Decrépito, com tudo despencando, ei-lo que está novamente às voltas com dona Justa. Agora, ficou comprovado que ele tem, sim, uma dinheirama roubada dos paulistas e escondida numa Offshore fora do Brasil.

Putzgrila! Eu estou ficando caquético e não consigo ir gastar “meus” milhões lá no exterior. Tenho de dar um jeito nisto…”

Talvez você não tenha lido a Folha de São Paulo, de hoje. Por isto, aqui vai um excerto que retirei daquele excelente jornal:O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) quer voltar a viajar para o exterior sem correr o risco de ser preso. Seus advogados em Nova York propuseram um acordo à Promotoria daquela cidade, pelo qual Maluf pagaria uma multa de US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões) para se livrar de uma ordem de prisão preventiva decretada em 2007″. Só para lhe refrescar a memória, Malufinho é acusado de ter desviado US$ 340 milhões (R$ 758 milhões) de duas grandes obras que fez quando foi prefeito de São Paulo: o túnel Ayrton Senna e a atual avenida Jornalista Roberto Marinho.

"Paizão, tira a gente dessa! Afinal, você ainda é o Maluf, tá lembrado?"

“Paizão, tira a gente dessa! Afinal, você ainda é o Maluf, tá lembrado?”

Informa a Folha que desde 2007, Paulo Maluf e seu filho Flávio (Malufinho e Flavinho, uma duplinha safadinha) são réus nos Estados Unidos sob acusação de roubo, fraude e lavagem de dinheiro. No mesmo ano, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça de lá. Vai daí que a dupla se escafedeu dos EUA e veio se ocultar aqui, na Caverna de Ali-Babá.

Mesmo sendo Psicólogo, Teosofista, Espírita e Taoísta, entre outras coisas, ainda não compreendo que uma pessoa compre o inferno em vida para si só pela ganância, cometendo crime hediondo contra uma cidade inteira – a maior de um país. Compreendo que, premido pelo medo e tendo de viver dependurado em ansiolíticos, o sujeito tente fugir ao castigo porque, como todo covarde, ele apenas tem olhos e resistência para o crime livre de punições. Quando estas chegam, aí ele corre como coelho e se esconde onde pode, mesmo que desmoralize, com sua presença, uma das três mais altas casas do Poder de uma Nação.

"Se avexe não, esse bichim! Eu sei quem é corrupto lá, também. E vou chegar até eles, pode acreditar!"

“Se avexe não, esse bichim! Eu sei quem é corrupto lá, também. E vou chegar até eles, pode acreditar!”

Mas o que me espanta é que nada, absolutamente nada foi feito contra a presença de uma pessoa com prisão decretada em outro país por crime que lá cometeu. Maluf continua Deputado e vai muito bem, obrigado. Mesmo com a aprovação da Lei da Ficha Limpa, este Ficha Mais Que Suja continua posando de Insolência e arrotando grosso a torto e a direito. 

Isto é Brasil-il-il-il!

Que tipo de gente nós colocamos lá em cima que acoberta e aceita que um ladrão como Maluf se mantenha no nosso Poder Maior? A resposta é: nenhum político pode fazer nada, pois atrás do sujeito há um PARTIDO POLÍTICO que lhe é fiel. Nos tempos áureos, seu êmulo lhe encheu os cofres com muito dim-dim. Então, a fidelidade partidária aqui tem seu valor. O Partido protege o criminoso até mesmo contra a Lei. Vêem só, como nosso inimigo maior não é o minhoca Polititica, mas o que está por detrás dele – o Partido Político?

O Partido que sustenta o Malufão é o PP (curiosamente a sigla serve como uma luva para “Político Podre”). Mesmo caçado pela INTERPOL há vários anos, o sujeito continua pregado num cadeira de Deputado e de lá ninguém o tira. Quando chegam as eleições, mesmo que os brasileiros não votem nele, há os que votam em candidatos do “POLÍTICO PODRE”. Pronto! O Malufão está garantido, pois o Partido remaneja os votos de seus candidatos fracos e os credita à conta do Maior Larápio do Brasil (até o momento, pois a concorrência é grande).

É isto aí, cambada. Ou a gente começa a batalhar para reduzir o Poder dos Partidos Políticos nas nossas Casas Legislativas, ou vamos todos para o brejo – com vaca e bezerros e toda a fazenda.

"Diabo, e se os corruptos de lá não se venderem assim, facilmente, como acontece aqui?"

“Diabo, e se os corruptos de lá não se venderem assim, facilmente, como acontece aqui? Mas americano é doido por jóias. Vão-se os anéis, mas fica a liberdade pra mim e isto é o que importa”

O Malufão é tão ousado que mandou fazer uma oferta de um milhão de dólares à Justiça Americana para que ela dê por encerrada a caçada que lhe move. A pergunta é: de quem é esse dinheiro? Dele é que não é, pois, como todo corrupto que se presa, Maluf jamais abriria mão de uma quantia tão vultosa para se livrar da cadeia no exterior. Ele sabe que, aqui, entre nós, ele é Insolência e pode flanar por qualquer Estado e freqüentar qualquer lugar turístico brasileiro. Mas, também como todo imbecil, ele anseia por ir gastar o dinheiro roubado dos cofres paulistanos lá no Exterior, só para poder se sentir “grande”, “poderoso”. Ele se esquece que já está caquético, que dona Magra já amola sua foice com olho no pescoço do freguês. E ele é justamente este freguês.

Como será que o Malufão pensa fazer para levar pro outro lado as “verdinhas” que acumulou algures, no Exterior? Não duvidem. Sei que ninguém conseguiu tamanha proeza, mas não se diz que há sempre uma primeira vez? E o Malufão é bem capaz de chegar lá em cima com as meias e as cuecas empanturradas de verdinhas, podem crer…