Ele sempre me apronta, mas desta vez fiquei preocupado.

Ele sempre me apronta, mas desta vez fiquei preocupado.

Ele chegou calado, sentou-se no seu toco, acendeu seu pito e ficou baforando sem dizer nada. Percebi que estava preocupado, mas não interferi. Não perguntei nada. Esperei que ele se resolvesse falar. Havia um acordo tácito entre nós. Se um queria desabafar alguma coisa e estava confuso, o outro esperava até que seu amigo pudesse falar. Então, aguardei.

– Home – decidiu-se, por fim -, vancê já observou cuma é qui as coisa tão isquisita no mundo?
 
Esquesitas como, Orozimbo? – Perguntei, voltando-me para ele e vindo sentar em sua frente. Queria demonstrar-lhe meu apoio e minha atenção. Ele pigarreou, olhou-me rapidamente e voltou sua atenção para o pito. Mexeu no fumo e levou o cachimbo à boca. Soltou aquela baforada e só então falou.
– Véio jogô os búzius. Não gostou do qui eles disserum. Entonce, abriu o Tarô e tombém num gostô do qui viu ali.
– E o que meu amigo viu?