Pensando sobre tatuagens e seus significados possíveis.

Pensando sobre tatuagens e seus significados possíveis.

Desde quando me entendo por gente que  não me lembro de alguma vez ter tido vontade de marcar meu corpo. Ao contrário, ficava muito ansioso quando sofria algum corte ou um ferimento qualquer que me fizesse pensar que dele me restaria uma feia marca. Lembro-me bem que entrei em muitas brigas de rua, das quais sempre saía sangrando. Quer pelo nariz, quase sempre quebrado (daí um desvio de cepto que até hoje me entorta o nariz e me dificulta a respiração pela narina direita), quer pelos lábios inchados devido a cortes feios, internos, na boca. Curiosamente, contudo, nunca tive ferimentos graves em meu corpo. Não que aqueles com quem me engalfinhei tivessem o cuidado de não querer me deixar marcas. Ao contrário. Em briga de rua, aprendi com meu pai, há você, seu adversário e o diabo. Deus está sempre de costas, nestas horas. No entanto, meu corpo não tem sinais daqueles momentos angustiosos e cheios de raiva ou fúria assassina.

Cresci e me tornei pai. E como pai jamais incentivei meus filhos a marcarem seus corpos. Curiosamente, pelo menos não me lembro de alguma vez ter comentado isto com eles, todos cresceram e nenhum demonstrou qualquer desejo de marcar seus corpos. Apenas as mulheres seguiram a vaidade feminina e tiveram suas orelhas furadas. Fora isto, cresceram, todas, sem marcar seus corpos com qualquer sinal que os enfeiassem.

E são bonitas. Naturalmente bonitas. Meus filhos, ainda que todos, meninos ou meninas, tenham vivenciado a experiência dos dojôs e de lutas não japonesas, como a capoeira, passaram por tudo sem terem seus corpos maculados por marcas que os enfeassem. 

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