Dentro mesmo de nosso Sistema Solar, nossa "casa celeste" é muito pequena. Mas será mesmo?

Dentro mesmo de nosso Sistema Solar, nossa “casa celeste” é muito pequena. Mas será mesmo? Nesta imensidão, onde se situa o Kama-Loka?

Onde fica o Kama-Loka no Espaço? Perto da Terra? Perto do Sol? Dentro ou fora do Sistema Solar? Este lugar misterioso engloba o que os cristãos dizem ser o Inferno, o Purgatório e o Céu? Há como se passar do mais denso e inferior, o Inferno ou Mundo Etérico, aos outros dois mundos (Super-etérico e Astral Inferior) e destes ao Mundo Mental Inferior? A Terra, o senhor já nos mostrou isto bem claramente e sem refutação, é infinitesimal na imensidão do Espaço. Então, o tal Kama-Loca de que tamanho é e qual sua importância para a Sinfonia da Criação? O senhor poderia esclarecer isto que, para mim, é complicado? O tema é muito interessante e creio que interessa a todos os religiosos do mundo. O kama-loka é muito discutido, mas pouco compreendido.

Eu tinha acabado de chegar do dentista, onde fui colocar um pino para uma coroa. Tinha saído de casa muito fraco devido a uma infecção virótica e tive de andar das 11 horas até às 14 horas num sol quente danado. E tudo para conseguir as tampas dos queimadores do fogão Dako, as quais viraram pó. Não encontrei e acho que vou ter de comprar outro fogão. Além disto, tive de ir até minha agência do BB a fim de registrar uma senha de 8 dígitos exigido pelo Banco para me franquear a entrada em minha conta pelo meu computador. E lá, tive de colocar o indicador para reconhecimento pelo banco. Assim, se clonarem ou roubarem meu cartão, os bandidos não vão conseguir acessar minha conta. Como se eles fizessem isto sozinhos… Um trintoitão na cabeça do sujeito e ele dá o serviço rapidinho. Depois, leva um pombo sem asa nas oiças para deixar de ser frouxo e morre ali mesmo, enquanto sua grana bate as asas para outro ninho. Enfim…

Bom, fiquei pensando um tempo, calado, se atendia ao pedido de meu amigo ou se o mandava se danar e ia deitar, que era o que meu corpo pedia desesperadamente. Mas optei por fazer um chá de alecrim bem quente.  Sentei, convidei-o a beber o chá comigo e, enfim, dei início à nossa conversa. Aliás, a um quase monólogo, pois eu falei muito mais que ele.

— Bom —, disse eu, dando início às respostas que ele me pedia. — Em primeiro lugar, vamos esclarecer que nada, absolutamente nada, existe fora do Espaço. Se o Espaço é o Criador e é o único Onipresente, Onisciente e Onipotente, dentro d’Ele está tudo e fora d’Ele não há nada. Então, aquilo que Teosofistas, Ocultistas e Budistas conhecem como Kama-Loka fica necessariamente localizado dentro do Espaço.

Agora, quanto à infinitude do planeta em que vivemos, isto é absolutamente relativo.

— Por que? Ficou muito claro em um de seus artigos que nosso planeta não tem qualquer significado diante das monstruosas estrelas que há dentro da própria Via Láctea.

A Órbita da Terra e as Estrelas Gigantes.

A Órbita da Terra e as Estrelas Gigantes. Você verá melhor mandando abrir o link em outra guia.

— Bom, se compararmos a Terra com os gigantescos corpos no Espaço, e nos centrarmos apenas em nossa percepção míope da dimensão Grandeza, então, sim, somos nada e nosso planeta, idem. Mas veja, aqui mesmo, neste momento, dentro e fora de nossos corpos, bilhões de vidas microscópicas vivem ativamente e para elas, se tivessem nossa consciência, o ambiente onde se encontram seria visto como imenso. Uma bactéria que estivesse sobre um grão de poeira, perceberia este grão de poeira como imenso, um mundo igual ao que percebemos como planeta Terra. E viveria seu curtíssimo tempo de vida acreditando estar em algo enorme. E aquele curtíssimo tempo de vida lhe seria suficiente para realizar tudo o de que necessitou, com folga, acreditando ter vivido (tomando nossa medida de tempo como sendo a dela), uma vida muito longa e proveitosa. No entanto, para nós, ela é tão insignificante, que nem a notamos. O Espaço, meu caro, não tem a percepção humana. Até porque Ele Percebe na Sétima Dimensão elevada a 823.543. Tanto no sentido macro quanto no sentido micro.

