A Terra esfriara... Mas não tanto.

A Terra esfriara… Mas não tanto.

A futura Terra já não mais é uma bola de fogo de calor insuportável. Sua crosta é, agora, composta por 3/4 de água e 1/4 de terra preta, dura, ainda muito quente, pois por toda ela há centenas e centenas de vulcões cuspindo fogo, lava incandescente e cinza, muita cinza. Mas seu calor diminuiu muito. Entretanto, os Hiperbóreos continuam a vagar de modo automático e sem destino, no Subplano Etérico que envolve a Terra recém-criada. Eles não criam nada e não se reproduzem. Pior, eles também não morrem. Uma vez tendo sido criado o Corpo Emocional, tudo numa entidade tosca, feia e quase amórfica, tais seres continuaram a existir perenemente e inutilmente. Constituem uma “humanidade inútil” para os propósitos do Criador.

NO Volume III – Antropogênese, Estância II, pg. 67 de sua obra, Blavatsky diz que “5. Depois de enormes períodos, a Terra cria monstros”. Blavatsky, em nota de rodapé, esclarece que esses períodos correspondem a 300.000.000 (trezentos milhões) de anos, sendo cada conjunto de 100 milhões denominado nos Vedas de Crore. Assim, os 3 Crores constituem o que os Vedas chamam de As Três Idades Ocultas. Uma vez que narro a criação do Homem na Terra não do ponto de vista da Ciência Pragmática humana, mas do ponto de vista dos ensinamentos ocultos do Mestre Ascensionado Koot-Humi, ao qual Blavatsky denomina de Mestre K.H., é necessário que vez por outra eu cite a obra que ela afirma que esse Mestre lhe ditou.

As harpias existiram? Por que não?

As harpias existiram? Por que não?

Esses monstros a que a Estância II do trabalho de Blavatsky se refere são criações do LHA ou Espírito Planetário Terrestre. É um esforço que este LHA faz para dar continuidade ao Plano do Inominado Criador. O LHA busca dar início ao processo Evolutivo no globo denso recém-criado. Mas fracassa miseravelmente. Suas criações são dantescas, grosseiras, violentas e altamente destrutivas.

Aqui, leitor, quero chamar sua atenção para uma afirmação extremamente significativa de Sigmund Freud, o criador da Psicanálise. Não nos esqueçamos que Freud era judeu e, como tal, teve iniciação ocultista nos estudos da Qaballah hebraica. Embora em nenhum momento de sua obra ele faça citação a tais conhecimentos, isto não quer dizer que não o tenha tido, mas tão-só que foi absolutamente obediente quanto ao segredo que os de seu povo impõem aos membros da comunidade no que diz respeito a este assunto.

Ele sempre foi o número 1 para todos, mas para mim, agora, ele e suas idéias não eram nada...

Ele sabia muito mais do que deu a conhecer.

Disse o Pai da Psicanálise: “Da Mente Humana nada sai sem que antes ali tenha entrado desta ou daquela forma, deste ou daquele modo”. Ou seja: por mais dantescas que sejam as formas dos monstros imaginados, por exemplo, por um desenhista de quadrinhos ou pelos autores de efeitos especiais cinematográficos, tais monstros de algum modo existiram e, o que é mais fantástico e cabuloso, suas formas e seus comportamentos altamente agressivo-destrutivos ficaram registrado pela Mente Humana. 

Mas como, se naqueles idos o homem ainda não nascera fisicamente na crosta da Terra?

Lembremo-nos, por oportuno, de outro cientista pesquisador da Psique humana que, embora não sendo judeu, estudou com afinco não somente a Doutrina Secreta, de Blavatsky, como também a Qaballah hebraica. Seu nome? Carl Gustav Jung.

Eis Carl Gustav Jungo. Para mim, ele foi além, muito além de Freud.

Carl Gustav Jung tentou criar uma psicologia teosofista. Quase conseguiu.

