Eis a dupla da vez. Nada bonitos, mas danadinhos, danadinhos... Né não?

Eis a dupla da vez: André Vargas e Yousseff. Nada bonitos, mas danadinhos, danadinhos… Né não?

Leio na VEJA e nos jornais ON-LINE que as revelações do doleiro Youssef, de braços dados com aquelas fornecidas pelo “traidor” Roberto Costa, causaram um tsunami no PT e colocaram muitos petralhas em fila diante dos banheiros do Poder. Os “privilegiados”, acoitados no Legislativo e nos Ministérios, trabalham afanosamente buscando meios de fazer o povo acreditar que realmente estão interessados nele. Logicamente que isto não é verdade, haja vista os 10,1 bilhões que os partidos PT e PP engolfaram sem qualquer retorno nem mesmo para os que mensalmente pagam suas contribuições pela filiação como massa de manobra para os donos das modernas Cavernas de Ali-Babás brasileiras. Olho para o palco onde se desenrola este tristíssimo dramalhão partidarista do “brasil” como quem olha um espetáculo circense a partir da superfície da Lua.

Meu velho pai, minha mãe e minha irmã, quando eu tinha cinco anos...

Meu velho pai, minha mãe e minha irmã, quando eu tinha cinco anos…

E me recordo de dois indivíduos totalmente diferentes um do outro, que viveram em tempos muito distantes entre si. Um, o misterioso Avatar conhecido como Jesus, o Cristo. O outro, totalmente desconhecido no país em que nasceu e, até mesmo, no Estado em que viveu e fez sua história de heroísmo e banditismo, Areoval Brito, meu pai terreno.

"Não julgueis, para não serdes julgados"

“Não julgueis, para não serdes julgados”

O Cristo disse: “Não julgueis para não serdes julgados, pois aquele que canta e ri e vos parece a mais feliz das criaturas humanas, com certeza guarda dores e mágoas que, em vós que o julgais, causaria choro e desespero. E em não o julgando, também não lhe desejeis o lugar na vida, pois com certeza vós não teríeis forças para arcar com a carga que ele carrega sozinho. Lembrai-vos que o Pai não dá cobertor aquém do frio nem fardo maior que as forças daquele que o deve carregar. Tudo Ele distribui na justa medida. Em vez de perderdes tempo pesando e medindo vosso irmão para lhe ajuizar uma sentença, empregai vosso tempo em vos melhorar os pensamentos, as emoções e suas conseqüentes palavras e ações, pois para salvar-vos ou condenar-vos basta-vos vós mesmos”.

O segundo me ensinava sabedoria tão boa quanto o conselho do Rei dos Reis, mas somente a mim que, com a cabeça deitada em seu colo e olhando o cintilar alegre das estrelas cravadas em um céu de veludo azul-escuro, ouvia-o com toda atenção.

A Serra de Santo Antônio, em Campo Maior, Pi. Nela, vivi inúmeras aventuras na companhia de meu pai, meu herói.

A Serra de Santo Antônio, em Campo Maior, Pi. Nela, vivi inúmeras aventuras na companhia de meu pai, meu herói.

A cidade era Campo Maior, no Piauí. O ano, 1945. Minha idade, 5 anos. Aquela noite era sempre a mesma que magicamente se repetia a cada vez que o Astro Rei se punha por trás da serra de Santo Antônio. Depois do jantar, geralmente às 19 horas, meu pai conversava com minha mãe sobre seu dia de trabalho e, quando eles não brigavam e meu velho saía porta-a-fora cuspindo fogo pelas ventas como a tal Mula-Sem-Cabeça do folclore daqueles idos, terminávamos sempre, ele e eu, sentados na calçada diante do casarão em que morávamos, em Campo Maior. Eu deitava minha cabeça em seu colo e ele dava início à narrativa de inúmeras histórias que faziam meu deleite, pois em suas palavras mágicas minha imaginação voava a lugares onde a TV ultra HD e 3D de hoje não consegue nem mesmo ameaçar levar as pobres mentes infantis que embrutece com seus desenhos violentos.