Sobre uma única célula podemos encontrar colônias de vírus e bactérias em plena atividade.

Sobre uma única célula podemos encontrar colônias de vírus e bactérias em plena atividade.

— Caramba, como o senhor sabe disto?

— É simples. E eu estou levando em conta apenas os Planos Materiais Macros e desconsiderando seus sete subplanos e, dentro destes, os sete sub-subplanos e, dentro destes, os sete sub-sub-subplanos e assim em diante até um número que nem budistas nem teosofistas são capazes de determinar. Então, se você multiplicar 7 por ele mesmo 7 vezes, vai encontrar o número que lhe pareceu enorme. No entanto, talvez eu tivesse de continuar multiplicando o número sete infinitamente para chegar a algo aproximado da capacidade perceptiva provável do Espaço.

— Meu Deus! Já de saída o senhor me jogou num abismo. Não consigo imaginar a dimensão disso aí…

— Ninguém jamais conseguiu. Acho que nem mesmo o grande Buda.

A Física já admite a ocorrência dos multiversos, que é o modo com que designa os Universos Paralelos a este em que vivemos.

A Física já admite a ocorrência dos multiversos, que é o modo com que designa os Universos Paralelos a este em que vivemos.

— E me diga: dentro destes sub-sub-sub-sub-subplanos de Matéria Cósmica, há mundos como a Terra? Quero dizer, em cada nível sutil destes infinitos subplanos materiais, há a possibilidade da existência de sistemas solares como este que nos parece único?

— A probabilidade é absolutamente total — disse eu, rindo. — Ele, O Espaço, é Onipotente, meu caro. E Onipotente quer dizer que pode tudo, absolutamente tudo. Então, por que não poderia criar trilhões e trilhões de sistemas solares similares a este nosso na escala infinitamente decrescente, tanto quanto na escala infinitamente crescente?

Meu amigo ficou com o olhar perdido no espaço diante dele. Olhos arregalados, não pestanejou por longos cinco minutos. Então, com um estremecimento do corpo, focou seu olhar em mim e disse, meio sufocado:

— Não sei se pode apreender o choque que esta sua revelação me causou. Mas estou extasiado. Jamais alguém me deu esta visão do Criador. No que entendi, para Ele não há a medida de pequeno ou de grande. Ele trabalha com medidas que fogem à compreensão humana…

— É, eu concordo com você. O que podemos aceitar como uma referência para nosso raciocínio é que, dentro da dimensão que nos cabe, estamos num planeta relativamente grande e de duração de vida suficiente para que vivamos em nosso tempo e em nossa dimensão o que os Teosofistas e Budistas chamam de Maha-Manvantara. E não um, mas vários e vários…

Papa Júlio II. Apesar de a Santa Madre Igreja impor o celibato para os padres, vários papas, como este Júlio II, tiveram dezenas de amantes. A mentira é sacramentada na Igreja que diz representar Aquele que a combateu tenazmente.

Eles, os pastores e outros semelhantes, emburrecem e freiam o Conhecimento que o Criador colocou à disposição de Sua criação.

Meu amigo recostou-se na cadeira e olhou para além. E sem me fitar, murmurou: Agora eu compreendo porque o senhor desce o malho nas religiões… Elas são antolhos horríveis que homens estúpidos nos colocam para que os sigamos em suas pequenezas”.

Eu não disse nada. Tomei um gole de meu chá, agora apenas morno, e prossegui.

— Então, procure não se situar no Espaço-Tempo a fim de ter referência de onde partir para analisar o que lhe disse e o que ainda lhe vou dizer. Apenas deixe que a informação lhe penetre e o assuma todo, sem resistir a ela. Esta é a postura de um Teosofista. Se você tentar um enquadramento da informação oculta em qualquer sistema, ela lhe fugirá até desaparecer do alcance de seu Eu Real, seu Eu Interior e Imortal. A Compreensão deve acontecer, no terreno do OCULTO, como num estalo, como num clarão súbito, que o envolve e o penetra até os mais distantes corpos sutis que o revestem. Não se assuste; não se espante; apenas se deixe assomar por ela… Pela “revelação Interior”.

