Eis a cratera da vergonha. Onde, antes, havia floresta exuberante, restou um buraco negro e feio. Motivo? Ouro!

Eis a cratera da vergonha. Onde, antes, havia floresta exuberante, restou um buraco negro e feio. Motivo? Ouro!

Saúvas Bípedes, eis como podemos chamar os que, enfronhados na mata amazônica, dedicam-se a derrubar árvores e abrir clareiras na floresta que vão levar quase cem anos para se recompor, e isto se houver alguém que freie esta praga humana.

Por que existem pessoas que, aparentando inconscientes do perigo mortal que acarretam para toda a humanidade, matam a floresta? Dizer que não sabem do mal que causam é mentira. Hoje, a informação chega até às tabas dos índios, que dirá nos acampamentos dos madeireiros. Por que, então, prosseguem teimosamente derrubando a Amazônia brasileira?

A resposta é: “polititicagem” amoral e criminosa.

E a maior parte dele, senão todo ele, foi parar em cofres estrangeiros...

E a maior parte dele, senão todo ele, foi parar em cofres estrangeiros…

São os Polititicas os maiores responsáveis pelo crime contra a humanidade. Mesmo a maior cidade brasileira, outrora rica de água, já se encontrando no desespero da falta d’água nas torneiras; mesmo os polititicas paulistas já começando a sentir a escassez de água batendo às suas portas, coisa impensável para eles há uma década, ainda assim nenhum dos “novos” e velhos candidatos, e também os já eleitos para os cargos públicos eletivos, toca em uma sílaba sequer sobre este assunto de prioridade máxima para nós.

Por que?

O prêmio pelo descaso e pela corrupção. Quem paga a conta? O povo irresponsável que vota sem pensar.

O prêmio pelo descaso e pela corrupção. Quem paga a conta? O povo irresponsável que vota sem pensar.

As barragens secam sem parar. O chão esturrica onde jamais esteve assim, antes. A mata rala pega fogo, ora espontaneamente, ora por ação criminosa, ora por descuido irresponsável de alguém. A temperatura em nosso país sobe a graus dantes nunca imaginado. Aqui, no Centro-Oeste, onde o frio no inverno e na primavera chegava a dezesseis graus e até menos, hoje passa a dez mil metros de altura. No solo, calor abrasador. Ontem eu não sabia o que fazer para minorar o calor agoniante. Passei o dia todo dando banho de mangueira na casa, para ver se conseguia arrefecer o braseiro em que as telhas se tinham transforado.  Minha casa é de placas recobertas com cimento armado. Suas paredes têm a grossura de um tijolo deitado e ela sempre foi meu orgulho. Quando, nos saudosos tempos recém-passados (1995-2006), a temperatura chegava aos 32º, fazendo o goianiense suar em bica e sua pele arder sob o ar seco, dentro de minha casa a temperatura não ia além dos 24 graus. Uma delícia. Ontem, porém, dentro de casa a temperatura estava perto dos 45º C. Lá fora, o calor entrava pelos poros, bailava no ar e não arrefecia diante dos quase mil litros de água que eu passei o dia jogando sobre a grama e sobre o telhado. O vapor da evaporação só fazia que o ar se tornasse mais quente e mais sufocante. O telhado esquenta tanto que faz que o forro de cimento da casa se torne um braseiro sobre minha cabeça. Tudo dentro de casa fica quente, incômodo. As telhas da varanda transmitem para baixo, para o piso, um calor concentrado difícil de se descrever. O chão de cerâmica pegava fogo. Era um calor que descia do alto do céu como o sopro de um maçarico. Sufocava. Pior, não se sua, pois a secura, ao menos onde moro, chegava a assustadores 12 por cento. Isto mesmo: 12%. O suor evaporava assim que surgia nos poros e a gente ficava se sentindo como carne sobre um braseiro, só que sem pingar nada nas brasas.

A mata rala, mas rica em diversificação, se consome em incêndios criminosos. É o Centro-Oeste dando sua colaboração ao desespero dos brasileiros.

A mata rala, mas rica em diversificação, se consome em incêndios criminosos. É o Centro-Oeste dando sua colaboração ao desespero dos brasileiros.

Ainda temos água nas torneiras, mas já não é em toda a capital goianiense. Em alguns bairros e na cidade vizinha de Aparecida de Goiânia, a água anda arredia. Então, estamos caminhando para nos igualarmos a São Paulo e Rio de Janeiro.

