Venina me emocionou até às lágrimas com sua entrevista ao Fantástico.

Venina me emocionou até às lágrimas com sua entrevista ao Fantástico.

Assisti atentamente a entrevista da Senhora Venina V. da Fonseca e me emocionei quase às lágrimas quando a ouvi dizer, emocionada que: “outros funcionários conhecem as irregularidades na empresa. Eu os convido a que eles também denunciem o que sabem. Espero que criem coragem e comecem a reagir. (…) Eu não tenho a intenção de “derrubar” ninguém” (em resposta à pergunta feita pela entrevistadora, quando esta indagou se ela pretendia mesmo derrubar Lula e Dilma). “Eu quero uma empresa limpa. Eu quero que os funcionários tenham orgulho da empresa onde trabalham”. Dona Venina me fez dar um salto no tempo e retornar intensamente ao endereço da Avenida Presidente Vargas, número 1012, no Rio de Janeiro. Num átimo revivi intensamente toda a terrível perseguição de que fui vítima por parte de militares sujos, corruptos, dois deles até forçados a se reformar porque tinham sido apanhados em negócios sujos dentro das forças armadas a que serviam – o Exército. Não sei por que meios eles vieram a substituir os que dirigiam a empresa com mão-de-ferro, mas disseram-me, o Brigadeiro  Franco e seu colega, Josemar da Costa Valim (que não trabalhava na EMBRATEL, mas que vez por outra passava por lá) que o pivô de tudo tinha sido eu. Pode até ter sido, pois, como bem o dissera o Coronel Diderot Colbert Barreto Goes, quando me arrastou para lá contra minha vontade: “Você é honesto, determinado, corajoso e tem os conhecimentos de que precisamos e nós precisamos de alguém assim, pois a empresa que estamos criando vai-se tornar um foco para todos os políticos e militares não patrióticos que vão tentar colocar aqui dentro toda espécie de afilhado, o que não deve acontecer de modo algum. Eu vou colocá-lo num lugar onde você só colherá espinhos. As rosas serão para outros, mas você é o homem para este cargo. Não vejo ninguém melhor”.

Será que ela é mesmo como a Aloprada? Se é, o "petrolão" ainda vai feder como o diabo.

Será que ela é mesmo como a Aloprada? Se é, o “petrolão” ainda vai feder como o diabo.

Dizem alguns articulistas, como em ÉPOCA e VEJA, que Graça Foster é como irmã gêmea de Dilma Rousseff. Ambas são duronas, excelentes executoras de ordens, mas nenhuma sabe ser Líder. São demasiadamente impositivas e mandonas. Que Graça Foster, uma vez na Presidência da Petrobrás, fez uma limpa nas Diretorias e dá carões a torto e à direito em todo mundo etc, etc, etc… Mas o que Venina nos conta não é como dizem os articulistas. Se a Graça Foster fosse mesmo a durona que causa admiração em tais articulistas, o “petrolão” teria explodido através de suas mãos e ela não teria se voltado contra Venina, como fez de modo covarde e traidor.

Ela é teimosa e burra, quando se trata de ser líder. E isto não condiz com a presidência de um país como o Brasil.

Ela é teimosa e burra, quando se trata de ser líder. E isto não condiz com a presidência de um país como o Brasil.

A Aloprada do Planalto mostra que é uma Gerente Míope como uma porta. Não lhe caiu a ficha sobre a urgente necessidade de uma varrida geral na PETROBRÁS e, contra tudo e contra todos, afirma que não mexerá nas regras do setor. Ela acusou a todo e qualquer crítico de sua política aloprada de colocar em xeque a “soberania nacional”(?). Não é ela nem seu ex-amado PT quem coloca isto em perigo: são os outros, os “adversários políticos”, como se em Política se devesse dar maior ênfase às picuinhas pessoais em detrimento do País.

Rodrigo Janot e Sérgio Moro têm de ser guindados ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Talvez, lá, eles imponham a Justiça como deve ser praticada.

Rodrigo Janot e Sérgio Moro têm de ser guindados ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Talvez, lá, eles imponham a Justiça como deve ser praticada.

O estrago que ainda está sendo feito na Petroleira brasileira levará anos para ser consertado. A PETROBRÁS está de joelhos e só empregados como Venina poderão recolocá-la de pé novamente. No entanto, esta pobre senhora será tão vilmente perseguida que dificilmente poderá ter ânimo para retomar seu trabalho com o mesmo entusiasmo de antes, quando defendia com ardor e inocência (como eu fiz em relação à EMBRATEL) a empresa à qual amava. O calvário de Venina está começando. Por experiência própria sei que ela será perseguida até o Inferno, se permanecer na condição de empregada da PETROBRÁS. Mesmo que outros Diretores venham a assumir a Direção, quer isto ocorra dentro do período em que Dilma Rousseff esteja no comando do Brasil, quer não, Venina será perseguida, cerceada e colocada em “ponto morto”, esquecida em qualquer promoção a que tenha merecimento ou em qualquer nomeação a que venha fazer jus. E quanto à sua esperança de contar com seus colegas para lhe darem os braços em apoio contra a sujeira, tenho minhas dúvidas. Sei que a situação política de agora difere muito, em algumas estruturas, daquela imposta pelos Militares ao Brasil, nas décadas de 60 a 80. Mas no que diz respeito às manobras baixas, imorais e torturantes, ambos, Militares e “Guerrilheiros”, são iguais. Quando se trata de arrasar moralmente uma pessoa, eles não se diferenciam entre si. E podem matar sem peso na consciência, desde que afastem rapidamente aqueles que os incomodam. Eu sei disto por experiência, pois estive a menos da espessura de uma folha de papel de seda de ser eliminado por incomodar os militares sujos.

Márcio Cesar Carvalho, comentarista da Folha Digital, defende a idéia de que o Brasil devia fazer como fazem os EUA, onde os delatores são premiados com 10% do valor denunciado por eles. Informa o articulista que parte das provas que incriminam a Brookfield de ter pago propina a fiscais no Brasil, em São Paulo, vão render um prêmio no valor de um milhão de dólares a uma diretora financeira que denunciou o esquema. O prêmio será pago pela SEC, o xerife financeiro de lá. E o articulista pergunta por que é que a CVM, que equivale à SEC, aqui no Brasil,  não faz a mesma coisa? Prêmio em $$ por delação surte muito mais efeito que a redução de pena, até porque as penas, entre nós, são uma piada. Principalmente para quem tem milhões, como é o caso dos corruptores das nossas grandes empreiteiras e os políticos seus associados. Em vez de um apelo emocional inócuo por um “pacto nacional contra a corrupção”, como propôs Dilma em seu discurso de posse, ela devia era anunciar esta medida: prêmio a quem denunciasse quadrilhas agindo dentro de órgãos públicos para sangrar o país e suas empresas ou prefeituras. Ia ser o diabo, caro Márcio. Só aqui em Goiás, em S. C., uma cidadezinha a uns vinte quilômetros da capital, Goiânia, aproximadamente cinco milhões de reais teriam de ser pagos a empregados revoltados com a roubalheira gorda que a Prefeitura dessa cidadezinha comete diariamente nas licitações viciadas. 

Venina, se aqui se adotasse prêmio em dinheiro por delação de corrupção, devia era ser premiada e, não, perseguida, achincalhada e ameaçada, como é o que acontece com todos aqueles que tentam agir contra a bandidagem que empesta nosso país.

E as redes sociais, como vão reagir? Será que os brasileiros se colocarão ao lado de Dª Venina? Será que o Brasil dos Zé Nings vai acossar os perseguidores desta brasileira corajosa?

Eu torço para que sim.