— Mas isto é dificílimo!

— Ou assim, ou nada. Não há alternativa — disse eu, com um profundo suspiro. Aquele era um terreno que eu não gostava de adentrar com um leigo a tira-colo.

— Mas prometo que vou tentar. Com todo esforço que eu puder…

Ri. Ele não tinha compreendido nada. Não era possível qualquer esforço para adentrar o estado que eu lhe pedia, um estado próximo do silêncio absoluto do Espírito. Mas não tentei nem de leve um esclarecimento quanto a isto, pois não há palavras para tanto em qualquer idioma.

— Bom, se não estou enganado, sua primeira pergunta foi: Onde fica o Kama-Loka no espaço? Bem, vamos fixar-nos tão-só no Kama-Loka que nos diz respeito…

— Espere! Há outros?

Eu o olhei desanimado. Mas esclareci.

— Se há infinitos Mundos em infinitos Subplanos de Matéria Cósmica, onde, conforme a Física já admite, há cópias até iguais de nosso Universo e, nele, de nossa terra e das pessoas e demais entes que aqui vivem, então, pela lógica mais elementar deduz-se que deve haver para eles também, em seus respectivos subníveis materiais, um Kama-Loka específico.

— Faz sentido — concordou meu amigo, depois de pensar um pouco.

— Posso continuar?

— Por favor. Prometo não mais lhe interromper com questionamentos tolos.

Eu não disse nada sobre seu comentário e prossegui.

Provavelmente você nunca prestou atenção nesta informação científica, que, entretanto, está à disposição de todos nós e é de suma importância para que nos compreendamos.

Provavelmente você nunca prestou atenção nesta informação científica, que, entretanto, está à disposição de todos nós e é de suma importância para que nos compreendamos (Veja melhor mandando abrir a foto em outra guia).

— Tome o centro do Planeta Terra, seu núcleo formado de Níquel e Ferro, também conhecido pela sigla NIFE. Num esforço imaginativo demos um salto para outra dimensão, conhecida como Sub-Plano Etérico do Plano Denso de Matéria. Mesmo estando aqui, não fugimos da posição exata de onde está o NIFE. Só nos transportamos para uma contra-parte de matéria mais sutil daquele Núcleo. Nesta parte de matéria sutil, há uma correspondência átomo a átomo do NIFE com as partículas etéricas que estruturam a contra-parte Etérica, de tal modo que cada átomo de Níquel ou de Ferro se corresponde com um átomo etérico na contra-parte etérica do NIFE… Você está entendendo?

— Perfeitamente.

— Bom. O calor que há no NIFE denso de nosso Planeta não tem correspondência com a temperatura que há no NIFE da contra-parte etérica da Terra. Lá, ao contrário do que se pensa, não é quente, mas muito frio. Este frio é muito mais intenso que o que há nos pólos da Terra. E não me pergunte em quantos graus é esta diferença porque não sei como comparar os dois estados materiais em planos de densidades totalmente diferentes e onde um é como uma imagem invertida do outro. Quero dizer que tudo o que tem sinal positivo em nossa dimensão, lá tem sinal negativo. Assim, os seres que habitam aquela região tão distinta da nossa, são o reverso de nós. EM TUDO. Se pugnamos por encontrar o Bem, segundo nosso entendimento do que ele seja, eles pugnam por encontrar o Mal, também segundo nosso entendimento do que seja isto. Mas devo ressaltar que os conceitos de Bem e Mal não cabem como medida comparativa em seus significados, quando se trata de comparar dimensões diferentes em tudo. O que digo é somente ilustrativo, que fique bem claro. Apenas na região restrita do Kama-Loka existe certa correspondência, porque ali, naquele espaço, o que se encontra são Espíritos Humanos que levaram consigo os valores, as crenças e os vícios que cultivaram quando estavam sob o domínio dos seus Elementais Físicos. Agora, preste bem atenção a isto:

Como vermes, nós, humanos, nos arrastamos dentro da imundície que nos mesmos jogamos na Natureza.