Uma de suas inúmeras histórias educativas e ilustrativas, a qual sempre guardei em minha memória, era a seguinte:

"Dêem-me uma alavanca e um ponto no espaço e moverei a Terra"

“Dêem-me uma alavanca e um ponto no espaço e moverei a Terra”

“Havia um homem cujo trabalho era muito árduo, cansativo e pesado. Ele trabalhava com uma alavanca e seu trabalho era quebrar grandes blocos de pedra que outros companheiros seus, com marretas pesadas, transformavam em brita. De sol a sol, levantando-se antes mesmo do Astro Rei começar a clarear o dia, ei-lo já de pé e caminhando para a enorme pedreira sobre a qual iria passar mais um de seus sofridos dias a bater a alavanca na rocha até abrir-lhe uma fresta por onde iniciar sua demolição.

Um dia o homem parou seu insano esforço, limpou o suor de seu rosto com o braço cansado e olhou para o alto. O Sol estava a pino. Ele largou a alavanca no chão e se encaminhou para debaixo de uma árvore onde desembrulhou sua marmita e almoçou. Então, depois de se alimentar, estirou-se a fio comprido sobre o solo mirando as folhas acima de si. Estava quase dormindo quando um estrondo muito forte o despertou assustado. Sentou-se de pronto e olhou em volta. Não viu nada, exceto uma nuvem escura que se aproximava ameaçando tempestade. O homem mirou a grande nuvem e pensou: “Ah, meu Deus, eu bem gostaria de ser tão poderoso quanto aquela grande nuvem de tempestade. O que eu não faria com tamanho poder”… E, espantado, ele ouviu uma voz poderosa que dizia: “POIS SEJA A NUVEM!”

E as pessoas sofriam com a crueldade do homem-tempestade...

E as pessoas sofriam com a crueldade do homem-tempestade…

Imediatamente ele se viu transformado em grandiosa nuvem cúmulus nimbus. Sentiu o tremendo poder que possuía e voou pelo céu despejando raios e chuva à granel. Divertia-se vendo o desespero das pessoas lá embaixo, lá longe de onde, agora, reinava absoluto. Causou inundações; destruiu cidades e lançou populações inteiras na agonia de ter perdido tudo por sua culpa. Mas não se condoeu e continuou com sua devastação pelo mundo afora.

Mas quando já havia rodado a terra por mais de sete vezes viu-se, de súbito, envolvido em um enorme redemoinho que o despedaçou e o transformou em farrapos de nuvenzinhas sem maiores conseqüências, a vagar ao léu pelo vazio do Espaço.

Como um Demônio enfurecido, o homem-tempestade arrasava tudo por onde passava.

Como um Demônio enfurecido, o homem-tempestade arrasava tudo por onde passava.

O homem, agora fiapos de nuvem, pensou: “Deus meu! Que poder tem o vento. Eu queria ser como ele e andar pelo mundo todo mostrando minha força!” Imediatamente ele ouviu aquela voz portentosa: “POIS SEJA O VENTO!”

E ei-lo transformado em poderosíssimo tufão que se lançou sobre o mar e a terra devastando tudo com enormes trombas d’água incontroláveis. Novamente ele deu sete voltas ao redor da Terra e por onde passou deixou um rastro de pranto e dor. Mas um dia, quando completava seu sétimo aniversário como um tufão incontrolável, eis que em seu caminho surge uma gigantesca montanha. Ele se lança contra ela triplicando sua força… para nada. Não conseguiu mover a montanha, embora uivasse furioso sobre ela e ao seu redor. Depois de quase setenta e duas horas urrando furioso sem conseguir nem fazer cócegas na grande montanha, o homem, agora, tufão, pensou: “Meu Deus! Que poder fenomenal tem esta montanha. Por mais que eu tente, não consigo nem mesmo mover uma pedra. Eu gostaria de ter tamanho poder!” E imediatamente ele ouviu a quela voz poderosa, já sua conhecida: “POIS SEJA A MONTANHA!

Como o Himalaia, o homem-montanha era inabalável e secular.

Como o Himalaia, o homem-montanha era inabalável e milenar.