Jung bem que tentou criar uma Psicologia Ocultista, mas sabia que em sua época o assunto era tido como parte da Magia, coisa “demoníaca” e condenada pelo Cristianismo. Assim, muitas de seus termos são tentativas de infiltrar no Conhecimento Pragmático da Ciência Humana algum conhecimento relativo ao Ocultismo Teosófico. Entre suas criações está a que é a mais difundida entre os leigos. Refiro-me ao tão falado “Inconsciente Coletivo da Humanidade”. Neste Inconsciente Coletivo ficariam gravadas todas as experiências vividas pela humanidade, as quais, afirmou Jung, podem ser acessadas “inopinadamente” pela Psique de cada um de nós, desde que de alguma forma estejamos focados num assunto ou pressionados por uma necessidade qualquer. Isto explicaria a razão de dois cientistas inventarem, quase ao mesmo tempo, os mesmos aparelhos, ainda que não totalmente iguais entre si, mas funcionando segundo os mesmos princípios físicos. Os “insights” lhes teriam vindo quase simultaneamente porque ambos estavam intensamente concentrados no que pesquisavam e isto fez que suas psiques adentrassem aquele reservatório universal do Conhecimento Humano no mesmo campo onde estavam os registros das Leis e Hipóteses que vieram a embasar suas descobertas.

Embora Jung tenha sido contestado em muito de suas hipóteses estranhas ao pensar psicanalítico, ninguém, que eu saiba, contestou esta sua afirmativa. Aceita-se tacitamente que o Inconsciente Coletivo existe tal e qual seu idealizador descreveu. Talvez aqui esteja a explicação para o fato de que a mente do homem moderno possa imaginar formas de monstros pavorosos, dantescos, absurdos e aterrizadores. Só assim se explicaria a assertiva de Sigmund Freud.

Entretanto, mesmo que os dois autores citados nos tenham fornecido meios de compreendermos a razão da imaginação “negra” dos criadores de ficção científica, resta a questão: o ser humano ainda não existia nos três crores. Como, então, se explica que aquelas lembranças trans-arcaicas estejam em seu Inconsciente Coletivo?

Voltemos à Estância II de Blavatsky. Ali se lê: “6. Os ‘Criadores’ se desgostaram. 7. Secam a Terra. 8. Destroem as formas. (…) Depois de trinta crores, ela (a Terra) se voltou por completo. Repousava sobre seu dorso, sobre suas costas.. Não queria chamar os Filhos do Céu, não queria recorrer aos Filhos da Sabedoria. Ela criou de seu próprio seio. Produziu homens aquáticos, terríveis e malvados”.

Sansão aprisionado pelos Filisteus.

Sansão aprisionado pelos Filisteus.

Explicando esta parte da Estância II, Blavatsky diz que Oannes ou Dagon (recorde de Sansão e Dalila, para se lembrar de Dagon, o Deus a que Sansão não aceitava adorar e cujo templo ele derrubou sobre os Filisteus), o “homem-peixe” dos Caldeus, divide a sua Cosmogonia e a sua Gênese em duas partes. A primeira, o “abismo de águas e trevas” (recorde, agora, da Bíblia, Livro do Gênesis, no início, quando diz que antes da existência do Mundo “Era a Escuridão. E o Espírito repousava sobre as Águas”. Não lhe parece que tudo tem relação? Pois é…), onde residiam os mais horrendos seres: homens alados, homens com duas ou quatro asas, seres humanos com duas cabeças, patas e chifres de bode, hipocentauros, touros com cabeça de homem e cães com cauda de peixe… Em suma, combinações de diversos animais e homens, de peixes, répteis e outros animais monstruosos. A propósito, ela cita que os chineses possuem as mesmas tradições e que, segundo Kwoh P’oh, na obra Shan-Hai-King (“Maravilhas do Mar e da Terra”), obra nascida em nove urnas feitas pelo Imperador Yu, que viveu 2255 anos antes de Cristo, nesta obra se faz referência a entrevista acontecida entre o imperador e homens que tinham duas caras distintas na cabeça, uma na frente e outra atrás. Ora, isto é espantoso, pois entre os Gregos havia o Deus JANUS o Deus Bifronte, que é representado por um homem com duas faces. Uma, segundo a Mitologia Grega, olha para a frente, o Futuro e a outra, para trás, para o Passado. Tudo isto, toda esta “mitologia” que não parece ser tão mito assim, confirma a hipótese de Jung sobre o Inconsciente Coletivo Humano.

