutis (como a Matéria Etérica, a Matéria Astral, a Matéria Mental etc…). Com isto, as entidades que têm corpos nestes planos materiais não conseguem sair da Mossa Terrestre e também ali ficam retidos atraídos pelo eletromagnetismo produzido pelo giro da Terra sobre si mesma. Assim se explicam as “cidades espirituais” que se diz existirem acima da crosta terrestre, invisíveis porque são construídas com Matéria Cósmica de densidade extremamente sutil em relação àquela que constitui o envoltório do planeta em que vivemos (ar, gases e íons).

Assim é que “de fininho” eu o retirei das “garras” de Blavatsky. Não nos interessa flanar nas “aventuras” históricas de religiões e filosofias altamente complexas. O que desejo é que você fixe os tópicos abordados neste artigo, a saber:

A) Os Pitris lunares geraram as primeiras formas para o futuro homem terrestre;

B) Os Barishads formaram e vivificaram os corpos emocionais do homem usando para tanto a Matéria Astral;

C) Os Agnishvâttas  foram obrigados a completar aquelas formas físicas dando-lhes a capacidade mahât-ica – o que só aconteceu quando a humanidade hiperbórea desceu para formar a humanidade Atlântida;

D) Os Agnishvâttas vieram a formar o Ego humano, composto por duas Mentes. Uma, mortal, a Personalidade ou Identidade; a outra, imortal, a Mente Transpessoal ou Espírito Imortal.

E) O planeta Terra prende ao redor de si e em seu próprio corpo denso todos os corpos cujas massas materiais sejam inferiores à sua em peso e densidade. Por isto, até os espíritos humanos estão aprisionados dentro da “mossa” tempo-espacial do Planeta.

Por hoje, ficamos por aqui. Até nosso próximo encontro.

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