"P.q.p., meu! Tu ainda te lembras de mim? Quer ver minha caveira, é?"

“P.q.p., meu! Tu ainda te lembras de mim? Queres ver minha caveira, é?”

“Nossa” Polititica continua prenhe de velhos caciques. Eles encruaram nas velhas fórmulas do dizer e não fazer; do prometer e não cumprir; do toma-lá-dá-cá; do ganhar a eleição e se trancar em conchavos que não visam nada à melhoria, quer do Município, quer do Estado, quer da Nação. Malufão, graças aos seus “eleitores burros e retardados”, conseguiu se enfurnar novamente no Legislativo e tem garantidos mais 4 anos de impunidade. Como já está com o pé na cova, quando este tempo terminar talvez não tenha outro para ganhar mais 4 anos. A “Magra” já deve estar de olho no safardácio. A Roseana Sarney, aquela dondoca do Maranhão, quando o bicho pegou para os ladrões da Petrobrás, escafedeu-se rapidinho para o exterior em busca de lugar onde se esconder. Levou uma bolada de gorjeta, já que do Maranhão tinha arrancado até a pele dos dedos dos pés de seus habitantes. O caquético pai de Roseana se aposentou, mas nas sombras, como sempre gostou de agir, está manipulando os cordéis, de modo que nem os antigos nem os novatos consigam modificar qualquer coisa séria no “status quo” que ele e os de sua geração criaram depois de 64. E vai por aí. Estamos, no quesito Política, atolados na “merde” francesa.

"Aí, Brasil! Em São Paulo tem água sim! Vejam como bebo esta até o fundo do copo. Quem disse que há racionamento? Nem falta água. É intriga da oposição."

“Aí, Brasil! Em São Paulo tem água sim! Vejam como bebo esta até o fundo do copo. Quem disse que há racionamento? Nem falta água. É intriga da oposição.”

Alkimin ganhou novamente quatro anos para manter seus fundilhos na cadeira quente de São Paulo. Ainda que premiado com uma seca de lascar, que possivelmente não vai arrefecer até daqui a um milênio, anda dizendo que não disse o que disse. Como sempre. E não larga a mania de chupar a dentadura.

O Cantareira está secando. Não há mais esperanças para ele. Mesmo que chovesse um dilúvio, não se recuperaria senão dentro de seis anos. O dano foi mortal. O sistema ao seu redor não está em melhores condições. Mas enquanto toda a atenção se volta para a angustiante falta do líquido da vida nas torneiras paulistas, ninguém vê o trabalho incessante dos madeireiros que continuam a derrubar a Mata Atlântica. O Governador é que não vai falar sobre este assunto cáustico, pois seu partido jamais permitirá que tente refrear seriamente o assassinato das milhares de árvores que, antes, mantinham os paulistas totalmente despreocupados com o dilema da falta d’água. Todos pensavam que isto era coisa para árabe, até que…

"Cuma prendê um cabra bunitim cuma eu!"

“Cuma pode prendê um cabra bunitim cuma eu!”

Cerveró, que não é polititica mas vive a vida embolado com eles, foi ao exterior tentar assegurar o seu futuro. Sabe perfeitamente que não ficará senão alguns parcos meses trancado num xilindró. Meses? Talvez eu esteja exagerando. Digamos que alguns míseros anos (afinal, gente, ele não é polititica). Quando sair, não terá mais cacife para disputar gerência em qualquer empresa brasileira ou estrangeira. Em matéria de curriculum, o seu federá longe. Então, aquele olho que vê mais embaixo, tratou de alertar o cérebro do sujeito para tomar providências a fim de se garantir uma vida folgada, depois da provação. Só que a PF ainda está feroz em seus calos. Afinal, não sendo polititica, é um boi de piranha perfeito para “acalmar a fúria” tanto dos Zé Nings brasileiróides (não são verdadeiramente brasileiros, pois se deixam levar na conversa fácil, fácil), quanto dos investidores águias lá de fora, caiu como abutre sobre carniça em cima do infeliz. Mal desceu do avião que o trouxe do exterior e já se viu cercado pelos incômodos esbirros dos partidos políticos enrolados na trama alarmante do petrolão. Vai se danar de novo e seu advogado já anda alardeando que se a PF prende Cerveró, tem de prender também a queridinha da Aloprada do Planalto, a Graça Foster. Esta, tal qual Cerveró, também tratou de transferir bens para seus filhos, prevendo tempestade… Que não é de água, para tristeza dos paulistanos…

Adalberto Alexandre, presidente da Câmara do Município de Ribas do Rio Pardo. Preso, depois de fugir de pijama da visita da CAECO à sua casa. Fichinha, mas ladrãozinho...

