Segundo pintores antigos, esta é a aparência de Mestre Koot-Humi.

Segundo pintores antigos, esta é a aparência de Mestre Koot-Humi.

Venho escrevendo sobre o Anjo Luzbel há já alguns dias. E propositadamente tenho colocado algumas abordagens feitas por Helena Petrovna Blavatsky a fim de chamar sua atenção para o fato de que seus livros são demasiadamente cansativos e propositadamente complexos. Mesmo afirmando que está revelando a origem da raça humana e de tudo o que há no Universo (ao menos no que diz respeito ao Sistema Solar), Blavatsky complica muito suas informações. Não sei se posso acusá-la de ser a autora de tais manobras escapistas, pois ela dá o depoimento de que o que escreve é o que lhe foi ditado por um dos maiores mestres ascensionados e conhecidos entre os Teosofistas e Ocultistas como Mestre Koot-Humi. Lendo e relendo a obra que supostamente Ele lhe ditou, o que vi é que há excesso de comparações entre crenças de diversas culturas, como se o autor buscasse justificar o que diz. Mas, por outro lado, pode-se enxergar que tanta comparação entre religiões deixa claro uma vontade de confundir mais do que de esclarecer.

Helena Petrovna Blavatsky, a discutida médium que escreveu a Doutrina Secreta.

Helena Petrovna Blavatsky, a discutida médium que escreveu a Doutrina Secreta.

Blavatsky ou Mestre K. H. dissertam sobre o surgimento da forma física e psicológica do “homo terráqueo” e mesmo os que são leigos em assuntos ocultistas sabem que esta forma é mutável e finita. Os Hiperbóreos “desapareceram” quando a raça humana começou a encarnar com forma física, ainda que tais formas fossem inicialmente rudes, grosseiras e totalmente desajeitadas. Mas entra aí a teoria da Evolução. Esta, naturalmente e ao correr de cores e manvantaras aprimora-las-ia para que atingisse o melhor possível em perfeição e beleza. A título de esclarecimento lembro que a duração de um Manvantara, também chamado de “Um dia de Brahma” é de 4.320.0000.000 de anos lunares. Este seria, portanto, o intervalo de tempo necessário para que a humanidade hiperbórea e sua seguinte, a Atlantiana, avançassem até chegar à evolução de uma forma física igual à que hoje nós temos. Mas em nenhum de seus livros Blavatsky fala sobre os átomos ultérrimos permanentes. Por que? Não há resposta para esta pergunta.

Fica, ainda, um nó difícil de ser desatado. Trata-se da “descida” dos Agnisvâttas  e dos Barishads. Eles seriam Pitris lunares que encarnaram numa única entidade terrestre, o homem. Os primeiros lhe concedem a capacidade emocional através do corpo astral; os segundos dotam os humanos terráqueos de Mente (uma, Imortal; a outra, Mortal. A segunda absolutamente necessária e indispensável à Evolução da Primeira).

A considerar esta informação estranha, nós não somos uma entidade única, própria da Terra, mas uma mistura de duas entidades distintas que se unem para nos formar. Algo está destoante nesta história, não é não?

O Ocultismo ensina algo bem mais profundo que Blavatsky quanto à formação do Homem. Para compreender do que falo, sugiro ao leitor:

a) no TÍTULO DE PUBLICAÇÕES, clicar em Teosofia, Ocultismo e Espiritismo;

b) clicar neste Título e buscar minhas publicações sob os títulos: Cavalo de Tróia” (principalmente a publicação do dia 08/06/2012) e “O que Acontece Antes de Você Nascer Aqui em Baixo?” –  Esta série de publicações se inicia no dia 24/06/2012.

Se o leitor está interessado em ir mais profundo na constituição do que verdadeiramente somos, aconselho a ler aquela série, pois nela está um resumo dos ensinamentos ocultistas sobre como verdadeiramente somos constituídos.

Isto é o que verdadeiramente somos: três Átomos Ultérrimos Permanentes.

Isto é o que verdadeiramente somos: três Átomos Ultérrimos Permanentes.

Ao lado refresco a memória de meu leitor, reapresentando o que o Ocultismo ensina que verdadeiramente somos: três átomos ultérrimos chamados de Permanentes porque nunca se desfazem nem se desligam um do outro.

 Estes átomos são chamados de Permanentes porque eles não se desfazem ao final de um Maha-Manvantara e início de um Pralaya. Eles são absorvidos por uma entidade complexa, denominada de Mônada Humana.

A Mônada Humana é um “grande balão” composto de um número incalculável de tríades encarnantes humanas. Estas tríades ou estão totalmente limpas de memórias, ou estão ricas de memórias. Estas últimas correspondem àquelas que já vieram aos “infernos” e viveram vidas terrestres onde desenvolveram e refinaram a Mente Imortal (o Átomo Ultérrimo Permanente que está sempre nos Quatro Subplanos Inferiores de Matéria Mental), refinaram e enriqueceram sua capacidade emotiva (o Átomo Ultérrimo Permanente que está sempre nos Quatro Subplanos Inferiores de Matéria Astral e se correspondem ponto-a-ponto com o anterior) e a Sensação Física (o Átomo Ultérrimo Permanente que está sempre no Plano Físico Denso, na contra-parte etérica do nosso baço).

Pode ser que os Barishads estejam contidos no Átomo Ultérrimo Permanente Mental e, na verdade, sejam eles mesmos, enquanto os Agnisvâttas se encontrem no Átomo Ultérrimo Permanente Astral e Físico. Mais precisamente, pode ser que esta Tríade já venha da extinta Cadeia Planetária Lunar, onde se desenvolveu até o limite permitido naquela cadeia. Se assim é – e deve ser – estas entidades “à Forma e Semelhança de Seu Criador” já não mais são senão entidades terrestres, visto que aquela etapa evolutiva já se esgotou há muito tempo.

A Mônada Humana seria o Útero Cósmico que abriga e gesta as entidades humanas em cada Maha-Manvantara que se inicia. Ao final do ciclo evolutivo deste longuíssimo período de tempo, todas as Tríades Encarnantes retornam ao seio da Mônada Humana e ali “colorem-na” com as cores do Conhecimento e da Sabedoria que vão adquirindo através de seu longo Caminho Evolutivo.

Bom, no que diz respeito à nossa origem, isto é suficiente para que o leitor se sinta motivado a buscar por si mesmo as informações que abundam e confundem nos vários livros e nas várias publicações existentes por aí. Que cada qual encontre seu caminho, pois eles são muitos e todos levam “de retorno à Casa do Pai”.

NAMASTÊ!