REDUZIR A MAIORIDADE PENAL. COMO DISCUTIR O QUE NÃO SOLUCIONA NADA E GANHAR DINHEIRO PÚBLICO SEM SER DENTRO DO ESCÂNDALO DO PETROLÃO.

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E eu fiquei pensando...

E eu fiquei pensando…

Assisto atentamente uma discussão sobre reduzir ou não, a maioridade penal. Políticos, analistas políticos, sociólogos e psicólogos. Cada qual dá sua posição, uns a favor, outros, contra. Mas nenhum deles põe o dedo direto na ferida. A idéia básica dos que defendem a redução é a de punir o criminoso.

PUNIR. Esta sempre foi a filosofia no Brasil, desde quando os Militares deixaram  o Poder. Quando eles assumiram e eu fui trabalhar na EMBRATEL, a empresa, criada e preenchida exclusivamente por militares nos cargos de comando acima de Divisão (a empresa tinha o seguinte organograma: Primeiro: Presidência e Assessoria; segundo: Diretorias e Secretariados; terceiro: Superintendências. Até aqui os ocupantes das posições de comando eram preferentemente militares, quase todos coronéis. A exceção estava na área de Engenharia, onde aconteceu de um civil, cinco anos após a criação da Empresa, assumir a Superintendência. A seguir, Divisões, depois Seções e finalmente Setores. Nestas chefias menores – quarto, quinto e sexto escalões de comando, ficavam os afilhados de coronéis da empresa ou que eram trazidos de fora, recomendados por alguma autoridade com quem eles podiam trocar favores ou fazer tráfico de influência) não fugia à condição de cabide de emprego para privilegiados. O que eu mais via e mais me espantava era o apego que os militares tinham à punição. Havia, no Regimento Interno da Embratel, uma longa lista de situações em que os empregados deviam ser punidos. Mas havia apenas um parágrafo onde se dizia como e quando podiam ser gratificados por algo meritório. Em meus 27 anos de empregado da EMBRATEL vi, somente, 8 memorandos de elogios e a maior parte, quase 80% deles, para trabalhadores considerados “nobres”, isto é, desenvolvidos por Engenheiros de Telecomunicações ou por Administradores em cargos de quarto a sexto escalões. A hierarquia na empresa era tipicamente militar. Empregados nível básico não tinham direito a nada a não ser trabalhar bem, o que não passava de suas obrigações; empregados de nível médio idem (eram os carregadores de piano e a carregadores de piano não se gratifica nem elogia). Não interessava que possuíssem até o doutorado. Se não conseguissem um apadrinhamento militar dentro dos quadros da empresa, não passavam de empregados de nível médio, logo, carregadores de piano. E para carregador de piano nada além de punições rigorosas. O chicote, na visão dos militares, era o melhor meio de se obter produtividade. Finalmente, os empregados de Nível Superior (mesmo que o indivíduo fosse uma besta quadrada. Mas se tinha padrinho militar dentro da empresa, era “excelente” Nível Superior). Para estes, todas as facilidades. Ainda assim, foram raríssimos os que receberam um elogio por seus desempenhos. Cobrança. Exigência máxima e ameaça constante era a tônica motivacional adotada pelos militares na empresa. E a obrigação de adotar a “verdade militar” de ter a consciência de que fazer o máximo era tão-só a obrigação  de qualquer um. Visão tipicamente militar. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO LIV – A DURA PROVA DE PRIMUS (II)

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Druidesas colhendo ervas para seus caldeirões.

Druidesas colhendo ervas para seus caldeirões.

A agitação na aldeia ia num crescendo. A população quase dobrara em poucas horas. Sete mulheres montando cavalos pretos saíram em disparada em direção à floresta. Trajavam balandraus negros e tinham as cabeças cobertas por um capuz também negro. Vistas de onde estava Primus elas pareciam algo tétrico e de mau agouro. O romano engolia em seco e tinha as mãos suadas. De seu pensamento não se afastava a inquietante pergunta: “Como poderei interferir com aquela gente perigosa? 

