Os dois rapazes devem apodrecer na cadeia. Não interessa nenhuma alternativa para a IMPRENSA rancorosa. Eles têm que pagar pelo crime involuntário e que, a rigor, é de todos os que estavam presentes na agitação daquele momento.

Os dois rapazes devem apodrecer na cadeia. Não interessa nenhuma alternativa para a IMPRENSA rancorosa. Eles têm que pagar pelo crime involuntário e que, a rigor, é de todos os que estavam presentes na agitação daquele momento.

Caio Silva de Souza e Fábio Raposo são dois jovens desmiolados que se deixam levar pela emoção do momento. Inflamados e tomados pela eletricidade emocional do momento da agitação popular, no Rio de Janeiro, colocam um rojão no chão e o acendem. Não têm a intenção de matar ninguém. Apenas aquele impulso comum aos jovens: se está uma bagunça, vamos bagunçar. Só que na trajetória do rojão estava a cabeça do cinegrafista Santiago Andrade, da BAND, filmando o corre-corre aleatório da multidão desorientada. A maioria corria desorientada, sem saber bem o que diabos acontecia.

O rojão atinge em cheio a cabeça do cinegrafista e ele tomba. Está morto em pouco tempo. E aí começa a caçada sem trégua da IMPRENSA. Um de seus representantes foi atingido e morto. IMPERDOÁVEL. A Imprensa toda foi insultada, foi ferida, foi mortalmente ameaçada. É preciso que todos os repórteres, no mundo todo, comecem a gritar feito gralhas. Só que berram por VINGANÇA.

Ele era um trabalhador como outro qualquer. Corria o perigo que qualquer outro corre em seu trabalho. Mas era especial: era um homem da IMPRENSA LIVRE.

Ele era um trabalhador como outro qualquer. Corria o perigo que qualquer outro corre em seu trabalho. Mas era especial: era um homem da IMPRENSA LIVRE.

A caçada se estende sem tréguas. A POLÍCIA é açulada incansavelmente para encontrar o assassino ou os assassinos do representante da IMPRENSA LIVRE. Quem matou Santiago é um monstro que atua contra a Imprensa. Tem de ser punido exemplarmente para que todos aprendam que podem mexer até com a PRESIDENTA DA REPÚBLICA, podem até matar o OBAMA, mas de modo algum, de maneira alguma, pode-se mexer com um representante da IMPRENSA LIVRE em seu sagrado trabalho de cavar notícia. 

Finalmente, eis que dois jovens são descobertos. Um filme os denuncia. Um deles entrega o rojão ao outro e este, na excitação do momento e sem raciocinar direito, coloca-o no solo e o acende. Não tinham a intenção de matar o cinegrafista. Não soltaram o rojão apontando diretamente para sua cabeça. Apenas o colocaram no chão e o acenderam. A sorte decidiria quem seria ferido. E a sorte decidiu que uma vida seria ceifada. Talvez os dois jovens irresponsáveis nem mesmo fizessem idéia do estrago que aquilo poderia fazer se tivesse chegado a um grupo de pessoas. Talvez pensassem somente em causar mais bagunça, mais gritaria. Depois, talvez pensassem, poderiam dar gargalhada na companhia de outros moleques como eles, diante de copos de cerveja gelada, pela bagunça que tinham causado com a brincadeira. Alguns bobos com queimaduras superficiais e só.

Infelizmente, para eles, não foi só isto. O destino decidiu o contrário. Era a hora de Santiago terminar seu tempo entre os vivos da terra. E como “o homem põe e Deus dispõe”, os dois tolos puseram e o Destino dispôs… Por terem agido de modo impensado, foram parar atrás das grades e, pior, com o pesado e implacável pé da IMPRENSA LIVRE sobre suas cabeças.

O destino desejado ardentemente pela IMPRENSA LIVRE para os dois "assassinos" de um empregado em suas fileiras. VINGANÇA travestida de JUSTIÇA. Que lastima!

O destino desejado ardentemente pela IMPRENSA LIVRE para os dois “assassinos” de um empregado em suas fileiras. VINGANÇA travestida de JUSTIÇA. Que lastima!

Santiago estava vingado. Seus familiares, emocionalmente manipulados pela pesada mão da IMPRENSA LIVRE, estavam satisfeitos. Os dois “bandidos” iam mofar na cadeia, entre verdadeiros monstros que a Sociedade Cruel cria através daquelas sucursais do Inferno, plantadas nas terras brasilis por políticos gananciosos e irresponsáveis. E a IMPRENSA LIVRE mostrava ao Brasil e ao Mundo que não se deve mexer com seu pessoal, pois a vingança será mais implacável que a levada a cabo pelos judeus contra seus desafetos

A IMPRENSA LIVRE, agora, revoltada, anuncia, com todos os repórteres televisivos, principalmente os da TV GLOBO, com aquela cara de horror a um desastre mundial, que o Tribunal de Justiça do Rio (TJ) acatou o recuso da defesa dos réus e desclassificou o crime de homicídio triplamente qualificado (com intenção de matar). Porém, foi considerado o crime de explosão seguida de morte, pelo qual a dupla responderá. A pena poderá chegar a oito anos de prisão. Como não são Insolências de Colarinho Branco, não serão libertados antes de 4 anos dentro de uma prisão fétida, onde provavelmente sofrerão abusos até sexuais. Eles não têm família nem ninguém que lhes chore o destino ingrato. O arrependimento e o pranto deles, não será deixado tocar o coração de ninguém, nem mesmo de Padres ou Bispos das Igrejas protestantes. Eles são ASSASSINOS DE EMPREGADOS DA IMPRENSA LIVRE. Pronto.

Rancorosa, a IMPRENSA LIVRE não quer que a pena seja diminuída. Eles querem a pena máxima, como era a decisão anterior tomada sob pressão. Nada de deixar os “criminosos assassinos” livres.

É… Dente por Dente e Olho por Olho. Assim, vamos todos, um dia, ficar banguelas e caolhos. Mas em se tratando da IMPRENSA LIVRE não é olho por olho. São olhos por olhos. Não vamos ficar caolhos, mas cegos de vez.

E Viva A Imprensa Rancorosa e Vingativa.