Eis o gordinho do Rio de Janeiro.

Eis o gordinho do Rio de Janeiro.

O autor da frase acima é de Dom Orani Tempesta, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro. Sim, pode haver esta situação. Mas também há aquela outra, bem mais cruel, onde quem grita está pedindo socorro e só pede socorro quem está em sofrimento.

Quem está sofrendo neste “país do futuro”?

A Política. Isto mesmo, a Política. Não a politicacom “p” minúsculo e sem sinal diacrítico. A POLÍTICA está gritando, se esgoelando, talvez pela enorme vergonha que sente em função da ação dos “nossos” políticos e polititicas no comando deste país incomparável em Natureza não humana.

Os Brasileiros, com B maiúsculo, estão gritando. Eles não somente querem ser ouvidos; eles querem ser socorridos. Socorridos por alguma alma misericordiosa que entenda de POLÍTICA de verdade, não o que aí está e que não sabe o que fazer senão politicar em função de interesses mesquinhos e vergonhosos.

"É ela! É ela! É a trouxa!"

“É ela! É ela! É a trouxa!”

Sou um brasileiro que vocifera ferozmente contra os petralhas e, com mais ênfase, contra seus cabeças-mor, Luís Inácio “Lula” da Silva e Dilma Rousseff. Sou um brasileiro que vociferou ferozmente contra Fernando Collor de Melo (originalmente Köeller) e Fernando Henrique Cardoso. Sou um brasileiro que guardo grande raiva do primeiro, e ódio profundo ao desgraçado segundo traidor nosso.

Mas, vou dar uma de advogado do diabo e vou colocar a Aloprada do Planalto como vítima. Não dos milicos, que isto já está no cemitério do tempo (inclusive, na companhia de muitos deles daquela época). Vou supor, apenas supor, que a Dilma desejava realmente fazer alguma coisa pelo nosso Brasil. Vou supor que ela foi lá pra cima com a intenção de consertar muita porcaria que foi obrigada a enxergar no Partidão de seu Tutor e Protetor, Lulaça Cachaça. Talvez tenha pensado que, uma vez sentada na Cadeira de Presidente da República, tivesse Poder para mudar muita porcaria que, como a sujeira na Baía de Guanabara, põe em risco a navegação da modernização do nosso país.

"Mas onde diabo fui amarrar minha égua, ô xente!""

“Mas onde diabo fui amarrar minha égua, ô xente!””

Vamos supor que ela não tivesse plena consciência de que seria transformada numa marionete do cabeção do PTralhismo – o Lulaça Cachaça. Vamos supor que ela, tendo visto o sucesso que o Cachaça conseguiu junto aos Zé Nings, consertando a muita titica que os polititicas do PMDB/PSDB tinham feito, acreditou piamente que estava embarcando num barco seguro, firme, que realmente vinha para atender os anseios dos brasileiros.

Sei que é exagerar até os limites do absurdo, mas vamos apenas supor, está bem?

"Cumpãera Dilma, você tem de agüentar sem espernear..."

“Cumpãera Dilma, você tem de agüentar sem espernear… Você subiu por minhas mãos, mas pode cair também por elas”

Logo que tomou posse a pobrezita teve o primeiro susto: num cochicho impiedoso, Cachaça deve-lhe ter dito: “Você está aqui em cima porque eu quis. Assim, fará o que meu partido desejar. Você vai tomar conhecimento de algumas trampolinagens que nós estamos fazendo, mas isto não foi criação nossa e, sim, do PMDB com o PSDB. Gostamos e adotamos. Vamos precisar do que é mais importante em qualquer Governo de qualquer país: dinheiro. Lembre-se sempre disto: o PT, para se tornar o mais poderoso partido do Brasil, tem que dispor de dinheiro. Por isto, você indicará para cargos chaves todos aqueles que o PT quiser e fará isto sem duvidar, com segurança e principalmente sem esperneios patrióticos que isto é burrice. Você tem de se mostrar convicta, senão pomos o ‘exército do Stédile’ para bagunçar seu Governo”. Depois desta, a pobre Dilma deve ter perdido o sono e deve ter caído na real. Correu a se aconselhar com seu Vice, o Temer, polititica-mór do PMDB e, logicamente, péssimo conselheiro para quem estava no lado do inimigo. Temer ficou calado, olhou para o nada (com aquela cara de peixe-morto, visto que já está morto também e não sabe) e desconversou, falando que a culpa é das estrelas. Dilma não entendeu nada, mas compreendeu que estava na frigideira. Só faltava acender fogo debaixo dela.