Como vermes, nós, humanos, nos arrastamos dentro da imundície que nós mesmos jogamos na Natureza.

Nós somos destruidores da Natureza.  Eles são construtores dela. Se temos aparência que para nós é bela e agradável, eles têm aparência que para nós é feia e desagradável. E vice-versa. É entre eles e pelo trabalho deles que se dá o surgimento dos vários metais e das várias modalidades de terra e de pedras preciosas em nosso planeta. Ali, no NIFE, diz-se que está o Laboratório de Deus. E é certa esta afirmação. Então, aqueles seres que nos parecem estranhos e feios, são, na verdade, uma espécie bem diferente de nossa humanidade e trabalham incessantemente na transformação e na criação dos elementos químicos que vão constituir não somente nossa tabela periódica, mas também outros elementos que um dia descobriremos, se sobrevivermos ao que sobrevirá ao Planeta. E não por uma punição absurdo daquele ser a que chamam Deus, porém porque a Terra passa por ciclos de revigoramento de seu corpo. E nós, que estamos em total desarmonia com ele, somos uma “doença” que as Leis Cósmicas tratarão de eliminar.

Há Ocultistas que afirmam que os Sacerdotes Mazdeístas entraram em contato com tais entidades infernais. E foi deles, de suas representações de tais seres, que os cristãos, através dos hebreus, herdaram a crença em Diabos.

— Espere, por favor. O senhor disse “Infernais”? Então, ali é o Inferno? — Exclamou meu amigo.

— Sim, é. Mas não no sentido em que atualmente se emprega esta palavra e sim no seu sentido original, que é de o lugar mais inferior

— Ali é o Kama-loca? O lugar da morada dos demônios?

Eu o olhei de cenho franzido. Ele, então, compreendeu meu olhar e riu desconcertado, justificando-se dizendo que a tendência geral é pensar que o Kama-Loka é o correspondente ao Inferno Cristão.

— Eu lhe disse que deixasse a informação tomá-lo por inteiro. Esqueceu-se?

Ele deu um sorriso meio sem graça e assentiu com um meneio de cabeça. Fiquei a olhá-lo por um momento, em silêncio, e retomei minha descrição.

Em tudo há o Bem e o Mal. Da inocente papoula nós aprendemos a extrair drogas que nos escravizam e nos destroem.

Em tudo há o Bem e o Mal. Da inocente papoula nós aprendemos a extrair drogas que nos escravizam e nos destroem.

— Aquele ambiente totalmente contrário ao nosso não pode funcionar como Kama-Loca no Mundo Etérico. Os que, invertendo tudo o que deveriam cultivar aqui, na superfície, enveredaram pela vida totalmente voltada para o prazer grosseiro, como o tabagismo, a drogadicção, os atos de corrupção consciente e gananciosa, a mentira maldosa, o assassinato, a vida libidinosa desregrada, a inversão sexual, o apego a tudo o que é supérfluo e terreno, em detrimento de valores mais sutis e espirituais, todas estas pessoas e muito mais, quando desencarnam, são atraídas para as regiões infernais terrestres. Mas a estrutura de seus Duplos Etéricos só agüenta, sem ser danificada, descer até o terceiro círculo infernal (que corresponde ao sétimo, quando contados do NIFE para a superfície). Do sexto em diante, o Duplo começa a sofrer avarias irrecuperáveis e não há retorno para o Espirito. Ou seja: a partir do Sexto Círculo Infernal, o Espírito humano morre…

Corrupção, ganância, mentira, olho no bem comum e muito mais, eis um lídimo representante destes desvios morais e éticos repugnantes.

Corrupção, ganância, mentira, olho no bem comum e muito mais, eis um lídimo representante destes desvios morais e éticos repugnantes.

— Regiões? Quer dizer que há mais de uma? — cortou-me ele, excitado.

— Bom, a grosso modo, sim. O Duplo Etérico da Terra começa no seu interior, no NIFE, e vai até a fronteira limite entre os planetas Terra e Marte...

— Desculpe-me, mas não há a lua entre estes dois planetas? A Lua é considerada um planeta, na Astrologia.

