No fundo de todos os corações, principalmente dos que já viram a "Magra" gargalhando bem perto, há o medo. E o Medo açula a Fantasia...

A distinta acima só apavora de verdade ao ELEMENTAL FÍSICO.

Vimos, até aqui, que não passamos para o outro lado “limpo e seco”. Levamos conosco todos os nossos vícios e todos os nossos defeitos. Muita gente sabe disto, mas toda esta gente não se preocupa a mínima com o resultado que tal peso vai acarretar do lado de lá e isto é que é grave.

A “morte” é só de nosso Elemental Físico, e isto também já sabemos. Nosso Duplo Etérico, impregnado por nossa IDENTIDADE, vai inteirinho para o outro lado e com ele também vai nosso psiquismo, ou seja: este conjunto constrói o que se conhece como ALMA MORTAL, E esta “alma” é somente um “fantasma” que se destina à extinção, para que o Espírito consiga se estimulado, pois enquanto ela permanece ativa, ele permanece dormindo.

Agora, vamos comentar trechos do livro que escolhi – PESSOAS DE ANDRÉ – para ver que a impressão que se tem de que os ESPÍRITOS que trabalham nas casas espíritas ainda estão fortemente impregnados pelo nosso psiquismo ou nossa Alma Mortal é bem pregnante nele.

Eis um Hospital na terra que bem pode ser modelo para um do Super-Etérico.

Eis um Hospital na terra que bem pode ser modelo para um do Super-Etérico.

Tomemos o seguinte trecho, que aborda a estada de André Luiz no Umbral:

“Como estivesse exaurido e doente, André foi internado em um hospital. A visita do médico Henrique de Luna o surpreendeu. Após exame meticuloso foi considerado suicida. “Suicida?” — Perguntou com espanto. O médico (…)  informou-lhe que seu aparelho gástrico fôra destruído à custa de excessos na alimentação e bebidas alcoólicas; que a sífilis devorara-lhe as energias essenciais. Havia desperdiçado os preciosos patrimônios da experiência física, por isso foi considerado suicida” (pg. 13).

NOTA: As reticências entre parênteses indicam que eu corrigi erro no texto.

Ressaltemos os trechos “foi internado em um hospital” ; “exame meticuloso”; e “aparelho gástrico destruído”.

Se André Luiz tivesse ido diretamente para um Mundo realmente Espiritual, onde os verdadeiros Espíritos vivem, não teria qualquer razão a construção de um hospital; não teria sentido a realização de um “exame meticuloso” em seu Duplo, nem haveria qualquer preocupação com “aparelho gástrico”. Todos estes itens nos mostram que não estamos verdadeiramente em um Mundo Espiritual e, sim, na dimensão da Matéria do Sub-Plano Super-Etérico. Aqui, considerando que esta matéria é bem mais sutil e bem menos “suja” que a Matéria do Sub-Plano Etérico, é possível aos Duplos desencarnados construírem hospitais, cidades, praças etc…, assim como se organizarem ao estilo da Sociedade “cá de baixo”, isto é, com organizações e hierarquias totalmente sociais.

O Arcanjo Gabriel é o escudeiro-mór do Criador E seu mundo está muito acima daqueles que a Alma Humana Purificada pode alcançar..

O Arcanjo Gabriel é o escudeiro-mór do Criador E seu mundo está muito acima daqueles que a Alma Humana Purificada pode alcançar…

Podemos aceitar este estado intermediário da Vida Após a Sepultura como um estágio a que a Igreja Católica denomina de Purgatório. E verdadeiramente, segundo o que se lê em todos os livros ditados por espíritos desencarnados, o que acontece ali é a purgação da sujidade que seguiu o Duplo após a perda do Elemental Físico de que se revestiu durante alguns anos entre os encarnados.

Vejamos outro trecho ainda com respeito à situação de André Luiz após seu desencarne.

“Atravessou extensos corredores e desceu enorme escadaria que dava acesso aos pavimentos inferiores. Uma série de câmaras vastas, ligadas entre si, ostentava numerosas filas de camas repletas de verdadeiros despojos humanos. O ambiente era desagradável devido às emanações mentais dos que ali se encontravam. Esse local era conhecido como Câmaras de Retificação. Sua localização esta em maior proximidade com o UMBRAL, pois as pessoas, ali assistidas, não tolerariam as luzes e a atmosfera da cidade” (pg. 15).

