"Sabe que eu sou assim? Detesto mudanças.Tenho imensa saudade da bagunça de meu tempo..."

“Sabe que eu sou assim? Detesto mudanças.Tenho imensa saudade da bagunça de meu tempo…”

Há muita gente velha que pensa assim. São pessoas que já não mais são capazes de acompanhar os rápidos avanços que vêm ocorrendo, tanto tecnológicos  quanto no “modus vivendi” social. Nesta situação estão muitos idosos. Há uns que preferem escrever ainda a lápis, pois não conseguem aprender a digitar em um computador. Há os que ainda usam telefones fixos e buscam, na rua, telefones orelhões, pois não conseguem compreender os celulares que fazem tudo, até ligações locais e interurbanas.

Isto deve ter acontecido em todas as gerações passadas e que, hoje, no Brasil, nem mais são lembradas até por suas descendências. Eu, por exemplo, nem sabia que tinha heróis em minha família. Cresci achando que minha vida tinha um começo: o dia em que nasci. Tinha uma história: aquela que eu escrevo enquanto vivo. E tinha um fim: quando eu morrer. Mas a troco de uma curiosidade muito grande pela História de nosso país, eis que descubro que meu tataravô foi um grande herói da Guerra do Jenipapo, parte da História do Brasil que foi escamoteada de nossos livros escolares, até data recente.

"Ai que saudades que eu tenho dos tempos de minha vida..."

“Ai que saudades que eu tenho dos tempos de minha vida…”

Nossa Presidenta, por exemplo, tem uma saudade danada dos tempos pré-1964. “Como era bom“, ela deve dizer saudosista, “os tempos em que no Brasil o povo estava perdido pelas ruas, com uma inflação enorme, polícia desembestada distribuindo cacetadas a torto e à direita, as Forças Armadas fazendo reuniões às escondidas e eu, com meu bando, pintando o sete pelas cidades brasileiras“.

A mocidade de hoje não sabe o que é patriotismo. Eu preciso reeditar aqueles tempo áureos, quando os metalúrgicos perdiam seus empregos, as montadoras demitiam à granel e o barbudo desconhecido nascia para a política e criava nosso amado PT. Preciso incrementar as bombas de gás lacrimogênio, que ainda é pouco distribuída pelas polícias nas cidades deste país. Nada de usura. É preciso que todos os jovens sejam batizados com aquela fumaça danada de ardida. Aquilo foi gostosoAquilo educava a mocidade de meu tempo no Socialismo verdadeiro, aquele que nunca está satisfeito e batalha pela criação de uma elite socialista, para a qual tudo é devido em detrimento da ralé capitalista.

Talvez, motivada por esta saudade doentia, a Aloprada do Planalto tenha-se esforçado para estimular a juventude brasileira a ir para as ruas, mascarada ou não, gritar contra tudo. Contra os aumentos de passagens (também era assim no seu tempo); contra os aumentos safados levados a efeito pelos polititicas atuais para tapar rombos que fizeram no tesouro público (também era assim em seu tempo); contra a repressão à Imprensa Livre (também era assim em seu tempo); contra a insegurança pública generalizada (também era assim em seu tempo); contra o desemprego (também era assim em seu tempo); contra as demissões em massa (também era assim em seu tempo)…

Sim, a Aloprada do Planalto consegue, com dedicação satânica, mais satânica que a determinação dos extremistas muçulmanos, trazer o Brasil de volta ao passado fedorento daqueles tempos. Você não saber a razão desta necessidade doentia?

Ora, meu amigo, minha amiga, só assim se cria ambiente ideal para a implantação de uma verdadeira sociedade socialista, com elitismo para os militantes e degradação para s não militantes. E a Aloprada do Planalto é da turma das elites petistas.