— Eu não estou falando de Astrologia, meu caro. A Lua não é senão o cadáver em decomposição de um glóbulo denso que existiu numa Cadeia Planetária anterior a esta, de nossa atual Terra, em um Maha-Manvatara há muito já passado. Mas este assunto não cabe aqui, pois há muitas perguntas que vão de encontro à tese defendida por uma grande parcela de Teosofistas e Ocultistas sobre a Lua. Por agora, basta que aceite que a Lua é um cadáver que se desfaz lentamente.

Ele me olhou com uma pergunta pronta para ser feita, mas meu olhar de advertência o inibiu e eu continuei.

— No caso em que estamos trabalhando, o Duplo Etérico da Terra só tem interesse até sua nona esfera…

— Não entendi.

Para os cristãos, os Elementais das entranhas da Terra são diabos que, quando pegam um Espírito humano, torturam-no cruelmente.  Na verdade, eles não podem fazer isto, pois não podem interagir com nossa espécie.

Para os cristãos, os Elementais das entranhas da Terra são diabos que, quando pegam um Espírito humano, torturam-no cruelmente. Na verdade, eles não podem fazer isto, pois não podem interagir com nossa espécie.

— Já ia explicar. A partir de sete metros acima da superfície da Terra e considerando o pico do Evereste como o início, a Terra Etérica é dividida em Nove Círculos. Na medida em que a gente se aprofunda em direção ao NIFE, os Círculos vão surgindo. A cada um a densidade da matéria etérica é maior e, logicamente, mais “pesada”. A mais densa e a que está mais próxima de nossa realidade é justamente a do centro do nosso planeta, aquela da bola de NIFE. Possivelmente ali a diferença de densidade entre a matéria terrestre e a Etérica seja muito pouca, de tal modo que quem consiga se projetar pela terceira visão até o centro do planete pode enxergar os seres que lá trabalham e vice-versa. Em seu trabalho constante e ininterrupto, aqueles seres criam os átomos densos, químicos, constituintes dos Elementos da Tabela Periódica, a partir dos átomos densos do nono Círculo Infernal Etérico, visto que estes átomos estão bem próximos da dimensão física densa.

Se é verdade que os sacerdotes mazdeístas chegaram a interagir com aqueles seres no mais denso Círculo Infernal, então, abriram um portal nada recomendável para a Humanidade. Atraídos pela curiosidade, os seres infernais de algum modo ascenderam até o sétimo círculo, aquele que, supõem algumas correntes Ocultistas e mesmo Budistas, eles puderam suportar. E, então, tomaram consciência de nossa existência e se interessaram pelos “mortos” que desceram até aquele círculo por força de seus vícios e de sua cegueira Espiritual. E tal interesse foi desastroso para os Espíritos que para lá foram depois do desencarne, pois os Elementais do Primeiro Círculo Infernal os têm por “seres defeituosos” e, por isto, os perseguem para os reduzir à matéria primordial a fim de serem refeitos. Para a sorte dos que ali vivem, os Elementais, no Sétimo Círculo Infernal, não têm a força e o Poder que possuem em seu habitat natural. Mesmo assim, causam grande sofrimento e despertam grande terror nos Espíritos humanos infelizes que para ali desceram. E ali é o Primeiro Círculo do Kama-Loka do Espírito Humano. O mais baixo e o mais denso a que o Espírito Humano pode suportar sem ser danificado irreversivelmente em seu envoltório Etérico-Astral.

Telas de cinema e de TV pululam com criações de mentes distorcidas, como as aqui mostradas.

Telas de cinema e de TV pululam com criações de mentes distorcidas, como as aqui mostradas. A atração mórbida por tais monstros vêm da influência dos Elementais da Nona Esfera inferior, ou são resultantes de Identidades doentes, como defenda a Psicologia? Você decide com qual hipótese ficar.

Ultimamente, afirmam algumas correntes mais “modernas” do Ocultismo, as más emanações destes Elementais infernais estão influindo na psique humana, daí o apego que tendemos a apresentar por temas mórbidos nas artes, como o cinema, onde imperam filmes absurdos, como os sobre “mortos-vivos” e as séries sobre assassinatos horríveis, que são temas costumeiros na AXN, por exemplo. A influência deles também é percebida na literatura mundial, na pintura e na escultura, que tendem quase totalmente para o mórbido e o doentio e disforme.