Ressaltemos os trechos: “extensos corredores”; enorme escadaria”; filas de camas repletas de verdadeiros despojos humanos”; “ambiente desagradável devido às emanações mentais”: “proximidade com o UMBRAL”.

Nos trechos ressaltados se ratifica a percepção de que não estamos entre espíritos, mas entre Duplos Etéricos. Uns, os “médicos”, já se livraram das influências negativas e das sujidades psicoemocionais que portavam quando chegaram ao “Nosso Lar”; outros, os “despojos humanos”, ainda estão prenhes de todos os vícios e defeitos morais e físicos que adquiriram quando viviam entre os encarnados. A informação de que há corredores e escadarias e camas, nos dizem que estamos dentro de uma réplica de construção densa. Uma estrutura elaborada de conformidade com o que há na face do planeta, entre os encarnados. Corredores e escadarias implicam paredes e argamassa, coisa que se pode construir na matéria etérica apenas com a força da Mente livre de defeitos e vícios terrenos.

Vovozona em estado de desorientação.

Vovozona em estado de desorientação. Só que aqui, ela ainda está entre nós…

A lógica nos diz que se alguém está num estado de desorientação, após a perda do Elemental Físico, e que não tem nenhuma informação daqueles locais estranhos e inacreditáveis para ele, é necessário que a transição para um mundo de Luz, como verdadeiramente deve ser aquele onde habitam as “Centelhas Divinas” que nos dão existência, exista, seja construído de alguma forma. Isto reduz muito o choque terrível, principalmente para os que não acreditam que suas vidas possam continuar além dos sete palmos de terra do cemitério.

Notemos que é colocada a consciência, o conhecimento de que há uma fronteira entre a Matéria do Sub-Plano Etérico e aquela do Sub-Plano Super-Etérico e esta consciência está na construção das câmaras de tratamento bem próximas do que lá entre eles é chamado de UMBRAL.

Vamos a mais um excerto do texto escolhido:

“Apresentando melhoras, o paciente foi passear pela cidade, acompanhado por seu enfermeiro. Extasiou-se ao visitar a praça principal, a da Governadoria, onde se erguem os edifícios dos seis ministérios: Regeneração, Auxílio, Comunicações, Esclarecimento, Elevação e União Divina. Os quatro primeiros mais ligados aos planos inferiores; os dois últimos, aos superiores. Não menos perplexo, tomou o aeróbus, grande e veloz veículo para transporte urbano. Após 40 minutos chegaram ao Parque das Águas… (pg. 14)”.  

Estre excerto contém uma quantidade grande de citações de construções e organizações que em nada diferem das que há aqui “em baixo”. Estamos, pois, diante de uma realidade além desta que nos é perceptível pelos nossos pobres cinco sentidos sensoriais de nosso Elemental Físico.

O que vemos, em livros como este da Dra. Scoqui, é que há algo além de nós. Algo que transcende à nossa percepção sensorial, mas não à nossa compreensão intelectual, pois se o microscópio eletrônico nos revela mundos intensamente ativos aqui mesmo, entre nós, os quais não podemos ver nem sentir diretamente, não há porque duvidar da existência de um mundo onde seres que aparentemente morreram aqui, vivam intensamente lá. Só que a tomada de consciência da existência de tais mundos além-túmulo, nos deve colocar em alerta total para determinadas ramificações do Espiritismo. Se aquele de mesa, dito kardecista, está diretamente vinculado às entidades desencarnadas que, embora mantendo ainda a Identidade Terrena, já a depuraram de enorme gama de vícios e defeitos, tornando-a melhores conselheiras para nós, que ainda estamos cá em baixo, aqueles ditos de terreiros podem ter perigos dos quais poucos falam.

Diz a TEOSOFIA que não morremos apenas na “carne”. Morremos, na verdade, sete vezes. Uma na carne e umaa no etérico; outra no astral, outra no mental, outra no intuicional, outra no búdico, outra no espiritual e outra no divino.

A morte na carne leva o corpo denso a se decompor sem ter mais qualquer mínima ligação com o nosso Eu, ainda que seja aquele a que chamamos de IDENTIDADE. O Elemental Físico, sendo uma entidade da Terra, a ela deve retornar e, por isto, uma vez separado do Duplo Etérico, não mais resta entre ele e o Duplo qualquer mínima ligação.

