"Olha que mar, que rios, que florestas/A Natureza aqui, perpetuamente em festa/ É um seio de mãe a transbordar carinho"

“Olha que mar, que rios, que florestas/A Natureza aqui, perpetuamente em festa/ É um seio de mãe a transbordar carinho”

Era uma vez uma terra mágica, riquíssima, deitada em berço esplêndido, ao sol do mar e à luz do céu profundo. Nela havia milhares de sabiás que cantavam nas folhas das palmeiras, destemidos e alegres, ouvindo o desafio dos bem-te-vi e o grito dos quero-quero. Um terra em que seus habitantes, simples silvícolas respeitadores da Natureza, pensavam que a tinham somente para si. Chamavam-na de Pindorama porque tinha muitas palmeiras onde cantavam os sabiás. Mas um dia velas brancas anunciavam a morte de Pindorama vinda do mar azul…

De castelos medievais vieram as mentes também medievais e destruíram Pindorama.

De castelos medievais vieram as mentes também medievais e destruíram Pindorama.

Também era uma vez, naquele mesmo tempo do era uma vez de Pindorama, uma terra envenenada por crenças imbecilizadas, ditadas pela Autoridade Eclesiástica, a cujo solo fez empapar de sangue de inocentes em suas cruzadas a que chamou de Santa Inquisição. Ao contrário da pacífica e linda Pindorama, as terras além-mar tinham um povo temeroso a um Deus vingativo, rancoroso, sanguinário e mentiroso. Um deus cópia aleijada daquele já perverso adorado pelos milenares hebreus.

"Tá falando mal de mim, de novo, é?"

“Tá falando mal de mim, de novo, é?”

Também era uma vez, naquele mesmo tempo do era uma vez de Pindorama, outra terra de povo aguerrido, conquistador, ganancioso, mentiroso, traidor e governado por intrigas intestinas, onde um êmulo da Autoridade Eclesiástica ficou conhecido como Eminência Parda porque, por detrás dos bastidores da polititica da época, tecia as maiores traições e planejava a tomada do Poder venal para si, desprezando o Poder Maior, o Religioso Verdadeiro.

Por aqui começou a derrocada de Pindorama.

Por aqui começou a derrocada de Pindorama.

E o povo do terceiro era uma vez decidiu invadir e conquistar o povinho fraco do segundo era uma vez. Com o rabo entre as pernas e enchendo as calças frouxas daquilo que todos fazem, mas todos detestam mencionar este fato “vergonhoso” em público, a corte do rei frouxo do segundo era uma vez bateu em retirada e veio dar com sua turminha de fracotes metidinhos a grande coisa, nas terras felizes de Pindorama. 

E em aqui chegando, nas terras do primeiro era uma vez, a corte de covardes tratou de impor entre os da terra livre a escravidão. E houve guerra. E os naturais perderam. E foram escravizados ou morreram revoltados e decididos a não se deixar agrilhoarem. E Pindorama teve muitos heróis que não foram mencionados na História, exceto um deles, porque eram tidos como povo sem alma. Não a alma divina e verdadeira que o Criador colocou em todo ser vivo, mas aquela criada e imputada aos outros pelas Autoridades Eclesiásticas venais e corruptas.

E Pindorama virou um pernil todo retalhado.

E Pindorama virou um pernil todo retalhado.

E os adventícios, vindos que eram de um país de poucas terras, assombrados com o tamanho de Pindorama, decidiram reparti-la em pedaços menores. E para eliminar de vez a nacionalidade dos naturais, mudaram o nome de Pindorama, a Terra das Palmeiras, para Brasil, a Terra da Árvore Cor de Brasa. E Pindorama foi-se apagando para ficar registrada apenas como um designativo sem importância nem História nos livros de História dos brancos adventícios.  

Da repartição da grande Pindorama em pedaços menores (dividir para Governar), nasceu um pedaço de terra rico em palmeiras, em coqueiros e em águas. Rico em paisagens e em índios valentes. Deram-lhe o nome de Maranhão. A terra rica do Maranhão produzia muita cana de açúcar e isto atraiu bucaneiros e piratas de várias partes do mundo. Seus índios, rebeldes e indômitos, foram dizimados a bacamarte e a outros artifícios mais covardes, como distribuir cobertores impregnados com varíola. Eles desapareceram quase totalmente do mapa.

E o Maranhão ficou assim, parecendo um morcegão aleijado. E foi realmente aleijado pelos Sarneys.

E o Maranhão ficou assim, parecendo um morcegão aleijado. E foi realmente aleijado pelos Sarneys.

Desde seu nascimento o Maranhão se viu às voltas com Governos ladrões e inimigos daquelas terras. Até que sua agonia desembocou nas garras da família Sarney. E o Maranhão, de Estado da Federação, tornou-se feudo permanente da família Sarney.

Os outros Estados da Federação foram em frente aos trancos e barrancos, pois a corrupção veio com os brancos de além-mar e aqui floresceu com vigor, pois, conforme escreveu Pero Vaz de Caminha, sobre as terras de Pindorama: “Aqui as terra são ricas e, nelas, em se plantando tudo dá”. E foi assim que se plantou o primeiro espermatozóide dos Sarneys e ele vingou com força.

Anos e anos se passaram; os outros Estados da Federação, como eu dizia, foram em frente aos trambolhões, mas foram. As terras maranhenses, contudo, permaneceram sob os arreios de ferro dos Sarneys e seu povo ficou para trás.

Escolhi este como símbolo da patifaria nacional brasileira.

“Conto nos dedos as vezes em que realmente fiz alguma coisa pelo Maranhão.

As trampolinagens dos Sarneys no Maranhão dariam uma biblioteca. A última foi a de Roseana Sarney. Ela fez tanta bagunça no Estado que, de cabelo em pé de medo ao ver que realmente os ares brasilis estão sofrendo mudanças perigosas para feudalistas, deu no pé e se mandou para o estrangeiro “em busca de melhor saúde”. Certamente que não financeira, visto que os Sarneys estão fedendo de podre de ricos às custas dos maranhenses.

Agora, o candidato eleito – lamentavelmente com a mente impregnada pela doutrina podre do Partido Comunista (eu me recuso a completar o nome da sigla, que afirma que este comunismo é do Brasil), está de cabelos em pé. Certo que ele sonhava ser o primeiro herdeiro do butim dos Sarneys, mas não esperava que ele estivesse nas últimas, agonizante.

Tudo está no bagaço. Educação? No bagaço. Segurança Pública? na fossa. Transporte público? No lixo. Saúde? no caixão de defunto. Infra-estrutura? No subsolo. Dinheiro Público? Sumiu. E com ele a ex-Governadora que, tremendo dentro das saias, já que seu pai também se aposentou no Senado Federal e ela ficou sem seu escudo protetor, deu no pé rapidinho.

Quem vai pagar a tremenda conta do prejuízo dado ao Maranhão?

O PC do…? Não sei. Mas sei que a PF já anda farejando os calos da dondoca que se escafedeu. Afinal, eis que seu dedinho podre apareceu entre os gordos dedos que viveram por longo tempo sacando dinheiro a descoberto das contas do PETROLÃO.

A Novela Maranhão no Chinelo ainda vai ter muitos capítulos…