BURRO:"Acho que ele está falando mal dos teus balões!" SHREK: "Ele nunca viu meus balões!"

BURRO:”Acho que ele está falando mal dos teus balões!”
SHREK: “Ele nunca viu meus balões!”

Há mais ou menos dois anos tenho andado com umas terríveis crises de gases. Geralmente ela explode quando janto ou como alguma coisa à noitinha. Começo a arrotar e a soltar flátulos sem controle. Meu abdômen incha como se fosse um balão e a dor que se espalha pelo tórax é indescritível. Acho que algo semelhante devem sentir aqueles sapos do Schrek  quando o ogro os faz de balões.

Bom, ano passado, em abril, tirei a vesícula. Estava entupidinha de pedras. Disseram-me que meus dissabores viscerais cessariam. Foi verdade por quatro meses e, então, as crises de gases retornaram. E a cada mês que se passava ficava pior. Neste mês de agosto passei quatro noites alternadas sem dormir, andando pela casa, quase chorando de dor no tronco devido aos gases que se acumulavam nele com grande intensidade. Quem nunca sofreu isto não faz idéia de como é terrível. A gente não pode sentar; a gente não pode deitar. A gente pode apenas andar de um lado para outro tentando arrotar para aliviar o inchaço e as dores, que logo retornam com força total.

Meu plano de saúde, como acontece sem que os des-Governos brasileiros tomem qualquer atitute em defesa do “consumidor”, saltou de R$ 600,00/mês para imorais a acintosos R$ 900,00/mês. E isto sem direito a nadica de nada, exceto pagar e pronto. Quando faço uma consulta médica tenho de entrar com 20% do valor. Como em Goiás as consultas médicas estão em média no valor de R$ 300,00, além dos R$ 900,00 limpos e secos que entrego mensalmente ao Plano de Saúde, ainda tenho de reembolsar em média R$ 60,00 por consulta. Nos meses em que tive nada menos que dez consultas médicas (antes da intervenção cirúrgica), lá se foram mais R$ 600,00 para o tal Plano (acho que Plano quer dizer “como arrancar mais dinheiro dos Zé Nings acobertado pelos des-Governos que eles mesmos elegem).

Mas vamos deixar a roubalheira pra lá que falar nela é escrever alentado volume de mais de 10.000 páginas e ainda fica faltando papel para continuar.

Eu, no Santa Helena, tomando soro para aliviar  a crise de gases. Uma hora e meia com a agulha no braço.

Eu, no Santa Helena, tomando soro para aliviar a crise de gases. Uma hora e meia com a agulha no braço.

Voltando à minha finada vesícula, ela se foi e os gases ficaram. Não sei quantas vezes fui parar no Pronto Socorro do Hospital Santa Helena sofrendo dores atrozes dos benditos gases, cuja fábrica, acho eu, um estrangeiro burro e apressado implantou em meu abdômen pensando que era mais um a vir arrancar fortuna às nossas custas (vejam o caso de nossas Telecomunicações e de nossa Petrobrás, para citar apenas os mais badalados. Nas teles, só dá portugueses e espanhóis enchendo a burra às nossas custas).

E eis que vieram os casamentos de meus dois filhos. Um corre-corre danado. Desencontros, alegrias e contrariedades. Parentes à mão-cheia chegando do Rio de Janeiro e se hospedando em hotéis da cidade, visto que minha casa não comportaria todos eles. Mal terminou o casamento da filha e já o filho engajou o seu. E foi novo corre-corre. E eu no meio dele. Finalmente, quando tudo parecia acalmado e todos se foram, ficando tão-só a cunhada de quem mais gosto, eis que ela decide ir ao Centro Espírita Bezerra de Menezes ver se conseguia se livrar da maldita alergia que a tortura há mais de trinta anos. É médica e há dias em que vai para o trabalho se arrastando como uma lesma de tão atacada pelo mal considerado incurável pela Medicina tradicional.

Penalizado com isto, eu insisti durante meses para que ela viesse tentar uma cirurgia espiritual. Ela hesitou, hesitou, hesitou e, finalmente, já que havia vindo para os casórios, decidiu ficar mais uma semana e ir ao Centro Espírita Bezerra de Menezes.

E fui eu quem a levou.

Lá chegamos às 5 horas da manhã e já encontramos aquela fila de Zé Nings com as mais diversas afecções. Entramos na fila, fizemos a ficha de atendimento (e ela me convenceu a também fazer uma consulta, apesar de eu não desejar isto. Entretanto, ela pagou a ficha e eu tive de aceitar) e retornamos à noite para o passe magnético. No dia seguinte, quarta-feira passada, isto é, ontem, lá fomos nós de volta ao Centro. Seis horas da manhã chegamos lá. Minhas cirurgias ficaram em R$ 200,00 (dinheiro que é destinado à compra de gases, algodão, iodo, esparadrapo, agulhas, seringas etc, etc, etc… tudo usado nas, em média, 300 cirurgias por dia em que elas são realizadas).

Na consulta realizada na terça-feira, eu, maldosamente, não me identifiquei. Não disse que já trabalhara como auxiliar por oito meses, quando, então, entrei em desavença com o médium e caí fora. Apenas estendi o braço para que o espírito incorporado no médium me fizesse a “leitura” das condições de higidez”. Ele não me olhou. Estava de cabeça baixa escrevendo no receituário. Li ali os números 1 e 2 circulados. Só então ele pegou meu pulso e, sem me olhar, pediu: “Mostre-me suas pernas”. Fiquei de pé e suspendi as pernas das calças. Ele olhou para meu joelho direito que tem andado inflamado e doendo muito, com ferroadas que às vezes me jogam no chão, e perghuntou: “Você já foi cirurgiado aqui?” Eu lhe respondi que sim. “Em quê?” Tornou a perguntar. Respondi que já tinha sido operado de câncer de próstata, de uma tendinite crônica no joelho direito e sido curado de uma alergia violenta, a famosa “febre do feno”, que estava-me matando. Ele sorriu e disse: “Câncer… Você nunca morrerá por isto”. Perguntei se meu joelho era recidiva da tendinite e ele me informou que não. Eu andara batendo com ele com violência (em lutas) e isto havia fissurado meu menisco que, agora, estava com calosidade e afetando o tendão. Quanto às crises de gases a origem era uma hérnia de hiato.

Operei de ambos e, agora, estou de molho. De ontem para hoje dormi como há muito tempo não dormia devido à maldita hérnia de hiato. A boca do estômago ficava tão dolorida que eu não tinha modo de deitar que não causasse dor e incômodo. A noite de ontem foi aquele sossego. Dormi profundamente e a noite toda em paz, graças a Deus e ao Espírito que se identifica como Dr. Renato. Mas ainda não estou podendo sentar para escrever, por isto tenho de dar uma paradinha na enxurrada de artigos que escrevo. Mas vou voltar à carga, logo, logo.

Me aguardem…