Quem são os criadores? Logicamente os Dhyân-Cohans, os Grandes Senhores supervisores da Criação Cósmica, entidades angelicais equivalentes às falanges dos Serafins. Saltando quase 36 páginas de tergiversação de Blavatsky sobre suas comparações das religiões antigas de vários povos, simplifico aqui para que o leitor possa compreender este trecho que é por demais complexo na obra de Blavatsky. Por várias vezes as criações monstruosas do LHA da Terra foram destruídas, pois não atendiam aos anseios do Criador.

Finalmente, após 30 cores ou trezentos milhões de anos, os reinos Astral, Mineral, vegetal e animal foram criados e modificados até chegar à forma humanóide que foi mais ou menos aceita pelos Barishads. E digo mais ou menos porque eles não queriam de modo algum descer ou “cair” na matéria e se tornar parte do Homem Terrestre na condição de sua Mente Imortal.

Este ser foi uma geração espontânea da Natureza? Não. Ele foi a primeira criação dos Dhyan-Cohan.

Este ser foi uma geração espontânea da Natureza? Não. Ele foi a primeira criação dos Dhyan-Cohan.

Mas vieram. E foram obrigados a encarnar, ainda que adormecidos, naquelas formas rústicas dos primitivos hominídeos peludos, rústicos, abrutalhados, impulsivos e animais. O planeta já apresentava o Reino Mineral, o Reino Vegetal e o Reino Animal. Mas em nenhum destes reinos havia um ser capaz de abrigar os Barishads. Ele só veio a ter vez quando surgiu a primeira raça-raiz densa da futura humanidade. Esta segunda raça-raiz da Humanidade foi chamada de Atlântidas, porque habitavam, na Pangéia, uma região especialmente preparada para receber aquela raça de inteligência superior a todos os demais seres. Só que não tinham aparência nem de longe similar à que temos nós, os humanos de agora. Eram abrutalhados, rudes, primitivos e grotescos. Semelhavam-se muito aos monos que findaram sua evolução na Cadeia Setenária Lunar, no Mâha-Manvantara passado. E assim é que se deu início ao desenvolvimento intelectual da raça Atlântida. 

O progresso evolutivo em forma e inteligência dos Atlantis foi árduo. Não há muitos escritos sobre eles, mas a se deduzir pela similaridade com que surgem em desenhos em pedras de idade além dos limites aceitos nas divisões geológicas da Ciência atual, parece que chegaram a uma forma muito similar à nossa. No entanto, eram gigantescos se comparados com os homens da atualidade. Dizem, alguns, que atingiam entre cinco e sete metros de altura.

A Segunda Raça Raiz da humanidade viveu e se desenvolveu na Atlântida. Cresceu em inteligência e avançou muito em conhecimento. Mas em qual ramo? Mistério. O que há a respeito são especulações e mesmo Blavatsky diz pouco sobre eles. E o que diz é muito confuso e envolve inúmeras citações das mais diversas crenças religiosas dos mais diversos povos do passado.

Em determinado momento da Evolução Planetária a Atlântida afundou no Oceano. Qual a causa daquele cataclisma dantesco? Ninguém sabe. Sabe-se que poucos foram os atlantes que se salvaram e acredita-se que os ameríndios são descendentes longínquos daquela gente.

Mas na formação dos corpos dos homens da segunda raça-raiz foi desenvolvido um trabalho cuidadoso dos Dhyan-Choan visando manter a ligação da forma humana com o Cosmos a fim de que não perdesse seu vínculo divino, pois divinos eram os Barishads, a Mente Inteligente, Criativa e Proativa humana 

É do que vamos falar em nosso próximo artigo.