"Ai que calor danado! Nem aqui no Palácio da Alvorada tá dando pra agüentar!"

“Ai que calor danado! Nem aqui no Palácio da Alvorada tá dando pra agüentar!”

Evidentemente que nenhum petralha ou qualquer outro polititica nacional brasileiro vai admitir que a esculhambação que estamos vivendo com o descontrole violento da Mãe Natureza, que parece de porre ultimamente, é culpa do desmazelo governamental e do eterno conchavo de políticos com predadores de nossas matas. Aconchavar-se com eles dá dinheiro e bom dinheiro. Então, por que desaconchavar-se? No pensamento polititica isto não tem lógica. É preciso regatear, usar metáforas e falácias para engabelar a Nação de Otários. 

São Paulo está doidão. Não o Estado, mas a Natureza sobre ele. Chove de cachorro beber água em pé, mas não cai uma gota d’água nos reservatórios que deveriam dessedentar os paulistanos pelos próximos meses. Há culpados? Não. Há responsáveis. E quem são eles? Os desmatadores que deixaram carequinha, carequinha a terra onde outrora vicejava pujante a Mata Atlântica naquele Estado.

Mas por que os desmatadores fizeram o que fizeram e continuam fazendo? Porque nossa classe polititica, tanto Estadual quando Federal, não está nem aí para as florestas do Brasil. Derrubar a mata acarreta aquelas verdinhas com aquela figura norte-americana grava nelas e é isto que entorpece mais que o álcool as mentes jamais pensantes (ao menos para o que presta) de “nossos” polititicas.

Resultado do desmatamento desenfreado. Até quando?

Resultado do desmatamento desenfreado. Até quando?

Mas não é só a falta d’água que está azucrinando paulistas e cariocas. Também há aquele calor de boca de forno de siderúrgica. O sol desce como marreta nas cabeças de paulistas e cariocas e assa-lhes os miolos. À noite ou eles têm aparelhos de ar refrigerado, ou não dormem e amanhecem com olheiras, cansados, irritadiços e desanimados. Mas, crueldade, têm que sair bem cedo de suas casas, enfrentar outra calamidade pública que se chama condução (particular ou municipal, tanto faz) e ir trabalhar. Como zumbis, eis que finalmente adentram as salas refrigeradas de seus locais de trabalho (os que são “elite”, pois o operariado mesmo vai é para o sol causticante). E, seja ao sol, seja sob o ar refrigerado, os brasileiros tentam dar o melhor de si, mas não conseguem porque estão esgotados. Menos a classe dos abastados polititicas em quem votamos estupidamente, embriagados por bandeiras e berros de múmias paralíticas que são ressuscitadas sempre que vai haver eleição. E o dia se arrasta. E o trabalhador tanto quanto o executivo só pensam no maldito engarrafamento na hora de voltar para o forno a que sempre chamaram de lar. Não há o que fazer. Enquanto elegermos os polititicas vamos sofrer esta agonia. Quando será que vamos aprender a pensar por nossos próprios miolos e, não, através de Partidos Políticos?

O povo tinha acordado, mas a Vovozona fez que adormecesse de novo.

O povo tinha acordado, mas a Vovozona fez que adormecesse de novo.

Lembro-me que nos meses antes das fatídicas eleições havia bandos e bandos de Zé Nings, manipulados até à alma pela lengalenga de “seus” líderes partidários, gritando slogans vazios pelas ruas de todas as capitais brasileiras. Como mortos-vivos, lá se iam eles atrás das bandeiras e tendo à frente a caterva de ladrões engravatados, suando em bica, mas certos de que de alguma forma permaneceriam no Poder, senão em cargos eletivos, ao menos engalhados num emprego de Ministro, Secretário ou coisa que o valha. O certo é que jamais se verá no Brasil um polititica desempregado. Seus apaniguados não deixariam tal desgraça acontecer. Se abandonam este, no próximo pleito quem pode assegurar que ele, de volta, não vá abandonar por sua vez aquele que o traiu? Nunca, jamais um polititica deixará outro sem um “galho” onde possa sempre “levar uns trocados”. Afinal, gente, todos integram a “Máfia da Gravata” e contra esta não há PF que consiga alguma alguma coisa.