E ei-lo, num átimo, transformado em portentosa montanha. Alta, de base larga, ela ia muito acima das nuvens. E o homem, agora montanha, se sentiu o próprio Deus. Nada o abalava. E permaneceu ali, montanha, satisfeito com seu inabalável poder, por sete mil anos. Criou uma floresta; esta gerou rios e estes, cachoeiras e lindas cascatas. Mas a montanha era indomável. Ninguém conseguia chegar ao seu topo. Era invencível… ou pensava que o era, pois um dia, quando dormitava preguiçosa, a montanha foi despertada por um ruído irritante: ten-ten-ten-ten… De onde diabos vinha aquilo? Não podia mover-se, logo, não podia enxergar quem produzia aquele sonzinho horrível, que lhe roubava o sono das seis horas da manhã até às dezoito horas do fim do dia. E com o passar do tempo a montanha sentiu que sua base estava mais fraca. Sentiu que já não era a mesma fortaleza que sempre tinha sido. E compreendeu que alguém a estava derrubando. Estupefato, olhou para o céu e pediu: “SENHOR DEUS! QUE PODER É ESTE QUE ME ABALA E ME DESTRÓI? EU GOSTARIA DE SER ESTE SER FANTÁSTICO, CAPAZ DE DERRUBAR MONTANHAS!”

E o homem, agora já não mais montanha, despertou ao lado de sua alavanca. Voltara a ser apenas um homem…

A moral desta historinha que me foi contada numa noite do longínquo ano de 1945, quando eu, um menininho que se sentia totalmente protegido com a cabeça deitada nas pernas de meu pai, adormecia ainda vendo em minha imaginação o homem e sua alavanca, é bem clara: não devemos ser mais do que somos, pois o Criador de todos nós nos dá conforme nosso merecimento.

"Ih!O peste se lembrou de mim, traveiz"

“Ih!O peste se lembrou de mim, traveiz”

Agora, vamos voltar para meu Judas de saias predileto, a Dilma. Eu malho a coitada sem dó nem piedade, mas se pensarmos bem, ela não tem responsabilidade total sobre tudo o que acontece abaixo de si e ao seu redor. Afinal, sabemos todos que a Dilma é apenas uma títere a serviço do PARTIDO POLÍTICO que a levou até a Cadeira Quente. Ela é somente uma velha senhora, Vovozona convicta, que tenta, de algum modo, fazer alguma coisa que julga que presta para todos nós. Pode ser que esteja errada em seu julgamento; pode ser que, embora cheia de belas intenções, ela não possa colocar em prática nem um terço do que desejaria, pois são inúmeras as cabeças pensantes dentro de um mesmo partido e nenhuma delas comunga 100% dos mesmos desejos e das mesmas idéias. A Dilma, no frigir dos ovos, é mais uma vítima de seu PARTIDÃO.

"DEMÔNIOS! Eu já disse e repito: eu não sabia de nada, droga!"

“DEMÔNIOS! Eu já disse e repito: eu não sabia de nada, droga!”

É mais do que provável que ela soubesse do que rolava em todos os grandes empreendimentos nacionais, mas seu padrinho e o PARTIDÃO DELE lhe colocaram, com toda a certeza, uma baita mordaça na boca e, quiçá, até lhe tenham advertido do perigo que correria se traísse o ideário partidarista. Falar é morrer e ponto final. Então, ela, como qualquer um de nós que a apedrejamos, tem de se manter de boca fechada e agüentar as pedradas. Afinal, quando sair da Cadeira Quente, sairá totalmente blindada e isto vai durar por toda sua vida ou até quando alguém, inimigo de seu partidaço, suba na cadeira quente e revogue a proteção que, por lei, foi dada a todo ex-presidente da república do brasil.

O que vocês pensam a respeito? Concordam comigo?

Eu creio que sim.

Mas, atenção, Dilmona, não fique alegrinha, não. Você se candidatou a Judas do brasil; você sentou na Cadeira Quente; você, finalmente, colocou a cara para levar bolacha e eu, que adoro embolachar os trouxas metidinhos a besta, não vou arrefecer os tapas. Mas de jeito e maneira. Então, se segure que ainda vão vir muitos tabefes nos meses vindouros. Tadinha de você, mas pra mim, você nunca será santa. Quem mandou se meter na POLITITICA NACIONAL BRASILEIRA? Agora, agüenta!

Com muito afeto, é claro.