É raro o casal que, após dois anos ou um pouco mais, não esteja dormindo junto assim...

É raro o casal que, após dois anos ou um pouco mais, não esteja dormindo junto assim…

Pareceu que eu tinha dito tudo a respeito do Amor, nos artigos anteriores. Mas a coisa não é bem assim. O Amor não pode ser simplista, pois é Divino e o Divino não é simples. Comecemos com a pergunta: por que nós nos dividimos em machos e fêmeas? Por que não podíamos ser como, por exemplo, o cavalo marinho, onde um e outro sexo estão em uma só entidade?

Nosso desenvolvimento, se não fôssemos divididos em dois polos opostos e complementares simultaneamente, bem poderia ser totalmente diferente. Como? Não vem ao caso, mas que teria sido muito diferente, lá isto teria sim. Com certeza nossas sociedades não seriam como são: egoístas, pervertidas, sofredoras, mentirosas e violentas. Ou… Será que seriam bem pior? Eu creio no oposto e prefiro continuar crendo.
Sigamos Fromm. Ele dizia, em 1970, que a pessoa se tornou um apêndice da máquina. O que não diria se vivesse hoje? Naqueles idos não tínhamos nem um terço da parafernália cibernética de que dispomos hoje. Se já éramos um apêndice da máquina há 44 anos, o que somos nesta nossa atualidade computadorizada? Mais que nunca fomos reduzidos à conformidade no que fazemos. Em uma Organização qualquer, nosso comportamento está adredemente traçado. Na Empresa nossas tarefas estão fluxogramadas e devemos seguir o fluxograma para preservar o bom funcionamento da engrenagem empresarial. Mas não é só isto que está determinado. Também somos determinados no modo de nos vestirmos, no modo de nos comportarmos, no modo como devemos tratar com nossos colegas, nossos superiores hierárquicos e os clientes. Devemos obedecer à difícil lógica da competição e da concorrência, colocando nelas a tolerância, o companheirismo, a cordialidade, a lealdade, tudo a par com a ambição de ascender na hierarquia empresarial – o que, convenhamos, é muito difícil de se fazer coadunar.
A Fórmula:    (Ambição+concorrência+competição)=harmonia
Não tem um resultado positivo e possível. É utopia; é uma inequação. No entanto, é isto que a Administração Empresarial quer das pessoas que são “empregadas”. Ser empregado não é ser Indivíduo, mas pessoa robotizada. E é possível fazer que um robô sinta Amor? Há quem afirme que sim, mas há controvérsias…
Eis Erich Fromm. Você devia ler seus livros. São assaz informativos e interessantes.

Eis Erich Fromm. Você devia ler seus livros. São assaz informativos e interessantes.

Segundo a visão de Fromm, “o Indivíduo é introduzido no padrão conformista com a idade de três ou quatro anos e daí por diante nunca mais perde o contato com o rebanho”. O padrão conformista, socialmente dogmatizado, separa-nos dos outros, o que Fromm chama representativamente de “rebanho”. E creio que é uma designação adequada, principalmente para os citadinos. Vocês já notaram que todos agimos como rebanhos, nas cidades? É feriadão? Quem mora nas cidades interiorianas desce em rebanho em busca das praias e nelas todos se comportam quase totalmente iguais entre si. Quem mora longe das cidades praianas busca os balneários como Caldas Novas, ou as cachoeiras onde também todos se comportam quase totalmente igual aos demais em tudo o que fazem. Isto, este comportamento de rebanho, vem de muito longe em nosso passado evolutivo. Foi, quiçá, aprendido pela necessidade de viver em greis para nos defendermos de felinos muito maiores, muito mais perigosos e muito mais carnívoros. O certo é que ficou na estrutura mesma de nossos genes e, agora, nesta moderninade do Século XXI, nos domina e nos coloca sempre sem saída. 

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