Esta representação inconscientemente caracteriza o Ser Humano diante do Mistério Insondável que é a Criação e Seu Criador.

Esta representação inconscientemente caracteriza o Ser Humano diante do Mistério Insondável que é a Criação e Seu Criador.

A resposta mais óbvia é: somos a máxima criação de Deus para este planeta. Somos mesmo? Por que? O que nos garante isto, senão nossa própria presunção de importância? Do ponto de vista de nossa Ciência em seu ramo da Antropologia Comparada, somos a mais fraca espécie que já existiu, até agora, sobre a crosta da Terra. Até o escaravelho é centenas de vezes mais forte que um ser humano. Nem de longe nos comparamos às baratas no quesito sobrevivência, pois este inseto sobrevive até mesmo à terrível bomba atômica, que nossa estupidez ou ignorância criou contra nossa própria espécie. Somos tão estúpidos que somos a única espécie sobre a Terra que foi capaz de transformar a própria Natureza em sua inimiga.

E nos presumimos o mimo do Criador sobre a face da Terra…

Na Sinfonia da Criação somos uma nota dissonante...

Na Sinfonia da Criação somos uma nota dissonante…

Que instrumento somos nós na Sinfonia da Criação Cósmica? Uma nota dissonante, não um instrumento, eis a resposta que encontro para esta pergunta. É isto o que descobrimos que somos, quando a gente se debruça a observar a Sinfonia da Criação Cósmica. Furiosamente nós atacamos e modificamos a crosta terrestre. Extinguimos espécies; lançamos em mutação a outras; alteramos a genética de milhares de outras e destruímos os ecossistemas mais depressa do que um câncer destrói um corpo ao qual ataca.

O planeta, atacado virulentamente por nossa espécie estranha à sua sinfonia natural, acelera sua rotação, altera seu sistema climático e, com isto, força todas as espécies de vida a uma corrida adaptativa na qual, quem não tem fôlego, fica pelo caminho. Se extingue. Mas a Vida jamais pode ser vencida em sua manifestação, assim, com certeza haverá mutações adaptativas. Mas o que resultará disto? Que novas espécies surgirão e como será a convivência com os virulentos humanos?

Eis um dos resultados de nossa ação nefasta sobre este planeta. Que tristeza...

Eis um dos resultados de nossa ação nefasta sobre este planeta. Que tristeza… Ele não compreende nem pode-se defender.

Estamos vivendo o início desta aceleração mutacional geral e somos partícipes desastrados de seu acontecimento. Mesmo que um homem sábio do passado tenha dito que “não cai uma folha do galho de uma árvore que não seja pela Vontade do Pai”, ainda assim é difícil aceitar que sejamos, por Sua Vontade, a espécie mais desastrosa que foi plantada neste minúsculo grão de pó chamado Terra.

E eis que surge outra pergunta inquietante: por que este minúsculo grão de pó foi criado em meio a montanhas espantosas que denominados Planetas ou Estrelas, diante das quais nem mesmo temos existência? 

Por que pensamos que vivemos muito tempo, quando, na verdade, nossa existência tem duração menor do que o piscar de um olho?

E neste curtíssimo espaço de tempo fazemos maravilhas. Boas e Más.

É espantoso!

Heinrich Himmler, o "Mago Negro" que planejou a maldita "Solução Final" para a eliminação dos Judeus e demais membros das raças "inferiores".

Nós nos fantasiamos e à fantasia damos foros de Poder. E com este falso poder cometemos as maiores atrocidades…

Vivemos numa luta perene contra nosso incomensurável impulso à destruição. A Natureza nos fez os mais fracos porque, sábia, ela assim nos obriga a vivemos em grupos. Não por Amor, mas por Medo. Medo ao escuro; medo às feras; medo às reações violentas do planeta em suas alteações naturais ao seu processo de amadurecimento e envelhecimento. Medo aos de nossa própria espécie. Ainda assim, o Medo nos obriga à procura de nossos semelhantes. E para convivermos em paz, relativamente em paz entre nós, criamos um milhão de “modus operandi” que terminaram por dar origem a coisas insubstantivas, como Ética e Moral. Ainda assim, temos necessidade de algo além disto. Algo que o Medo nos fez criar e a que chamamos Deus, Olorum, Alá, Kami Samá, Tupã, Guaraci etc…

Um Pai.

Um Arquétipo.

Algo que está além da forma, logo, além da percepção sensitiva. Pode ser intuído e nada mais.. 

Em outras palavras, algo que não pode ter existência material neste mundo de matéria densa, mas que de algum modo é a imagem “convexamente” aumentada daquele ser ideal em que todo homem se transforma quando gera outro ser semelhante a si mesmo.

E por ser criado à imagem e semelhança do homem, aquele Pai Arquetípico tem seus defeitos e suas virtudes, não mais nem menos.

E a esta entidade oniróide transformamos em Deus, um ser onírico a ser temido e amado simultaneamente. Uma antítese só possível na dimensão humana.

Eles dão sobejos sinais de que também pensam e têm alguma consciência de si mesmos. Por que os negamos? Tememos admitir isto?

Eles dão sobejos sinais de que também pensam e têm alguma consciência de si mesmos. Por que os negamos? Tememos admitir isto?

Arrogantemente nós nos afirmamos sermos a única espécie que tem consciência de si mesma. Mas será verdade? Dizemos desde eras priscas que somos a única espécie capaz de raciocinar e de amar. No entanto, o cão demonstra sobejamente que também sabe raciocinar e sua capacidade de amar supera a nossa em abundância. Eles amam com sinceridade e fidelidade. E é assim com os golfinhos. Nós, ao contrário, amamos com mentira e infidelidade à toda prova.

E temos o galardão de sermos a única espécie que caça e mata os seus semelhantes gratuitamente, sem razão objetiva, mas subjetiva. Criamos argumentos vazios e a eles emprestamos fôros de verdade, como acontece com os fundamentalistas religiosos. E a partir daí, passamos a nos matar com as mais estúpidas desculpas para esta brutalidade bárbara.

Eu chego a pensar que não somos senão prisioneiros, condenados a este minúsculo grão de pó exatamente porque não nos adaptamos à Sinfonia da Criação nem, muito menos, às boas intenções do Criador.

Não passamos de condenados cósmicos…

Isto causa arrepio na gente, mas é uma hipótese plausível, não é?

Um Ocultista disse que assim como é em cima é embaixo. Mas não seria o contrário: assim como é em baixo é em cima? Tudo o que criamos aqui em baixo, de algum modo “descobrimos” reflexos disto lá “em cima”. E estas descobertas bem podem refletir nossa criatividade imaginativa atuando lá em cima…

No próprio Pai Arquetípico há reflexos de nossas criações cá em baixo…

Afinal, quem somos nós?