A pergunta é: Influência de seres infernais ou desequilíbrio doentio da Identidade de algumas pessoas que não suportaram os desvios de nossa Sociedade emocionalmente, moralmente e eticamente desequilibrada?

O Kama-Loca Etérico tem início, então, no sétimo círculo infernal, quando contados do mais denso, o NIFE, para o mais sutil, aquele cujo limite está a sete metros acima do pico do Monte Evereste. O Sétimo Circulo Infernal é o mais pesado, o de maior sofrimento e desespero para o Espírito que cai ali. O oitavo Círculo Infernal já é menos denso e menos desesperador, mas isto não significa que nele os Espíritos “caídos” não passem por situações altamente angustiantes e dolorosas. Já o nono e último Círculo Infernal, o que vai até sete metros acima do pico do Monte Evereste, oferece situações desagradáveis, mas suportáveis pelos Espíritos que ali caíram. Na verdade, não há uma queda, a rigor, pois este Nono Nível Infernal abarca todo o Etérico que nos envolve. Por isto é que os Espíritas afirmam que os mortos vivem entre nós. E vivem, sim. Mas são os que estão “condenados” ao Nono Círculo Infernal, se contarmos a partir do NIFE. Aqui há muitos que transitam por nossas ruas e passam através de nossos corpos densos sem que nós os percebamos e vice-versa. E é onde vivem aqueles espíritos desencarnados que, na Umbanda, se apresentam como Exus batizados. No nono círculo infernal, a contar de baixo para cima, há réplica integral de tudo o que existe sobre a superfície densa da Terra. As cidades são cópias integrais daquelas que nós, que nos dizemos “vivos”, construímos. E nelas há todos os dramas que vivemos, de modo que, quem desencarna e permanece no Nono Círculo Infernal apenas muda de estado material e quase sempre custa a perceber que está “morto”.

A Cidade dos Espíritos "bons", conhecida como NOSSO LAR entre os Espiritistas.

A Cidade dos Espíritos “bons”, conhecida como NOSSO LAR entre os Espiritistas.

— Então — disse meu amigo —, é aí que se encontra a tal cidade chamada NOSSO LAR, sobre a qual se afirma que os desencarnados tanto escrevem informando sobre ela?

— Não, não. “Nosso Lar” se encontra no mesmo Plano em relação a superfície da Terra, mas está construída no Terceiro Subnível do Nível de Matéria Astral, contados a partir do mais denso até o mais sutil, o Sétimo Sub-nível.

— Como assim “no mesmo plano”? Eu não entendi.

— Quero dizer que entremeado com o Mundo Etérico há o Mundo Astral. E este Mundo Astral tem correspondência direta com os Mundos Etéricos segundo seus níveis de densidade atômica. Ou seja, se uma entidade humana está no Nono Subnível Etérico, isto é, no subnível menos denso do Sub-Plano de Matéria Etérica, o Kama-Loka mais leve em assuntos de purgação de culpas, está “misturado” com os que se encontram na cidade conhecida como NOSSO LAR. Só que, tal e qual acontece relativamente a nós, que não os percebemos nem os sentimos ao nosso lado, eles também não se vêem nem se tocam. Os que vivem no Mundo Etérico,  Nono Sub-nível Etérico, não tomam conhecimento dos que vivem no Mundo Astral, Terceiro Sub-nível, embora transitem no mesmo Plano Espacial. Está entendendo?

Ele pensou um pouco, coçou a cabeça e disse, hesitante, que sim. Então, fiz uma pausa, terminei de tomar meu chá, agora totalmente frio, e propus que parássemos neste ponto. Eu sabia que lhe tinha dado uma quantidade muito grande de informações e que elas eram difíceis de serem pensadas. Ele teria de ter um tempo para absorver tudo. Ele, por sua parte, propôs que eu colocasse nossa conversa em um artigo no meu Blog, pois assim, ele teria onde consultar tudo, várias vezes, até compreender e apreender todo o sentido das informações que eu lhe tinha dado. Só me pediu que não citasse seu nome, considerando sua profissão.

Faço como combinamos. Seu nome não é citado.