Amar é dedicar nossa vida aos nossos irmãos, independente de suas relações sociais para conosco.

Amar é dedicar nossa vida aos nossos irmãos, independente de suas relações sociais para conosco.

Foi dito que enquanto indivíduo somos totalmente responsáveis por nossas tomadas de decisão. O que isto significa? Em primeiro lugar, significa que, na qualidade de indivíduo, tendemos a nos rebelar contra o status quo estabelecido pelo grupo ou pelos grupos sociais. Se as diretrizes destes grupos se chocam com nossas expectativas ou com nossos desejos surge um conflito que nos coloca em um dilema. Ou optamos por uma ação individualizada, arriscada, solitária, ou optamos por abdicar de nós em favor dos folkways e mores grupais.  E esta é sempre uma escolha que acarreta grande ansiedade. É preciso, antes de tudo, ter coragem e ser dono de grande ousadia e forte determinação. 

É aqui, no dilema, que se demonstra o Amor em toda sua Força, em todo seu Poder. Como? Tomemos, por exemplo, uma garota que se apaixona por um homem. Ele foi casado, é divorciado e tem três filhos. É claro que a família da jovem ficará contra a união, até porque o homem é quinze anos mais velho que ela. E eis que a jovem tem de optar: ou marcha de passo certo com o que sua família pensa, ou rompe com estes preconceitos e se atira num vôo cego, pois uma relação jamais dá certificado de garantia a ninguém. Tudo é um jogo e este jogo é perigoso, pois o que se aposta e se pode perder são dias de vida. E estes, nunca são recuperáveis.

Optar pelos preconceitos da família (ou do grupo familiar, ou religioso, ou empresarial) é seguir a vida sempre com uma interrogação sem resposta: “E se eu tivesse tentado?” Está-se dentro do que Fromm chama de igualdade dos autômatos. Mas cabe, aqui, perguntar: esta igualdade garante a felicidade e o amor que tanto se deseja? Ninguém sabe. Ninguém pode garantir. O certo é que dentro do coração daquele ou daquela que abdicou de tentar, de experimentar, levará consigo uma inquietante pergunta, que se tornará dolorosa se a união “certinha” fracassar e só restar o amargo do dissabor. A pessoa que sofre um fracasso assim, lá em seu mais profundo ser se questiona o ter vivido na mesmice das abstrações, a mesmice dos que trabalham sempre nos mesmos serviços, cabeças baixas, mentes embotadas, faltos de criativade e de ousadia. Lêem os mesmos jornais; torcem pelos mesmos times de futebol; freqüentam os mesmos clubes e fazem os mesmos encontros churraqueiros de domingo. Tudo o que cansa e esvazia a alegria de tentar sem segurança nenhuma de que vai dar certo. Quem abdicou de tentar e se conformou à vida igual dos grupos presos a conceitos vazios e preconceitos medrosos sente, ao final, um vazio estranho, uma falta de não sei quê que não viveu. É melhor sofrer tentando, caindo, se esfolando, se levantando e tentando de novo, sempre descobrindo algo diferente, do que viver certinho, sem emoção, sem rebeldia, sem se enriquecer experiencialmente. Afinal, desta vida só se leva a experiência, nada mais…

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