Gosto muito dos comentários deste repórter. Ele é muito bom em tecer comentários que deviam levar a pensar. Mas não gostei de sua inovação lingüística.

Gosto muito dos comentários deste repórter. Ele é muito bom em tecer comentários que deviam levar a pensar. Mas não gostei de sua inovação lingüística.

“São os políticos que dirrubam os eleitores” – este aleijão fonético foi jogado ao ar pelo emproado repórter da Globo, Chico Pinheiro. A pronúncia correta e a forma correta de se grafar e de se pronunciar este tempo verbal é DERRUBAM. E pelo Amor de Deus, Chico, não leve ao ar o aleijão que os paulistanos burros, graças aos des-Governos que vimos tendo em nosso país, andam usando. Eu me refiro ao particípio passado de CHEGAR. Em São Paulo, entre os não instruídos, aqueles que não vão à escola porque preferem a vagabundagem e as drogas; ou que não foram à escola por falta de oportunidade, inventou-se este aleijão para o particípio passado do verbo chegar: CHEGO. Eles dizem: “eu tinha CHEGO, quando as portas abriram”. E já até ouvi, na TV, um berdoéguas paulistano dizer: “Eu estava SENTO, quando o bandido entrou no ônibus”. Eu imploro aos repórteres da Globo: ensinem o falar correto através de seus programas televisivos. Não enfatizem o erro com a falsa desculpa de que para se fazerem entender pelo povão é preciso falar povãolês. Não é. Nosso idioma está na raiz mesma da mente brasileira ainda quando se é feto e isto já é comprovado por neurolingüistas. Se assim não fosse, como se explicaria que uma criança em idade tenra como a de dois anos compreendesse o que com ela se fala e pudesse elaborar respostas, ainda que não faladas? Então, quando falamos corretamente, somos perfeitamente compreendidos, ainda quando aquele que nos ouve não saiba falar corretamente este belíssimo idioma que, infelizmente, estamos estropiando cruelmente.

Camões imortalizou-se pela palavra escrita.

“Última flor do Lácio, inculta e bela…” (E.T.: Não é ele que é a flor, mas a língua portuguesa)

Eu sei que “a língua é uma entidade viva e, portanto, sofre modificações e evoluções”. Mas o que estamos fazendo com a nossa é uma calamidade, “afe” Maria. Já enfatizamos até ao absurdo o endeusamento do gayísmo; já enfatizamos até ao absurdo a adoração do racismo (e estamos impulsionando esta coisa horrível através de quotas raciais nas escolas de primeiro, segundo e terceiro graus, graças à estupidez dos emproados e vazios legisladores que temos);  já enfatizamos as minorias que, entre nós, se multiplicam como pinto em galinheiro. Já enfatizamos a multiplicação dos partidos políticos e dos Ministérios (e, nisto, passamos a perna em Jesus, no quesito da multiplicação dos pães). Enfim, somos o país do “enfatizamento”. Enfatizamos até mesmo a ladroagem dos polititicas e a recente eleição nos mostra bem esta cruel realidade. Não houve mudança de nada, apenas uma dança tétrica das cadeiras. As figurinhas que “chegaram lá em cima”, se rastreadas vão apresentar uma história macabra de corrupção primária em seus passos iniciais na arte da Polititica. Um exemplo? A recém-eleita, mas já velha polititica, Magda Mofato. Quem se interessar vá a Caldas Novas e levante, junto ao Dr. Rodolph Rohr a historinha da dona. E isto sem contar a embrulhada em que se meteu com a falsificação de um diploma de Advogada…

Chico, para que a notícia seja compreendida, bem compreendida, há que se ter um idioma coerente em que plasmá-la. Mas se a Imprensa é a primeira a avacalhar com a língua pátria, então, para que noticiar?

Pense nisto, por favor.