Andava angustiado de um para outro lado sem saber bem o que fazer. Sentia-se frágil e aterrorizado sem a presença de Issa perto de si. Agora compreendia que toda sua força vinha-lhe daquele homem descontraído, sempre sorridente e sempre com as palavras certas para dizer nas ocasiões necessárias ou perigosas. Ele não era um erudito. Não tinha a instrução de um Sábio. Sempre fôra um soldado romano, desde quando se lembrava de seu passado.

Caiu sentado sobre a pedra de onde se levantara fazia pouco tempo. Deu as costas à aldeia e permaneceu angustiado, confuso, sentindo-se invadir por um temor quase irracional. Mais

VAMOS CONTINUAR “A ILHA DE PARGOS” – CAPÍTULO III  –  SURGE UMA LUZ 3ª parte

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Capítulo III – Surge Uma Luz (Terceira Parte)

Apolo, o condutor do carro do Sol

Apolo, o condutor do carro do Sol

Reminiscências

                  À noite, em seu apartamento, Mara rememorava os acontecimentos daquele dia. Seu sexto sentido lhe dizia que tinha entrado facilmente num túnel perigoso, mas não sairia dele da mesma forma. Os rostos daqueles homens truculentos não lhe saíam da memória. E o Sr. Kamuratti e sua esposa? Figuras saídas das páginas de um romance de ficção detetivesca. Soturnos, frios, olhares gélidos e penetrantes como punhais. Mara jamais havia visto nada semelhante. Aquelas pessoas matariam com a mesma frieza com que os atores representavam os criminosos nos filmes. Então, havia realmente gente assim. Não era somente invenção cinematográfica…

            Seu olhar vagueou pela cidade. Eram nove horas e o Rio de Janeiro se acalmava. Muitos carros ainda estavam passando sobre o elevado Paulo de Frontin, mas o engarrafamento já não existia. Eles corriam livremente. “Onde andarão aquelas bestas humanas? O que estarão fazendo de mal a esta altura da noite? Será que dormem? Será que ainda estão à nossa procura?” Esta última parte de seu pensamento lhe causou um calafrio. Inquieta, andou de um lado para outro no pequeno espaço da sacada de seu apartamento. E começou a rememorar tudo o que vira, ouvira e vivera. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO LIII – A DURA PROVA DE PRIMUS.

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Um promontório pode ser assim, apenas um pequeno morro.

Um promontório pode ser assim, apenas um pequeno morro.

Primus viu muita gente de outras aldeias vindo para o ritual a Belenos. Mas ele e seu Mestre se mantiveram afastados da aldeia. Estavam sobre um promontório de onde podiam ver toda a aldeia de sob um grande carvalho cheio de visgo. Yehoshua sentava-se na postura do lótus e meditava. Havia um sorriso de felicidade iluminando-lhe a face. Primus observou-o por um longo tempo e, depois, deixou-se ficar olhando o movimento e a agitação na aldeia, onde o número de pessoas aumentava à medida em que o tempo passava.

Yehoshua abriu os olhos e o fitou. Seu sorriso desapareceu e ele pigarreou. Primus se voltou para o olhar e viu-lhe o semblante pesado. Mais

FAZER MESURA COM O CHAPÉU DOS OUTROS É FÁCIL E “ECONÔMICO”, NÉ NÃO, SRS. POLITITICAS?

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Burgueses brasileiros na fila do INSS. O ESTADO se dá o direito de fazer o que quer com o dinheiro do trabalhador. Por que? Alguém pode-me responder a esta pergunta?

Burgueses brasileiros na fila do INSS. O ESTADO se dá o direito de fazer o que quer com o dinheiro recolhido por empresas e trabalhadores destinado à aposentadoria destes últimos. Por que? Alguém pode-me responder a esta pergunta?

