Ele foi vítima da ditadura da beleza, segundo os padrões vigentes.

Ele foi vítima da ditadura da beleza, segundo os padrões vigentes.

Ouço nos noticiários uma seqüência de morte de crianças sufocadas e desidratadas, esquecidas dentro de automóveis por pais ou pessoas que delas deviam cuidar. E também ouço pessoas condenarem os pais pelo “crime” ou “assassinato” de seus filhos.

Leio nos jornais de grande circulação que a Rússia está de chapéu na mão, a Europa treme de medo porque foi a causadora desta desgraça com um embargo comercial feito àquele gigante bélico, e os EUA, ainda combalidos mas lutando bravamente para sair do buraco econômico-financeiro, decidiram no peito e na raça reatar a diplomacia com CUBA, que ficou 50 anos alijada do mundo dos negócios devido aos desvarios de Fidel e, mais ainda, devido a que, no tempo da Guerra Fria (EUA X URSS) aquela ilhota quase serviu de base de mísseis atômicos russos apontados para o território americano. A situação do povo russo se agrava porque o petróleo, esta desgraça para a humanidade, anda despencando no Mercado e a pobre Rússia fundamentava sua economia no sangue negro da Terra.

Leio, ainda, que o Papa Francisco trabalhou habilmente para convencer Barack Obama a, contrariando os conservadoristas americanos, reatar a diplomacia com os cubanos. Afinal, o Papa vê a pessoa humana e, não, o indivíduo polititica de qualquer país.

Eis o Presente de José Sarney ao Maranhão. Eles ainda vivem em casas de sapé. Mas o Sarney vive no luxo e no Poder. Culpa de quem?

Eis um retrato dos que se encontram inseridos no eufemismo “insegurança alimentar grave”, ou sejam, passam fome.

A Folha de São Paulo trombeteia o que informa A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio): o Brasil reduziu em 1,8 ponto percentual a fome em seu território. Mas, apesar disto, a parcela de nossa população que se encontra neste percentual piorou no que diz respeito aos serviços públicos (saúde, transporte, segurança, infra-estrutura e educação).

Bom, vamos pensar um pouco. Claro que você pode perfeitamente pensar diferente de mim, afinal, como eu disse à minha irmã, o mundo não foi moldado para atender aos preconceitos e conceitos que substantivam uma pessoa. Ele, principalmente o Mundo Social, é um emaranhado de conceitos, concepções, preconceitos, desejos, crenças e mais uma infinidade de características tipicamente humanas, portanto, há que tolerá-lo tal e qual está no momento. E digo está porque o Mundo Social muda permanentemente em tudo o de que se compõe. O que era uma aberração, há menos de 50 anos, é, agora, aplaudido de pé como totalmente natural e correto. 

Por que mães e pais “esquecem” seus filhos dentro de automóveis fechados a ponto de deles só se lembrarem ou na hora do almoço, ou no final do expediente de trabalho, ou depois de ter terminado um compromisso “urgente”, como, por exemplo, cumprir com o horário da manicure?

A luta do Bem contra o Mal está sempre presente na tirania do Mercado.

A luta do Bem contra o Mal está sempre presente na tirania do Mercado.

Não é que sejam “monstros”, como os imediatistas logo os classificam, esquecendo-se da máxima imbatível: “Não julgueis para não serdes julgados”. Basta um olhar descompromissado sobre o modus vivendi de nosso povo para compreender a razão desta infelicidade: A TIRANIA DA SOCIEDADE DE CONSUMO. Em megalópolis, como São Paulo, a vida é espremida entre o trânsito caótico, engarrafado, e a exigência de compromissos intransigentes, como, por exemplo, marcar o ponto no horário tal ou qual, caso contrário um chefe tirânico vai cair na pele do desgraçado assalariado, podendo até, por motivos mesquinhos pessoais, demiti-lo por “falta de compromisso com o dever, causando prejuízo à empresa”. 

No último noticiário mórbido sobre a morte de uma criança “esquecida” dentro de um  automóvel, a mulher que deveria levá-la à escola, interrompeu a trajetória e foi fazer as unhas. Alegou ter passado mal e desmaiado. Quando retornou do desmaio, viu que o menino estava desacordado. Mas a verdade veio à tona e, segundo leio na Folha de São Paulo, “além de imagens de câmeras de vídeo no trajeto, os policiais descobriram que Cláudia da Silva já havia marcado hora para fazer as unhas, diferente do que havia dito, inicialmente, à polícia”.