De quem é a culpa desta desgraça?

Não me digam que é de São Pedro que não cola. Os fatos terrenos são responsabilidades dos encarnados e somente deles. E no Brasil, dos encarnados polititicas. Ponto parágrafo.

Vi, na TV, revoltado e impotente, caminhões ziguezagueando por entre a mata amazônica, em estradas clandestinas, carregando toras e mais toras de madeira resultantes da derrubada das árvores milenares. Vi duas imensas clareiras e, nelas, tratores derrubando a mata. Atrás daquelas máquinas há homens que, driblando a Lei, tratam de passar as toras a madeireiras que as retalham e vendem para países estrangeiros. 

Este crime devia ser denunciado por todos os que têm consciência, no Brasil ou no Exterior.

Este crime devia ser denunciado por todos os que têm consciência, no Brasil ou no Exterior.

Por que diabos os povos de lá compram a madeira que sabem muito bem ser resultado de crime? Por que não tomam consciência de que assim fazendo alimentam as saúvas bípedes brasileiras? Eles, os estrangeiros, também são culpados pelo crime que brasileiros sem sentimento de humanidade e de responsabilidade cívica cometem aqui. Eles também deviam ser presos e processados em seus países. Não cometeram crime lá, na comunidade deles. Mas cometeram CRIME CONTA A HUMANIDADE e a humanidade não tem fronteiras.

Mas não é o que acontece. A falsidade impera entre os humanos, independentemente de que nação seja a pessoa. E escondendo-se atrás de Leis restritas e de palavras vazias de significado, como “pátria”, os compradores procuram se eximir de culpa e buscam serenar suas consciências. Será que conseguem? Talvez…

Desta imensa bacia amazônica, rica em rios, nascia nosso Rio Aéreo...

Desta imensa bacia amazônica, rica em rios, nascia nosso Rio Aéreo…

Antigamente havia um “rio aéreo” sobre nosso país. Ele tinha suas nascentes na riquíssima evaporação das águas da floresta amazônica; cruzava o céu do Norte para o Sul passando sobre o Centro-Oeste e trazendo a água bendita na forma de nuvens para todo o restante do país. As chuvas eram regulares e as estações do ano eram bem diferenciadas. O clima variava ordeiramente segundo as latitudes e longitudes consideradas. Os caboclos sabiam bem o momento em que o tempo de chuvas ia começar. Tudo porque a floresta amazônica mantinha e alimentava, com a evaporação de toneladas e toneladas de água, aquele rio aéreo. Mas vieram as saúvas bípedes – culpa dos militares de 1964. Invadiram a floresta e começaram a derrubá-la para, em lugar das árvores, plantar capim para sustentar os peidões quadrúpedes. Era o tal agronegócio, outro criminoso sem consciência outra que não o dólar.

E é assim que nossa floresta morre em agonia, sem que nada façamos por ela.

E é assim que nossa floresta morre em agonia, sem que nada façamos por ela.

E atrás da malfadada estrada transamazônica, também criação errada dos militares de 64, vieram as saúvas bípedes. E a floresta foi sendo atacada impiedosamente. Gente esclarecida alertou para o perigo da derrubada da mata, mas os polititicas de lá embolsavam gordíssimas propinas; enricavam do dia para a noite e, por isto, brincavam de fazer alguma coisa que não faziam: proteger a mata amazônica. Tripudiavam sobre os que gritavam avisando do perigo e até foram coniventes com seus assassinatos. Ganância. Desídia. Falta de sensibilidade para compreender o crime contra a humanidade que cometiam por omissão. A luta foi furiosa entre um punhado de pessoas denodadas e conscientes do perigo mortal que o crime contra a floresta traria sobre todos nós, e as autoridades coniventes e corruptas. A batalha ainda continua, mas os defensores estão perdendo a briga, para nosso azar.

A cortina de fogo parece dançar a dança da morte que se anuncia para a humanidade tresloucada.

A cortina de fogo parece dançar a dança da morte que se anuncia para a humanidade tresloucada. A mata cede lugar ao capim para alimentar as alimárias peidonas chamada gado bovino.