Mas a morte no Duplo Etérico é complicada, do ponto de vista teosófico. Esta morte é bem diferente da que sofremos na perda do envólucro carnal. Nesta, perdemos qualquer ligação com o corpo e este se desfaz pura e simplesmente. Já quando morremos no Duplo, este continua a viver como uma sombra. A Casca ou O CASCÃO, como é conhecido em estudos espíritas, mantém uma vida anômala porque a Energia Vital que ainda vitaliza o CASCÃO não se exaure de uma vez, assim que é abandonada pelo Espírito ainda envolto em outros corpos sutis. 

O que resta no CASCÃO é uma “gravação” que, como aquela feita em um CD, não pode auto-modificar-se e somente repete o que ali está gravado. O CASCÃO é, ainda, matéria densa, portanto, tem atração por tudo o que seja denso no Etérico – como os eflúvios das bebidas alcoólicas, ou das drogas de quaisquer espécies, assim como pelo eflúvios das carnes de animais mortos e que, quando o dono deste CASCÃO, em vida terrena, delas se alimentava com prazer.

Em muitos Terreiros, principalmente nos do Candomblé brasileiro ou naqueles ditos de Quimbanda, as “entidades” que se manifestam não passam de “CASCÕES” que repetem os conceitos e preconceitos daqueles que os abandonaram. Misturar-se a eles é misturar-se a cadáveres. Obedecer a eles é obedecer a cadáveres. Prestar-lhes culto é cultuar cadáveres e isto é repugnante.

A Morte no Duplo Etérico é bem diferente em seus aspectos daquela que acontece na Carne. Nesta, quase sempre é sofrida e seguida por grande medo. No Duplo, não. Geralmente a IDENTIDADE que vai deixar o CASCÃO ETÉRICO fá-lo com naturalidade, como o demonstra o trecho abaixo, extraído do livro que citei. No título MISSIONÁRIOS DA LUZ – ALEXANDRE (pg 37), Lê-se: 

“Ali, encontramos o instrutor Alexandre, liderando os trabalhadores nas diversas lides da Casa Espírita. Desempenhando elevadas funções no Plano Espiritual, dentre elas a atribuição de chefia daquele Centro, o instrutor permitiu que André Luiz o acompanhasse nas diversas atividades que desempenharia, visando a integral aprendizagem do neófito (……..)  Para André tudo corria às mil maravilhas. Esperava a continuidade de estudos na companhia de Alexandre. Todavia, uma notícia inesperada o surpreendeu: o instrutor despedia-se. Como acontece a outros instrutores da mesma posição hierárquica, Alexandre dirigir-se-ia a planos mais altos, para o desempenho de tarefas que ainda não podemos compreender. Seus trabalhos junto à Crosta seriam atribuídos a um substituto.”

Aqui vemos a descrição de uma “morte” no plano Super-Etérico. O Duplo simplesmente vai deixar sua parte mais densa naquela dimensão e vai ascender a outra dimensão mais sutil. Seu dono, a Identidade ou Alma Mortal, não teme mais esta passagem. Toma-a como natural para o Plano em que se encontra. Não sei dizer é se tem consciência de que ela, um dia, também terá de ser deixada pelo ESPÍRITO VERDADEIRO, a fim de que este, finalmente, possa manifestar-se na condição elevadíssima de um Avatar ou Líder Espiritual de uma Nação. 

Bom, o que eu desejava mesmo era chamar a atenção para o fato de que ESPÍRITO não deve ser confundido com ALMA MORTAL. Minha sugestão é que os espiritualistas substituam o termo ESPÍRITO por algo como ALMA PURIFICADA, ou ALMA SUPERIOR, ALMA CLARIFICADA ou qualquer outro que seja semelhante, pondo distinção entre o que seja ESPÍRITO e o que seja ALMA. Esta, morre várias vezes e a cada morte se purifica, se eleva, se aproxima do estado de limpidez onde só o que realmente se afina com o ESPÍRITO lhe resta. Então, ela passa a ser absorvida pela Centelha Divina, tornando-a mais rica em todos os seus aspectos.

Era isto, para esta série de considerações, que eu desejava colocar aqui. Agora, voltarei à saga de yehoshua.