Chavez em seu último carro que o levou para o além.

Chavez em seu último carro que o levou para o além.

E por falar na Máfia da Gravata, por onda andará a Aloprada do Planalto? Será que foi passear pelas oropas, como fez o Governador de Goiás, depois de meter a navalha em milhares de “dependurados” e deixá-los no desespero de começar o ano sem um galho para se agarrar? Não sei. Mas sei muito bem que a peste anda muda e desaparecida como bruxa malvada. Fico todo arrepiado por não saber o que a danada anda programando para nós. Ela já conseguiu reeditar quase totalmente os pré-idos de 64. Passeatas de empregados no ABC Paulista já começam a surgir nas telas de TV. Gente nas ruas gritando contra a podridão que não se acaba nunca, também. Polícia distribuindo fartamente gás lacrimogênio e desmiolados mascarados pintando o sete e dando prejuízo a torto e a direito, certamente dirigidos “nas escuras” por êmulos do PTzão vemos aos montes. A coisa é uma reedição ipsis literis dos idos de 60. Nosso país é o único no mundo que adora andar pra trás. O partidão  necessita reeditar os velhos tempos, quando orbitavam ao redor de seu núcleo os desesperados desempregados e sem perspectivas. Recriar este estado de coisas é prioritário para que possam, seus líderes, tentar novamente impregnar os Zé Nings com a doutrinação do Socialismo arcaico, mas nem por isto, morto. Chavez esteve aqui para provar que não. Foi-se pro inferno, mas deu seu recado.

Em Santa Catarina as serrarias matam a Mata Atlântica. Onde estão os polititicas? Junto de seus cofres...

Em Santa Catarina as serrarias matam a Mata Atlântica. Onde estão os polititicas? Junto de seus cofres…

Em meio a esta muvuca dos infernos, eis que o desmatamento incessante da Amazônia e da Mata Atlântica começa a dar seus frutos macabros. E não é somente Rio de Janeiro e São Paulo, não. O Centro-Oeste também está se danando com o calor infernal que despenca do Astro Rei sobre as fazendas do agronegócio. Os imbecis fazendeiros, quase todos polititicas, não se dão conta que em muitos casos trabalham contra si mesmos. Contra si e contra seus descendentes, pois logo, logo, não terão o que lhes deixar como herança, a não ser um solo devastado, morto, de pó vermelho imprestável para qualquer coisa. Mas somos brasileiros. Eles, também. E brasileiro só pensa até o umbigo. Depois disto, só os genitais tem força de lhes atrair o interesse.

Fez calor? Tira a roupa e tá bom. Depois se vê o que fazer.

Fez calor? Tira a roupa e tá bom. Depois se vê o que fazer.

E por falar em genitais, vem aí o Carnaval. A famosa mulata pelada já rebola peitos e bunda na TV sob o título de Globeleza. A loucura vai tomar conta do povão aloprado que vai arrancar forças sei lá de onde para saracotear e desperdiçar seus últimos tostões na folia idiota. Centenas de moças engravidarão e correrão, desesperadas, para as clínicas fazedoras de anjos a fim de se livrar do inquilino invasor. Mas a partir de abril, quando a doideira esfriar, os chifres abaixarem e as bundas forem esquecidas, virá a choradeira e o desespero. O que os polititicas vão inventar para distribuir aos desvalidos deles? Pão? Mas de onde, se os campos estão minguando e a produção agrícola está ficando reduzida? O circo já passou e não há mais fôlego econômico-financeiro entre os Zé Nings para desperdiçar à-toa. O que mais virá?

Ah, sim! Ainda teremos o Rock’n Rio! E temos as Olimpíadas e o trabalho voluntário!!! Que beleza! Afinal, polititica sempre pensa à frente, quando se trata de trolhar os Zé Nings…

Qui merde!