O tempo correu. Com as saúvas bípedes vieram as toupeiras também bípedes e o solo amazonense foi esburacado de um modo só igual àquele das explosões vulcânicas. Onde, antes, havia floresta exuberante, agora havia horríveis crateras gigantescas como feridas abertas na carne de nosso solo; quilômetros e quilômetros de floresta foi posta abaixo pela sanha tresloucada dos “faiscadores” à procura de ouro. Um ouro que logo se esgotou. Os toupeiras bípedes se foram e com eles as enormes máquinas de exploradores estrangeiros que para cá vieram às pressas, sem se preocupar em se identificar às autoridades brasileiras, às quais, sabiam bem, bastava uma propina par que fechassem seus olhos corruptos. Finalmente a “farra do boi” do ouro acabou. Permaneceram apenas alguns fracassados que ainda teimam em poluir os rios locais com metais pesados, fazendo o rescaldo do pó de ouro ainda encontrado no leito de rios, riachos e igarapés.

E aquelas águas, outrora tão límpidas que podiam ser bebidas na concha das mãos, sem perigo, agora se tornaram imprestáveis e perigosas. Os peixes se tornaram envenenados, mas são devorados às toneladas porque quem os come não faz idéia do mal que eles trazem em seus corpos escamosos.

É o bicho homem destruindo o paraíso que o Criador lhe deu.

A derrota do bombeiro na luta inglória contra o fogo criminoso.

A derrota do bombeiro na luta inglória contra o fogo criminoso.

E os bichos-homem brasileiros, mesmo os que jamais pisaram em solo amazônico, começam a ser punidos pela Mãe Natureza. O rio aéreo se desnorteou e as estações se descontrolaram. Duas desapareceram dando lugar a somente duas, as mais terríveis para nós: o Inverno (seco, sem chuvas e com um calor desesperante) e o Verão (esturricante e enlouquecedor).

Mas não faz mal. Há os que lucram com isto. Os vendedores de sorvete e os fabricantes e vendedores de aparelhos de ar refrigerado. Então, que derrubem a mata. Melhor para as indústrias de refrigeração. Geladeiras, frigobares, aparelhos de refrigeração, ventiladores, tudo tem dado um lucro maravilhoso para os que, sem consciência de que estão no bolo do desespero, saltam de alegria pelo desmantelamento da ordem natural da tempo.

Mas é preciso alguém alertar aos polititicas e aos idiotizados do Mercado que também eles estão no bolo dos desgraçados que irão chorar e chupar ferro em brasa buscando água para minorar sua sede, em vão (profecia de Nostradamus). Só lamento que eu, que não desmato e sempre que posso planto árvores por onde passo, também estou condenado a sofrer o desespero da falta d’água e do calor abrasante. 

Como será quando tivermos de dormir com nossos corpos coçando e fedendo pelo suor que suamos durante o dia escaldante? Como minoraremos a coceira horrível que a pele crestada nos apresentará como prêmio pela desídia de um grupelho que bem podia ter sido contido, se entre nós houvesse POLÍTICO DE VERDADE?

Logo, logo, todos saberemos. Alguns paulistas já sofrem isto, mas silenciam por vergonha de dizer que estão fedendo. Mas não tardará para que toda a nação brasileira e todos os sul-americanos não possam mais esconder o fedor de seus corpos suados sem banho.

É isto que os polititicas nos dão de presente. Bilhões jogados nos cofres de corruptores e corruptos. Sem punição... Ainda.

É isto que os polititicas nos dão de presente. Bilhões jogados nos cofres de corruptores e corruptos. Sem punição… Ainda.

A Natureza pode ser de uma crueldade proporcional àquela dos humanos. Só que voltada indistintamente para todos os seres vivos no ar, na terra e no mar. Ela extinguirá a Vida tal como esta é atualmente, sem exceção, e a levará a se refazer in totum (INRI – Igne Natura Renovatur Integra – dizem os ocultistas: Pelo Fogo a Natureza se Renova na Íntegra. Os ocultistas afirmam que aquela sigla sobre a cruz do Cristo não significa IESUS NAZARENO REX IUDEORUM, como defende a Religião Exotérica. Segundo eles, trata-se de uma Lei Univesal e Eterna, colocada ali por pessoas que, em sendo Ocultistas, sentenciavam e prediziam o nosso futuro aterrorizante). Pelo que está acontecendo, creio que os Ocultistas sempre estiveram com a razão.

Só lamento que eu esteja ainda vivo e experienciando esta renovação…

Quosque tandem?