Lê-se na WIKIPÉDIA que “O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é uma autarquia do Governo Federal do Brasil, vinculada ao Ministério da Previdência Social, e que recebe as contribuições  para a manutenção do Regime Geral da Previdência Social, sendo responsável pelo pagamento da aposentadoria,  pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente e outros benefícios para aqueles que adquirirem o direito a estes benefícios segundo o previsto em lei. O INSS trabalha junto com a Dataprev, empresa de tecnologia que faz o processamento de todos os dados da Previdência.

Além do regime geral, os estados e municípios podem instituir os seus regimes próprios financiados por contribuições específicas.

O INSS foi criado com base no Decreto nº 99.350, de 27 de junho de 1990, mediante a fusão do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS), com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), mas algumas de suas funções contemplam direitos que já haviam sido estabelecidos desde os tempos do império.

Compete ao INSS a operacionalização do reconhecimento dos direitos da clientela do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que atualmente abrange mais de 40 milhões de contribuintes. O Instituto possui em seu quadro administrativo quase 40.000 servidores ativos, lotados em todas as regiões do País, que atendem presencialmente mais de quatro milhões de pessoas todos os meses. Conta com uma rede altamente capilarizada, de cerca de 1.200 unidades de atendimento, as chamadas Agências da Previdência Social (APS), presentes em todos os estados da Federação (NOTA: e que não funcionam ou, quando o fazem, fazem-no de modo precário, miserável).

Trata-se de um mecanismo democrático, que ajuda a minimizar as desigualdades sociais. A renda transferida pela Previdência é utilizada para assegurar o sustento do trabalhador e de sua família quando ele perde a capacidade de trabalho por motivo de doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou idade avançada. Mais

O PARLATÓRIO DA CÂMARA NÃO É PÚLPITO PARA DIVULGAÇÃO DE IGREJAS EVANGÉLICAS.

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Possivelmente ele é evangélico, mas se comportou como um verdadeiro parlamentar.

Possivelmente ele é evangélico, mas se comportou como um verdadeiro parlamentar.

Fiz meu prato e me sentei diante da TVzona para assistir à TV Câmara. Dez para o meio-dia. Geralmente, o plenário está quase vazio e os que sobem ao parlatório para falar só o fazem para que se registre que ao menos disse algo a respeito de qualquer coisa.

Mas tive uma surpresa. Havia no parlatório um Deputado – Marcus Rogério, de Roraima – fazendo uma peroração sobre o aborto tal e qual está colocado na nova proposta do Código Penal Brasileiro. E eu o aplaudi de pé. Falou sério, sem misturar religião com legislação. Fiquei interessado e concordei em gênero, número e grau com tudo o que ele disse. O Deputado, por incrível que pareça, ganhou meu respeito e minha admiração.

Mas o que lhe seguiu naquele lugar foi um desastre. Mais

HOME, QUEM É A TAR DE LOLA? AS MENINADA LÁ DA ISCOLA DO MEU NETIM SÓ FALA NA DANADA.

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Quando ele fica aperreado, dana-se a pitar feito uma locomotiva.

Quando ele fica aperreado, dana-se a pitar feito uma locomotiva.

Orozimbo chegou encafifado. Testa franzida, ar de preocupação, pito soltando baforadas e mais baforadas nervosas. Ele se abancou sem pedir licença, fincou os cotovelos nos joelhos e ficou calado, baforando seu pito, olhar fixo no morro à frente, na estrada que leva a Senador Canedo. Como eu já o conheço há bastante tempo, respeitei seu silêncio e lhe dei o indefectível copo de café amargo. Ele o aceitou sem comentários e sem me olhar. Vim para dentro de casa escrever meu artigo diário, desta vez abordando o modo como os POLITITICAS nos usam, a nós, aposentados, como gato morto para bater na cabeça de seus adversários. Nenhum deles pensa em nós, mas de nós se lembram quando travam suas guerrinhas mesquinhas por vantagens apenas pessoais ou partidárias. A Nação ter ido às ruas só os açulou para se garantirem e tirarem o máximo de vantagem pessoal e partidária. Não fez que se mexessem de verdade em favor do povo brasileiro.

Afinal de contas, são polititicas e não podem passar disto. Que lástima… Mais

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