"E eu só quero mudar o sistema de mamata, só isso!"

“E eu só quero mudar o sistema de mamata, só isso!”

Esperta, logo percebeu que o fogo viria justamente da PETROBRÁS, pois, por orientação sub-reptícia, “tomou decisões” que nem um jumento tomaria, se estivesse em seu lugar. Por exemplo: fez desonerações de impostos seletivas, ora dirigidas a eletrodomésticos “brancos”, ora a outro tipo destas coisas; e forçou a PETROBRÁS a vender combustível com preço bem abaixo dos praticados no exterior, jogando a Empresa num risco enorme de descapitalização. E isto apenas para citar duas das grandes asneiras que ela foi obrigada a fazer pela vontade de “seus donos”, os petralhas. Governou segundo um caderno de deveres incongruentes e agüentou sozinha o amargor da tempestade que previa sobrevir ao seu Governo em função do que estava sendo obrigada a fazer. Fez coisas que nem o Pinóquio teria feito, não por temer que seu nariz crescesse, mas por temer o Cachaça e o Stédile. Teve, então, uma idéia maravilhosa (e desastrosa para si): falou aos quatro cantos que o Brasil precisava ter o Sistema Eletivo radicalmente mudado. Em vez de os políticos terem suas despesas sufragadas por grandes empresas, estas deviam ser cobertas pelo Erário Público. Ora, isto seria dar uma cacetada diretamente no meio da cabeça podre da dupla satânica e, também, no PTzão, que já absorvera e aprimorara a herança recebida daqueles. Até já institucionalizara a propina na maior empresa de capital misto do país: a PETROBRÁS (sem contar outras que, certamente, a peste da PF vai colocar às claras, é lógico).

"Ai meu São Longuim! Sei que o senhor foi cego quando soldado, mas agora, por favor, olha por mim que tô no sal grosso!"

“Ai meu São Longuim! Sei que o senhor foi cego quando soldado, mas agora, por favor, olha por mim que tô no sal grosso!”

A partir do momento em que falou demais, foi caçada e coagida pelos petralheiros furibundos. Eles lhe esclareceram que 1) estava no programa o controle da Imprensa e isto deveria ser vendido ao povo como “regulação da Mídia”. Como o povo é mesmo burro, não entenderia de imediato o que era isto até quando fosse tarde; 2) a PF não podia ter aquela liberdade toda que ela estava-lhe dando. O resultado fôra a prisão “indevida”, vexatória e desastrosa de grandes “cumpãeiros” que tinham trabalhado duro para fazer que o Cachaça obtivesse sucesso no seu tempo. A prisão deles abalara profundamente o partidão e consertar o mal ia ser um desafio e tanto. Ela errara. Tinha de retroagir. Sorte é que o PTzão tinha (e tem) togados comprometidos com as diretrizes partidárias. Mesmo que o “Negão” esperneasse, os cumpãeiros não seriam maltratados e logo, seriam postos em liberdade. O diabo é que por oito preciosos anos estariam impedidos de retornar à Vida Secreta (não pública, que em PTzão isto não pode ser praticado, sob pena de o partido se dar mal).

"Aí, Dilma, eu vou voltar e quando isto acontecer, você vai-se danar!!!"

“Aí, Dilma, eu vou voltar e quando isto acontecer, você vai-se danar!!!”

Dilma foi doutrinada para compreender que o Sistema de Propina tinha de ser mantido a qualquer preço, visto que fôra assim que a dupla PMDB/PSDB se tinha mantido tanto tempo no domínio do Poder. Para conseguir a mesma façanha, até superá-la, era necessário “não matar a galinha dos ovos de ouro”. Era necessário coibir, controlar a ação da PF. Precisava-se que ela fosse mantida sob rédeas curtas. Mas como, se ela já havia dado ampla liberdade para que os policiais agissem?

"Cruz credo! Será que ele volta mesmo?"

“Cruz credo! Será que ele volta mesmo?”