Adalberto Alexandre, presidente da Câmara do Município de Ribas do Rio Pardo. Preso, depois de fugir de pijama da visita da GAECO à sua casa. Fichinha, mas ladrãozinho…

Enquanto o mato queima do lado dos não-polititicas, logo frágeis cidadãos comuns, os patifes de colarinho branco tentam fazer alguma coisa que possa prestar para o povão, mas sem mexer no status quo. É a mesma coisa que tentar encher o Cantareira carregando água nas palmas das mãos. Mas, enfim, isto aqui é o “brasil” dos petralhas e nele, qualquer patifaria em se plantando, dá. E dá como o diabo. Entretanto, os graúdões dos partidões estão com cólicas menstruais (não se espante. Eles são anormais até nisso), pois os fichinhas (vereadores municipais e prefeitinhos de m…) andam fazendo titica a mais não poder. A todo momento a Globo, traíra, põe no ar que em tal ou qual município tantos vereadores foram em cana porque meteram a mão na cumbuca. Ou tantos ou quantos Prefeitos estão em tremenda saia justa pelo mesmo desatino. Eles, os fichinhas, não compreendem que o momento não é bom para fazer barulho. É hora de “fingir” trabalhar honestamente e empurrar com a barriga tudo o que preste. É a hora ideal para o ping-pong polititica (“não fui eu; consulta ou procura a secretaria de…“). Mas não. Os pestes andam agindo segundo a cartilha em que seus partidinhos de m… os treinou. Aquelas cartilhas devem ser arquivadas e outras, mais refinadas, deverá ser repassada a todos. É preciso ter calma. É preciso não jogar água fora da banheira para não chamar a atenção. Agir de manso. Sair de fininho. Ficar quietinho. Não faz nada, nem obra pública que preste. Fica em silêncio, diabo!

"Porra! Não é hora de fazer barulho, diabo!"

“Porra! Não é hora de fazer barulho, diabo!”

Enquanto o dramalhão dos polititicas graúdos e as bobeiras dos polititicas fichinhas continuam na ribalta do “brasil” petralha, o céu segue furioso, cada vez mais furioso. Thor está descendo seu martelo sem dó nem piedade nas nuvens de tempestades e, por isto, chuvas de raios despencam sobre cidades e campos, matando gente e gado à granel. Tudo esturricadinho que dá gosto. Mas toda esta água não presta pra nada. Afinal cai num curral, o eleitoral, que não tem nada a oferecer à Rainha das Tempestas da Umbanda e do Candomblé – Iansã. E como nada recebe, ela também nada oferece e deixa que seu igual na Mitologia Nórdica se solte como quer e o diabo gosta.

E tome falta d’água. E tome paulistas e paulistanos fedendo a suor azedo, depois de um dia duro, com sol causticante atanazando a paciência de todos.

É o caos. Um caos que, parece, o “brasil” ainda não se deu conta.

Esta charge diz bem de como vivem os cariocas de hoje.

Esta charge diz bem de como vivem os cariocas de hoje.

Atrás dos paulistas e paulistanos vão os cariocas. Suando em bica; derretendo ao sol furioso, eles ainda têm o prazer de poder tomar um banho refrescante em suas casas, depois de devidamente cozinhados no próprio suor, num calor de 60º C. Quem diria. Eu, quando morei no Rio de Janeiro, peguei temperaturas de 16 º C. As mãos doíam de frio, naqueles tempos. O Maior calor era de 40ºC, calor que nem de leve chegava perto dos 40º C de agora, quando a sensação térmica é de 60º C.

São as profecias de Nostradamus se confirmando. Dizia ele que nos tempos finais “ver-se-ão pessoas desesperadas, sob calor abrasante, correndo tresloucadas pelas ruas, chupando ferro em brasa em busca de uma gota d’água para saciar a sede desesperante que as enlouquecem…”

Bom, não sei se os cariocas estão perto de chupar ferro em brasa. Mas sei que estão sendo assados vivos. No entanto, ainda podem festejar o Carnaval (talvez um dos últimos), pois ainda há água para eles.

Mas até quando?