O pai de outra criança só se deu conta de ter esquecido o filho no automóvel quando voltou à escola para apanhar o filho e foi informado de que não o tinha deixado lá. Voltou ao automóvel e descobriu o filho morto.

No caso da mulher que foi cumprir seu compromisso com a manicure podemos ver, aqui, a tirania do estereótipo da Beleza acima de tudo. Uma das cruéis facetas do viver social moderno. A mulher tem a obrigação de “estar bonita e disponível” a qualquer hora. Esta tirania impõe às mulheres uma escravidão ao supérfluo, como ir à manicure como dever principal do dia. Se analisado o fato de modo profundo, vemos que quem matou a criança não foi a mulher. Ela foi apenas o instrumento da Tirania da Beleza que assola os lares e as mentes femininas através de todos os meios de comunicação.

No caso do pai, fica bem claro, no noticiário, que ele estava tão preocupado com seus “deveres” e suas “obrigações” no trabalho que sua mente, premida pela ansiedade e pelo medo que a esta reação subjaz, relegou para segundo plano a vida daquele ser que ele amava profundamente. É a Sociedade de Consumo e o Mercado se sobrepondo tiranicamente sobre o Ser Humano.

É assim que entendo estes “esquecimentos”. Por detrás de todos eles, há sempre a Sociedade de Consumo e o Mercado com seus dedos ávidos empurrando a pessoa para a frente, para a frente, sempre para a frente, em busca do cumprimento de ideais impossíveis ou de metas apertadas, desumanizando o ser humano.

"Eu quero é o mundo veja que se nos derrubar, também vão cair."

“Eu quero é o mundo veja que se nos derrubar, também vão cair.”

E a Rússia? Sim, Putin, o Aloprado Russo, conseguiu colocar o país na berlinda e a Europa toda, através de organizações internacionais que buscam a Paz, pôs a Rússia de chapéu nas mãos devido à mania de os dirigentes daquele país quererem resolver tudo no canhonaço. O rublo despenca num abismo onde não parece ter em que se segurar (aliás, nosso real está na iminência de também despencar. E podem crer: a queda do rublo tem grande influência no enfraquecimento das arestas onde o real ainda se agarra para não cair). E, agora, a Europa perde o sono ao constatar que a queda da economia russa abala violentamente a ainda frágil estrutura do euro. Um tsuname se anuncia lá por aquelas bandas. O que fazer? Como ajudar a Rússia sem perder a moral? Puttin é um sujeito doido por armas e,  treinado que foi na antiga K.G.B., ainda crê firmemente que só pelas armas se pode solucionar os conflitos entre nações. Não é verdade, mas vá dizer isto ao doido…

"Eu não fiz milagre coisa nenhuma. Apenas tento colocar juízo nos que deviam tê-lo desde sempre".

“Eu não fiz milagre coisa nenhuma. Apenas tento colocar juízo nos que deviam tê-lo desde sempre”.

Enquanto o mundo está de olho na Rússia e em seu drama, eis que o Papa Francisco consegue um feito histórico: convencer o Presidente Obama a retomar as relações diplomáticas com o caquético governo de Cuba. Obama queria isto, mas os conservadores diziam não peremptoriamente. A abertura, na verdade, foi somente um rasgão na cortina de ferro que separava a ilha do semi-continente americano. As relações comerciais ainda estão empacadas, pois há leis nos EUA que as proíbem. E desbloquear o mecanismo legal vai levar muito tempo, pois os conservadores são definitivamente contra a aproximação da América do Norte à pequena Cuba. Bom, eu penso que quem está saltitando dentro dos sapatos é a Aloprada do Planalto. Afinal, ela sempre foi apaixonadíssima por Fidelzinho matador. E com seu gesto humanitário, Francisco deu a ela um motivo para se justificar quanto à ajuda financeiro fabulosa que fez o Brasil dispensar aos cubanos e, principalmente, aos castristas.

Como se vê, o diabo sempre está presente nos atos humanitários levados a efeito pelos que estão cheios de boas intenções…