Dilma, brasileira amante do Brasil, decidiu o contrário daquilo que os petralhas queriam e soltou as rédeas da PF, pois, tentando negociar, quis barganhar o controle da PF em troca da aprovação da mudança do sistema eleitoral no país. Esperto como o Diabo, Lulaça Cachaça logo percebeu que ela queria dar um golpe no PT e tratou de alertar a todos que a diaba estava com caraminholas na cachola. Claro que seu projeto de mudança do sistema foi pro brejo. Claro que a sustentação partidária lhe foi retirada porque os cumpãeiros caríssimos ao Cachaça foram dar com os costados na cadeia, mesmo com um Zavaschi e um Lewandowsky tudo fazendo para aliviar a mão da Justiça.

Os petistas que trouxeram a esperança de volta aos miseráveis do Brasil.

“Ela tá no papo. Vai cair como uma patinha…”

Lulaça se afastou da afilhada e maquinou uma armadilha.

Ela, coitada, sem muita experiência em Polititica, embarcou de cabeça na história de “desvelar os crimes dos militares de 64” e criou a tal Comissão da Verdade. Seu “Fada Padrinho”  sabia da vontade da coitadinha de se vingar de alguma forma de seus torturadores e aproveitou a oportunidade para lançá-la de cabeça em outro inferno astral. Lulaça Cachaça e a turma do funil se dobraram de rir da idiota. Só depois de ter feito a asneira foi que a ficha caiu na Dilma, mas já era tarde. Ela se deu conta de que tinha atolado o pé naquela coisa fedorenta que todo mundo evita. Mas era tarde. Agora, o jeito era manter a pose, custasse o que custasse.

Fui e sou fã dele, Castello Branco. Apenas discordei de sua bondade. Eu teria feito o que recomendava Costa e Silva. Mas Castello pegou leve com os polititicas e ei-los de volta ao Congresso...

Eles se foram, mas a recordação amarga que deixaram na Dilma fez que ela fosse vítima do Partidão.

A Milicada ficou – e vai continuar até o final dos dias da coitada – azeda com ela e tendo sua cabeça na mira de um fuzil AR-15 ou melhor. Lulaça tratou de complicar mais ainda a pobre Dilma e lhe meteu pelas orelhas a dentro a idéia de que ela devia se aproximar de Cuba. Devia ajudar seu querido Fidel Castro, pois, fazendo isto, obrigaria os EUA a suspender o embargo blá-blá-blá. E a Dilma embarcou na arapuca toda serelepe, visto que em tempos outros, lá naquela ilha  estivera estudando guerra de guerrilha com o saudoso “herói” Che Guevara. Mas quando a pobrezinha se embaralhou com a armadilha da construção do Porto Mariel, à sorrelfa, claro, para que os Zé Nings brasileiros não esperneassem, Lulaça já estava trabalhando afanosamente para aproximar a Dilma dos tiraniquinhos sul-americanos. E ela se viu às voltas com o aloprado e já falecido Hugo Chavez e outros que tais. Como se não bastasse, Lula e PT lhe jogaram no colo a desgraçada – na expressão da palavra – Presidenta da Argentina, aquela velhota feia que dói, enrolada como o diabo na administração daquele país.

"E agora? É xeque ou xeque-mate? O povão quer xeque-mate, mas é injustiça, gente!"

“E agora? É xeque ou xeque-mate? O povão quer xeque-mate, mas é injustiça, gente!”

Claro que a coitada da Dilma se perdeu, se emaranhou, e fez tudo de errado que o PARTIDÃO lhe orientou fazer pelos “cumpãeiros” da cidade e do campo. Mas, mesmo fechando os olhos para a ladroagem na PETROBRÁS, a coisa explodiu. Ela ficou zonza com o escândalo e só aí foi que tomou ciência que seu barco fazia água. A quem recorrer?

A bagunça redundou no escândalo do PETROLÃO e o ônus dele, pasmem, caiu todinho sobre as costas já vergastadas da pobrezinha. E ela o povaréu ir às ruas gritando furiosos pelo seu impeachment, Virgem Santa! 

Então, gente, não é justo ir às ruas pedir o impeachment da velhota. Temos de lhe dar crédito de que está batalhando contra o próprio partido e ainda luta, desesperadamente, para safar o Brasil das mãos dos ladrões de colarinho branco e grandes empreiteiras. Ou o povo se une para fazer aprovar o desmantelamento da coluna mestra da corrupção, que é o financiamento de campanha por empresas privadas, ou a vaca brasileira, que já foi pro brejo há muito tempo, vai, agora, morrer afogada.

Que tal? A Vovozona e a Aloprada merecem o beneplácito da dúvida.

Perguntem aos seus ministros…